[Bancariosdebase] Digest Bancariosdebase, volume 40, assunto 22
Israel Fernandez Junior
israelfernandezjr em gmail.com
Sábado Abril 20 04:18:56 UTC 2013
Boa noite, camaradas!
Continuo arredio em relação a TODAS as centrais sindicais, pois as
considero um freio as lutas dos trabalhadores e a medida que a crise
capitalista avança e o que elas têm feito concretamente, pode-se dizer que
TODAS estão a serviço do capital.
Então, só posso concordar com as críticas que o Marcio faz à CUT.
Não vou perder meu tempo falando da Intersindical, CTB e Contec.
A política da Conlutas vem sendo alvo de denúncias na imprensa das várias
organizações de esquerda, inclusive do Espaço Socialista. Onde estão na
direção os métodos são iguais aos da CUT (USP, correios) e o mais
emblemático é o da GM. Não sei como são os fóruns da Conlutas, mas o
resultado final trágico para os trabalhadores é o mesmo, apenas com uma
perfumaria e uma roupagem mais bonitinha.
Não me aprofundei na teoria (não lembro se Lenin ou Trotski) mas achei
estranho até a criação da Conlutas sem um ascenso das massas em luta, como
foi da criação da CUT e do PT. É um debate que não não tenho clareza ainda.
Na reunião, o Douglas argumentou que era contra porque iria legitimar o
fórum da CUT e era preciso persistir na construção da Conlutas.
Pessoalmente, não me passa pela cabeça nem em sonho gastar energia para
construção da Conlutas pelos motivos acima.
A proposta que fiz foi de participar dos dois fóruns sabendo que as duas
centrais são inimigas da classe trabalhadora.
O ponto central não é o da denúncia que já é feito há muito tempo e não
apenas por Bancários de Base ou pelo Espaço Socialista, mas a elaboração de
um programa que tenha repercussão na base e que possa colocá-la em
movimento quando chegada a hora e ela saber porque está lutando. Levar isso
aos locais de trabalho e quando estivermos fazendo agitação e propaganda
nos atos e assembléias ela ficar ao nosso lado colocando as burocracias das
centrais contra a parede.
O que pensei é que poderíamos fazer contatos com oposições dentro dessas
centrais para para um embate contra as burocracias para libertar os
trabalhadores desses traidores. Mas seriam oposições à esquerda e de
preferência sem muita amarração e nhenhenhém. Na CEF o Messias conseguiu
contato com a LER mas infelizmente no BB em São Paulo, parece que todos
estão muito à direita de nós, segundo informe dos companheiros.
Essa tática vem sendo utilizada dentro da Conlutas junto ao MR. Na CUT há o
PCO mas deve ter outras organizações e coletivos combativos que não conheço.
Continuo achando que a questão das centrais é secundária, pois o ascenso
das lutas vai impor se vai ficar a CUT ou a Conlutas ou se vai nascer uma
nova central que vai centralizar a luta da classe trabalhadora. Pra mim, a
questão é unificar o setor combativo para lutar em prol da subjetividade da
classe, contra a burocracia e impulsionar as lutas contra o capitalismo e
pelo socialismo.
Em 19 de abril de 2013 19:22,
<bancariosdebase-request em lists.aktivix.org>escreveu:
> Enviar submissões para a lista de discussão Bancariosdebase para
> bancariosdebase em lists.aktivix.org
>
> Para se cadastrar ou descadastrar via WWW, visite o endereço
> https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase
> ou, via email, envie uma mensagem com a palavra 'help' no assunto ou
> corpo da mensagem para
> bancariosdebase-request em lists.aktivix.org
>
> Você poderá entrar em contato com a pessoa que gerencia a lista pelo
> endereço
> bancariosdebase-owner em lists.aktivix.org
>
> Quando responder, por favor edite sua linha Assunto assim ela será
> mais específica que "Re: Contents of Bancariosdebase digest..."
