[Bancariosdebase] proposta panfleto de propaganda

Israel Fernandez Junior israelfernandezjr em gmail.com
Sábado Setembro 15 20:40:59 UTC 2012


Companheiros,

Minha contribuição para o panfleto é a inclusão de um parágrafo que fala da
unificação das lutas.

Israel

Em 15 de setembro de 2012 17:14, Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <
marciocarsi em yahoo.com.br> escreveu:

>
>   ----- Mensagem encaminhada -----
> *De:* Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi em yahoo.com.br>
> *Para:* bdbase lista <bancariosdebase em lists.aktivix.org>; Daniel Esp Soc <
> tzitzimitl em terra.com.br>
> *Enviadas:* Sábado, 15 de Setembro de 2012 16:19
> *Assunto:* Enc: [Bancariosdebase] proposta panfleto de propaganda
>
>
>
>
>     PRECISAMOS DE UMA GREVE DE VERDADE!
>     NóS DO COLETIVO BANCáRIOS DE BASE ESTAMOS APROVEITANDO ESTE MOMENTO
> DE GREVE PARA TRAZER AOS TRABALHADORES UMA SéRIE DE IDEIAS QUE NãO
> TEMOS PODIDO APRESENTAR EM OUTROS MOMENTOS. GRAçAS à FORMA COMO O
> NOSSO SINDICATO é CONDUZIDO PELA ATUAL DIRETORIA, NãO EXISTEM MAIS
> ESPAçOS DE DEBATE E DE ORGANIZAçãO. ESSA FALTA DE ESPAçOS
> DEMOCRáTICOS é APENAS UM DOS PROBLEMAS NA ATUAL GESTãO, QUE
> DEBATEREMOS A SEGUIR.
>     * A GREVE PRECISA DAR PREJUÍZO AOS BANCOS!Ao longo das últimas
> décadas os bancos implantaram uma série de avanços tecnológicos
> que lhes permitem realizar transações e manter a maior parte dos
> negócios funcionando mesmo sem a presença dos bancários: caixas
> eletrônicos, transações via internet ou celular, correspondentes
> bancários, etc. Com isso, nossas greves perderam a força que tinham
> antigamente para afetar o lucro dos bancos. Os bancos se modernizaram,
> mas os trabalhadores bancários ainda não atualizaram as suas formas
> de luta. Para termos uma greve de verdade, precisamos não apenas de
> uma adesão maciça (que também não tem acontecido, pelos motivos
> que discutiremos abaixo), mas de outras formas de afetar o
> funcionamento e o lucro dos bancos, e também de chamar a atenção da
> sociedade para as nossas demandas. Passeatas, manifestações,
> mega-piquetes na sede dos bancos, seriam formas de luta, entre muitas
> outras que poderiam ser pensadas, se tivéssemos mais espaços de
> discussão e participação.
>
>     * É PRECISO RETOMAR A LUTA POR ESTABILIDADE E CONTRA AS
> DEMISSÕES!Um dos principais motivos para a baixa adesão à greve é
> o fato de que os trabalhadores dos bancos privados não se sentem
> seguros para ir à luta contra a empresa. Outras categorias, como
> metalúrgicos, químicos, condutores de ônibus, telemarketing, etc.,
> que trabalham em empresas privadas, fazem greve porque contam com uma
> organização mínima, combativa e de interesses dos trabalhadores, que faz
> com que os grevistas não sejam
> demitidos nem sofram represálias. Esse trabalho de organização,
> preparação da greve e acompanhamento após a greve deixou de ser
> feito pelos sindicatos de bancários. Se os bancários de banco privado têm
> dificuldade de se somarem a campanha, isso é de responsabilidade da
> diretoria do sindicato, que não luta por Delegados Sindicais e
> estabilidade .Com isso, a grande maioria dos bancários não participam da
> campanha e da mobilização.
>
>     * COLOCAR EM PAUTA AS VERDADEIRAS REIVINDICAÇÕES!Outro motivo para
> a baixa adesão é o fato de que os bancários ativistas que iam para a luta,
> que
> trabalha nos bancos públicos, deixaram de participar da greve porque as
> suas verdadeiras reivindicações não são discutidas. Os bancos
> públicos têm imensas perdas salarias acumuladas (90% no BB e 100% na
> CEF decorrente de congelamento salarial de 1994 a 2003), nos bancos
> privados, as perdas chegam a 23%,  há segmentos diferentes de
> trabalhadores fazendo o mesmo
> serviço mas com remuneração e direitos diferentes, os planos de
> previdência estão sendo saqueados, os planos de saúde estão sendo
> sucateados, etc., além de toda uma série de questões específicas
> no BB, CEF, BNB, BASA, bancos estaduais. Entretanto, nenhuma dessas
> reivindicações é levada pelos sindicatos para a discussão com o
> governo, patrão dos bancos públicos. Isso porque a maioria desses
> sindicatos é ligada à CUT, central sindical dirigida pelo PT,
> partido que está no governo. Logo, o PT está negociando com o PT, e
> com isso, os sindicatos estão mais preocupados em defender o governo
> do que em representar os trabalhadores.
>
>     * CAMPANHA UNIFICADA, MESAS SEPARADAS!O governo e os sindicatos
> alegam que as questões salariais e trabalhistas devem ser discutidas
> na mesa única de negociação da Fenaban, mas no momento de encerrar
> a greve, as assembleias são separadas. E pior, os gerentes que estão
> furando a greve são enviados em massa para votar a favor da proposta
> dos banqueiros (que nunca contempla as reais necessidades dos
> trabalhadores), com a indispensável colaboração dos próprios
> sindicatos, que marca as assembleias à noite para que os gerentes
> possam comparecer.
>
>     * GREVE DE PIJAMA, GREVE DE SACO CHEIO.Mesmo com esse tipo de greve,
> em que não há organização para que os trabalhadores dos bancos
> privados participem, e não há motivação para os trabalhadores dos
> bancos públicos, porque suas reais reivindicações não são
> colocadas em discussão, ainda assim os trabalhadores do BB e da CEF
> têm aderido maciçamente à greve nos últimos anos. Mas fazem isso
> não porque acreditam no sindicato e no tipo de greve que está sendo
> feita, mas porque não suportam mais as condições de trabalho nas
> agências e departamentos, e usam a greve como uma espécie de folga,
> uma “greve de saco cheio”, ou “greve de pijama”, de quem se
> limita a não ir trabalhar. A prova disso é a baixa participação
> desses trabalhadores no movimento grevista: não comparecem aos
> piquetes nem às assembleias.
>
>     * CHEGA DA GREVE DE “FAIXADA”!Apesar de tudo isso, os sindicatos
> da CUT dizem que as greves são fortes e vitoriosas. Dizem que
> arrancamos “aumento real” acima da inflação, uma mentira
> cínica, pois além dos índices de inflação serem maquiados, as
> perdas salariais acumuladas são gigantescas como vimos acima no caso
> de BB e CEF, mas também nos bancos privados. E as greves são na
> verdade uma fachada, pois o sindicato coloca uma faixa na frente das
> agências dizeno “Estamos em Greve”, quando na verdade os
> trabalhadores estão lá dentro. A população em geral não é
> atendida, mas os clientes endinheirados sim, e também o telemarketing
> continua sendo feito, metas sendo batidas, etc. Há locais em que os
> gestores incentivam a greve de escriturários e caixas, para que a
> agência fique “fechada” e os comissionados cumpram as metas. Isso
> não é greve, é lockout! Chega da greve de fachada!
>
>     * PRECISAMOS MUDAR ESSE ROTEIRO! Com esse tipo de greve, jamas
> resolveremos os problemas que enfrentamos no dia a dia, jamais teremos
> a recomposição dos nossos salários e dos nossos direitos. É
> preciso mudar todo esse roteiro! Diante de todos esses problemas, só
> existe uma solução: a participação dos bancários. Se os
> sindicatos, associações e entidades não cumprem o seu papel, por
> causa dos seus interesses políticos dos seus dirigentes, devem ser
> cobrados por isso. Mas não podemos esperar que a solução caia do
> céu. Os problemas que vivenciamos nos nossos locais de trabalho
> (cobrança de metas, assédio moral, ameaça de demissão, stress,
> excesso de serviço, reclamações dos clientes) não são exclusivos
> deste ou daquele indivíduo, são problemas coletivos, que acontecem
> em todas as agências e departamentos, em todos os bancos, públicos e
> coletiva! A solução é fazermos nós mesmos aquilo que nos diz
> respeito. Converse com seus colegas, reúna-se fora do local de
> trabalho, discuta e divulgue este panfleto, troque idéias.
>

