[Bancariosdebase] panfleto de propaganda montado

Márcio Cardoso marciocarsi em yahoo.com.br
Domingo Setembro 16 02:12:29 UTC 2012


Cade o anexo?



Enviado via iPad

Em 15/09/2012, às 19:42, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:

>  Olá comp em s
> Fiz a montagem do panfleto de propaganda com os acréscimos que foram
> incluídos, já com correção ortográfica. 
> Não cabe em um panfleto frente e verso, como se vê no arquivo
> anexo. Temos duas opções: ou reduzir a letra ou um novo processo de
> discussão para decidir o que fica fora.
> Daniel
> _________________________________________ 
> “So, understand! You waste your time always searching for those
> wasted years! 
> Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
> years!” 
> “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
> anos perdidos! 
> Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
> anos dourados!” 
> Iron Maiden, “Wasted Years” 
> _________________________________________ 
>    PRECISAMOS DE UMA GREVE DE VERDADE! 
>    Nós do Coletivo Bancários de Base estamos aproveitando este momento
> de greve para trazer aos trabalhadores uma série de ideias que não
> temos podido apresentar em outros momentos. Graças à forma como o
> nosso sindicato é conduzido pela atual diretoria, não existem mais
> espaços de debate e de organização. Essa falta de espaços
> democráticos é apenas um dos problemas na atual gestão, que
> debateremos a seguir. 
> 
>    * A GREVE PRECISA DAR PREJUÍZO AOS BANCOS! Ao longo das últimas
> décadas os bancos implantaram uma série de avanços tecnológicos
> que lhes permitem realizar transações e manter a maior parte dos
> negócios funcionando mesmo sem a presença dos bancários: caixas
> eletrônicos, transações via internet ou celular, correspondentes
> bancários, etc. Os bancos se modernizaram, mas os bancários ainda
> não atualizaram as suas formas de luta. Para termos uma greve de
> verdade, precisamos não apenas de uma adesão maciça (que também
> não tem acontecido, pelos motivos que discutiremos abaixo), mas de
> outras formas de afetar o funcionamento e o lucro dos bancos, e
> também de chamar a atenção da sociedade para as nossas demandas.
> Passeatas, manifestações, mega-piquetes na sede dos bancos, seriam
> formas de luta, entre muitas outras que poderiam ser pensadas, se
> tivéssemos mais espaços de discussão e participação. 
> 
>    * É PRECISO RETOMAR A LUTA POR ESTABILIDADE E CONTRA AS DEMISSÕES!
> Um dos principais motivos para a baixa adesão à greve é o fato de
> que os trabalhadores dos bancos privados não se sentem seguros para
> ir à luta contra a empresa. Outras categorias, como metalúrgicos,
> químicos, condutores de ônibus, telemarketing, etc., que trabalham
> em empresas privadas, fazem greve porque contam com uma organização
> mínima, que mantém alguma combatividade em defesa dos interesses dos
> trabalhadores, que faz com que os grevistas não sejam demitidos nem
> sofram represálias. Esse trabalho de organização, preparação da
> greve e acompanhamento após a greve deixou de ser feito pelos
> sindicatos de bancários. Se os bancários dos bancos privados têm
> dificuldade de se somarem a campanha, isso é de responsabilidade da
> diretoria do sindicato, que não luta pela estabilidade no emprego e
> Delegados Sindicais neste setor. Os próprios trabalhadores dos bancos
> privados precisam se envolver na luta de forma coletiva, para evitar
> retaliações individuais. As maiores e mais importantes vitórias da
> categoria foram conquistadas com a união dos bancários do setor
> público e privado, como a conquista da jornada de 6 horas e os
> avanços da década de 80 (reposição de perdas salariais, expulsão
> dos pelegos ligados a ditadura militar, entre outros). Sem isso, a
> grande maioria dos bancários não participam da campanha e da
> mobilização. 
> 
>    * DEFESA DOS INTERESSES DA CATEGORIA NÃO APENAS NO DISCURSO- É
> necessário que os bancários organizados nas oposições coloquem em
> prática a defesa dos interesses da categoria, que tanto dizem
> defender. Não adianta ter um discurso combativo, mas no final das
> contas, unir-se na prática à atual diretoria do sindicato e fazer
> acordos para que apenas os bancários organizados em "Centrais
> Sindicais" possam ter direito a voz nas assembleias. É necessário
> que todos os setores de oposição, junto com os demais bancários,
> caminhem unitariamente em defesa intransigente dos interesses da
> categoria, ainda que tenham que se enfrentar com os atuais "donos do
> sindicato". 
> 
>    * COLOCAR EM PAUTA AS VERDADEIRAS REIVINDICAÇÕES!Outro motivo para
> a baixa adesão é o fato de que a maioria dos bancários que iam para
> a greve, que trabalham nos bancos públicos, deixaram de participar do
> movimento porque as suas verdadeiras reivindicações não são
> discutidas. Os bancos públicos têm imensas perdas salarias
> acumuladas (90% no BB e 100% na CEF decorrente de congelamento
> salarial de 1994 a 2003, nos bancos privados, as perdas chegam a 23%),
> há segmentos diferentes de trabalhadores fazendo o mesmo serviço mas
> com remuneração e direitos diferentes, os planos de previdência
> estão sendo saqueados, os planos de saúde estão sendo sucateados,
> avança a terceirização na atividade fim em todo o sistema
> financeiro, etc., além de toda uma série de questões específicas
> no BB, CEF, BNB, BASA, bancos estaduais. Entretanto, nenhuma dessas
> reivindicações é levada pelos sindicatos para a discussão com o