>
>
> Tópicos de Hoje:
>
> 1. Re: informe reunião 17/04/2013 (Utopia)
> 2. Reduzir (ainda mais) os direitos das empregadas domésticas.
> (Márcio Cardoso)
> 3. Fwd: [espaco_socialista] O governo deve responder: Dia do
> ?ndio de festa ou de guerra? (Márcio Cardoso)
> 4. Re: reunião de 17.04.2013R (Márcio Cardoso)
>
>
> ----------------------------------------------------------------------
>
> Message: 1
> Date: Fri, 19 Apr 2013 05:28:34 -0700 (PDT)
> From: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> To: Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com>
> Cc: Bancários de Base Novo <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> Subject: Re: [Bancariosdebase] informe reunião 17/04/2013
> Message-ID:
> <1366374514.72960.YahooMailClassic em web141006.mail.bf1.yahoo.com>
> Content-Type: text/plain; charset=iso-8859-1
>
> Olá Daniel, Olá a tod em s!A idéia do panfleto/denuncia/chamado é no
> sentido de não dar de barato a intenção de quebrar oque resta de
> disposição de luta d em s bancári em s do BB quanto à luta referente ao
> projeto do banco referente à carreira técnica. Diz respeito à proposta de
> paralisação dia 30 sem construí-la e enterrar de vez a luta efetiva,
> remetendo ao acordo coletivo do segundo semestre. Este foi o meu
> entendimento. Quanto a ida aos congressos, no BB entendi que haveria
> consulta paradeliebrar noâmbito do BB, e independente de ir ou não, manter
> o trabalho de esclarecimento e denúncia à categoria. Valeu!,Messias.
>
> --- Em qui, 18/4/13, Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com>
> escreveu:
>
> De: Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com>
> Assunto: [Bancariosdebase] informe reunião 17/04/2013
> Para: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> Data: Quinta-feira, 18 de Abril de 2013, 20:27
>
> Comanheiros,
>
> Vou citar o que lembro e os demais complementam, se for o caso.
>
> Começou por volta das 19:30h com Israel, Messias e Douglas com os pontos
> que ficaram pendentes da pauta anterior. O primeiro foi a participação nos
> foruns da CUT (congressos da CEF e do BB) e o segundo ponto FNOB.
>
> Começamos os três discutindo o primeiro ponto com eu e o Messias favoráveis
> a participação e o Douglas argumentando contrário. Daniel e Karen chegaram
> e se incorporaram a discussão se colocando contrários a participação.
>
> Além da proposta de participação com elaboração de tese, Daniel propôs uma
> plenária alternativa ao congresso chamada por nós como forma de denúncia e
> espaço alternativo para construção da luta dos bancários.
>
> No encaminhamento, entendi que passou a participação do coletivo nos dois
> congressos mais a plenária alternativa. Não lembro se ficou de sair
> panfletos e outras coisas.
>
> No segundo ponto sobre a FNOB, pela proximidade do teto da reunião (23h),
> achei que não foi possível discutir adequadamente a questão, mas pelo menos
> as coisas ditas aqui no email foram colocadas, inclusive os últimos
> informes do Marcio.
>
> Acho que se o Marcio tivesse ido teria empatado a votação e não sei como
> seria o desempate ou como seria o encaminhamento.
>
> Acho que a relação com a FNOB não mudou com os encaminhamentos dessa
> reunião. Seguimos nosso trabalho. Eles é que tem que começar a mostra que
> querem algum trabalho conosco. E acho também que não é obedecermos. É
> apresentar algo pra discutirmos e vermos se há acordo. Com todo respeito a
> eles, é hora de darmos a dinâmica dessa relação e vermos se querem caminhar
> juntos.
