[Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef

Márcio Cardoso marciocarsi em yahoo.com.br
Sábado Abril 20 23:53:11 UTC 2013


Agora, sim.

Valeu!

Márcio.

Acesse www.espacosocialista.org
www.frentedeoposicaobancaria.org



Em 20/04/2013, às 20:50, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:

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> Olá a tod em s!
> Márcio, envio no corpo conforme pedido. Peço aos demais camaradas informar se receberam como anexo, pois pode ser da máquina e não do "bios".
> Valeu!
> Messias.
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> Observação importante: Assim como nós, conecef não e consenso no Coletivo Uma Classe. Eles devem definir até amanhã. Significa que é isto por enquanto, uma proposta em debate  com eles. Caso decidam não ir, a proposta não será a mesma.
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> TESE DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) E DO COLETIVO UMA CLASSE (SP) PARA 29º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – CONECEF 2013
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> INTRODUÇÃO
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> A presente tese é fruto dos debates acumulados no último período pelos militantes/simpatizantes do Coletivo Bancários de Base e do Coletivo Uma Classe, estruturados no exercício teórico sempre conjugado com a prática do cotidiano de trabalho e militância. O esforço de concretizá-la e apresentá-la como contribuição para o debate do 29º CONECEF é a expressão de nossos anseios em redemocratizar e ampliar a participação dos trabalhadores da Caixa nos fóruns do movimento sindical (o que no passado já foi uma realidade mais afirmativa, do ponto de vista da classe  trabalhadora). A precária divulgação dos congressos na base e os obstáculos burocráticos impostos pelas direções, em conjunto com fatores conjunturais, infelizmente vêm impedindo uma ampliação do número de participantes e um aprofundamento qualitativo do debate para a luta da categoria. Avaliamos como altamente necessário o esforço de remar contra a maré, até porque a História já nos provou ser a resistência  também uma forma de transformação.  Infelizmente, para os bancários e bancárias, muito do que se questionou e foi apresentado como pontos necessários a serem conquistados por nós no 28º CONECEF,  como apontamentos negativos de conjuntura, elementos da situação geral e específica da categoria, etc., ou não foram conquistados, ou pior, sofreram aprofundamentos na sua perversidade.  Isto nos obriga a sermos repetitivos em algumas  abordagens.  Portanto não só estamos patinando em vários itens de interesse da categoria, como lamentavelmente estamos regredindo em outros. Isto é real.
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> Bom Encontro a Tod em s !!!
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> BALANÇO DO 28º CONECEF
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> BALANÇO DO CONECEF 2012. MAIS DO MESMO  ATÉ QUANDO?
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> De 15 A 17 de junho de 2012 tivemos em Guarulhos SP, a 28ª edição do CONECEF, Congresso Nacional dos empregados da CAIXA.  Tal como em encontros anteriores, do último período em especial,   infelizmente a tônica  foi o desprezo dos dirigentes da CONTRAF-CUT com a luta e democracia no movimento dos bancários e bancárias da CAIXA.  No aspecto organizativo mais uma vez repetiu-se o desrespeito para com os delegados,  com os coordenadores  do Encontro manipulando e extrapolando a  bel- prazer o desenvolvimento dos trabalhos. Atrasos injustificados, posturas autoritárias, manobras de todo tipo.  Tudo com  objetivo de não armar os  trabalhadores para o enfrentamento que se travará em breve contra  banqueiros e governo.
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> Na conjuntura enaltecem o governo Dilma e suas políticas e culpam a mídia e os patrões pelas dificuldades  que se apresentam, eximindo o governo de plantão (PT e aliados) das negatividades colocadas.  Repetiu-se a correlação de forças na composição do plenário com maioria esmagadora de dirigentes sindicais em detrimento dos trabalhadores de base.  Todas as propostas apresentadas no sentido de preparação de uma campanha com caráter mais combativo foram rechaçadas pelo campo majoritário (contraf-cut-pt).  Tudo o que se referia a combate ao assédio moral, condições de trabalho, paridade entre ativos/aposentados, fraudes no sipon, caráter nefasto das CCV (comissão de conciliação voluntária), acordo aditivos sobre assédio moral (que na prática apenas postergam apuração e enquadramento dos assediadores  tiveram negativa ou descaracterização por parte dos  dirigentes da  contraf –cut.  Nas eleições para  os conselhos do Saúde Caixa e da Funcef, tiveram que engulir por pressão da base a proposta de exigir 50% mais um dos votos apurados pra definição da chapa vencedora, porém negam o 2º escrutínio se o numero de votantes não for minimamente representativo.   Importante salientar que os serviços  do SAUDE CAIXA continuam se degenerando apesar de superávit de mais de 150 milhões de reais e a Funcef, mesmo após perdas consideráveis em vários investimentos continua sendo usada politicamente Estamos falando de bilhões de reais), a serviço do governo de plantão (Usina Belo Monte e privatização de aeroportos com ágio incompreensível e inexplicável  de mais de 300%) No que se refere ao papel de banco público entendem que o mesmo vem sendo bem cumprido pelo governo, ignorando na prática os desmandos e injustiças que ocorrem diariamente nas agências da CAIXA com os usuários e clientes de baixa renda, além do total desprezo com o qual são tratados os que nos procuram para atendimento do social, cada vez mais relegado a planos inferiores.  Não apresentam nada que efetivamente comprometa a terceirização e a enxurrada de correspondentes bancários, deixando tudo  pra ser  “resolvido” por projetos legislativos que “mofam” nas gavetas do congresso.   Por outro lado estão empenhados sim, na regulamentação de processo eleitoral para o provimento de representantes do funcionalismo nos conselhos das estatais (espécie dos antigos DIREPs,( diretores representantes, na versão atual, conselheiros), mais um aparato que a nosso ver gerará mais um meio de legitimar a administração duvidosa  das estatais.
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> Quanto à questão da Isonomia, o único avanço ( que pode se tornar decisivo, se houver participação consequente de cada um de nós) foi a aprovação, ainda que a contra- gosto da direção (que aposta em outro projeto engavetado do congresso) de um Encontro Nacional pela Isonomia.  Fundamental a participação de tod em s os interessad em s na luta pela licença premio e ATS, ainda que para nós a questão da incorporação justa das VPs (vantagens pessoais), incorporadas às verbas salariais com todos os seus desdobramentos aos escriturários foram muito mal resolvidas no que se refere aos Tbs, largamente prejudicados.
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> Por último, mas não menos importante (ao contrário), tivemos o ponto sobre Organização do Movimento.   O setor majoritário, controlado pela  burocracia da Contra-Cut continuou impondo  as amarras que nos impedem de avançarmos na luta (não lhes interessa?).  Submetem O Conecef à Conferencia da Contraf-cut, tornando o nosso congresso impossibilitado de  ao menos influir  quanto às clausulas econômicas da campanha.  Mantém a mesa única da fenaban, nos impedindo de discutir com a direção  da CAIXA um plano de recuperação de perdas (mais de 100%).  Continuam  obstruindo uma maior participação dos trabalhadores que labutam no dia-a-dia das unidades e favorecendo a participação de  “dirigentes” comprometidos tão somente com outros interesses, interesses de sua corrente e partido e de seus grupos.  E pasmem, continuam insistindo que os “negociadores” sejam designados por Regiões (Federações), ao invés  de serem eleitos no próprio Congresso dos trabalhadores da CAIXA por voto direto e proporcional.
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> Pois é companheir em s, as perspectivas realmente não são as melhores.  Porém com consciência e mobilização  efetivas a partir dos locais de trabalho podemos sim mudar esta conjuntura  e o Encontro Nacional Aberto pela Isonomia pode se tornar um marco.   Façamos acontecer. Com disposição, luta e, participação.
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>  
> 
>  NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR AUTOR: BERTOLT BRECHT
> 
>  Nada é impossível mudar
> 
> Desconfiai do mais trivial,
> 
> na aparência singelo.
> 
> E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
> 
> Suplicamos expressamente:
> 
> não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
> 
> pois em tempo de desordem sangrenta,
> 
> de confusão organizada,
> 
> de arbitrariedade consciente,
> 
> de humanidade desumanizada,
> 
> nada deve parecer natural
> 
> nada deve parecer impossível de mudar.
> 
>  
> 
> LIÇÕES PARA AS CAMPANHAS FUTURAS. BALANÇO DA CAMPANHA DE 2012
> 
> ORGANIZAÇÃO DE BASE PARA RETOMAR O SINDICATO E O CONTROLE DAS GREVES
> 
> Sabemos que com a força que têm os bancários poderíamos conquistar todas as nossas reivindicações. Neste ano, embora, segundo o que diz o Sindicato, mais agências tenham sido paradas, o ativismo dos bancários em greve diminuiu. Se houvesse de fato um esforço da direção sindical em direcionar a greve aos interesses dos trabalhadores, a paralisação não teria atingido apenas as agências, mas as áreas estratégicas dos principais bancos. Analisando todas as greves dos últimos anos, vemos que, quando muito, a direção de nosso sindicato usa a paralisação das grandes concentrações bancárias apenas como “moeda de troca” para fechar os acordos de fim de greve, se preocupando mais em fazer uma greve de fachada do que de fato colocar peso na organização dos trabalhadores a partir de seus locais de trabalho. Com isso, temos uma greve que visa muito mais atingir a imagem dos bancos, paralisando o atendimento nas agências, do que o lucro do sistema financeiro, paralisando suas engrenagens.
> 
> A Articulação, corrente majoritária no PT e na CUT, e que também é majoritária na direção do nosso sindicato, atua conscientemente desta forma para preservar suas relações políticas e econômicas com o governo Dilma (nosso patrão direto, no caso da Caixa e do BB) e com os banqueiros.  A mesma corrente que dirige o sindicato de bancários é a corrente em cujo governo os banqueiros têm tido os maiores lucros de sua história. Na Caixa e no BB, por exemplo, ex-sindicalistas ocupam postos nas direções dos Fundos de Pensão (Funcef e Previ), que, por sua vez, atuaram intensamente nos processos de privatização de empresas estatais e hoje são sócios destas empresas privatizadas. Em relação à Caixa, é necessário falar que a FENAE, entidade que reúne as Apcef's, é parceira estratégica da PAR seguradora, responsável direta pelo assedio moral a que somos submetidos diariamente. Trocando em miúdos, nas assembleias há sempre nas mesas membros da Apcef, entidade que na Caixa é um braço do sindicato e que pratica assedio moral contra os trabalhadores da empresa.
