[Bancariosdebase] panfleto de propaganda montado

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Sábado Setembro 15 22:42:40 UTC 2012


  Olá comp em s
 Fiz a montagem do panfleto de propaganda com os acréscimos que foram
incluídos, já com correção ortográfica. 
 Não cabe em um panfleto frente e verso, como se vê no arquivo
anexo. Temos duas opções: ou reduzir a letra ou um novo processo de
discussão para decidir o que fica fora.
 Daniel
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 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years! 
 Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!” 
 “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos! 
 Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!” 
 Iron Maiden, “Wasted Years” 
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	PRECISAMOS DE UMA GREVE DE VERDADE! 
	Nós do Coletivo Bancários de Base estamos aproveitando este momento
de greve para trazer aos trabalhadores uma série de ideias que não
temos podido apresentar em outros momentos. Graças à forma como o
nosso sindicato é conduzido pela atual diretoria, não existem mais
espaços de debate e de organização. Essa falta de espaços
democráticos é apenas um dos problemas na atual gestão, que
debateremos a seguir. 

	* A GREVE PRECISA DAR PREJUÍZO AOS BANCOS! Ao longo das últimas
décadas os bancos implantaram uma série de avanços tecnológicos
que lhes permitem realizar transações e manter a maior parte dos
negócios funcionando mesmo sem a presença dos bancários: caixas
eletrônicos, transações via internet ou celular, correspondentes
bancários, etc. Os bancos se modernizaram, mas os bancários ainda
não atualizaram as suas formas de luta. Para termos uma greve de
verdade, precisamos não apenas de uma adesão maciça (que também
não tem acontecido, pelos motivos que discutiremos abaixo), mas de
outras formas de afetar o funcionamento e o lucro dos bancos, e
também de chamar a atenção da sociedade para as nossas demandas.
Passeatas, manifestações, mega-piquetes na sede dos bancos, seriam
formas de luta, entre muitas outras que poderiam ser pensadas, se
tivéssemos mais espaços de discussão e participação. 

	* É PRECISO RETOMAR A LUTA POR ESTABILIDADE E CONTRA AS DEMISSÕES!
Um dos principais motivos para a baixa adesão à greve é o fato de
que os trabalhadores dos bancos privados não se sentem seguros para
ir à luta contra a empresa. Outras categorias, como metalúrgicos,
químicos, condutores de ônibus, telemarketing, etc., que trabalham
em empresas privadas, fazem greve porque contam com uma organização
mínima, que mantém alguma combatividade em defesa dos interesses dos
trabalhadores, que faz com que os grevistas não sejam demitidos nem
sofram represálias. Esse trabalho de organização, preparação da
greve e acompanhamento após a greve deixou de ser feito pelos
sindicatos de bancários. Se os bancários dos bancos privados têm
dificuldade de se somarem a campanha, isso é de responsabilidade da
diretoria do sindicato, que não luta pela estabilidade no emprego e
Delegados Sindicais neste setor. Os próprios trabalhadores dos bancos
privados precisam se envolver na luta de forma coletiva, para evitar
retaliações individuais. As maiores e mais importantes vitórias da
categoria foram conquistadas com a união dos bancários do setor
público e privado, como a conquista da jornada de 6 horas e os
avanços da década de 80 (reposição de perdas salariais, expulsão
dos pelegos ligados a ditadura militar, entre outros). Sem isso, a
grande maioria dos bancários não participam da campanha e da
mobilização. 

	* DEFESA DOS INTERESSES DA CATEGORIA NÃO APENAS NO DISCURSO- É
necessário que os bancários organizados nas oposições coloquem em
prática a defesa dos interesses da categoria, que tanto dizem
defender. Não adianta ter um discurso combativo, mas no final das
contas, unir-se na prática à atual diretoria do sindicato e fazer
acordos para que apenas os bancários organizados em "Centrais
Sindicais" possam ter direito a voz nas assembleias. É necessário
que todos os setores de oposição, junto com os demais bancários,
caminhem unitariamente em defesa intransigente dos interesses da
categoria, ainda que tenham que se enfrentar com os atuais "donos do
sindicato". 

	* COLOCAR EM PAUTA AS VERDADEIRAS REIVINDICAÇÕES!Outro motivo para
a baixa adesão é o fato de que a maioria dos bancários que iam para
a greve, que trabalham nos bancos públicos, deixaram de participar do
movimento porque as suas verdadeiras reivindicações não são
discutidas. Os bancos públicos têm imensas perdas salarias
acumuladas (90% no BB e 100% na CEF decorrente de congelamento
salarial de 1994 a 2003, nos bancos privados, as perdas chegam a 23%),
há segmentos diferentes de trabalhadores fazendo o mesmo serviço mas
com remuneração e direitos diferentes, os planos de previdência
estão sendo saqueados, os planos de saúde estão sendo sucateados,
avança a terceirização na atividade fim em todo o sistema
financeiro, etc., além de toda uma série de questões específicas
no BB, CEF, BNB, BASA, bancos estaduais. Entretanto, nenhuma dessas
reivindicações é levada pelos sindicatos para a discussão com o
governo, patrão dos bancos públicos. Isso porque a maioria desses
sindicatos é ligada à CUT, central sindical dirigida pelo PT,
partido que está no governo. Logo, o PT está negociando com o PT, e
com isso, os sindicatos estão mais preocupados em defender o governo
do que em representar os trabalhadores. 