> _______________________________________________
> Bancariosdebase mailing list
> Bancariosdebase em lists.aktivix.org
> https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 2
> Date: Fri, 19 Apr 2013 10:54:51 -0300
> From: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
> To: Espaço Aberto <espaco_socialista em yahoogrupos.com.br>,
> "bancariosdebase em lists.aktivix.org"
> <bancariosdebase em lists.aktivix.org>, "
> analistabb em yahoogrupos.com.br"
> <analistabb em yahoogrupos.com.br>, Frente Oposição
> <FNOB em yahoogrupos.com.br>, FNOB
> <frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br>, Oposição Bancária
> <oposicao_bancaria em yahoogrupos.com.br>
> Subject: [Bancariosdebase] Reduzir (ainda mais) os direitos das
> empregadas domésticas.
> Message-ID: <DAFD91DB-AF91-4947-96B3-4C2E948DC691 em yahoo.com.br>
> Content-Type: text/plain; charset=utf-8
>
> Camaradas.
>
> Justamente agora que se conquistou direitos iguais a qualquer celetista!
>
> Abraços.
>
> Nada mais milico do que um PilanTra no poder e vice-versa.
>
> Márcio
>
> Acesse www.espacosocialista.org
> www.frentedeoposicaobancaria.org
>
>
> ----------------------------------------------------------------------------------------
>
>
> sexta-feira, 19 de abril de 2013
>
>
>
>
>
>
>
>
> FOLHA DE S. PAULO - MERCADO
>
> Cuidador e babá podem ter jornada flexível
> Compartilhar
>
> O Congresso quer implantar um banco de horas para empregados domésticos
> que permitirá que horas não trabalhadas no sábado sejam distribuídas pelos
> outros dias, sem necessidade de pagamento de hora extra.
>
> Outra mudança que estará no relatório é a jornada flexível de trabalho
> para algumas categorias de empregados domésticos, como babás e cuidadores
> de idosos.
>
> As medidas deverão integrar relatório que será apresentado ao Legislativo
> na semana que vem pela comissão que cuida de regulamentar a emenda
> constitucional que ampliou os direitos dos trabalhadores domésticos.
>
> A proposta prevê que a empregada seja compensada pelas horas cumpridas
> além da jornada máxima de 44 horas semanais ou 8 horas diárias. Tal
> compensação poderá ocorrer com menor carga horária em outro dia.
>
> Se a doméstica trabalhar por seis horas em um dia, por exemplo, o patrão
> fica com "saldo" de duas horas. Isso lhe permite pedir à doméstica que
> trabalhe dez horas em outro dia, sem ter que pagar por horas extras.
>
> A Folha apurou que, em conversas com parlamentares, ministros da Justiça
> do Trabalho indicaram que a criação do banco de horas não fere a legislação.
>
> Oficialmente, porém, o Tribunal Superior do Trabalho informou que ainda
> criará um grupo de trabalho para analisar a questão.
>
> Relator da comissão que discute a regulamentação da emenda, o senador
> Romero Jucá (PMDB-RR) vai propor também a flexibilização do período de
> descanso fixado pela emenda, que prevê de uma a duas horas de almoço para
> as domésticas.
>
> Segundo o relator, para que sejam aplicadas, todas as regras devem ser
> negociadas entre patrões e empregados --firmadas em um acordo individual
> registrado em contrato de trabalho.
>
> CUIDADORES
>
> No caso dos cuidadores, Jucá vai propor que eles cumpram o modelo de 12
> horas seguidas de trabalho por 36 horas de folga.
>
> O modelo garante a esses profissionais uma jornada inferior às 44 horas
> semanais, mas ultrapassa a jornada diária máxima, de 8 horas.
>
> O senador também vai detalhar, no relatório, os casos de justa causa
> previstos para as demissões de domésticas.
>
> "Temos que criar uma regra para evitar conflitos. Você não sabe se queimar
> uma roupa é motivo para justa causa. Isso tem que estar definido."
>
> Para que as mudanças entrem em vigor, o relatório de Jucá precisa ser
> aprovado pela comissão e por plenários do Senado e da Câmara. O senador
> prometeu acatar outras propostas de membros da comissão para tentar aprovar
> o texto antes do Dia do Trabalho, em 1º de maio.
