[Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef

Utopia utopia_s em yahoo.com.br
Segunda Abril 22 04:03:05 UTC 2013


Olá a tod em s!Envio no corpo do texto proposta de alterações dos comp em s do Coletivo Uma Classe.Peço a em s comp em s que respondam assim que possível. Temos até amanhã para inscrever a tese.Valeu e até!Messias.

TESE
DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) E DO COLETIVO UMA CLASSE (SP)

PARA
29º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL –

CONECEF
2013

 

INTRODUÇÃO

O que nos motivou a unir forças e apresentar uma tese em comum
nesse fórum, apesar das posições políticas divergentes de cada um dos
coletivos, acima de tudo, foi a necessidade de expressarmos a unidade prática
que temos estabelecido no último período, lutando contra os emblemáticos
ataques que nosso movimento vem sofrendo, com destaque para a recente tentativa
de demissão por "Justa Causa" do companheiro Messias Américo da
Silva, conhecido em todo o movimento sindical por seu comprometimento com as
lutas da categoria e movimentos sociais. 

Após a decisão em 1ª instância (na SR Osasco) pela demissão por
justa causa do companheiro Messias, a indignação de muitos bancários com tal
decisão foi representada em uma série de reuniões com a APCEF e Sindicato, onde
conseguimos pressionar as entidades a saírem de sua postura de silêncio em
relação ao caso e organizar alguma resposta efetiva à radicalização da postura
da CAIXA em levar à demissão por justa causa quem luta pelos direitos dos
trabalhadores e pelos direitos dos clientes e usuários de serem atendidos
dignamente dentro das agências. 

Em todo o processo, a linha defendida pelo Sindicato e a APCEF-SP
tem sido a de tentar reverter a demissão apenas através das negociações diretas
na matriz em Brasília, procurando afastar as ações que pudessem dar maior
visibilidade ao caso sob o argumento de que isso poderia “fazer o outro lado
endurecer”. Na nossa opinião, e na de diversos outros ativistas com quem
debatemos, essa postura responde a outras considerações que estão para além da
análise tática da conjuntura: ou seja, tem a ver, por um lado com a estratégia
mais geral de conciliação por parte de ambas as entidades com a empresa (e não
de enfrentamento) e, por outro lado, tem a ver com não dar visibilidade ao caso
para não “projetar” uma figura reconhecida da Oposição (o que, sendo assim,
denotaria uma atitude mesquinha e, obviamente condenável).

É importante ressaltar que a mobilização de setores
representativos da base e das correntes de oposição em defesa do companheiro
Messias impactaram visivelmente a posição recuada do Sindicato e APCEF, o que
resultou nas poucas ações de maior visibilidade ao ataque que a CAIXA tenta
perpetrar contra a organização dos trabalhadores, personificado na figura da
demissão do Messias. Ainda que Sindicato e APCEF tenham tentado se esquivar de
todas as maneiras de se comprometer publicamente com a defesa do companheiro
Messias, não puderam se omitir completamente diante da mobilização de base,
organizada principalmente pelos dois coletivos que assinam essa tese. 

Consideramos inaceitável a tentativa de demissão do companheiro
Messias, um trabalhador com mais de 30 anos de experiência como bancário, 20
desses na Caixa, que ao longo de sua trajetória veio construindo uma merecida
imagem de honestidade e comprometimento com os interesses da categoria e da
maioria da população. Reverter essa tentativa de golpe perpetrado por
um gestor local, em perfeita consonância com os desígnios mercadológicos que
orientam a empresa, é hoje a principal tarefa de nosso movimento, além de ser
um ponto de inflexão para nossa organização. Acreditamos totalmente
na nossa capacidade de reverter esse ataque. Todo êxito que o Sindicato obtenha
nessa questão junto a Brasília, ainda que se diga o contrário, se assenta na
capacidade de resistência e luta que a categoria construiu, e que constitui a
plataforma sobre a qual devemos erguer em um novo patamar as lutas em defesa
dos trabalhadores e da população oprimida em nosso país.

Bom encontro a tod em s!