	* CAMPANHA UNIFICADA, MESAS SEPARADAS!O governo e os sindicatos
alegam que as questões salariais e trabalhistas devem ser discutidas
na mesa única de negociação da Fenaban, mas no momento de encerrar
a greve, as assembleias são separadas. E pior, os gerentes que estão
furando a greve são enviados em massa para votar a favor da proposta
dos banqueiros (que nunca contempla as reais necessidades dos
trabalhadores), com a indispensável colaboração dos próprios
sindicatos, que marca as assembleias à noite para que os gerentes
possam comparecer.  

	* GREVE DE PIJAMA, GREVE DE SACO CHEIO.Mesmo com esse tipo de greve,
em que não há organização para que os trabalhadores dos bancos
privados participem ativamente da campanha, e não há motivação
para os trabalhadores dos bancos públicos, porque suas reais
reivindicações não são colocadas em discussão, ainda assim os
trabalhadores do BB e da CEF têm aderido maciçamente à greve nos
últimos anos. Mas fazem isso não porque acreditam no sindicato e no
tipo de greve que está sendo feita, mas porque não suportam mais as
condições de trabalho nas agências e departamentos, e usam a greve
como uma espécie de folga, uma “greve de saco cheio”, ou “greve
de pijama”, de quem se limita a não ir trabalhar. A prova disso é
a baixa participação desses trabalhadores no movimento grevista:
não comparecem aos piquetes, nem às assembleias, nem às atividades
de greve em geral. 

	* CHEGA DA GREVE DE “FAIXADA”!Apesar de tudo isso, os sindicatos
da CUT dizem que as greves são fortes e vitoriosas. Dizem que
arrancamos “aumento real” acima da inflação, uma mentira
cínica, pois além dos índices de inflação serem maquiados, as
perdas salariais acumuladas são gigantescas como vimos acima no caso
de BB e CEF, mas também nos bancos privados. E as greves são na
verdade uma fachada, pois o sindicato coloca uma faixa na frente das
agências dizendo “Estamos em Greve”, quando na verdade os
trabalhadores estão lá dentro. A população em geral não é
atendida, mas os clientes endinheirados sim, e também o telemarketing
continua sendo feito, metas sendo batidas, etc. Há locais em que os
gestores incentivam a greve de escriturários e caixas, para que a
agência fique “fechada” e os comissionados cumpram as metas. Isso
não é greve, é lockout! Chega da greve de fachada! 

	* PRECISAMOS MUDAR ESSE ROTEIRO!Com esse tipo de greve, jamas
resolveremos os problemas que enfrentamos no dia a dia, jamais teremos
a recomposição dos nossos salários e dos nossos direitos. É
preciso mudar todo esse roteiro! Diante de todos esses problemas, só
existe uma solução: a participação dos bancários. Se os
sindicatos, associações e entidades não cumprem o seu papel, por
causa dos interesses políticos dos seus dirigentes, devem ser
cobrados por isso. Mas não podemos esperar que a solução caia do
céu. Os problemas que vivenciamos nos nossos locais de trabalho
(cobrança de metas, assédio moral, ameaça de demissão, stress,
excesso de serviço, reclamações dos clientes) não são exclusivos
deste ou daquele indivíduo, são problemas coletivos, que acontecem
em todas as agências e departamentos, em todos os bancos, públicos e
privados. Se os problemas são coletivos, a solução também deve ser
coletiva! A solução é fazermos nós mesmos aquilo que nos diz
respeito. Converse com seus colegas, reúna-se fora do local de
trabalho, discuta e divulgue este panfleto, troque idéias. 

	* UNIFICAÇÃO DAS LUTAS: A grande greve do funcionalismo federal
mostrou a força do governo e dos patrões. Apesar de sinalizar a
disposição de luta da classe trabalhadora brasileira com sua imensa
mobilização e conquistas pontuais, o governo impôs um modelo de
acordo coletivo que ultrapassa um ano como já vem fazendo em outras
categorias (15,8% em 3 anos). Devemos aprender com a luta desses
trabalhadores. É necessária a unificação das categorias em luta
(bancários, metalúrgicos, petroleiros e correios) para impor nossas
reivindicações. E não basta uma unificação de fachada como os
federais, onde as diversas categorias apenas estavam em greve na mesma
data. Não se trata disso, é necessário unificação nas ações, na
discussão e encaminhamento das lutas. 

	QUEM SOMOS:O coletivo Bancários de Base é formado por trabalhadores
que estão no dia a dia das agências e departamentos, enfrentando a
cobrança dos gerentes, o excesso de clientes e a sobrecarga de
serviço. Nos reunimos periodicamente para discutir maneiras de mudar
essa realidade. O sindicato e outras entidades não têm servido mais
como espaço para nossa organização, por isso somos oposição à
diretoria e discutimos entre nós tudo que nos diz respeito.
Elaboramos nossos panfletos com nossos próprios recursos e divulgamos
nossas idéias em nossa página na internet
(www.bancariosdebasesp.blogspot.com.br [1].). Fale conosco!
(bancariosdebase em yahoo.com.br [2]) 


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