>
> A presidente do Sindicato Nacional das Domésticas, Creuza Oliveira,
> reuniu-se ontem com a comissão e criticou as propostas. "Não se pode
> retroceder em direitos conquistados. Essa flexibilização é perigosa. Não
> tem nada para abrir mão, são muito poucos os nossos direitos."
>
> GABRIELA GUERREIRO
> DE BRASÍLIA
>
>
>
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 3
> Date: Fri, 19 Apr 2013 11:34:39 -0300
> From: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
> To: "bancariosdebase em lists.aktivix.org"
> <bancariosdebase em lists.aktivix.org>, "
> analistabb em yahoogrupos.com.br"
> <analistabb em yahoogrupos.com.br>
> Subject: [Bancariosdebase] Fwd: [espaco_socialista] O governo deve
> responder: Dia do ?ndio de festa ou de guerra?
> Message-ID: <FE38624B-5D0E-4ECA-A648-B81DC3039009 em yahoo.com.br>
> Content-Type: text/plain; charset=utf-8
>
> Nada mais milico do que um PilanTra no poder e vice-versa.
>
> Segue aí um texto do Tribunal Popular de Reflexão a este governo, dito
> "democrático e popular": se o Dia do índio é um dia de festa, ou de guerra.
>
> Abraços .
>
> Márcio
>
> Acesse www.espacosocialista.org
> www.frentedeoposicaobancaria.org
>
>
> >
> >
> > O governo deve responder:
> >
> > Dia do Índio de festa ou de guerra?
> >
> >
> >
> > As imagens exibidas nesta quarta e quinta-feira (17 e 18),
> onde indígenas de várias etnias ocuparam o plenário da Câmara dos Deputados
> e o Palácio do Planalto são emblemáticas na semana que marca o Dia do
> Índio. Os povos que resistem desde a chegada dos colonizadores nestas
> terras hoje enfrentam um novo ciclo de desenvolvimentismo, no qual o Estado
> brasileiro é seu principal financiador. Mais do que elencar empresas que
> lucram sob o custo da morte de indígenas e focar a luta somente contra
> essas corporações, é preciso localizar as recentes movimentações políticas
> que colocam em questão se o Dia do Índio é uma data de festa ou se é uma
> data de guerra.
> >
> > A expansão das fronteiras agrícolas no país é inquestionável
> e ao contrário do que muitos imaginam, os últimos anos também foram
> marcados pelo aumento da concentração de terras no Brasil. E, absolutamente
> contrária à versão dos governos, empresários e grande mídia, isso não
> significa desenvolvimento algum para a maioria da população brasileira, em
> especial para os povos indígenas.
> >
> > Diferente das análises que até reconhecem a exploração
> desenfreada das terras pelo agronegócio mas omitem o papel do Estado
> brasileiro, é preciso que se diga que os governos petistas, nesses últimos
> dez anos, têm sido responsáveis diretos e indiretos pela dramática situação
> de vida dos povos indígenas.
> >
> > Depois de dez anos da chegada do Partido dos Trabalhadores
> na Presidência da República, em composição com as forças políticas da
> direita tradicional e latifundiária, os povos indígenas acumularam nomes de
> lideranças em suas listas de mortos, viram suas terras tradicionais
> usurpadas, suas florestas desmatadas, suas águas envenenadas pelos
> agrotóxicos e seus direitos básicos como educação e saúde sendo ignorados.
> >
> > A surpresa dos nobres deputados e deputadas ao verem
> lideranças indígenas em seu ambiente de trabalho ? e negociatas ? é
> simbólica do senso comum da burguesia brasileira, que acredita que esses
> povos estejam alheios e distantes de suas decisões. Mas não, estes povos
> são e sempre foram uma força política viva da sociedade.