 

BALANÇO DO 28° CONECEF / 2012 

De 15
A 17 de junho de 2012 tivemos em Guarulhos SP, a 28ª edição do CONECEF, Congresso
Nacional dos empregados da CAIXA. Conforme divulgado no site do Sindicato dos
Bancários/SP, no CONECEF de 2012, estiveram presentes 321 delegados (o número
previsto era de 418) de todos os estados do país e do DF. Estiveram presentes
diversas tendências sindicais: Articulação Bancária, CTB, CSD,
MNOB/CSP-Conlutas, Intersindical, Coletivo Bancários de Base, Coletivo Uma
Classe e Unidos para Lutar.  

Apesar
do tema central do fórum ter sido a melhoria das condições de trabalho, a
direção do movimento (Articulação/PT e CTB/PC do B) na verdade sabotou o tempo
todo a organização da luta contra o assédio moral e a opressão crescente nos
locais de trabalho, através de todo tipo de artifício e manobra burocrática
impedindo o livre debate e controlando todas as deliberações. O fato é que as
duas correntes são governistas e tem uma política que diretamente privilegia o
capital financeiro, ou seja, cúmplices da direção da CAIXA.

Durante
todo o congresso, a burocracia da CONTRAF/CUT usou o pretexto da Mesa Única da Fenaban,
que é um fator importante de unificação da categoria nacionalmente, para
justificar na prática o abandono de uma discussão direta com a direção da Caixa
também sobre as cláusulas econômicas que nos afetam em particular, como poderia
ser um plano de recuperação das perdas de mais de 100% acumuladas desde os anos
FHC.

Quanto
à questão da isonomia, apesar de ter tido que aprovar, a contragosto, a
realização de um Encontro Nacional pela Isonomia, pela insistência de setores
da base e das correntes de Oposição, a verdade é que isso não alterou em nada
os rumos da campanha salarial do ano passado, em que esta pauta sequer foi
considerada.

O
congresso foi um verdadeiro espetáculo de burocratização promovido pelo setor
majoritário. A Articulação bancária, impediu até mesmo a aprovação da
reivindicação da reposição das perdas salariais desde o governo FHC.

A
precária divulgação dos congressos na base da categoria e obstáculos
burocráticos impostos pelas direções, em conjunto com fatores conjunturais, vêm
impedindo uma ampliação do número de participantes e um aprofundamento
qualitativo do debate para a luta da categoria. Avaliamos como altamente
necessário o esforço de remar contra a maré. Para os bancários e bancárias,
muito do que se questionou e foi apresentado como pontos necessários a serem
conquistados por nós no 28º CONECEF, como apontamentos negativos de conjuntura,
elementos da situação geral e específica da categoria etc., ou não foram
conquistados, ou pior, sofreram aprofundamentos.

 

LIÇÕES PARA AS CAMPANHAS
FUTURAS. BALANÇO DA CAMPANHA DE 2012: ORGANIZAÇÃO DE BASE PARA RETOMAR O
SINDICATO E O CONTROLE DAS GREVES

Sabemos
que com a força que têm os bancários poderíamos conquistar todas as nossas
reivindicações. Neste ano, embora, segundo o que diz o Sindicato, mais agências
tenham sido paradas, o ativismo dos bancários em greve diminuiu. Se houvesse de
fato um esforço da direção sindical em direcionar a greve aos interesses dos
trabalhadores, a paralisação não teria atingido apenas as agências, mas as áreas
estratégicas dos principais bancos. Analisando todas as greves dos últimos
anos, vemos que, quando muito, a direção de nosso sindicato usa a paralisação
das grandes concentrações bancárias apenas como “moeda de troca” para fechar os
acordos de fim de greve, se preocupando mais em fazer uma greve de fachada do
que de fato colocar peso na organização dos trabalhadores a partir de seus
locais de trabalho. Com isso, temos uma greve que visa muito mais atingir a
imagem dos bancos, paralisando o atendimento nas agências, do que o lucro do
sistema financeiro, paralisando suas engrenagens.

A
Articulação, corrente majoritária no PT e na CUT, e que também é majoritária na
direção do nosso sindicato, atua conscientemente desta forma para preservar
suas relações políticas e econômicas com o governo Dilma (nosso patrão direto,
no caso da Caixa e do BB) e com os banqueiros. A mesma corrente que dirige o
sindicato de bancários é a corrente em cujo governo os banqueiros têm tido os
maiores lucros de sua história. Na Caixa e no BB, por exemplo, ex-sindicalistas
ocupam postos nas direções dos Fundos de Pensão (Funcef e Previ), que, por sua
vez, atuaram intensamente nos processos de privatização de empresas estatais e
hoje são sócios destas empresas privatizadas. 

