[Bancariosdebase] rascunho BB

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Sábado Abril 20 11:29:49 UTC 2013


  Olá compas
 Segue rascunho do panfleto para o Banco do Brasil que discutimos na
reunião passada.
 Daniel
 _________________________________________ 
 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years! 
 Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!” 
 “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos! 
 Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!” 
 Iron Maiden, “Wasted Years” 
 _________________________________________ 
	ORGANIZAR A BASE PARA A RESISTÊNCIA CONTRA O PLANO DE FUNÇÕES! 

	Desde janeiro de 2013 está ocorrendo uma queda de braço entre o
Banco do Brasil e seus funcionários, por conta do novo Plano de
Funções. O Plano visa reduzir a jornada de diversos cargos para 6
horas (o que está na CLT), mas com redução do salário, e sem o
pagamento da 7ª e 8ª horas devidas pelo BB relativas aos anos
anteriores, que muitos já vinham ganhando na justiça. Esse Plano
representa um golpe, e sabendo disso, a maioria dos funcionários que
são público alvo ainda não aderiram, mesmo depois de meses do
lançamento. Nesse sentido, O PLANO é UM FRACASSO! 

	Mas para que o plano seja definitivamente derrotado e retirado pelo
BB, é preciso muito mais do que a resistência isolada de milhares de
trabalhadores, é PRECISO UM MOVIMENTO FORTE E UNIFICADO DE TODO O
FUNCIONALISMO! No dia 8 de abril o BB simplesmente desmarcou reunião
que estava agendada com representantes sindicais para discutir o
plano, ignorando a insatisfação dos trabalhadores. Diante desse
gesto de menosprezo, a direção do Sindicato precisa deixar claro se
está contra o Plano ou não. Já não estamos mais no momento de
discutir ou de explicar o Plano aos funcionários, nem de negociar com
o BB a sua aplicação, é hora de lutar contra ele! Já tivemos
paralisações de 24 horas em São Paulo e outros locais do país,
além de atos e protestos diversos, mas isso ainda não foi
suficiente. Está claro que o plano somente será derrotado por meio
de uma GREVE NACIONAL POR TEMPO INDETERMINADO DE TODOS OS
TRABALHADORES DO BANCO DO BRASIL! 

	Ao invés disso, a direção do movimento sindical, centralizada pela
Contraf-CUT, está chamando mais uma paralisação de 24 horas para o
dia 30/04. Discordamos radicalmente dessa proposta por dois motivos:
primeiro, como dissemos, mais uma paralisação de 24 hs é
insuficiente para derrotar o plano; e segundo, UMA PARALISAçãO NãO
PODE SER DECRETADA DE CIMA PARA BAIXO PELOS DIRIGENTES DA CONTRAF-CUT!
Os dirigentes estão colocando as coisas de cabeça para baixo, assim
como fazem nas campanhas salariais. Uma greve não pode ser o ponto de
partida, deve ser o ponto de chegada, o ato final de um processo de
mobilização, a máxima demonstração de força dos trabalhadores!
Uma greve precisa ser construída e deve ser resultado final de um
plano de lutas! PARA ISSO, EXIGIMOS DO SINDICATO A REALIZAçãO DE UMA
ASSEMBLEIA PARA DELIBERAR SOBRE UM PLANO DE LUTAS! Somente uma
assembleia tem soberania para deliberar sobre um plano de luta que
tenha reais condições de derrotar o Plano de Funções do BB.  