> 
> Neste ano, a prioridade era terminar logo a greve para se concentrar na campanha de Fernando Haddad/PT. Para acabar com a nossa greve em 2012, voltaram a reproduzir a manobra de dividir as assembleias por bancos e facilitar a entrada em peso dos gerentes e fura-greves para quebrar o movimento, impedindo a continuidade de uma luta unificada. Luta essa que a categoria, principalmente na CAIXA, estava disposta a levar adiante, como demonstrou a assembleia de 26/09, onde a vontade dos bancários da CAIXA em continuar na greve prevaleceu sobre a “recomendação” do sindicato em aceitar a mixaria de proposta, que não contempla sequer os pontos mais centrais da nossa campanha específica, como a contratação de mais funcionários e a demanda de isonomia. Em resposta a isso, no dia seguinte (27/09) a própria CAIXA com a cristalina colaboração e cumplicidade do Sindicato, promoveu um enorme lock-out nas agências de toda a cidade para poder conduzir seus gerentes e demais fura-greves para a assembleia e decidir o fim de uma greve que eles não fizeram. Foi terminada prematuramente uma luta que ainda poderia avançar muito.
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> A possibilidade de uma greve séria passa pela coordenação da luta pela base, onde sejam os próprios trabalhadores que decidam tudo, da organização da luta até as negociações com a patronal, reunindo-se a partir de cada local de trabalho e formando comitês e comandos de greve por região, unindo trabalhadores de bancos públicos e privados junto aos trabalhadores terceirizados e demais categorias em luta. Somente com uma greve assim, que ataque realmente o lucro dos banqueiros, poderemos conquistar ganhos reais para todos, como estabilidade, salário e condições de trabalho dignas, com isonomia real e irrestrita de direitos e garantias para efetivos e terceirizados, avançando numa grande luta pela efetivação de todos os terceirizados sem necessidade de concurso público, pelo fim do trabalho precário.
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> Uma resposta de força da organização dos trabalhadores deve ser dada para enfrentar a crise econômica que já está aí e já é uma realidade no Brasil, e que, no cenário mais provável, tende a se agravar nos próximos anos.  As milhares de demissões no Itaú e em diversos outros setores, e, no caso da CAIXA, a precarização do trabalho via correspondentes e lotéricos, que não só esconde a paulatina privatização da empresa como fortalece uma política discriminatória que nega atendimento à população mais pobre, devem ser entendidas como respostas da patronal e do governo à crise. Esse quadro geral é o que está por trás do discurso do governo e da patronal sobre “competitividade”, que nada mais é do que uma nova tentativa de descarregar sobre as costas dos trabalhadores o peso da crise econômica.
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> Para enfrentá-los e dar uma resposta à altura, precisaremos de uma ampla mobilização a partir da base, e que as correntes de Oposição em nosso sindicato se unifiquem sobre a base de um programa classista. Para isso, será necessário superar todo rotineirismo e adaptação passiva ao jogo de cartas marcadas montado pela direção petista, que infelizmente é o que vem marcando a atuação da maioria da oposição, em particular do MNOB/Conlutas que é a principal e por isso carrega a maior responsabilidade. Ao contrário disso, o que vemos hoje na atuação desta corrente é que esses continuam ser fazer uma clara e consistente defesa dos trabalhadores terceirizados, sem travar uma luta séria para que a base dos trabalhadores tenha direito a voz nas suas assembleias (se limitando aos acordos com a burocracia que garantem apenas falas para as centrais sindicais) e sem o combate por uma real unificação entre trabalhadores dos bancos públicos e privados, junto às demais categorias em luta.
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> De imediato, precisamos nos mobilizar para defender nossos companheiros perseguidos pela patronal. Neste momento, o companheiro Messias, ativista da agência B. Coutinho/Osasco da Caixa, passa por um processo administrativo na SR Osasco que pode levá-lo à demissão. A SR ataca o companheiro por ser uma referência de oposição às determinações tanto dos patrões, quanto da direção sindical. Este ataque não pode ser visto isoladamente, trata-se de um processo com fins políticos contra a organização de base dos trabalhadores e como tal exige uma resposta exemplar de nossa parte.
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> Na Caixa, onde, por diversas circunstâncias, ainda existe um ativismo maior, as assembleias dos dias 26 e 27/09 deixaram mais do que claro que a direção do nosso sindicato não possui mais nenhum apoio da base da categoria e não seria capaz de encerrar a greve sem o apoio da empresa. Já é tempo de lutarmos para que esta base, organizada a partir de cada local de trabalho, junto aos trabalhadores dos demais bancos, detenha o controle do seu sindicato e de sua luta.
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> Precisamos escrever nossa história com nossas próprias mãos, tomando o sindicato para que esse sirva verdadeiramente à classe trabalhadora. É preciso união, participação e ativismo real para dar a resposta que só os trabalhadores podem dar ao sistema "falido" que ainda tenta reger nosso cotidiano.
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>  
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> A GREVE QUE PRECISAMOS
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>  Se os bancos continuam tendo lucros bilionários, que aumentam ano a ano, nossos salários são achatados pela inflação, nossos benefícios e direitos são retirados, as condições de trabalho pioram cada vez mais, aumenta o volume de serviço, as metas, o assédio moral, as ameaças, demissões, o adoecimento, as lesões, o stress... A saída para isso É GREVE! Só pela organização e luta coletiva podemos recompor nossos salários, recuperar nossos direitos e melhorar as condições de trabalho! É importante insistirmos nisto.
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> Para o conjunto da categoria, entre outros, reivindicamos:
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> ü  26% de reajuste já!  valor equivalente às perdas nos bancos privados;
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> ü  Por um plano de reposição das perdas!  90% no BB e mais de 100% na CEF;
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> ü  Piso salarial do Dieese no mínimo  – algo em  torno de $ 28000;00 em agosto de 2012
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> ü  Garantia de emprego aos bancários, especialmente nos bancos privados! Assinatura da convenção 158 da OIT! Delegados Sindicais em todos os Bancos!
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> ü  Isonomia já! Plano de Carreira discutido com a categoria para todos, sem redução de direitos, contra as mesas de enrolação permanente e ações parlamentares sempre engavetadas.
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> ü  Jornada de 6 horas para todos sem redução de salário!
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> ü  Mais contratações e mais trabalhadores nas agências!
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> ü  Fim da terceirização e dos correspondentes bancários!
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> ü  Contra o assédio moral e qualquer forma de opressão nos locais de trabalho!
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> ü  Fim das metas! Bancário não é vendedor! Somos prestadores de serviços e precisamos de melhores condições de trabalho!
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> ü  Paridade entre ativos e aposentados (direitos e benefícios iguais)!
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> ü  PLR linear de 25% dos lucros!
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>  
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> PARA TERMOS UMA GREVE DE VERDADE!
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>  Somos contra as greves de fachada que tivemos nos últimos anos, em que a diretoria do sindicato coloca uma faixa na frente das agências e os bancários ficam lá dentro trabalhando e batendo metas. Estamos cansados do teatro em que a diretoria finge que pressiona os banqueiros e vem defender uma proposta rebaixada para encerrar a campanha. Infelizmente, a diretoria do nosso sindicato não constrói uma organização real para a greve e nossas lutas, pois está mais preocupada em defender interesses outros, do seu  partido, o PT, que está no governo federal, é patrão dos bancos públicos e constrói parcerias com os banqueiros  (Projeto Travessia, cursos de formação para técnicas bancárias) e centrais governistas estão cumprindo esse papel, em várias categorias. No momento de polarização precisamos resgatar o princípio da solidariedade de classe, com ações conjuntas com outras categorias em campanha, como correios, judiciário, servidores das universidades, professores, metalúrgicos, petroleiros, químicos, etc.
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> Mesmo que a diretoria do sindicato esteja em conciliação com o patrão/ governo, a greve é necessária. A greve é dos bancários, não é da diretoria! Precisamos de uma greve de verdade, que afete o lucro dos bancos. Mas para isso, precisamos de organização e democracia. Precisamos lutar para que os bancários tenham o controle do movimento.
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>  
> 
> O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS – CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
> 
> Assim, a Caixa Econômica Federal vem implementando diversas políticas, na mesma linha dos bancos privados, para otimizar seus recursos (inclusive humanos) e obter lucros estrondosos, com a vantagem de utilizar o marketing de banco público e social. 
> 
> As estratégias para promover a lucratividade da empresa extrapolam o discurso ético que o banco imprime, por exemplo, em suas “belas propagandas” exibidas nos horários nobres nas telinhas do povo brasileiro.
> 
> No último período esse processo se aprofundou com a criação dos novos modelos de atendimento nos chamados Pontos de Venda (PAT). Tal medida está inserida num processo mais amplo de reestruturação que vimos se aprofundar e que extinguiu várias áreas meio e reordenou os cargos comissionados, prejudicando muitos funcionários. Com a justificativa de reduzir as filas, mas sem a melhoria dos processos e sistemas e sem o que seria fundamental que é o aumento do quadro de funcionários, o modelo se mostra artificial e desastroso. As filas são camufladas empurrando-se as demandas para as “células de apoio”, onde funcionários se desdobram para dar conta das pilhas de processos a serem executados.    Inclui-se a expansão de correspondentes bancários, habitacionais e a pressão para empurrar clientes pobres para esses correspondentes a fim de não atrapalhar os “negócios” nos “pontos de venda”. A maioria dos contratos habitacionais já são concedidos pelos correspondentes que flexibilizam a concessão de crédito e recebem um bom comissionamento para fechar contratos. Os funcionários são pressionados a encaminhar as demandas para os correspondentes de forma explícita ou camuflada. O excesso de serviço torna impossível dar conta da demanda e faz com que a única alternativa aparente seja orientar o cliente a procurar um correspondente.