Em
relação à Caixa, é necessário falar que a FENAE, entidade que reúne as Apcef's,
é parceira estratégica da PAR seguradora, responsável direta pelo assedio moral
a que somos submetidos diariamente. Trocando em miúdos, nas assembleias há
sempre nas mesas membros da Apcef, entidade que na Caixa é um braço do
sindicato e que pratica assedio moral contra os trabalhadores da empresa.

Na
última campanha salarial,a prioridade era terminar logo a greve para se
concentrar na campanha de Fernando Haddad/PT. Para acabar com a nossa greve em
2012, voltaram a reproduzir a manobra de dividir as assembleias por bancos e
facilitar a entrada em peso dos gerentes e fura-greves para quebrar o
movimento, impedindo a continuidade de uma luta unificada. Luta essa que a
categoria, principalmente na CAIXA, estava disposta a levar adiante, como
demonstrou a assembleia de 26/09, onde a vontade dos bancários da CAIXA em
continuar na greve prevaleceu sobre a “recomendação” do sindicato em aceitar a
mixaria de proposta, que não contemplava sequer os pontos mais centrais da
nossa campanha específica, como a contratação de mais funcionários e a demanda
de isonomia.

Em
resposta a isso, no dia seguinte (27/09) a própria CAIXA com a cristalina
colaboração e cumplicidade do Sindicato, promoveu um enorme lock-out nas
agências de toda a cidade para poder conduzir seus gerentes e demais
fura-greves para a assembleia e decidir o fim de uma greve que eles não
fizeram. Foi terminada prematuramente uma luta que ainda poderia avançar muito.

 

A
possibilidade de uma greve séria passa pela coordenação da luta pela base, onde
sejam os próprios trabalhadores que decidam tudo, da organização da luta até as
negociações com a patronal, reunindo-se a partir de cada local de trabalho e
formando comitês e comandos de greve por região, unindo trabalhadores de bancos
públicos e privados junto aos trabalhadores terceirizados e demais categorias
em luta. Somente com uma greve assim, que ataque realmente o lucro dos
banqueiros, poderemos conquistar ganhos reais para todos, como estabilidade,
salário e condições de trabalho dignas, com isonomia real e irrestrita de
direitos e garantias para efetivos e terceirizados, avançando numa grande luta
pela efetivação de todos os terceirizados, pelo fim do trabalho precário. Neste
ítem, o coletivo Uma Classe defende a incorporação, sem concurso público, de
todos os terceirizados de forma incondicional ao quadro de funcionários da
CAIXA. Parte do coletivo Bancários de Base tem acordo com esta proposta, os
demais defendem uma pontuação pré-concedida como bônus aos terceirizados na
realização do concurso público.

Uma
resposta de força da organização dos trabalhadores deve ser dada para enfrentar
a crise econômica que já está aí e já é uma realidade no Brasil, e que, no
cenário mais provável, tende a se agravar nos próximos anos. As milhares de
demissões no Itaú e em diversos outros setores, e, no caso da CAIXA, a
precarização do trabalho via correspondentes e lotéricos, que não só esconde a
paulatina privatização da empresa como fortalece uma política discriminatória
que nega atendimento à população mais pobre, devem ser entendidas como
respostas da patronal e do governo à crise. Esse quadro geral é o que está por
trás do discurso do governo e da patronal sobre “competitividade”, que nada
mais é do que uma nova tentativa de descarregar sobre as costas dos
trabalhadores o peso da crise econômica.

Nos
últimos tempos acompanhamos um ritmo de aceleração dos ataques aos
trabalhadores em diversos setores e categorias, onde o governo, apesar da
propaganda pelo “social”, é protagonista direto de uma política que favorece
sobretudo os grandes empresários. Não tem sido diferente no setor bancário:
ondas de demissões no Itaú, no Santander, e perseguições e processos de
demissão políticos na CAIXA e no Banco do Brasil. No caso dos dois últimos,
cipeiros e delegados sindicais estão sendo perseguidos e ameaçados de demissão
por justa causa e não é por acaso que as perseguições e tentativas de calar
aqueles que lutam estejam se intensificando. Minar as referências de luta e de
organização dos trabalhadores neste momento já é preparar terreno para futuros
e cada vez mais graves ataques aos direitos e conquistas de todos os
trabalhadores.