> governo, patrão dos bancos públicos. Isso porque a maioria desses
> sindicatos é ligada à CUT, central sindical dirigida pelo PT,
> partido que está no governo. Logo, o PT está negociando com o PT, e
> com isso, os sindicatos estão mais preocupados em defender o governo
> do que em representar os trabalhadores. 
> 
>    * CAMPANHA UNIFICADA, MESAS SEPARADAS!O governo e os sindicatos
> alegam que as questões salariais e trabalhistas devem ser discutidas
> na mesa única de negociação da Fenaban, mas no momento de encerrar
> a greve, as assembleias são separadas. E pior, os gerentes que estão
> furando a greve são enviados em massa para votar a favor da proposta
> dos banqueiros (que nunca contempla as reais necessidades dos
> trabalhadores), com a indispensável colaboração dos próprios
> sindicatos, que marca as assembleias à noite para que os gerentes
> possam comparecer.  
> 
>    * GREVE DE PIJAMA, GREVE DE SACO CHEIO.Mesmo com esse tipo de greve,
> em que não há organização para que os trabalhadores dos bancos
> privados participem ativamente da campanha, e não há motivação
> para os trabalhadores dos bancos públicos, porque suas reais
> reivindicações não são colocadas em discussão, ainda assim os
> trabalhadores do BB e da CEF têm aderido maciçamente à greve nos
> últimos anos. Mas fazem isso não porque acreditam no sindicato e no
> tipo de greve que está sendo feita, mas porque não suportam mais as
> condições de trabalho nas agências e departamentos, e usam a greve
> como uma espécie de folga, uma “greve de saco cheio”, ou “greve
> de pijama”, de quem se limita a não ir trabalhar. A prova disso é
> a baixa participação desses trabalhadores no movimento grevista:
> não comparecem aos piquetes, nem às assembleias, nem às atividades
> de greve em geral. 
> 
>    * CHEGA DA GREVE DE “FAIXADA”!Apesar de tudo isso, os sindicatos
> da CUT dizem que as greves são fortes e vitoriosas. Dizem que
> arrancamos “aumento real” acima da inflação, uma mentira
> cínica, pois além dos índices de inflação serem maquiados, as
> perdas salariais acumuladas são gigantescas como vimos acima no caso
> de BB e CEF, mas também nos bancos privados. E as greves são na
> verdade uma fachada, pois o sindicato coloca uma faixa na frente das
> agências dizendo “Estamos em Greve”, quando na verdade os
> trabalhadores estão lá dentro. A população em geral não é
> atendida, mas os clientes endinheirados sim, e também o telemarketing
> continua sendo feito, metas sendo batidas, etc. Há locais em que os
> gestores incentivam a greve de escriturários e caixas, para que a
> agência fique “fechada” e os comissionados cumpram as metas. Isso
> não é greve, é lockout! Chega da greve de fachada! 
> 
>    * PRECISAMOS MUDAR ESSE ROTEIRO!Com esse tipo de greve, jamas
> resolveremos os problemas que enfrentamos no dia a dia, jamais teremos
> a recomposição dos nossos salários e dos nossos direitos. É
> preciso mudar todo esse roteiro! Diante de todos esses problemas, só
> existe uma solução: a participação dos bancários. Se os
> sindicatos, associações e entidades não cumprem o seu papel, por
> causa dos interesses políticos dos seus dirigentes, devem ser
> cobrados por isso. Mas não podemos esperar que a solução caia do
> céu. Os problemas que vivenciamos nos nossos locais de trabalho
> (cobrança de metas, assédio moral, ameaça de demissão, stress,
> excesso de serviço, reclamações dos clientes) não são exclusivos
> deste ou daquele indivíduo, são problemas coletivos, que acontecem
> em todas as agências e departamentos, em todos os bancos, públicos e
> privados. Se os problemas são coletivos, a solução também deve ser
> coletiva! A solução é fazermos nós mesmos aquilo que nos diz
> respeito. Converse com seus colegas, reúna-se fora do local de
> trabalho, discuta e divulgue este panfleto, troque idéias. 
> 
>    * UNIFICAÇÃO DAS LUTAS: A grande greve do funcionalismo federal
> mostrou a força do governo e dos patrões. Apesar de sinalizar a
> disposição de luta da classe trabalhadora brasileira com sua imensa
> mobilização e conquistas pontuais, o governo impôs um modelo de
> acordo coletivo que ultrapassa um ano como já vem fazendo em outras
> categorias (15,8% em 3 anos). Devemos aprender com a luta desses
> trabalhadores. É necessária a unificação das categorias em luta
> (bancários, metalúrgicos, petroleiros e correios) para impor nossas
> reivindicações. E não basta uma unificação de fachada como os
> federais, onde as diversas categorias apenas estavam em greve na mesma
> data. Não se trata disso, é necessário unificação nas ações, na
> discussão e encaminhamento das lutas. 
> 
>    QUEM SOMOS:O coletivo Bancários de Base é formado por trabalhadores
> que estão no dia a dia das agências e departamentos, enfrentando a
> cobrança dos gerentes, o excesso de clientes e a sobrecarga de
> serviço. Nos reunimos periodicamente para discutir maneiras de mudar
> essa realidade. O sindicato e outras entidades não têm servido mais
> como espaço para nossa organização, por isso somos oposição à
> diretoria e discutimos entre nós tudo que nos diz respeito.
> Elaboramos nossos panfletos com nossos próprios recursos e divulgamos
> nossas idéias em nossa página na internet
> (www.bancariosdebasesp.blogspot.com.br [1].). Fale conosco!
> (bancariosdebase em yahoo.com.br [2]) 
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> https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase



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