> >
> > Foi com a ajuda de várias lideranças indígenas que o petismo
> acumulou forças em torno de um projeto para alcançar o poder. Como resposta
> receberam, por exemplo, um acordo entre Lula e Bush para a produção em
> larga escala de etanol. Viram o país autorizar o uso de agrotóxicos no
> campo e sentem na pele o que significa sermos os recordistas de uso de
> venenos nos alimentos. Assistem cotidianamente a instalação de novas usinas
> de cana patrocinadas pelo Governo Federal via Banco Nacional de
> Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ouviram o anúncio do Projeto de
> Aceleração do Crescimento (PAC), nas versões I e II, assim como têm sido
> despejados de suas terras para a construção de mega-obras para responder a
> demandas de empresários. Foram descartados em nome da exploração de
> recursos naturais para exportação. E choraram, sob os milhares novos pés de
> cana e soja, a morte de centenas de lideranças, como o cacique Marcos
> Veron, indígena Guarani Kaiowá assassinado após a retomada de sua terra
> tradicional, em 2003.
> >
> > O discurso da conciliação entre indígenas e agronegócio têm
> servido, há anos, para que os poderosos evitem resistências ao seu projeto
> de ?desenvolvimento?. E agora, enquanto diversas etnias, como os Tupinambás
> da Bahia, reforçam atos de retomadas de terras, o Estado prepara artifícios
> jurídicos que reduzem ainda mais as possibilidades de demarcação de terras
> indígenas.
> >
> > A PEC 215, que transfere a responsabilidade da demarcação de
> terras das mãos da Presidência para o Congresso, é uma dessas iniciativas.
> Se o parâmetro da correlação de forças no Congresso for a nova lei do
> Código Florestal, que significou mais benefícios ao agronegócio, não há
> dúvidas de que este será mais um retrocesso.
> >
> > Outra medida é a Portaria 303 da Advocacia Geral da União
> (AGU). Nela, as 19 condicionantes utilizadas para aprovação da Terra
> Indígena Raposa Serra do Sol (RR), seriam colocadas em prática e como
> modelo. Entre elas estão, por exemplo, a definição de que os direitos
> indígenas sobre as terras não podem sobrepor os interesses de defesa
> nacional e nem podem impedir a exploração de ?riquezas de cunho estratégico
> para o país?. Ou seja, oficializam as possibilidades de exploração de
> recursos naturais pelo capital em terras indígenas. E esta é a arte dos
> governos petistas: transformar uma aparente vitória dos povos indígenas em
> uma certeira vitória da burguesia.
> >
> > A dura realidade dos povos indígenas e a própria
> habilidade dos governos forçam a fragmentação da crítica diante do
> confinamento e do genocídio atualmente vivida por diversas etnias. Colocam
> que, diante da existência de jagunços deve-se combate-los individualmente
> ou que diante das irregularidades do agronegócio deve-se regularizá-las
> apenas. No entanto, a responsabilidade diante do confinamento e do
> genocídio diz respeito à totalidade das violações de direitos cometidas
> contra os indígenas, intrínsecas ao projeto econômico em curso. Afinal,
> algo deve explicar o porquê que os governos petistas demarcaram menos
> terras do que alguns de seus antecessores da direita tradicional.
> >
> > A criação histórica dessa engrenagem de violações é
> complexa. Iniciam pela entrega de terras públicas a fazendeiros, pela
> ocupação desses latifundiários dentro da estruturas de poder político e
> judicial, pela financeirização dos produtos agrícolas, pela participação de
> recursos públicos em interesses privados, pela transferência de
> responsabilidade sobre as terras para os estados e até pelo uso de forças
> públicas para criminalização dos indígenas. Mas sob cada um desses
> aspectos, os governos têm sim responsabilidade.
> >
> > Deve-se reconhecer que as forças mais racistas,
> latifundiárias, genocidas, que atuam livremente na ponta dessa estrutura,
> nos vários estados, em conflito direto com os indígenas, permanecem como
> adversários centrais, até por uma questão de sobrevivência imediata. Mas se
> trata também de levantar, neste Dia do Índio, as flechas e bordunas contra
> este governo e seus aliados do agronegócio.
> >
> > Se estamos à beira de mais retrocessos aos direitos
> indígenas, como a aprovação da PEC 215, é hora de cobrarmos a demarcação
> imediata das terras de todos esses povos. E esta é uma decisão que está nas
> mãos do Governo Federal. Nem as tentativas de tutela por parte da Funai,
> nem as tentativas de cooptação preparatória para as eleições de 2014,
> poderão segurar a auto-organização dos povos indígenas até que tenham seus
> territórios para que possam viver ao seu modo, como indígenas.
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > Todo apoio à luta e às retomadas dos povos indígenas.
> >
> > Não à PEC 215.
> >
> > Demarcação das terras já!
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus
> >
> > 19 de abril de 2013
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > --
> > "Ter apenas a mente aberta não é nada!
> > O objetivo de abrir a mente,
> > assim como o de abrir a boca,
> > é fechá-la de novo em algo consistente"
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>
> Message: 4
> Date: Fri, 19 Apr 2013 19:21:52 -0300
> From: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
> To: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> Cc: "d.ribeirovargas em gmail.com" <d.ribeirovargas em gmail.com>, ricardo
> bbsac <ricardopsm em yahoo.com.br>, Bancários de Base Novo
> <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> Subject: Re: [Bancariosdebase] reunião de 17.04.2013R
> Message-ID: <8808699F-490E-4A34-ABD4-6E6FC9AC1421 em yahoo.com.br>
> Content-Type: text/plain; charset=utf-8
>
> Prezados companheiros, manos e minas.
>
> Lamentavelmente eu não pude comparecer na reunião que tirou esta #%^*+ de
> decisão. Mais uma vez, o coletivo não tem a compreensão unificada do que
> são os fóruns da CUT.
>
> Estou no movimento sindical bancário há 10 anos, e não vou esperar 30 para
> descobrir que fóruns viciados da CUT não servem para a categoria. E por quê
> não servem para categoria? Pr que o bancário, aquele que sofre assédio
> moral, que terá seus vencimentos reduzidos e congelados, não estarão nestes
> congressos.
>
> E porquê não estarão nestes congressos? Uma vez que a Articulação controla
> 80% dos mais de 160 sindicatos é maioria, Só vai militantes, dirigentes e
> burocratas, capas, mafiosos comprometidos com a linha da Articulação.
> Evidentemente que, para dar alguma legitimidade, deixam algumas migalhas
> para a oposição espernear para dizer que são democráticos (daí a
> legitimidade desses fóruns).
>
> Em 2011, os bancários do BDB do BB foram no fórum dos contraficantes.
> Inclusive foi um fórum em conjunto com os companheiros da CEF. Sabem quem
> estava como um dos palestrantes? O bandido e mafioso Ricardo Berezoíni, a
> quem tenho o desprazer de tê-lo como colega, que em 2004 disse nos meios de
> comunicação, que os 30 dias de greve deveriam ser descontados. Num plenário
> com mais de 700 pessoas eu levantei e xinguei o cara. Fui vaiado. Será que
> este mesmo senhor falaria com tanta desenvoltura numa assembleia lotada na
> quadra de Sao Paulo...? No ano passado, foi pior,,pois compareceu o senhor
> Ministro do Trabalho Brizola Neto, isto é, o proposto do patrão num
> congresso de bancários de estatais federais!!!!!.
>
> Imaginemos que seja mesmo a última saída ir para estes "fóruns". Diante de
> um show de horrores de PilanTras de todas a matizes, de bandidos, mafiosos,
> traidores da categoria, vendo, de um lado, os governistas e seus satélites
> fazendo propaganda do governo, do outro, "um bando de loucos", que embora
> digam e exprimam a vontade do bancário, este grupo, bem como seus dizeres e
> escritos ficam apenas na memória de quem "participou", ou no lixo; o que o
> bancário da base vai pensar? Que aquilo que é o fórum de "deliberação dos
> bancários" atendeu aos seus interesses? E se não atendeu aos seus
> interesses, o que esperemos que este bancário faca na greve? Ele pode até
> se solidarizar com o esforço militante das pessoas de oposição; ou o que é
> pior, foi enganado pelo ativista, delegado, cipeiros que o convidou para
> uma arapuca petista. Mas tanto num caso como no outro, o bancário não quer
> saber de luta coletiva e organizada, simplesmente que, pelo que ele viu,
> "está tudo dominado", ou seja , nao tem mais jeito e abandona a luta.