Para
enfrentá-los e dar uma resposta à altura, precisaremos de uma ampla mobilização
a partir da base, e que as correntes de Oposição em nosso sindicato se
unifiquem sobre a base de um programa classista. Para isso, será necessário
superar todo rotineirismo e adaptação passiva ao jogo de cartas marcadas
montado pela direção petista, que infelizmente é o que vem marcando a atuação
da maioria da oposição, em particular do MNOB/Conlutas que é a principal e por
isso carrega a maior responsabilidade. Ao contrário disso, o que vemos hoje na
atuação desta corrente é que esses continuam sem fazer uma clara e consistente
defesa dos trabalhadores terceirizados, sem travar uma luta séria para que a
base dos trabalhadores tenha direito a voz nas suas assembleias (se limitando
aos acordos com a burocracia que garantem apenas falas para as centrais sindicais)
e sem o combate por uma real unificação entre trabalhadores dos bancos públicos
e privados, junto às demais categorias em luta.

Na
Caixa, onde, por diversas circunstâncias, ainda existe um ativismo maior, as
assembleias dos dias 26 e 27/09 deixaram mais do que claro que a direção do
nosso sindicato não possui mais nenhum apoio da base da categoria e não seria
capaz de encerrar a greve sem o apoio da empresa. Já é tempo de lutarmos para
que esta base, organizada a partir de cada local de trabalho, junto aos
trabalhadores dos demais bancos, detenha o controle do seu sindicato e de sua
luta.

Nada
é impossível de mudar

(Bertold
Brecht)

 

 Nada é impossível mudar

Desconfiai do mais trivial,

na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece
habitual.

Suplicamos expressamente:

não aceiteis o que é de hábito como
coisa natural,

pois em tempo de desordem sangrenta,

de confusão organizada,

de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada,

nada deve parecer natural

nada deve parecer impossível de mudar.

 

A GREVE QUE PRECISAMOS

Se os
bancos continuam tendo lucros bilionários, que aumentam ano a ano, nossos
salários são achatados pela inflação, nossos benefícios e direitos são
retirados, as condições de trabalho pioram cada vez mais, aumenta o volume de
serviço, as metas, o assédio moral, as ameaças, demissões, o adoecimento, as
lesões, o stress... A saída para isso É GREVE! Só pela organização e luta
coletiva podemos recompor nossos salários, recuperar nossos direitos e melhorar
as condições de trabalho! É importante insistirmos nisto.

- Piso
salarial, em todos os bancos, suficiente para as necessidades vitais básicas de
um trabalhador e sua família. O próprio DIEESE, órgão satélite do Governo/ PT/
CUT, estipula por baixo um valor de cerca de 2800,00. 

- Por
um plano de reposição das perdas salariais, na Caixa, estimada em 100%.

-
Garantia de emprego aos bancários, especialmente nos bancos privados.

-
Assinatura da convenção 158 da OIT, Delegados Sindicais em todos os Bancos.
Avançar para uma verdadeira organização de base, com comissões eleitas em todas
as unidades, com representantes dos trabalhadores efetivos, terceirizados e
estagiários, capaz de paralisar efetivamente as unidades nos momentos de greve,
e de defender condições de trabalho dignas para todos.

-
Isonomia já! Plano de Carreira discutido com a categoria para todos, sem
redução de direitos, contra as mesas de enrolação permanente e ações
parlamentares sempre engavetadas.

-
Jornada de 6 horas para todos sem redução de salário.

- Mais
contratações e mais trabalhadores nas agências.

- Fim
da terceirização e dos correspondentes bancários.

-
Contra o assédio moral e qualquer forma de opressão nos locais de trabalho.

- Fim
das metas! Bancário não é vendedor! Somos prestadores de serviços e precisamos
de melhores condições de trabalho.

-
Paridade entre ativos e aposentados (direitos e benefícios iguais).

-
Incorporação da PLR ao salário, incidindo em todos os benefícios.

 

O PAPEL DOS BANCOS
PÚBLICOS  –  CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Assim,
a Caixa Econômica Federal vem implementando diversas políticas, na mesma linha
dos bancos privados, para otimizar seus recursos (inclusive humanos) e obter
lucros estrondosos, com a vantagem de utilizar o marketing de banco público e
social.