 UNIFICAÇÃO DAS LUTAS: A grande greve do funcionalismo federal mostrou a
força do governo e dos patrões.
Apesar de sinalizar a disposição de luta da classe trabalhadora brasileira
com sua imensa mobilização e conquistas pontuais, o governo impôs um modelo
de acordo coletivo que ultrapassa um ano como já vem fazendo em outras
categorias (15,8% em 3 anos). Devemos aprender com a luta desses
trabalhadores. É necessária a unificação das categorias em luta (bancários,
metalúrgicos, petroleiros e correios) para impor nossas reivindicações. E
não basta uma unificação de fachada como os federais, onde as diversas
categorias apenas estavam em greve na mesma data. Não se trata disso, é
necessário unificação nas ações, na discussão e encaminhamento das lutas.

>
>
>     * QUEM SOMOS: O Coletivo Bancários de Base é formado por
> trabalhadores que vivenciam esses mesmos problemas e se organizam para
> buscar soluções. Estamos no dia a dia das agências e departamentos,
> enfrentando a cobrança dos gerentes, o excesso de clientes e a
> sobrecarga de serviço. Nos reunimos periodicamente para discutir
> maneiras de mudar essa realidade. O sindicato e outras entidades não
> têm servido mais como espaço para nossa organização, por isso
> somos oposição à diretoria e discutimos entre nós tudo que nos diz
> respeito. Elaboramos nossos panfletos com nossos próprios recursos e
> divulgamos nossas idéias em nossa página na internet
> (www.bancariosdebases.blogspot.com.br [1].). Entre em contato!
> (bancariosdebase em yahoo.com.br [2]).
> On Qui 01/01/70 00:00 , sent:
>
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> Bancariosdebase mailing list
> Bancariosdebase em lists.aktivix.org
> https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase
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