> 
> As células de atendimento tornam o trabalho mais alienado, pois se configuram como uma espécie de linha de produção. Implantou-se um sistema de monitoramento de tempo de atendimento que visa aumentar o controle e produtividade do trabalhador dentro da linha de produção instaurada. O claro objetivo desse modelo é aumentar ainda mais o lucro do banco à custa do aumento  do desgaste físico e psíquico dos funcionários, ou seja, de maior exploração. O parâmetro de cobrança de resultados passa a ser o lucro dos bancos privados e revela-se a face estrutural do assédio moral que é utilizado como ferramenta para convencer os trabalhadores a se submeterem a maior abuso do seu trabalho, quando a propaganda corporativa não alcança mais esse objetivo.     
> 
> Há também a propaganda interna, corporativista, que visa atingir o trabalhador para que este se sinta promotor das “boas ações” do governo prestando um bom serviço à sociedade. Servem também para amenizar o desconforto de ter que empurrar goela abaixo “produtos bancários” para clientes pouco interessados em adquiri-los. Persuadir o bancário a ignorar sua imensa fadiga, seu desgaste físico e emocional gerados no cotidiano deste cenário. As metas a cada ano se superam e a pressão para cumpri-las é imposta das mais perversas maneiras.
> 
> Em resposta a esta situação tem havido uma crescente necessidade de organização e atitude por parte dos trabalhadores na luta por melhores condições de trabalho e vida. A organização dos trabalhadores na base tem sido o principal alvo das políticas de “recursos-desumanos”. A punição dos que lutaram para a melhoria deste quadro vai além da ameaça de desconto dos dias de greve. Algumas “conquistas” das lutas dos trabalhadores são revertidas de acordo com os interesses da empresa gerando consequências ainda não previstas. Cotidianamente a empresa busca novas maneiras de incentivar a concorrência e a submissão aos gestores. A antiga estratégia de dividir para dominar, implantada com o consentimento das entidades sindicais que não se dão ao trabalho de consultar a base antes de assinar em baixo do que a empresa quer, em nome dos trabalhadores.
> 
> Portanto, para se fazer valer o caráter de banco público e social com a necessária prerrogativa de respeito à classe trabalhadora, que depende dos serviços prestados pelo banco, e aos seus próprios trabalhadores, há muito que se avançar.  Daí a necessidade de nos mantermos sempre atentos ao discurso que camufla as verdadeiras intenções da empresa. Cabe aos trabalhadores em geral, (e suas entidades representativas, ao menos em tese), o debate sobre o papel que o banco público deve cumprir perante a sociedade e o embate inicial contrariando esta distorcida conduta vigente que joga a CAIXA na situação de um banco qualquer.
> 
> Ao banco público cabe um papel diferenciado junto à sociedade.  Não se pode cobrar deste banco a mesma prática e resultados dos bancos privados.  O trabalho do banco público tem que estar calcado na tarefa de possibilitar desenvolvimento econômico com o foco no social.  Não se pode exigir do Banco Público critérios de desempenho e atuação calcados nas “Leis de Mercado”. Também não pode servir de instrumento para o deleite dos políticos profissionais, de partidos e de políticas clientelistas para “sustentabilidade” dos governos de plantão, independente do matiz.  E também não podemos abrir mão do debate com a classe trabalhadora e a sociedade em geral sobre a estatização do sistema financeiro. Até porque os fatos referentes à crise iniciada em 2008  e que segue, nos mostraram claramente a situação. Com a justificativa de “salvar empregos”, a máxima capitalista e burguesa de socialização dos prejuízos e privatização dos lucros mais uma vez se deu e continua se dando  de forma concreta, com o governo salvando bancos e outras corporações com a utilização de dinheiro público. Seja nos incentivos e renúncia fiscais ou na injeção direta de recursos.
> 
>  
> 
> SITUAÇÃO INTERNACIONAL
> 
>  1. A situação econômica dos países centrais aponta para a persistência da crise e a probabilidade de que se resolva em um curto espaço de tempo é muito pequena. As medidas que os governos e os órgãos públicos governamentais (FED, Banco Central Europeu, etc.) são obrigados a adotarem aumentam as contradições que, por sua vez, empurra os trabalhadores para a mobilização.
> 
> Assim, apontamos, como tendência geral da correlação de forças, para o fato de que as lutas sigam. No entanto, também apontamos para, a partir da crise de alternativa e do papel das direções político-sindicais desses processos, que é pouco provável que elas adquiram um caráter de ofensiva, ou seja, continuam se defendendo das medidas do projeto de ajuste que o capital desfere contra os trabalhadores tanto nos países periféricos como nos países centrais.
> 
> Mesmo com o caráter defensista é muito provável que a existência dessas lutas empurre governos e países para a crise política, como é o caso da situação da Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda e mais recentemente Chipre. E mesmo países mais centrais economicamente como Itália e  França. Como exemplo podemos citar as inúmeras greves gerais na Grécia e a passeata dos mineiros das Astúrias até Madri, além de mobilizações expressivas na França e Itália. Dentro de uma estratégia transformadora nos cabe apoiá-las com a realização de campanhas políticas, ajudando a que a classe trabalhadora mundial possa desenvolver sua consciência política.
> 
> A existência dessas lutas e a dificuldade de o capital aplicar a fundo o seu projeto sem resistência da classe trabalhadora são marcas dessa nova situação política mundial, a qual caracterizamos como de instabilidade econômica, política e social. Isso quer dizer que é improvável que o imperialismo consiga impor seu projeto na dimensão que necessita para, pelo menos, jogar a crise para um futuro mais distante.
> 
> Se as lutas dos trabalhadores são defensistas, também merece destacar que é um processo desigual, com níveis e ritmos distintos de um país para outro, mas o que determina a situação mais global é neste momento a impossibilidade de o imperialismo impor uma derrota histórica ao proletariado e assim conseguir impor uma ordem contrarrevolucionária.
> 
> 2. Essas contradições devem explodir num processo de crise aguda ainda mais sério do que o de 2008. Ainda que a burguesia consiga impedir essa explosão na forma de uma crise mundial geral ou depressão, as instabilidades no mercado financeiro e na política internacional, com picos de localizados de país para país ou região para região, continuarão dando a tônica no período. Dentro de um processo de crise estrutural ou declínio do capitalismo há vários ciclos e mudanças no padrão de acumulação, com fases distintas como as das décadas de 1970-80 (em que se deu a gestação do neoliberalismo) e as de 1990-2000 (em que se deu a queda dos Estados burocráticos e o auge da mundialização neoliberal). A crise atual é uma crise cíclica no interior de um processo de crise estrutural. É também o fim de um padrão de acumulação do capitalismo que durou décadas. A crise atual representa o fim do período “clássico” da mundialização neoliberal. Entramos num novo período, em que um novo modelo terá que ser imposto pela burguesia. O capital precisa se reorganizar e definir um novo padrão de acumulação. Será preciso construir um novo acordo entre os imperialismos e as burguesias e setores dirigentes dos países periféricos de maior peso para viabilizar a continuidade do sistema. Esse acordo não será obtido sem conflito, pois é preciso definir quem será o perdedor. A disputa interimperialista em si não significa necessariamente uma possibilidade de desafio à ordem capitalista. Para que esse desafio aconteça é preciso que o antagonista histórico do capital, a classe trabalhadora, se coloque em cena como portadora de um projeto social alternativo.
> 
> 3. Os ciclos econômicos estão mundializados e sincronizados a partir da referência da economia dominante, que são os Estados Unidos. Os países periféricos chamados “BRICs” não formam qualquer tipo de unidade no sentido político ou mesmo econômico, nem são portadores de nenhum projeto alternativo ao do imperialismo, e de outro lado não têm ainda condições de lutar por um projeto imperialista próprio. Os BRICs não são ainda aspirantes à condição de imperialistas, são economias dominadas de grande porte, que partilham uma relação especial de simbiose e conflito em relação aos imperialismos tradicionais. São países com funções específicas subordinadas dentro do sistema capitalista mundial. Dentro desse conjunto, o Brasil tem a função de subcentro do imperialismo na América do Sul e na relação que desenvolve com alguns países da África. O crescimento desse grupo de países é parte de uma busca do capital por espaços de valoração, baseados na mais valia absoluta, sem que contudo consiga fugir de suas contradições. Esses países estão longe de representar um manancial inesgotável para a acumulação de capital, pois seu crescimento está determinado por limites que tem a ver com seus papéis específicos subordinados na ordem capitalista.
> 
> 4. A crise do capitalismo não é apenas uma crise da economia capitalista, mas uma crise do sistema capitalista. Além de ser um modo de funcionamento da economia, um modo de produção, o capitalismo é também um modo de dominação, que se compõe de um conjunto de instituições dedicadas a reproduzir a hierarquia social em que as personificações do capital concentram e exercem o poder econômico e social. Essas instituições estão centralizadas no Estado, cuja legitimação se mostra mais difícil na medida em que a crise explicita perante a sociedade o seu papel como garantidor do funcionamento do capitalismo, e em última instância, como instrumento do seu setor dominante, o capital financeiro.
> 
> 5. A burguesia sempre apresentará algum tipo de projeto de gestão ou política econômica, afinal sua função como classe dominante é gerenciar o sistema, mas nenhum projeto pode solucionar as contradições ativadas pela crise estrutural, pode apenas afastá-las momentaneamente. Não há solução para a crise, por mais que a burguesia apresente políticas, programas e discursos, pois as contradições não podem ser objetivamente resolvidas nos marcos do capitalismo. Também não houve uma queima maciça de capital como na crise de 1929 e nas Guerras Mundiais. A queima da maior parte do capital sobrante é impossível pelo fato de que as empresas se tornaram grandes demais para quebrar. O capital precisa impor uma derrota histórica sobre a classe trabalhadora para recompor a taxa de lucro, mas sem uma guerra mundial, deve fazê-lo por meio de guerras parciais.
> 
> 6. O novo projeto da burguesia para gestão do capitalismo ainda não está definido. O que se prevê nos círculos dirigentes e intelectuais burgueses é a continuidade das medidas emergenciais adotadas durante a crise por um período de tempo indefinido, ou seja, a sua transformação em medidas permanentes. A “austeridade” passa a ser o discurso dominante e a lógica de todos os governantes burgueses. E por “austeridade” entende-se o controle total do orçamento público pelo capital financeiro, em prejuízo da população e dos trabalhadores, forçados a enfrentar a degradação das suas condições de vida.
> 
> 7. A crise de 2008 encontrou os gestores do capital desprevenidos, mas ainda com “cartas na manga” para gerenciar a situação. Colaborou para isso o fato de que a classe trabalhadora estava ainda menos preparada. No momento atual o capital já está de “sobreaviso” e realizando os ajustes preventivos para a próxima recaída na crise, mesmo que agora tenha menos munição. O capital pode apelar para deslocar as contradições por meio de formas autoritárias ou “democráticas”. O capital pode deslocar os seus investimentos de um país para outro, de uma cidade para outra, colocando setores da classe trabalhadora em conflito uns contra os outros. Enquanto não houver uma ofensiva da classe trabalhadora, os ajustes vão sendo aplicados pela via eleitoral, pelo parlamento, judiciário e outras instituições, com a colaboração dos sindicatos burocratizados.
> 
> 8. A crise de 2008 encontrou a classe trabalhadora política e ideologicamente desarmada, de modo que não houve resistência séria. A partir de 2011 a situação política está mais polarizada, e a classe trabalhadora está mais mobilizada. Existe uma nova correlação de forças. A imposição dos ajustes não se dá de maneira automática. Há dificuldade para o capital impor os ajustes que são necessários, pois há setores da classe trabalhadora que se levantam em luta contra tais ajustes. Nessas lutas têm prevalecido os funcionários públicos e a juventude trabalhadora desempregada, mas há também segmentos da classe que trabalham no setor produtivo em luta, embora minoritários. De modo geral, a classe operária industrial não se pôs em luta de forma massiva. A luta anticapitalista precisa ser internacionalizada e incorporar os trabalhadores por outros aspectos para além do local de trabalho, como a organização por bairro, por demandas como transporte, questões ambientais, etc.
> 
> 9. Existe hoje uma superacumulação de capital, especialmente de capital especulativo, fictício. Esse capital financeiro especulativo é o setor cujos interesses prevalecem na condução da economia mundial. A ditadura do capital financeiro leva a uma diminuição dos espaços democráticos. O Estado se coloca cada vez mais como agente direto da sobrevivência do capital e instrumento específico do capital financeiro. No novo padrão de funcionamento as funções de planejamento do Estado passam a ser assumidas diretamente por instituições representativas do capital financeiro. FMI, Banco Mundial, BCE, FED, etc., passam a ditar a política de governo para os diversos Estados e fiscalizar o seu cumprimento. Os governantes eleitos passam a ter o papel de administrar as medidas ditadas pelas finanças, as quais são assumidas como único programa político possível. Presidentes e primeiro-ministros são “testas de ferro” e “relações públicas” dos bancos.
> 
> 10. O período agudo de uma crise econômica, em que acontecem as quedas da produção e do comércio, quebras de bolsas de valores, falências de bancos e empresas, demissões em massa, etc., tem sempre uma duração limitada, pois o Estado adota medidas para evitar que esse processo siga sua própria lógica, e consegue alcançar alguma estabilização. O problema é que a cada crise o Estado tem menos munição para gastar com essas medidas de estabilização. Na crise atual a quantidade de dinheiro do Estado gasta com a estabilização foi muito grande e a oposição à “austeridade” cresceu enormemente dentro da sociedade. O próximo período agudo de crise terá consequências sociais e políticas muito maiores que a de 2008. É impossível determinar exatamente quando a atual estabilização vai se esgotar, se em um, dois anos ou mais, mas não muito mais do que isso. O que é certo é que a polarização entre as classes deve se acirrar e as lutas devem ser muito mais agudas. Lutas com caráter de rebelião social ou mesmo revoluções voltarão a ser possibilidades históricas prováveis.
> 
> 11. A crise da alternativa socialista não se limita à esfera da política, pois atinge toda a subjetividade humana, todos os aspectos do processo de se colocar como sujeito na realidade. Entretanto, a partir da crise capitalista atual, a situação mudou. O capitalismo pode voltar a ser questionado e os elementos desse questionamento encontram terreno fértil para germinar nas lutas detonadas pela crise atual.
> 
> 12. O socialismo não é uma ideia, mas o processo de movimentação da realidade. Dentro de uma sociedade cada vez mais socializada e interligada, o domínio sobre as coisas é cada vez mais restrito e privatizado. O socialismo tem como base objetiva a interligação da produção e das relações sociais. Essa base objetiva se choca com as relações capitalistas que impõem o domínio de uma restrita minoria. A possibilidade da revolução socialista volta a se colocar na realidade. Se as revoluções vão ser vitoriosas ou não, e se vão desenvolver uma consciência e conteúdo socialistas, isso depende da intervenção dos revolucionários.
> 
> 13. Após o balanço histórico das tentativas de concretizar a perspectiva socialista ao longo do século XX – que se mostraram insuficientes e contribuíram para o descrédito da alternativa socialista nos dias atuais -, é necessidade imperativa aos revolucionários de hoje, que apresentem uma perspectiva claramente distinta das anteriores em termos de socialismo, que 1) se contraponha diretamente a qualquer perspectiva reformista; 2) seja anti-Stalinista; 3) defenda, claramente e ofensivamente, um sociedade autodeterminada, baseada no controle social da produção (em harmonia com o meio-ambiente) pelos trabalhadores, à serviço dos interesses e necessidades sociais e humanas.
> 
>  
> 
> SITUAÇÃO NACIONAL
> 
>  O governo Dilma e os partidos
> 
> No governo Lula, o PMDB foi ganhando cada vez mais peso. No governo Dilma, obteve a vice-presidência e ministérios importantes, a presidência do Senado e para 2013 também a presidência da Câmara. Além disso, o PMDB negocia com mais 6 legendas para tentar dar um salto e se tornar dominante, não ainda para as eleições de 2014, mas para as de 2018, quando, dentro da lógica de cálculos eleitorais burgueses, se prevê que o período do PT possa ter se esgotado.
> 
> Outro exemplo de partido que vem crescendo e buscando peso próprio é o PSB, aliado histórico do PT desde a primeira tentativa de Lula a chegar à Presidência, em 1989, e que agora enfrenta o PT em seis capitais. Outros partidos, como o PCdoB, também querem ampliar sua força individual. O governo Dilma é um governo de unidade da burguesia, embora com contradições. Não é um governo que enfrenta uma oposição sistemática de um setor da burguesia que apresente um outro projeto para o país. O governo representa o conjunto do capital que opera no Brasil: bancos, agronegócio, montadoras, eletroeletrônicos, empreiteiras, transnacionais, etc., são igualmente beneficiados pelas políticas do governo. Os diversos setores da burguesia apresentam exigências pontuais ao governo, mas não um projeto global alternativo. No âmbito partidário, existe uma disputa entre os partidos por fatias do aparato do Estado, hoje controlado pelo PT em nível nacional, mas não existe disputa por um projeto político muito diferente. O que os partidos têm a oferecer são matizes em torno da gestão do projeto, mas não alternativas globais que modifiquem o projeto em si.
> 
> A própria política é esvaziada de conteúdo propriamente político, em favor da gestão econômica, o que expressa uma realidade em que tudo o que os gestores do Estado podem fazer é procurar as melhores formas de agradar o mercado. O raciocínio que se tenta vender para a classe e a população em geral tratada como eleitor-consumidor, é o seguinte: “o gestor mais competente é aquele que é melhor para o capital, logo é o melhor para o país, logo é nesse que se deve votar”. Logo, o que os partidos burgueses tentam fazer é se mostrar como aqueles que farão a melhor gestão, farão o país crescer, etc., como se isso fosse sinônimo de benefício para todos.
> 
> Dentre os partidos burgueses, o PT, que encarna a gestão do Estado no momento, tem no centro do seu discurso a defesa da estabilidade e do crescimento alcançados na era Lula, que são o objetivo desejado tanto pela burguesia como pelos próprios trabalhadores, que em nível nacional aprovam os governos do PT. O partido se compõe de burocratas que dependem do aparato estatal e não representa nenhum setor em particular do capital, mas o conjunto do capital que opera no Brasil. Sua composição social é formada por burocratas de Estado, dirigentes sindicais e de ONGs, todos já incorporados ao projeto de gerir para o capital.
> 
> Quando tratamos de PT atual, não podemos esquecer que é um partido de caráter bem definido, faz a gestão dos negócios da burguesia, defende o projeto de sociedade capitalista.
> 
> Desta forma, sua política é ditada pelas prioridades que garantam a melhor aplicação desse projeto. Assim, a maneira como se apresenta aos trabalhadores em sua composição e em sua política pode, algumas vezes, se diferenciar na aparência de outras formas de governo mais explicitamente burgueses no sentido clássico, mas não fere seus interesses centrais. Possíveis aparentes contradições entre o caráter burguês do PT hoje e a forma, por vezes diferenciada como aplica suas políticas, são meras variações na maneira de aplicar o projeto da burguesia. O peso expressivo da presença de mulheres no governo Dilma (das 38 pastas que compõem o alto escalão, 10 estão sob responsabilidade de mulheres) é somente mais uma dessas variações, que não representa melhora nas condições de vida da mulher trabalhadora.
> 
> O fato de ser uma mulher na presidência do Brasil não muda a relação do governo federal com a luta de classes. A política de alianças, conchavos e base de sustentação do governo Dilma não é diferente de qualquer outro governo burguês. São notáveis as alianças realizadas em governos que viabilizam a contratação de parentes, pessoas de sua confiança, etc. as quais são aliadas e fies a seus estilos de liderança.