As
estratégias para promover a lucratividade da empresa extrapolam o discurso
ético que o banco imprime, por exemplo, em suas “belas propagandas” exibidas
nos horários nobres nas telinhas do povo brasileiro.

No
último período esse processo se aprofundou com a criação dos novos modelos de
atendimento nos chamados Pontos de Venda (PEATE). Tal medida está inserida num
processo mais amplo de reestruturação que vimos se aprofundar e que extinguiu
várias áreas meio e reordenou os cargos comissionados, prejudicando muitos
funcionários. Com a justificativa de reduzir as filas, mas sem a melhoria dos
processos e sistemas e sem o que seria fundamental que é o aumento do quadro de
funcionários, o modelo se mostra artificial e desastroso. 

As
filas são camufladas empurrando-se as demandas para as “células de apoio”, onde
funcionários se desdobram para dar conta das pilhas de processos a serem
executados. Inclui-se a expansão de correspondentes bancários, habitacionais e
a pressão para empurrar clientes pobres para esses correspondentes a fim de não
atrapalhar os “negócios” nos “pontos de venda”. A maioria dos contratos
habitacionais já são concedidos pelos correspondentes que flexibilizam a
concessão de crédito e recebem um bom comissionamento para fechar contratos. Os
funcionários são pressionados a encaminhar as demandas para os correspondentes
de forma explícita ou camuflada. O excesso de serviço torna impossível dar
conta da demanda e faz com que a única alternativa aparente seja orientar o
cliente a procurar um correspondente. 

E
assim se operam as novas formas de privatização do principal banco público do
país, precarizando cada vez mais postos de trabalho e transferindo ao controle
privado importantes recursos públicos. Um processo que encontra referência na
resposta da patronal à crise de 2008: com a justificativa de “salvar empregos”,
a máxima capitalista e burguesa de socialização dos prejuízos e privatização
dos lucros mais uma vez se deu e continua se dando de forma concreta, com o
governo salvando bancos e outras corporações com a utilização de dinheiro
público, seja nos incentivos e renúncia fiscais ou na injeção direta de
recursos.

COM
ISSO, NÃO PODEMOS ABRIR MÃO DO DEBATE COM A CLASSE TRABALHADORA E A SOCIEDADE
EM GERAL SOBRE A NECESSIDADE DA ESTATIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO. 

 




--- Em sáb, 20/4/13, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:

De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
Assunto: Re: [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
Para: "Márcio Cardoso" <marciocarsi em yahoo.com.br>
Cc: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>, "douglas MR riBDB" <d.ribeirovargas em gmail.com>, "ricardo bb sac" <ricardoflorianopolis em hotmail.com>
Data: Sábado, 20 de Abril de 2013, 20:50

Olá a tod em s!Márcio, envio no corpo conforme pedido. Peço aos demais camaradas informar se receberam como anexo, pois pode ser da máquina e não do "bios".Valeu!Messias.
Observação importante: Assim como nós, conecef não e consenso no Coletivo Uma Classe. Eles devem definir até amanhã. Significa que é isto por enquanto, uma proposta em debate  com eles. Caso decidam não ir, a proposta não será a mesma.
TESE
DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) E DO COLETIVO UMA CLASSE (SP) PARA 29º
CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – CONECEF 2013 

                                                                                                                                                   

INTRODUÇÃO 

A presente tese é fruto
dos debates acumulados no último período pelos militantes/simpatizantes do
Coletivo Bancários de Base e do Coletivo Uma Classe, estruturados no
exercício teórico sempre conjugado com a prática do cotidiano de trabalho
e militância. O esforço de concretizá-la e apresentá-la como contribuição para
o debate do 29º CONECEF é a expressão de nossos anseios em redemocratizar e
ampliar a participação dos trabalhadores da Caixa nos fóruns do movimento
sindical (o que no passado já foi uma realidade mais afirmativa, do ponto de
vista da classe  trabalhadora).
A precária divulgação dos congressos na base e os obstáculos burocráticos
impostos pelas direções, em conjunto com fatores conjunturais, infelizmente vêm
impedindo uma ampliação do número de participantes e um aprofundamento
qualitativo do debate para a luta da categoria. Avaliamos como altamente
necessário o esforço de remar contra a maré, até porque a História já nos
provou ser a resistência  também uma forma de
transformação.  Infelizmente, para os bancários e bancárias, muito do
que se questionou e foi apresentado como pontos necessários a serem
conquistados por nós no 28º CONECEF,  como apontamentos
negativos de conjuntura, elementos da situação geral e específica da categoria,
etc., ou não foram conquistados, ou pior, sofreram aprofundamentos na sua
perversidade.  Isto nos obriga a sermos repetitivos em algumas  abordagens. 
Portanto não só estamos patinando em vários itens de interesse da
categoria, como lamentavelmente estamos regredindo em outros. Isto é real. 