	Para ter reais condições de derrotar o Plano é preciso envolver
todo o conjunto do funcionalismo, não só os assistentes, mas também
caixas, escriturários, atendentes, etc. E para envolver o conjunto do
funcionalismo, é preciso deixar claro que a Plano não é
simplesmente produto do desatino de alguns diretores, é parte de um
projeto geral está sendo aplicado nos bancos públicos. Esse projeto
é responsável pela gestão privatista, que trata os bancos públicos
como bancos comerciais. NãO é PRECISO VENDER AS AçõES DO BB PARA
TRATá-LO COMO UM BANCO PRIVADO, A ATUAL GESTãO Já FAZ ISSO! No
nosso dia a dia esse tipo de gestão resulta em desrespeito aos
clientes, cobrança de metas, assédio moral sistemático e
institucionalizado como forma de gestão, rebaixamento dos salários,
direitos e benefícios, sobrecarga de serviço, falta de condições
de trabalho, adoecimento, etc. Todos os funcionários, todos os dias,
sentem as consequências desse projeto. ESSE PROJETO ATINGE TODO O
CONJUNTO DO FUNCIONALISMO E PORTANTO A LUTA CONTRA ELE E CONTRA O
PLANO é UMA LUTA DE TODOS! 

	Como parte desse processo de luta, é dever do Sindicato realizar
reuniões em todas as agências e locais de trabalho, explicando
porque o plano não serve, sua vinculação com o projeto geral, a
gestão privatista e a necessidade de derrotá-lo. É para isso que
existe o Sindicato, que tem dezenas de diretores, funcionários,
gráfica, etc.! É preciso lançar boletins e cartilhas, realizar
seminários, plenárias e assembleias, até envolver o conjunto do
funcionalismo e criar reais condições de derrotar o Plano! 

	O Plano somente foi lançado porque, no encerramento da campanha
salarial passada, os representantes da Contraf-CUT deram carta branca
ao BB para apresentar uma proposta relativa à questão da 7ª e 8ª
horas. Em lugar de uma proposta que respondesse aos anseios dos
funcionários veio esse Plano, que é mais um ataque! É preciso
resgatar a verdadeira reivindicação dos funcionários: JORNADA DE 6
HORAS PARA TODOS E SEM REDUçãO DE SALáRIOS! PAGAMENTO DA 7ª E 8ª
HORAS DEVIDAS PELOS ANOS ANTERIORES! Da mesma forma, é preciso
colocar em pauta as demais reivindicações dos funcionários do BB
que ano após ano, campanha após campanha, são “esquecidas”
pelos dirigentes sindicais da Contraf-CUT: REPOSIçãO DE PERDAS
ACUMULADAS, ISONOMIA ENTRE FUNCIONáRIOS NOVOS, ANTIGOS E
INCORPORADOS, GARANTINDO-SE O QUE FOR MAIS VANTAJOSO PARA O
TRABALHADOR, FIM DA LATERALIDADE E VOLTA DO PAGAMENTO DAS
SUBSTITUIçõES, POR UM VERDADEIRO PLANO DE CARGOS E SALáRIOS, VOLTA
DO ANUêNIO, ANULAçãO DA REFORMA ESTATUTáRIA DA CASSI DE 2007 E
PAGAMENTO DA DíVIDA DO BB, DIREITOS DO PLANO 1 DA PREVI PARA TODOS,
ETC. 

	Além de realizar assembleia na base de São Paulo para deliberar
sobre um plano de luta, a direção do sindicato deve ENCAMINHAR AS
DELIBERAçõES DA ASSEMBLEIA DE 25/02 E FORMAR OS GRUPOS HOMOGêNEOS
PARA AçõES COLETIVAS! No Pará, graças a uma ação judicial do
sindicato local (que também é da CUT), o plano foi anulado, os
funcionários foram “desmigrados” para a carreira antiga e novas
adesões foram bloqueadas no sistema. O mesmo resultado tem que ser
obtido por sindicatos maiores e mais fortes como o de São Paulo! 