>
> Diante de tudo isso que escrevi, chamar a base para participar dos
> congressos dos contraficantes estão piorando o que já está ruim, que é a
> greve de pijama, por dois motivos. O evento é elaborado, planejado para a
> base não ir. E ainda que vá, não há a menor possibilidade de mudar os
> rumos do congresso. Os congressos dos bancos públicos da CUT são como o
> Processo do Messias: já se sabe como termina. Se eu estiver errado, então
> vejamos.
>
> 1-nunca, desde 2003, a isonomia foi aprovado,
>
> 2-nunca, desde 2003, a reposição de perdas foi aprovada;
>
> 3-nunca , desde 2003, os interstícios de 12 e 16% foi aprovada;
>
> 4-nunca, desde 2005, a pauta dos congressos foi objeto de referendo em
> assembleia;
>
> Querem mais o quê para se convencerem de que os congressos da CUT não
> servem?
>
> Daí surge a perguntá óbvia: qual é a alternativa, se ela, hoje, não existe?
>
> Muito engraçado esta pergunta, pois a nossa atuação é exatamente de
> construir o novo. E construir o novo dá trabalho, "dá lavoro". Você acerta,
> erra, lida com diferenças, com egos, centralismos burocráticos, fala com
> uma pá de gente pra construir uma reunião com 10 (fora a gente)etc e tal.
> Foi construída a Associação de Osasco e esmilinguiu, construímos o MNOB e
> deu no que deu. O BDB quase entrou em extinção por falta de funcionamento (
> em parte por causa do acidente do ano passado envolvendo o Daniel e a mim).
> Quando ingressamos no BDB tinha um monte de agrupamento oportunista. Basta
> ver onde estão hj e o que fazem. Isso fez com que o BDB quase implodisse.
> Chegamos ao fundo do posso com 3 militantes. Agora, somos cinco, podendo
> aumentar para seis, se o Ricardo Martins se consolidar. E conseguimos isso
> convencendo as pessoas do projeto de se construir o novo, e em prol dos
> bancários. Foi por isso que fui reeleito num ambiente extremamente
> reacionário. Neste projeto alternativo aos bancários, estamos trazendo
> pessoas para a luta.
>
> A FNOB faz parte deste processo de se construir o novo. Tenho plena
> confiança nos componentes da Frente,mas isso não nos exime de problemas,
> confusões e concepção de sindicalismo que não serve mais .
>
> Não quero mudar algo que já foi deliberado. Se foi remetida a decisão dos
> bancários do BB de ir para um jogo de cartas marcadas, ou nao, beleza. Mas
> foi uma péssima decisão, pois ela será tomada num fórum estranho ao do BDB,
> que foi o que sempre criticamos nos outros.
>
> Um forte abraço.
>
> Márcio.
>
> (Quero que a CUT morra)
>
>
>
> Acesse www.espacosocialista.org
> www.frentedeoposicaobancaria.org
>
>
>
> Em 18/04/2013, às 19:14, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
>
> > Pauta proposta: -Participação nos congressos da categoria organizados
> pela CUT -Construção Coletivo Bancários de
> Base -Construção FNOB-Relações Colet Banc Base
> e FNOB -BB, os ataques, a burocracia e a
> Oposição.Informes; Ato do seeb mais e mnob no Complexo Verbo Divino e
> Gerev Assembléia no Martinelli, Audit Azul da CAIXA´para
> tirada de delegados ao Congresso Estadual, terça-feira dia 23 às 19 hrs.No
> primeiro ponto Messias defende ida. Apesar de toda a m... que são estes
> foruns burocratizados, não fazer nada também não resolve. Construir foruns
> paralelos com outra pegada, mesmo quando estávamos mais organizados
> enquanto oposição, m não avançou, principalmente por tentativas de
> aparelhamento do setor majoritário. Também não temos acúmulo, nem estrutura.
> > Douglas pondera. Entende que é legitimar. Por outro lado não vê
> grandes´possibilidades por fora da CUT. Entende que é momento de
> acúmulo.Israel defende a ida aos congressos. Entende que precisamos ir
> aonde está o bancário. Dar a batalha, fazer a denúncia e cobrança. O BB
> está sob ataques. Devemos ir.Daniel pensa que não devemos. É legitimar.
> Chamar plenárias à parte e denunciar.Israel ponera que corremos risco de
> falar para nós mesmos, dado o quadro. Karen faza cr´ticaao processo de
> direitização e burocratismo do setor majoritário (Conlutas/Pstu, neste
> momento(, oqueatrapalhamuitoDouglas a princípio pondera sobre ataques ao BB
> e a ida poderia ser positiva, mas ao final mantêm posição. CUT é uma
> mentira. Daniel diz que devemos usar a greve para agitação e propaganda.
> Messias alega que a categoria majoritariamente (bancos públicos) faz a
> greve do saco cheio, prase alienar e não o contrário. Agitação de
> > propaganda devemos fazer o ano inteiro e o fazemos dentro do possível,
> ainda que na greve ,se acontecer de verdade, é um momento privilegiado sim,
> porém a massa "em greve" sai de férias e que se f... a greve . (greve do
> saco cheio, a massa não acredita nela, entende como jogo de cartas
> marcadas. Alguns nos colocam, na vala comum dos burocratas).A Greve é
> "progressiva", apenas para a patronal e a burocracia. Foi encaminhado
> ouvirmos os demais comp em s do BB para definir o BB. Quanto à CAIXA, já
> que estão viabilizando a participação, devem ir. De qualquer forma,
> permanece a denúncia
> > Quanto ao ponto do BB , com indicativo de paralisação para o dia 30,
> Messias entende que a manobra explicita a politica de conciliação da
> burocracia. Esvazia a pouca mobilização que ainda insiste em permanecer em
> uma minoria, mas definha. Pelo cansaço ela é derrotada , eles remetem o
> problema do PCS para o acordo coletivo, vem o "cala-boca"e l eles dirão que
> houve vitória graças a eles com CCV e tudo.. A não ser que revertamos esta
> situação. Daniel fala da necessidade do panfleto em elaboração para
> denúncia da manobra. Vincular ao ACE e sindicato orgânico. Intervir nas
> assembleias com base nos pontos já discutidos em reunião anterior. Israel
> fala juntar categoria, enfrentamento. Secundarizar centrais
> burocratizadas. Mover as massas atropelando. Quanto à construção BDB-
> FNOB, Daniel fala dos vários problemas que nos afetaram/afetam e
> comprometeram/comprometem. Defende chamarmos plenária organizadamente para
> este
> > fim. Messias fala na necessidade da intervenção fazer avançar
> consciência e organização, se não, não serve. Buscar nos estruturarmos de
> verdade, incidir em privados verdadeiramente. Precisamos lidar melhor com
> disjuntivas. Movimentismo x Construção real, projetos táticos x
> estratégicos. Formação. debater melhor esta corrida maluca para eleições a
> qq preço, revigorarmos carta de princípios.Quanto à FNOB, o maior entrave é
> seu funcionamento e método. Em linhas gerais, me parecer ser esta a
> essência. Peço aos comp em s que complementem.Valeu! MessiasPS: Tenho
> dúvidas quanto ao e-mail do Douglas. Peço por favor confimarem se está
> certo. Caso contrário, me enviem o correto e/ou repassem ao companheiro.
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> Fim da Digest Bancariosdebase, volume 40, assunto 22
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