Bom Encontro a Tod em s
!!! 

 

BALANÇO
DO 28º CONECEF 

BALANÇO DO CONECEF 2012.
MAIS DO MESMO  ATÉ QUANDO? 

De 15 A 17 de junho de
2012 tivemos em Guarulhos SP, a 28ª edição do CONECEF, Congresso Nacional dos
empregados da CAIXA.  Tal como em encontros anteriores, do último
período em especial,   infelizmente a tônica  foi o
desprezo dos dirigentes da CONTRAF-CUT com a luta e democracia no movimento dos
bancários e bancárias da CAIXA.  No aspecto organizativo mais uma vez
repetiu-se o desrespeito para com os delegados,  com os
coordenadores  do Encontro manipulando e extrapolando a  bel-
prazer o desenvolvimento dos trabalhos. Atrasos injustificados, posturas
autoritárias, manobras de todo tipo.  Tudo com  objetivo de
não armar os  trabalhadores para o enfrentamento que se travará em breve
contra  banqueiros e governo. 

Na conjuntura enaltecem
o governo Dilma e suas políticas e culpam a mídia e os patrões pelas
dificuldades  que se apresentam, eximindo o governo de plantão (PT e
aliados) das negatividades colocadas.  Repetiu-se a correlação de
forças na composição do plenário com maioria esmagadora de dirigentes
sindicais em detrimento dos trabalhadores de base.  Todas as
propostas apresentadas no sentido de preparação de uma campanha com caráter
mais combativo foram rechaçadas pelo campo majoritário (contraf-cut-pt).  Tudo
o que se referia a combate ao assédio moral, condições de trabalho, paridade
entre ativos/aposentados, fraudes no sipon, caráter nefasto das CCV (comissão
de conciliação voluntária), acordo aditivos sobre assédio moral (que na prática
apenas postergam apuração e enquadramento dos
assediadores  tiveram negativa ou descaracterização por parte
dos  dirigentes da  contraf –cut.  Nas eleições
para  os conselhos do Saúde Caixa e da Funcef, tiveram que engulir
por pressão da base a proposta de exigir 50% mais um dos votos apurados pra
definição da chapa vencedora, porém negam o 2º escrutínio se o numero de
votantes não for minimamente representativo.   Importante
salientar que os serviços  do SAUDE CAIXA continuam se degenerando
apesar de superávit de mais de 150 milhões de reais e a Funcef, mesmo após
perdas consideráveis em vários investimentos continua sendo usada politicamente
Estamos falando de bilhões de reais), a serviço do governo de plantão (Usina
Belo Monte e privatização de aeroportos com ágio incompreensível e inexplicável  de
mais de 300%) No que se refere ao papel de banco público entendem que o
mesmo vem sendo bem cumprido pelo governo, ignorando na prática os desmandos e
injustiças que ocorrem diariamente nas agências da CAIXA com os usuários e
clientes de baixa renda, além do total desprezo com o qual são tratados os que
nos procuram para atendimento do social, cada vez mais relegado a planos
inferiores.  Não apresentam nada que efetivamente comprometa a
terceirização e a enxurrada de correspondentes bancários, deixando
tudo  pra ser  “resolvido” por projetos legislativos que
“mofam” nas gavetas do congresso.   Por outro lado estão
empenhados sim, na regulamentação de processo eleitoral para o provimento de
representantes do funcionalismo nos conselhos das estatais (espécie dos antigos
DIREPs,( diretores representantes, na versão atual, conselheiros), mais um
aparato que a nosso ver gerará mais um meio de legitimar a administração
duvidosa  das estatais. 

Quanto à questão da
Isonomia, o único avanço ( que pode se tornar decisivo, se houver participação consequente
de cada um de nós) foi a aprovação, ainda que a contra- gosto da direção (que
aposta em outro projeto engavetado do congresso) de um Encontro Nacional pela
Isonomia.  Fundamental a participação de tod em s os interessad em s na
luta pela licença premio e ATS, ainda que para nós a questão da incorporação
justa das VPs (vantagens pessoais), incorporadas às verbas salariais com todos
os seus desdobramentos aos escriturários foram muito mal resolvidas no que se
refere aos Tbs, largamente prejudicados. 

Por último, mas não
menos importante (ao contrário), tivemos o ponto sobre Organização do
Movimento.   O setor majoritário, controlado
pela  burocracia da Contra-Cut continuou impondo  as
amarras que nos impedem de avançarmos na luta (não lhes interessa?).  Submetem
O Conecef à Conferencia da Contraf-cut, tornando o nosso congresso
impossibilitado de  ao menos influir  quanto às
clausulas econômicas da campanha.  Mantém a mesa única da
fenaban, nos impedindo de discutir com a direção  da CAIXA um plano
de recuperação de perdas (mais de 100%).  Continuam  obstruindo
uma maior participação dos trabalhadores que labutam no dia-a-dia das unidades
e favorecendo a participação de  “dirigentes” comprometidos tão
somente com outros interesses, interesses de sua corrente e partido e de seus
grupos.  E pasmem, continuam insistindo
que os “negociadores” sejam designados por Regiões (Federações), ao
invés  de serem eleitos no próprio Congresso dos trabalhadores da
CAIXA por voto direto e proporcional. 

Pois é companheir em s, as
perspectivas realmente não são as melhores.  Porém com consciência e
mobilização  efetivas a partir dos locais de trabalho podemos sim
mudar esta conjuntura  e o Encontro Nacional Aberto pela Isonomia
pode se tornar um marco.   Façamos acontecer. Com disposição,
luta e, participação. 

  

 NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR AUTOR: BERTOLT
BRECHT 

 Nada
é impossível mudar 

Desconfiai
do mais trivial, 

na
aparência singelo. 

E
examinai, sobretudo, o que parece habitual. 

Suplicamos
expressamente: 

não
aceiteis o que é de hábito como coisa natural, 

pois
em tempo de desordem sangrenta, 

de
confusão organizada, 

de
arbitrariedade consciente, 

de
humanidade desumanizada, 

nada
deve parecer natural 

nada
deve parecer impossível de mudar. 

 

LIÇÕES
PARA AS CAMPANHAS FUTURAS. BALANÇO DA CAMPANHA DE 2012 

ORGANIZAÇÃO DE BASE
PARA RETOMAR O SINDICATO E O CONTROLE DAS GREVES 

Sabemos que com a força
que têm os bancários poderíamos conquistar todas as nossas reivindicações.
Neste ano, embora, segundo o que diz o Sindicato, mais agências tenham sido
paradas, o ativismo dos bancários em greve diminuiu. Se houvesse de fato um
esforço da direção sindical em direcionar a greve aos interesses dos
trabalhadores, a paralisação não teria atingido apenas as agências, mas as
áreas estratégicas dos principais bancos. Analisando todas as greves dos
últimos anos, vemos que, quando muito, a direção de nosso sindicato usa a
paralisação das grandes concentrações bancárias apenas como “moeda de troca”
para fechar os acordos de fim de greve, se preocupando mais em fazer uma greve
de fachada do que de fato colocar peso na organização dos trabalhadores a
partir de seus locais de trabalho. Com isso, temos uma greve que visa muito
mais atingir a imagem dos bancos, paralisando o atendimento nas agências, do
que o lucro do sistema financeiro, paralisando suas engrenagens. 

A Articulação, corrente
majoritária no PT e na CUT, e que também é majoritária na direção do nosso
sindicato, atua conscientemente desta forma para preservar suas relações
políticas e econômicas com o governo Dilma (nosso patrão direto, no caso da
Caixa e do BB) e com os banqueiros.  A
mesma corrente que dirige o sindicato de bancários é a corrente em cujo governo
os banqueiros têm tido os maiores lucros de sua história. Na Caixa e no BB, por
exemplo, ex-sindicalistas ocupam postos nas direções dos Fundos de Pensão
(Funcef e Previ), que, por sua vez, atuaram intensamente nos processos de
privatização de empresas estatais e hoje são sócios destas empresas privatizadas.
Em relação à Caixa, é necessário falar que a FENAE, entidade que reúne as
Apcef's, é parceira estratégica da PAR seguradora, responsável direta pelo
assedio moral a que somos submetidos diariamente. Trocando em miúdos, nas
assembleias há sempre nas mesas membros da Apcef, entidade que na Caixa é um
braço do sindicato e que pratica assedio moral contra os trabalhadores da
empresa. 