	Por último, ressaltamos que esse método de fazer negociações e
decidir sobre paralisações em reuniões entre quatro paredes na
cúpula das centrais sindicais é uma aplicação do Acordo Coletivo
Especial (ACE), antes mesmo de ser aprovado. Esse acordo permitirá
que os sindicatos assinem acordos abaixo do que está garantido na CLT
(o que já é possível pela lei atual), mas sem sequer passar por
assembleia! POR ISSO é UMA QUESTãO DE PRINCíPIO PARA OS
TRABALHADORES IMPEDIR A APROVAçãO DO ACE E LUTAR CONTRA OS MéTODOS
DE DECISãO PELA CúPULA, RESGATANDO A SOBERANIA DA BASE E DAS
ASSEMBLEIAS! 
	CAMPANHA CONTRA A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA NOS BANCOS PÚBLICOS 

	No dia 9 de abril foram realizados atos de protesto contra a
perseguição política no Banco do Brasil, em frente aos prédios do
SAC e da Verbo Divino. Participaram dos atos diversos coletivos que
atuam na categoria bancária, como Bancários de Base, Uma Classe,
MNOB, além de representantes de outras categorias. Os atos fazem
parte de uma campanha contra a repressão nos bancos públicos, que
já teve um ato semelhante no dia 27, na avenida paulista, contra a
demissão do companheiro Messias, militante histórico da Caixa
Econômica na região de Osasco.  

	Infelizmente, em nenhum desses atos houve a participação de
representantes das entidades como o Sindicato dos Bancários e a
APCEF, apesar dessas atividades terem sido deliberadas em reuniões
amplas realizadas nas sedes dessas entidades. A direção do Sindicato
preferiu fazer um ato em separado, no dia 17. Consideramos um erro
essa postura da direção do Sindicato de não participar das
atividades unificadas, e também a postura de tratar a perseguição
política como ataques isolados. 

	Entendemos que tanto a demissão do companheiro Messias na CEF como a
onda de processos administrativos no Banco do Brasil (entre os
prédios do SAC e da Verbo Divino temos a notícia de que há 3
demitidos em Brasília e 15 trabalhadores respondendo a processos
administrativos, por “coincidência”, todo delegados sindicais,
militantes e ativistas que tentam organizar os colegas para resistir a
abusos do banco) não são fatos isolados, mas são parte de um
projeto geral para os bancos públicos, tentando impedir que haja
resistência.  

	E isso é parte de uma ofensiva geral contra a as lutas dos
trabalhadores no Brasil, com reflexos em diversas outras categorias.
Trabalhadores da construção civil nas obras do PAC, trabalhadores
sem teto, estudantes da USP, UNIFESP, etc., todos estão sendo
vítimas de prisões, expulsões, processos, etc. Está em curso no
país uma ofensiva do governo, dos patrões e da mídia para dizer que
o país está imune à crise, todos vão receber sua parte no
“progresso”, etc., quando na verdade há muitos problemas, e
aqueles que se atrevem a denunciar os problemas estão sendo tratados
como criminosos. 

	A campanha contra repressão nos bancos públicos vai continuar, pois
não podemos aceitar esse tratamento de criminosos, idêntico ao que
se fazia na ditadura militar. Devemos seguir dennciando a repressão e
lutando pelo direito de organização dos trabalhadores. E quanto mais
unificadas forem as lutas dos bancários, do BB e CEF, públicos e
privados, bancários e demais categorias, mais chances teremos de
vitórias! 
	QUEM SOMOS:O coletivo Bancários de Base é formado por trabalhadores
que estão no dia a dia das agências e departamentos, enfrentando a
cobrança dos gerentes, o excesso de clientes e a sobrecarga de
serviço. Nos reunimos periodicamente para discutir maneiras de mudar
essa realidade. O sindicato e outras entidades não têm servido mais
como espaço para nossa organização, por isso somos oposição à
diretoria e discutimos entre nós tudo que nos diz respeito.
Participamos da Frente Nacional de Oposição Bancária – FNOB,
formada por coletivos de todo o país que também tem como compromisso
organizar os trabalhadores a partir da base. Não somos controlados
por nenhum partido nem aceitamos financiamento de nenhum tipo de
entidade. Elaboramos nossos panfletos com nossos próprios recursos e
divulgamos nossas idéias em nossa página na internet
(www.bancariosdebasesp.blogspot.com.br [1].). Participe! Somente com
participação coletiva podemos encontrar maneiras de melhorar nossa
situação. Fale conosco! (bancariosdebase em yahoo.com.br [2])


Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase