[Bancariosdebase] panfleto diagramado
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Terça Setembro 18 20:05:27 UTC 2012
Olá comp em s
Conforme foi conversado ontem ao fim da assembleia, segue o panfleto
de propaganda.
Não foram feitas mudanças no conteúdo político do panfleto,
apenas ajustes na redação para que coubesse no espaço de um A4
frente e verso. A fonte teve que ser reduzida para tamanho 11. O
combinado foi distribuirmos 20.000 cópias. Teremos que montar um
operativo de emergêcia para desovar todo esse material, já que a
greve pode não ser muito longa.
Possivelmente teremos que apelar para companheiros de outras
categorias.
Daniel
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“So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years!
Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!”
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos!
Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!”
Iron Maiden, “Wasted Years”
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PRECISAMOS DE UMA GREVE DE VERDADE!
NóS DO COLETIVO BANCáRIOS DE BASE APROVEITAMOS ESTE MOMENTO DE
GREVE PARA TRAZER AOS TRABALHADORES UMA SéRIE DE IDEIAS QUE NãO
TEMOS PODIDO APRESENTAR EM OUTROS MOMENTOS. GRAçAS à FORMA COMO O
NOSSO SINDICATO é CONDUZIDO PELA ATUAL DIRETORIA, PRATICAMENTE NãO
EXISTEM MAIS ESPAçOS DE DEBATE E DE ORGANIZAçãO. ESSA FALTA DE
ESPAçOS DEMOCRáTICOS é APENAS UM ENTRE OS VáRIOS PROBLEMAS NA
ATUAL GESTãO E QUE AFETAM A CATEGORIA, QUE DEBATEREMOS A SEGUIR.
* A GREVE PRECISA DAR PREJUÍZO AOS BANCOS! Ao longo das últimas
décadas os bancos implantaram uma série de avanços tecnológicos
que lhes permitem realizar transações e manter a maior parte dos
negócios funcionando mesmo sem a presença dos bancários: caixas
eletrônicos, transações via internet ou celular, correspondentes
bancários, etc. Os bancos se modernizaram, mas os bancários ainda
não atualizaram as suas formas de luta. Para termos uma greve de
verdade, precisamos não apenas de uma adesão maciça (que também
não tem acontecido, pelos motivos que discutiremos abaixo), mas de
outras formas de afetar o funcionamento e o lucro dos bancos, e
também de chamar a atenção da sociedade para as nossas demandas.
Passeatas, manifestações, mega-piquetes na sede dos bancos, seriam
formas de luta, entre muitas outras que poderiam ser pensadas, se
tivéssemos mais espaços de discussão e participação.
* É PRECISO RETOMAR A LUTA POR ESTABILIDADE E CONTRA AS DEMISSÕES!
Um dos principais motivos para a baixa adesão à greve é o fato de
que os trabalhadores dos bancos privados não se sentem seguros para
ir à luta contra a empresa. Outras categorias, como metalúrgicos,
químicos, condutores de ônibus, telemarketing, etc., que trabalham
em empresas privadas, fazem greve porque contam com uma organização
mínima, que mantém alguma combatividade em defesa dos interesses dos
trabalhadores, que faz com que os grevistas não sejam demitidos nem
sofram represálias. Esse trabalho de organização, preparação da
greve e acompanhamento após a greve deixou de ser feito pelos
sindicatos de bancários. Se os bancários dos bancos privados têm
dificuldade de se somarem a campanha, isso é de responsabilidade da
diretoria do sindicato, que não luta pela estabilidade no emprego e
pelo reconhecimento de Delegados Sindicais neste setor. PARA SUPERAR
ESSA SITUAçãO, OS PRóPRIOS TRABALHADORES DOS BANCOS PRIVADOS
PRECISAM SE ENVOLVER NA LUTA DE FORMA COLETIVA, PARA EVITAR
RETALIAçõES INDIVIDUAIS. As maiores e mais importantes vitórias da
categoria foram conquistadas com a união dos bancários do setor
público e privado, como a conquista da jornada de 6 horas e os
avanços da década de 80 (reposição de perdas salariais, expulsão
dos pelegos ligados a ditadura militar, entre outros).
* COLOCAR EM PAUTA AS VERDADEIRAS REIVINDICAÇÕES! Outro motivo para
a baixa adesão é o fato de que a maioria dos bancários que iam para
a greve, que trabalham nos bancos públicos, deixaram de participar do
movimento porque as suas verdadeiras reivindicações não são
discutidas. Os bancos públicos têm imensas perdas salarias
acumuladas (90% no BB e 100% na CEF decorrente de congelamento entre
1994 e 2003, nos privados, as perdas são de 23%), há segmentos
diferentes de trabalhadores fazendo o mesmo serviço mas com
remuneração e direitos diferentes, os planos de previdência estão
sendo saqueados, os planos de saúde estão sendo sucateados, avança
a terceirização na atividade fim em todo o sistema financeiro, etc.,
além de toda uma série de questões específicas no BB, CEF, BNB,
BASA, bancos estaduais. Entretanto, nenhuma dessas reivindicações é
levada pelos sindicatos para a discussão com o governo, patrão dos
bancos públicos. Isso porque a maioria desses sindicatos é ligada à
CUT, central sindical dirigida pelo PT, partido que está no governo.
Logo, o PT está negociando com o PT, e com isso, os sindicatos estão
mais preocupados em defender o governo do que em representar os
trabalhadores.
* A FARSA DA MESA ÚNICA – O governo e os sindicatos alegam que as
questões salariais e trabalhistas devem ser discutidas na mesa única
de negociação da Fenaban, mas no momento de encerrar a greve, as
assembleias são separadas. E pior, os gerentes que estão furando a
greve são enviados em massa para votar a favor da proposta dos
banqueiros (que nunca contempla as reais necessidades dos
trabalhadores), com a indispensável colaboração dos próprios
sindicatos, que marcam as assembleias à noite para que os gerentes
possam comparecer.
* DEFESA DOS INTERESSES DA CATEGORIA NÃO APENAS NO DISCURSO –
Também é necessário que os grupos organizados que fazem oposição
à diretoria coloquem em prática a defesa dos interesses da
categoria, que tanto dizem defender. Não adianta ter um discurso
combativo, mas no final das contas, fazer acordos para que apenas os
bancários organizados em "Centrais Sindicais" possam ter direito a
voz nas assembleias. É necessário que todos os setores de
oposição, junto com os demais bancários, caminhem unitariamente em
defesa intransigente dos interesses da categoria, e para isso é
preciso se enfrentar com os atuais "donos do sindicato".
* “GREVE DE PIJAMA”, “GREVE DE SACO CHEIO”. Mesmo com esse
tipo de greve, em que não há organização para que os trabalhadores
dos bancos privados participem ativamente da campanha, e não há
motivação para os trabalhadores dos bancos públicos, porque suas
reais reivindicações não são colocadas em discussão, ainda assim
os trabalhadores do BB e da CEF têm aderido maciçamente à greve nos
últimos anos. MAS FAZEM ISSO NãO PORQUE ACREDITAM NO SINDICATO E NO
TIPO DE GREVE QUE ESTá SENDO FEITA, MAS PORQUE NãO SUPORTAM MAIS AS
CONDIçõES DE TRABALHO NAS AGêNCIAS E DEPARTAMENTOS. A greve é
usada como uma espécie de folga, uma “greve de saco cheio”, ou
“greve de pijama”, de quem se limita a não ir trabalhar. A prova
disso é a baixa participação desses trabalhadores no movimento
grevista: não comparecem aos piquetes, nem às assembleias, nem às
atividades de greve em geral.
* CHEGA DA GREVE DE “FAIXADA”! Apesar de tudo isso, os sindicatos
da CUT dizem que as greves são fortes e vitoriosas. Dizem que
arrancamos “aumento real” acima da inflação, uma mentira
cínica, pois além dos índices de inflação serem maquiados, as
perdas salariais acumuladas são gigantescas como vimos acima no caso
de BB e CEF, mas também nos bancos privados. E as greves são na
verdade uma fachada, pois o sindicato coloca uma faixa na frente das
agências dizendo “Estamos em Greve”, quando na verdade os
trabalhadores estão lá dentro. A população em geral não é
atendida, mas os clientes endinheirados sim, e também o telemarketing
continua sendo feito, metas sendo batidas, etc. Há locais em que os
gestores incentivam a greve de escriturários e caixas, para que a
agência fique “fechada” e os comissionados cumpram as metas. Isso
não é greve, é lockout! Chega da greve de fachada!
* PRECISAMOS MUDAR ESSE ROTEIRO! Com esse tipo de greve, jamas
resolveremos os problemas que enfrentamos no dia a dia, jamais teremos
a recomposição dos nossos salários e dos nossos direitos. É
PRECISO MUDAR TODO ESSE ROTEIRO! DIANTE DE TODOS ESSES PROBLEMAS, Só
EXISTE UMA SOLUçãO: A PARTICIPAçãO DOS BANCáRIOS. Se os
sindicatos, associações e entidades não cumprem o seu papel, por
causa dos interesses políticos dos seus dirigentes, devem ser
cobrados por isso. Mas não podemos esperar que a solução caia do
céu. Os problemas que vivenciamos nos nossos locais de trabalho
(cobrança de metas, assédio moral, ameaça de demissão, excesso de
serviço, reclamações dos clientes, stress, adoecimento, etc.) não
são exclusivos deste ou daquele indivíduo, são problemas coletivos,
que acontecem em todas as agências e departamentos, em todos os
bancos, públicos e privados. SE OS PROBLEMAS SãO COLETIVOS, A
SOLUçãO TAMBéM DEVE SER COLETIVA! A SOLUçãO é FAZERMOS NóS
MESMOS AQUILO QUE NOS DIZ RESPEITO! Converse com seus colegas,
reúna-se fora do local de trabalho, discuta e divulgue este panfleto,
troque idéias.
* UNIFICAÇÃO DAS LUTAS: A situação vivida pelos bancários
também é vivida em outras categorias. Recentemente os funcionários
públicos federais enfrentaram o governo em defesa dos seus salários
e condições de trabalho, e não avançaram mais porque não
estiveram unificados. Devemos aprender com a luta desses
trabalhadores. É necessária a unificação das categorias em luta
(bancários, metalúrgicos, petroleiros e correios) para impor nossas
reivindicações. E não basta uma unificação de fachada como os
federais, onde as diversas categorias apenas estavam em greve na mesma
data. Não se trata disso, é necessário unificação nas ações, na
discussão e encaminhamento das lutas.
QUEM SOMOS:O coletivo Bancários de Base é formado por trabalhadores
que estão no dia a dia das agências e departamentos, enfrentando a
cobrança dos gerentes, o excesso de clientes e a sobrecarga de
serviço. Nos reunimos periodicamente para discutir maneiras de mudar
essa realidade. O sindicato e outras entidades não têm servido mais
como espaço para nossa organização, por isso somos oposição à
diretoria e discutimos entre nós tudo que nos diz respeito.
Elaboramos nossos panfletos com nossos próprios recursos e divulgamos
nossas idéias em nossa página na internet
(www.bancariosdebasesp.blogspot.com.br [1].). Fale conosco!
(bancariosdebase em yahoo.com.br [2]).
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