> 
> A defesa de uma pauta de reivindicações que abarque as necessidades da mulher trabalhadora rumo a uma sociedade sem opressão e exploração é incompatível com o projeto de sociedade apresentado pela burguesia e atualmente implementado no Brasil pelo PT.
> 
> No movimento sindical, o PT atua como obstáculo decisivo para o desenvolvimento das lutas. Nos movimentos sociais em geral, o PT faz o trabalho de vincular a assistência social estatal (assentamentos, moradia, bolsas, etc.) aos candidatos petistas, fazendo com que a população, ao invés de se organizar em torno de suas demandas para lutar, se torne dependente dessas “dádivas” estatais. Os próprios setores operários que têm o PT como referência não tem mais qualquer influência em qualquer instância decisória do partido, pois em todos os níveis a política da alta burocracia é imposta de cima para baixo. Basta ver a candidatura de Haddad e a aliança com Maluf em São Paulo, decididas por Lula.
> 
> O PSDB representa mais especificamente os bancos e o setor financeiro em geral, com uma política de exigências em relação ao PT, por mais privatizações e menos controle estatal, para que o Estado entregue mais diretamente o dinheiro público à burguesia. O PT, por sua necessidade de sobrevivência, precisa desviar uma parte desse dinheiro para sustentação do seu aparato burocrático e para medidas de assistência social. Do ponto de vista do PSDB, os gastos sociais são supérfluos, e as demandas sociais precisam ser tratadas como caso de polícia. Uma vez que não tem um programa global alternativo a ser oferecido contra o PT, o PSDB tenta se distinguir por flertar com tendências de extrema-direita. A repressão na USP, desocupação no Pinheirinho, entre outras, são exemplos de uma política que visa agradar o setor da opinião pública que pede mais repressão, dureza policial, pena de morte, etc. Não se trata de dizer que o PSDB está rumando para a ultradireita, mas que está realizando aproximações e ensaios nessa direção.
> 
> Apesar de uma série de indícios de crescimento do pensamento conservador e de extrema direita em geral, agressões homofóbicas, discursos contra nordestinos, textos na internet, etc., não há um partido organizado da extrema direita no Brasil, com um ideário claramente definido e consistente. Mesmo na ausência de um partido único organizado de ultradireita, o fato de que alguns grupos de ultradireita estejam se colocando, apresentando posições na internet e ensaiando ações práticas é um fenômeno extremamente perigoso que deve nos colocar em estado de atenção e deve ser combatido energicamente.
> 
> Na falta de um partido de extrema direita puro e consolidado, quem acaba exercendo o papel de difundir ideias de direita, contra qualquer vestígio de pensamento ou práticas socialistas, é a própria grande imprensa comercial, por meio de veículos como a TV Globo ou a Veja, que praguejam contra as greves e qualquer manifestação de luta dos trabalhadores. A Veja, especialmente, tem apresentado um perfil cada vez mais caricato, pateticamente decalcado dos veículos de direita estadunidense, com um discurso deslocado que imita porcamente o dos neoconservadores da era Bush.
> 
> Os partidos burgueses no Brasil, com exceção do PSDB (que representa o setor mais concentrado do capital), estão aos poucos abrindo mão do discurso de tipo mais ideológico (generalizado para todos os partidos pelo fato de que o próprio PT assumiu o projeto das privatizações, do livre mercado, etc.) e se convertendo cada vez mais em grandes condomínios de votos, identificados com pequenos e grandes caciques, locais e nacionais, siglas alugadas aos mais diversos interesses. O DEM, que sempre foi identificado com o velho latifúndio, o coronelismo e a ditadura, experimenta uma relativa crise, com a migração de parte dessa base social para o PSD. O PMDB vem se diluindo numa gigantesca confederação de caciques, sem uma identidade programática nitidamente definida. E o mesmo se sucede com as pequenas legendas, como PTB, PDT, PP, PRB, etc.
> 
> Em geral, os grupos de interesse que representam a burguesia no parlamento se articulam mais na forma de bancadas que se formam temporariamente em torno de interesses concretos do que de grupos permanentes. Assim, temos a bancada ruralista (que reúne os velhos latifundiários metamorfoseados em “agronegócio”), a bancada evangélica, a bancada da bola, etc. Esses grupos de parlamentares votam em bloco em favor dos interesses da burguesia, como na aprovação do novo Código Florestal (que legalizou a devastação passada e futura por parte dos grileiros), na não aprovação do PLC 122 (que criminalizaria a homofobia, mas está sendo barrado por religiosos, etc.), a Lei da Copa, etc.
> 
> As Lutas
> 
> No período anterior…
> 
> Quanto às lutas do proletariado, é possível identificar dois momentos diferentes:
> 
> No momento ascendente do ciclo (2009-2011), foram lutas que tinham possibilidades maiores de conquista, refletindo o cenário de forte crescimento econômico. Os trabalhadores viam que as empresas estavam ganhando muito e sentiam condições de recobrar uma parte. A geração de empregos e, ao mesmo tempo, a alta da inflação levava a essas lutas. Esse padrão vigorou na iniciativa privada e em alguns setores do funcionalismo federal como judiciários entre 2009, 2010 e até o primeiro semestre de 2011.
> 
> A partir da 2ª metade de 2011, tendo como ponto definidor as greves da CPTM, dos ônibus, dos correios, de professores em vários estados e dos judiciários, vimos um nível muito maior de endurecimento por parte do empresariado e do governo, com a tendência de não conceder praticamente nada, levar os conflitos para a área judicial, torná-los ilegais e a partir daí desencadear a repressão sobre os ativistas.
> 
> Já no final de 2011, com a repressão sobre a ocupação da USP e no início de 2012, com a repressão duríssima ao Pinheirinho, essa tendência se expressa claramente na realidade.
> 
> De lá para cá, praticamente todas as lutas têm levado à repressão e criminalização de ativistas, como se repetiu no caso dos estudantes da UNIFESP.
> 
> Tendo em vista todo o processo de lutas, no seio do Movimento Estudantil, que se iniciou em 2007 com a aprovação do REUNI, onde houve uma repressão brutal por parte do Estado, via reitorias, chegando ao absurdo de haver assembleia sendo acompanhada pela polícia federal, se fez necessária uma ruptura completa, pelos setores combativos do ME, com a União Nacional dos Estudantes, que desde os anos 90 passou a representar, paulatinamente, uma correia de transmissão do governo federal dentro do movimento. De lá para cá, praticamente todas as lutas têm levado à repressão e criminalização de militantes, como se repetiu no caso dos estudantes da UNIFESP, USP, UNIR, etc.
> 
> Ainda com centro nos setores organizados, identificamos a tendência de uma maior diversidade das lutas para o próximo período…
> 
> O funcionalismo público e os trabalhadores em geral tendem a sofrer ainda mais com a queda geral tendencial dos salários e com a precarização das condições de trabalho e dos serviços públicos.
> 
> Isso tem consequências diretas nas lutas que tendem a aumentar e se tornar mais radicalizadas, tendo ainda o setor do funcionalismo público como vanguarda.
> 
> Devido à enorme intervenção do Estado para bancar o empresariado, aos cortes nas áreas públicas para sobrar dinheiro para os investimentos a serviço do capital, a tendência mais provável é de que os movimentos ainda passem prioritariamente pelos setores mais organizados. Isso porque os ataques ao funcionalismo público não deixarão outra escolha senão a luta. Também devido à estabilidade, menor fragmentação, presença da esquerda organizada, no marco de uma crise ainda mediada, deve ainda continuar sendo o setor mais favorável para a ocorrência de lutas.
> 
> As greves de grandes categorias em nível nacional tendem a enfrentar um endurecimento maior, como mostrou a greve das federais. Vão se enfrentar com direções dispostas a tudo para impedir as lutas e tentar canalizar qualquer insatisfação para o terreno eleitoral. Se essas lutas conseguirem furar o bloqueio das direções, a tendência à radicalização vai estar colocada, na medida em que enfrentem o endurecimento dos governos e da patronal e, ao mesmo tempo, as dificuldades econômicas crescentes envolvendo a classe.
> 
> Porém, o dado novo é a entrada nas lutas do proletariado do setor privado e, ainda em seu início, do setor industrial, com categorias importantes como transportes, construção civil e outras, a partir do aumento dos ataques diretos como reestruturações, demissões, fechamento de setores, fusões e aquisições que levem a demissões, redução de salários, recontratação com menos direitos, aumento de tarefas e ritmos de trabalho, etc.
> 
> As demissões devem impactar as empresas em geral e em particular os ramos de indústria automobilística, caminhões e tratores, linha branca e eletrodomésticos em geral, minérios, construção civil, etc.
> 
> O aumento de ritmos de trabalho, a necessidade de concluir as obras do PAC (infraestrutura) e a proximidade da Copa podem e devem trazer mais lutas nas grandes obras.
> 
> Mesmo que o mais provável para o próximo período ainda não haja um ascenso, o processo de lutas pelas categorias e empresas do setor privado deve se acelerar.
> 
> Os movimentos populares por moradia também devem seguir aumentando suas lutas na medida em que a crise provoca tanto a dificuldade de pagar aluguéis, prestações, etc., como também a inflação vai corroendo o valor das políticas assistencialistas, que começam a mostrar seus limites. Soma-se ainda a isso a bolha imobiliária que elevou o preço dos imóveis a níveis absurdos.
> 
> Também tendem a aumentar a luta pela terra de forma geral no campo, assim como as lutas indígenas, de comunidades ribeirinhas e quilombolas.
> 
> Isso traz a tarefa de buscar a unidade entre os diversos movimentos e lutas, e que os sindicatos e demais organizações dos trabalhadores assumam e envolvam-se nessas lutas através de campanhas de solidariedade, comitês de apoio, etc. É preciso que cada entidade sindical ou estudantil discuta e assuma as lutas dos demais setores como parte de uma mesma luta geral contra o sistema do capital e seus agentes.
> 
> De modo geral, o mais provável é que esta situação econômica e política siga se agravando e acumulando contradições até a Copa em 2014, a depender da realidade internacional.
> 
> A Copa, assim como o Pré-Sal, são dois elementos mediadores desta realidade, pois geram um ambiente tanto de investimentos, criação temporária de empregos, assim como um clima político e ideológico. No caso da Copa, ao mesmo tempo em que media as contradições imediatas, vai agravando-as  no plano estrutural, pois o país sairá da Copa bem pior do que estava antes que o governo resolvesse sediá-la.
> 
> A partir de então, a tendência será termos uma nova mudança na realidade, com um patamar muito superior de ataques e de lutas, pois as margens terão diminuído ainda mais e as contas a pagar serão muito maiores. Isso se dará também a partir de quanto à inadimplência tende a se fazer sentir novamente e como os efeitos dessa 2ª rodada de medidas em prol do capital tendem a mostrar seu estancamento.
> 
>  Esse quadro de acúmulo de contradições aponta para um acirramento da luta de classes, que traz novas tarefas para as quais os trabalhadores, sua vanguarda e as organizações devem se reorientar. Devemos nos preparar para enfrentar os mecanismos de repressão aos movimentos e aos ativistas em geral.
> 
>            
> 
> FUNCEF/PREVHAB/APOSENTADOS
> 
> Com o início da implementação do projeto neoliberal,  passou-se a buscar a toque- de- caixa a realização das várias (contra) reformas de interesse da classe dirigente.  A reforma da previdência foi uma delas.  E é um processo que segue,  pois além dos males  da contra reforma FHC, vide a implementação da previdência privada dos funcionários públicos pelo governo Dilma recentemente. Sabemos que estrategicamente buscam o fim da previdência pública. E moldar a previdência privada como substituta da pública teria que passar necessariamente por mudanças estruturais no seu funcionamento.  Mudanças nas regras de funcionamento e principalmente a defesa e aplicação da substituição do caráter de benefício definido para a contribuição definida foram determinantes.  Não bastasse  o financiamento de obras polemicas com as usinas na Amazônia e o superfaturamento dos preços dos leilões das obras de reestruturação dos aeroportos, um descalabro, hoje a grande ameaça (entre outras), é a corresponsabilização da Funcef nos processos de cunho trabalhista originados dos desmandos e ilegalidades cometidos pela CAIXA, que se não resolvidos podem sim, inviabilizar o Fundo De Pensão dos trabalhadores da CAIXA e seus familiares.  Exigimos:
> 
> ü  Fim das ingerências políticas na utilização dos recursos da Funcef, que poderão levar à sua inviabilidade.
> 
> ü  Fim das discriminações aos associados do Reg-Replan não saldado.   Imediata aplicação das resoluções judiciais  do TRT Brasília referentes as migrações ilegais para PCS 98 e à nova estrutura salarial unificada de 2008 com  base no saldamento obrigatório do Reg-Replan e migração para novo plano  e anulação de todos os atos correlatos  praticados.
> 
> ü  Solução favorável e imediata para os associados do REB.  Cumprimento de clausula do Acordo 2012/2013 que possibilitaria  incorporação do REB ao novo plano a quem interessar e que também não foi cumprido. Quem vive de promessa é santo.
> 
> ü  Não a qualquer ideia de retirada de patrocínio ao Reg-Replan não saldado.
> 
> ü  Direito de retorno ao Reg-Replan, com regras justas, para quem o desejar.
> 
> ü  Direito de livre escolha para todos que optarem pelo benefício definido.
> 
> ü  Eleição de todos os membros dos  Conselhos Deliberativo e Fiscal da  Funcef (número impar).
> 
> ü  Fim do não pagamento do Auxilio Alimentação aos que se aposentam. 
> 
> ü  Fim do voto de minerva, nas questões polêmicas na Funcef. 
> 
> ü  Utilização de mecanismos democráticos como plebiscitos quando houver impasse.
> 
> ü  Restabelecimento do princípio da paridade para ativos e aposentados.
> 
> ü  Que o custo das demandas judiciais oriundas de ilegalidades da CAIXA, seja custeado exclusivamente pela CAIXA, sem a coparticipação da FUNCEF.
> 
>   
> 
> ISONOMIA              
> 
> Infelizmente para os bancários e bancárias da CAIXA, no final dos anos 90, o setor que ainda hoje dirige formalmente o movimento sindical, defendeu e assinou Acordos Coletivos, que previam o fim da paridade entre ativos e aposentados.  Junto houve a institucionalização dos empregados de segunda linha, com a introdução da “carreira’’ de Técnico Bancário na empresa. Tal fato, talvez seja hoje, o principal obstáculo de caráter jurídico que impede o fim da discriminação entre novos e antigos. A criação da chamada Tabela Única do PCS, vendido como virtual solução para a questão da Isonomia, não trouxe sequer a incorporação justa das VPs (vantagens pessoais) como no caso dos escriturários, o que reduziria a perda dos novos colegas.   Objetivamente  a nossa bandeira da ISONOMIA foi literalmente abandonada pelos nossos dirigentes.  Ainda assim, continuamos exigindo essa justa reinvindicação que  “eles”  na prática nunca realizaram com afinco. Não podemos deixar objetivo tão importante cair no esquecimento.   Portanto,  defendemos de imediato:
> 
> ü  Incorporação justa das  antigas VPs no salário  para todos os contratados pós-98.
> 
> ü  ATS para todos os bancários e bancárias da CAIXA
> 
> ü  Licença-prêmio para todos indiscriminadamente.
> 
> ü  Regulamentação das conquistas obtidas pela luta como APIP, parcelamento das férias, etc.,  proporcionando aos novos maior segurança e garantia.
> 
>  
> 
> CONDIÇÕES DE TRABALHO/SAÚDE DO TRABALHADOR/JORNADA
> 
> O cotidiano de trabalho nas agências e departamentos é extenuante para a grande maioria dos bancários da CAIXA. Faltam funcionários para atender com qualidade a demanda de clientes e realizar a operacionalização de contratos dentro dos prazos e exigências estabelecidas normativamente. Para dar conta do recado, a empresa obriga os funcionários a extrapolarem ordinariamente a jornada de trabalho. A prática de assédio moral é utilizada para forçar a produtividade. Casos que ocorrem em diversos locais de trabalho onde o controle dos gestores ultrapassa os limites, pressionando os funcionários de forma a impedir direitos previstos por lei, como a pausa de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados, (direito de todos que trabalham com digitação). O horário de almoço/intervalo por diversas vezes é imposto unilateralmente pelos gestores, e de acordo com a demanda de determinado momento, é alterado para o tempo que os gestores permitirem, mesmo em desacordo com a lei e em prejuízo à saúde do trabalhador.
> 
> A segmentação aos moldes dos bancos privados é tratada naturalmente pelo banco que ironicamente enfatiza seu caráter público e voltado às demandas da sociedade nos seus pronunciamentos oficiais e propagandas corporativas, televisivas e outras mídias. A política imposta é a de viabilizar um bom atendimento somente àqueles clientes “classe A”, que são atendidos preferencialmente, enquanto o povo é submetido a longas esperas, sendo controlados através de senhas que disfarça a extensão da fila e busca evitar revoltas. Os atendimentos sociais são empurrados para fora das agências, difundindo-se uma cultura de hostilidade ao cidadão comum que necessita dos serviços do banco público. Isso porque a estrutura não comporta um atendimento digno e a opção da empresa é pelo ganho comercial/financeiro, ao invés de cumprir com a tão propagada responsabilidade social.  Os funcionários que resistindo se opõem à lógica de diferenciação de clientes são penalizados com as piores condições de trabalho, muitas vezes são obrigados a trabalharem sozinhos ou em número insuficiente nos setores com as maiores filas, sem poder beber água ou ir ao banheiro sem se justificarem perante a fila.
> 
> As reuniões chamadas frequentemente pelos gestores são sempre fora do horário de trabalho (provando que a jornada de 6 horas é definitivamente desrespeitada). Nelas, rotineiramente, se expõem metas cada vez maiores e pouco ou nada se fala sobre a organização coletiva do trabalho. Muitos que ousam intervir em prol das demandas coletivas, são rechaçados. A dificuldade de se contrapor à ideologia corporativa é imensa, dado o controle normativo excessivo daqueles que detêm os chamados “cargos de confiança”, e são utilizados pela empresa como (supostos) prepostos.
> 
> Todos ficam submetidos a uma estrutura hierárquica sustentada pelo assédio moral institucionalizado, apoiada nos cargos de confiança que fazem o funcionário se apegar ao salário, dada à discrepância salarial entre os cargos comissionados e os baixos salários dos 'funcionários sem função’, os que formam a base dessa pirâmide e, portanto, os maiores prejudicados.
> 
> A venda de produtos do grupo Caixa seguros e capitalizações é a meta mais cobrada e mais recusada pelos trabalhadores, que percebem as parcas vantagens que tais produtos oferecem aos clientes e que não há controle nenhum sobre a satisfação destes em relação a tais produtos, visto que a CEF é somente um balcão de vendas. A recompensa em forma de pontos a serem utilizados em compras via internet, uma espécie de neo-colonato, é pouco atrativa para grande parte dos funcionários, dada à superficialidade de tal forma de consumo. Para obter o cumprimento das metas o assédio moral é empregado, na forma de pressão, diferenciação entre bons e maus vendedores, concessão de “direitos” (apip, intervalo regular, melhor condição para trabalhar, etc.) aos primeiros e rejeição aos segundos.  Mas grande parte dos trabalhadores da Caixa parece não saber que o grupo Caixa Seguros, não é Caixa Econômica Federal e sim, uma empresa francesa onde a CEF é apenas uma das acionistas e a Fenae que também já foi sócia, mas vendeu suas ações (ações de seus associados). De acordo com um estudo geral do Dieese, exposto para os delegados sindicais na ocasião de um encontro ocorrido na sede do Seeb-SP em 2008, revelou-se ínfimo o impacto da venda desses produtos no balanço da empresa. Coube então a pergunta que não quer calar: por que metas tão alta e tanto assédio moral para obter as vendas desses produtos? A sobrecarga de trabalho, o stress, a falta de contato humano e solidariedade, a fragmentação do trabalho, a pressão dos gestores por um lado e dos clientes por outro, criam um ambiente de trabalho insalubre que condena grande parte dos bancários a perda de saúde e qualidade de vida. Tudo somado; intensificação do assédio moral, cobrança descabida de metas com imposição de vendas casadas, situações crônicas de insalubridade, jornadas expandidas e inclusive sem marcação correta da jornada de trabalho. Acrescente-se a isto, um número reconhecidamente insuficiente de funcionários para desempenho das atividades, não cumprimento por parte da empresa de cláusulas acordadas como contratação de novos colegas, planos de demissão incentivada e estímulo à aposentadoria, são elementos do nosso cotidiano e nos colocam literalmente na situação de doentes. Doentes potenciais (os novos, bem novos na empresa), doentes crônicos e, sem exageros, “doentes pé-na-cova”.  Necessitamos:
> 
> ü  Fim efetivo do assédio moral.  Denúncia, enquadramento e penalização para a empresa e para os gestores coniventes. Assédio Moral é infração reconhecida.
> 
> ü  Fim efetivo do abuso exercido por metas. Trabalho sistemático de vendas-zero em tais situações. Não à venda casada e efetiva denúncia mediante determinações neste sentido.
> 
> ü  Respeito à jornada, com a pró-atividade dos empregados mediante trabalho consistente de conscientização e atuação determinada por parte das entidades. Extinção do banco de horas.
> 
> ü  Sistematização Permanente da Exigência de exames médico/laboratoriais periódicos adequados. Fim dos exames superficiais.
> 
> ü  Acompanhamento, cobrança e denúncia de condições físicas e ambientais inadequadas e prejudiciais aos trabalhadores,  clientes e usuários em geral. Estrutura física e humana para as Gipes atuarem.
> 
> ü  Participação efetiva das entidades representativas dos trabalhadores quando do afastamento, tratamento e retorno dos enfermos/lesionados, que muitas vezes se vêem prejudicados por coação e desinformação.
> 
> ü  Fazer valer a conquista dos intervalos/pausa para todos, e não apenas para os caixas, pois na prática todos são digitadores/alimentadores de dados.
> 
> ü   Mensuração do real impacto da parceria CAIXA/GRUPO CAIXA SEGUROS E FENAE-PAR CORRETORA no resultado contábil-financeiro da CAIXA. 
> 
>  
> 
>  SAÚDE CAIXA
> 
> Os trabalhadores da CAIXA tiveram grande derrota ao perder, por iniciativa da empresa e sem força do conjunto da categoria para responder,  o seu Plano de Assistência Médica (antigo PAMS), onde não tínhamos mensalidade, o custo era progressivo de acordo com o salário, e realizávamos pagamento quando utilizado.  Se o mesmo se tornou, segundo a CAIXA, inviável, o foi pelo fato de estar atrelado o montante dos seus recursos a um percentual da folha de pagamento que esteve congelada por anos a fio, enquanto os custos sofreram reajustes. Ficou para nós um plano de seguridade de saúde,  que apresenta indícios de intenções da empresa, em torna-lo um plano aberto ao grande público como qualquer outro plano com funcionamento baseado no lucro.  Finalmente a CAIXA divulgou números do superávit acumulado (seria algo acima de cem milhões de reais). E mesmo com superávit agora declarado, cada vez mais a rede de credenciados se torna insuficiente quantitativa e qualitativamente. Lamentavelmente os mecanismos existentes como o Conselho de Usuários/ Os Comitês de Acompanhamento da Rede Credenciada não têm conseguido dar a resposta necessária aos problemas colocados.  De caráter consultivo, limites de atuação controlados entre outras razões, apenas acaba por ser uma espécie de legitimador das ações implementadas pela CAIXA.  Entendemos que somente a gestão realmente paritária, com um efetivo controle e participação dos empregados, poderá nos fazer avançar. Pagamento/reembolso de medicamentos de uso continuo é bom, mas insuficiente. Propomos:
> 
> ü  Caráter deliberativo para os Conselhos de Usuários/Comitês de Acompanhamento da Rede Credenciada.
> 
> ü  Gestão paritária dos recursos do plano, afinal os empregados somos os principais interessados.
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>  
> 
> SEGURANÇA BANCÁRIA
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> Na prática, os banqueiros incluído o governo, historicamente pouco se preocupam em proporcionar um local seguro para a total integridade de clientes, usuários e trabalhadores  e que os mesmos possam exercer suas atividades dentro das agências e salas de autoatendimento. Isto na medida em que, ao menos em tese, o seu patrimônio é segurado.   Misto de descaso e irresponsabilidade. Assim a denúncia, a cobrança e a efetivação de medidas que possam  minimizar os riscos têm que ser permanentes.  Cabe a nós bancários e bancárias também um papel importante, além do papel inerente às entidades.  Ainda é comum o transporte de valores feito por bancários, por exemplo, que não devem submeter a isto, mesmo se coagido - daí a importância da denúncia. É necessário que conquistemos a supremacia do cuidado com a vida e impor ao banco, cuidados com a pessoa (sequestros, mortes, sequelas, punições por ocasião de sinistros) acima do cuidado com o patrimônio do banqueiro, ainda e principalmente se este banqueiro é o governo. De imediato:
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> ü  Portas giratórias com detectores de metais em todas as agências.
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> ü  Divisórias entre os guichês dos caixas.
> 
> ü  Transporte de valores, aberturas e fechamento de unidades  apenas por profissionais preparados
> 
> ü  Cumprimento do compromisso por parte da CAIXA do fim efetivo do abastecimento dos terminais inseguros. Corredores para abastecimento em todas as unidades.
> 
> ü  Fiel cumprimento do plano de segurança aprovado pela Policia Federal. Sua divulgação.
> 
>  
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> CONECEF/ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO
> 
> O Congresso Nacional dos empregados da CEF é ou deveria ser a instância máxima de deliberação dos bancári em s da Caixa. Originalmente era caracterizado pela participação massiva dos empregados de base da empresa. Aqueles que estão no cotidiano das agências e departamentos e sabem melhor do que ninguém onde o sapato aperta.  Infelizmente com o passar dos anos a burocratização dos dirigentes e entidades tornou o nosso congresso um “colegiado de notáveis” que estão em sua maioria há muitos anos longe dos locais de trabalho, distanciados e sem referência da nossa realidade. Muitos inclusive têm se ocupado apenas em desenvolver projetos pessoais e de grupos.  Em função do trabalho e dedicação de certo número de bancári em s, conseguimos dar ao nosso congresso um formato mais democrático, que possibilitou a participação de um número maior de bancári em s da base. Porém, é ainda pouco representativo.
> 
>  No último período as negociações com os banqueiros incluem os Bancos Públicos.  Nós somos os primeiros a defender a unidade de toda a categoria bancária para lutar contra banqueiros e governo.  Porém não podemos negar que neste mesmo período, participar da mesa única da Fenaban não nos tem sido favorável.  Ainda que não encaremos a mesa única como princípio (nós a vemos como um elemento tático),  da forma que vem sendo utilizada, ela é favorável a todos; Banqueiros, Governo e também para setores do movimento, que ao não construírem  mobilização em privados (e sabemos que isto dá trabalho), utilizam-na para manobrar, convocando assembleias “unificadas” para o início da paralisação e desmontam a tão defendida “unidade”, chamando assembleias separadas para o término, com efetiva mobilização tendendo a zero nos bancos privados durante toda a campanha, mas “livrando a cara” de direções onde a maioria esmagadora da categoria está nos bancos particulares e isto deve acabar.  Vanguarda, linha de frente na organização e realização do movimento, temos avançado muito aquém do nosso nível de mobilização e precisamos no período de campanha, quando estamos no clímax de nossas potencialidades, negociar diretamente com a direção da empresa todas as cláusulas e itens e fugir da enganação que é o ”processo de negociação permanente” e os “Grupos de Trabalho” que nada, ou muito pouco produzem de positivo para o conjunto dos empregad em s.
> 
> Só com a participação efetiva dos bancári em s da Caixa, conseguiremos superar os  obstáculos colocados pelo governo, pela direção da Caixa, e infelizmente por setores das próprias entidades  dos trabalhadores que não querem discutir temas importantes como a “parceria” CAIXA, CAIXA SEGUROS PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO e FENAE (atual PAR CORRETORA), que é responsável por consumir  ativos da Caixa e coloca a FENAE, entidade dos trabalhadores, como parceira também no assédio moral (ainda que indiretamente) para obtenção das metas , parte interessada que é.  Precisamos avançar no PCS (uma vitória dos trabalhadores, apesar de nossas direções), pois o mesmo é discriminatório, pune grevistas e premia aqueles que não lutam e acabam  usufruindo privilegiadamente de nossas conquistas com critérios duvidosos. Temos que ser consequentes com a isonomia. Condições de trabalho e de atendimento.
> 
> Não temos acordo com a mudança de caráter CONECEF, desvinculado da Campanha, o que o torna um apêndice no processo. Também condenamos atitudes unilaterais da direção do movimento, como o não cumprimento das deliberações do congresso. Assim defendemos:
> 
> ü  Caráter deliberativo para o CONECEF, vinculado à Campanha Nacional da Categoria.
> 
> ü  Encontro/Congressos estaduais abertos.
> 
> ü  Comando Nacional eleito nas assembleias por região e com reuniões ordinárias.
> 
> ü  Fim da figura do delegado nato.
> 
> ü  Eleição dos membros da Comissão de Empresa(executiva dos empregados) eleitos no CONECF, com proporcionalidade direta.
> 
> ü  Garantia de amplo debate, com plenárias e assembleias democráticas nas grandes questões, quando fora dos períodos de campanha salarial. Nenhuma assinatura de acordo, sem  se observar esta condição.
> 
> ü  Ampliação do número de participantes do CONECEF,  relação de 01 para 200 na base de cada sindicato.
> 
> ü  Coordenação Nacional do CONECEF a cargo da CEE-Caixa eleita no modelo proposto por esta tese.
> 
> ü  Reuniões no mínimo bimestrais dos Conselhos de Delegados Sindicais.
> 
> ü  Construir mecanismos de defesa contra a prática hoje contumaz de interferências negativas para o movimento dos trabalhadores, por parte dos gestores, nas eleições para delegados sindicais e cipeiros sem compromisso real com os nossos interesses.
> 
> ü  Insistir na construção de mesma data base para bancári em s e vigilantes. Viabilizar na medida do possível atos e paralisações em comum.
> 
> ü  Campanha Nacional Unificada. Nas mesas específicas dos bancos públicos, abordagem  e negociação de todos os itens/temas sociais e econômicos. 
> 
> ü  Não às Comissões de Conciliação Prévia na CAIXA, sem ampla discussão e aprovação por base sindical. Vide a postura recente da CAIXA em não incluir os tesoureiros nas CVV mesmo em um acordo de caráter desfavorável aos bancários já na sua concepção.
> 
> ü  Não aos Acordos Aditivos sobre assédio moral sem  discussão/aprovação por base sindical.  Rever os já assinados, pois podem nos desservir na medida em que possibilitam morosidade em soluções administrativas e inviabiliza por tempo exagerado a criminalização/punição de gestores e Instituições.
> 
> ü  Discussão neste congresso e com o conjunto da categoria sobre a figura do vice-presidente representante (eleito), seu perfil, encargos e compromissos. Qual sua real utilidade e necessidade dentro do contexto em que nos situamos. E perceber que a regulamentação tão esperada e ora realizada pela CAIXA (abril de 2013) é perigosa.
> 
> ü  Debater uma nova abordagem sobre o tema referente às quotas de gênero.  Buscar uma abordagem antidemagógica. Sair da “questão de números”.  Buscar progredir numa maior e efetiva participação, mais equânime e qualitativa.
> 
>  
> 
> CORRESPONDENTES BANCÁRIOS/TERCEIRIZAÇÃO
> 
> No nosso entendimento, e em particular na categoria bancária, os dois temas caminham juntos, na medida em que ambos objetivam as mesmas finalidades, ainda que com nuances diferentes.  No caso do Correspondente Bancário (também conhecido pela sigla CORBAN), sua instalação  inicial, até onde sabemos,  ocorreu a partir da utilização dos agentes lotéricos como prestadores de serviços bancários pela CAIXA, mais notadamente a partir da segunda metade dos  anos oitenta.  Depois o da banca nacional e internacional também passou a exigir a sua parte no botim, pois o Correspondente Bancário proporciona aos bancos uma diminuição de custos enorme em pessoal, instalações, segurança, enfim todo o aparato operacional vinculado à atividade bancária.    Uma distorção onde as instituições financeiras colocaram seus tentáculos em desobediência ao normatizado, e continuam.  Até porque o próprio Bacen, a partir de 2000 “liberou geral” ; precarização, flexibilização e extinção de direitos.  Segurança de trabalhadores e usuários vão  na mesma linha.  São na verdade franquias das instituições que vivem a alardear sua responsabilidade social. Blá, blá, blá.  Sabemos que este é um tema delicado, na medida em que a população entende tal serviço como prático e facilitador do seu dia-a-dia.   O Comércio também ganha.  Por outro lado não se pode permitir a substituição das agências por correspondentes. 
> 
> Da mesma forma as terceirizações continuam a todo vapor, em todos os setores.  Aos empresários só traz vantagens.  Aos trabalhadores; precarização, perdas de direitos, flexibilização, fraudes contratuais (atividade fim - atividade meio).  Ao cliente; riscos, insegurança, sinistros.  No final dos anos 90, FHC e os seus remetem o PL 4302, que ao tratar da matéria, além de acabar com o vínculo empregatício ainda dá perdão a todos os fraudadores de forma retroativa.  Tal projeto ainda que não votado, ainda persiste rodeando os trabalhadores como um fantasma.  Por outro lado, um outro projeto, mais “ameno” (o de número 1621/07 do deputado Vicentinho), que também regulamentaria a matéria, até onde sabemos, permanece em trâmite.  De qualquer forma entendemos que os trabalhadores não podem ficar reféns do parlamento.  Ainda que, quando o diploma possa resguardar (em tese) minimamente direitos da classe, sabemos que a ação direta, organizada e consequente é a nossa verdadeira proteção.  Também neste aspecto, o movimento sindical de conjunto e sua direção majoritária em particular vêm atuando timidamente. Entendemos como abusiva, ilegal e altamente perigosa a Resolução 3954 de 24.02.2011 do CMN Conselho Monetário Nacional, que escancara de vez a institucionalização dos serviços terceirizados no setor bancário. E os ataques prosseguem: Na forma do PL 4330, autoria do empresário/deputado Sandro Mabel, que desonera legalmente a contratante e permite terceirização em todas as atividades-fim, projeto que tramita no parlamento na CCJC.. com parecer favorável do relator Arthur Maia. 
> 
> NESTE ÍTEM, @S COMPANHEIR em S DO COLETIVO UMA CLASSE DEFENDEM A INCORPORAÇÃO DE TOD em S OS TERCEIRIZADOS DE FORMA INCONDICIONAL NO QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DA CAIXA. QUANTO AO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE, HÁ UMA DIVISÃO ENTRE OS QUE TÊM ACORDO COM A PROPOSTA DO COLETIVO UMA CLASSE E AQUELES QUE DEFENDEM UMA PONTUAÇÃO PRÉ- CONCEDIDA COMO BONUS AOS TERCEIRIZADOS, EM CONCURSO PÚBLICO.
> 
>  
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> PSC/PCC/PSI/REESTRUTURAÇÃO
> 
> No que diz respeito ao PCS, tal como ele é hoje, todo o processo que resultou na implementação do mesmo pela CAIXA foi, a nosso ver, equivocado. Parte por inabilidade e parte por intransigência e autoritarismo com uma forte pitada de submissão do chamado campo majoritário, aos desejos da CAIXA e do governo.   Discriminatório aos associados do REG-Replan não saldado.  Exigência de renúncia de direitos. Impedimento de ações trabalhistas que reclamam estes mesmo direitos.  Deliberações sem discussões prévias dignas deste nome, em assembleias onde a democracia se transforma em expressão vazia.  Também merece destaque negativo a aprovação de um modelo de AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO que a principio jogou na marginalidade 20% do funcionalismo e o que é tão grave quanto; não traz a definição de critérios com transparência ( segue o delta zero). Além disso fornece elementos para que a empresa possa desenvolver e aplicar mecanismos de retaliação aos “improdutivos”. 
> 
> Quanto ao PCC/PFC, que deveria ter sua formatação definida sob o ponto de vista dos empregados no 25º CONECEF (abril de 2009), ficou para meados do mesmo ano.  Mais uma vez a empresa não cumpriu o acordado e passou ora a enviar “balões de ensaio”, ora a implementar mudanças de forma unilateral, sempre causando transtornos ao funcionalismo.  Quando veio a mudança, ela veio com a discriminação aos empregados sem  Reg-Replan saldado mais outras discriminações institucionalizadas.  Entendemos que a única forma de fazermos a CAIXA rever e alterar a sua ação calcada no autoritarismo, unilateralidade e descaso é através de ações concretas (organização, paralisações, operações- padrão, campanhas  efetivas de venda zero, cumprimento de jornada, ações judiciais, etc.). Queremos:
> 
> ü  Revisão do PCS. Fim da discriminação aos associados do REG-REPLAN não saldado.
> 
> ü  Respeito à Jornada de seis horas. 
> 
> ü  Distribuição linear dos deltas na promoção por merecimento. Critérios transparentes. Ainda que possa haver avanços, distorções permanecem. Fim do delta zero.
> 
> ü  Extinção do CTVA.
> 
> ü  PSI com critérios objetivos.   Fim dos favorecimentos e posturas clientelistas. Estimular boicote ao PSI nos moldes atuais.
> 
> ü  Definição de critérios objetivos, coerentes e justos para PSI e descomissionamento.
> 
> ü  Não a qualquer tipo de renúncia de direitos.
> 
> ü  Contratações em número suficiente. A CAIXA sistematicamente desobedece e não cumpre acordos assinados. Ações de Cumprimento.
> 
>  
> 
>  
> 
> 
> 
> 
> --- Em sáb, 20/4/13, Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br> escreveu:
> 
> De: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
> Assunto: Re: [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
> Para: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>
> Data: Sábado, 20 de Abril de 2013, 17:42
> 
> Cadê o texto? Mande no corpo do e mail!
> 
> Márcio
> 
> Acesse www.espacosocialista.org
> www.frentedeoposicaobancaria.org
> 
> 
> 
> Em 20/04/2013, às 15:45, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
> 
> > Ai vai o texto. Problemas técnicos. Foi mal.Valeu!
> > 
> > --- Em sex, 19/4/13, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
> > 
> > De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> > Assunto: [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
> > Para: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> > Cc: "ricardo bb sac" <ricardoflorianopolis em hotmail.com>, "douglas MR BDB" <d.ribeirovargas em gmail.com>
> > Data: Sexta-feira, 19 de Abril de 2013, 23:13
> > 
> > Olá a tod em s!Companheiros:Ainda que não consensual entre nós, sinto-me no compromisso militante de enviar-lhes  o documento proposto, até porque o mesmo conta com contribuição d em s comp em s.  Adianto-lhes que a caracterização do forum pelo menos é consenso.  Talvez (muito provavelmente)esta seja mais uma das nossas grandes dificuldades.  Sabermos como  melhor precisar a diferenciação entre o estratégico e o tático sem cair no taticismo.Valeu!Messias.
> > -----Anexo incorporado-----
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