Neste ano, a prioridade
era terminar logo a greve para se concentrar na campanha de Fernando Haddad/PT.
Para acabar com a nossa greve em 2012, voltaram a reproduzir a manobra de
dividir as assembleias por bancos e facilitar a entrada em peso dos gerentes e
fura-greves para quebrar o movimento, impedindo a continuidade de uma luta
unificada. Luta essa que a categoria, principalmente na CAIXA, estava disposta
a levar adiante, como demonstrou a assembleia de 26/09, onde a vontade dos
bancários da CAIXA em continuar na greve prevaleceu sobre a “recomendação” do
sindicato em aceitar a mixaria de proposta, que não contempla sequer os pontos
mais centrais da nossa campanha específica, como a contratação de mais
funcionários e a demanda de isonomia. Em resposta a isso, no dia seguinte
(27/09) a própria CAIXA com a cristalina colaboração e cumplicidade do
Sindicato, promoveu um enorme lock-out nas agências de toda a cidade para poder
conduzir seus gerentes e demais fura-greves para a assembleia e decidir o fim
de uma greve que eles não fizeram. Foi terminada prematuramente uma luta que
ainda poderia avançar muito. 

A possibilidade de uma
greve séria passa pela coordenação da luta pela base, onde sejam os próprios
trabalhadores que decidam tudo, da organização da luta até as negociações com a
patronal, reunindo-se a partir de cada local de trabalho e formando comitês e
comandos de greve por região, unindo trabalhadores de bancos públicos e
privados junto aos trabalhadores terceirizados e demais categorias em luta.
Somente com uma greve assim, que ataque realmente o lucro dos banqueiros,
poderemos conquistar ganhos reais para todos, como estabilidade, salário e
condições de trabalho dignas, com isonomia real e irrestrita de direitos e
garantias para efetivos e terceirizados, avançando numa grande luta pela
efetivação de todos os terceirizados sem necessidade de concurso público, pelo
fim do trabalho precário. 

Uma resposta de força
da organização dos trabalhadores deve ser dada para enfrentar a crise econômica
que já está aí e já é uma realidade no Brasil, e que, no cenário mais provável,
tende a se agravar nos próximos anos.  As
milhares de demissões no Itaú e em diversos outros setores, e, no caso da
CAIXA, a precarização do trabalho via correspondentes e lotéricos, que não só
esconde a paulatina privatização da empresa como fortalece uma política
discriminatória que nega atendimento à população mais pobre, devem ser
entendidas como respostas da patronal e do governo à crise. Esse quadro geral é
o que está por trás do discurso do governo e da patronal sobre
“competitividade”, que nada mais é do que uma nova tentativa de descarregar
sobre as costas dos trabalhadores o peso da crise econômica. 

Para enfrentá-los e dar
uma resposta à altura, precisaremos de uma ampla mobilização a partir da base,
e que as correntes de Oposição em nosso sindicato se unifiquem sobre a base de
um programa classista. Para isso, será necessário superar todo rotineirismo e
adaptação passiva ao jogo de cartas marcadas montado pela direção petista, que
infelizmente é o que vem marcando a atuação da maioria da oposição, em
particular do MNOB/Conlutas que é a principal e por isso carrega a maior
responsabilidade. Ao contrário disso, o que vemos hoje na atuação desta
corrente é que esses continuam ser fazer uma clara e consistente defesa dos
trabalhadores terceirizados, sem travar uma luta séria para que a base dos
trabalhadores tenha direito a voz nas suas assembleias (se limitando aos
acordos com a burocracia que garantem apenas falas para as centrais sindicais)
e sem o combate por uma real unificação entre trabalhadores dos bancos públicos
e privados, junto às demais categorias em luta. 

De imediato, precisamos
nos mobilizar para defender nossos companheiros perseguidos pela patronal.
Neste momento, o companheiro Messias, ativista da agência B. Coutinho/Osasco da
Caixa, passa por um processo administrativo na SR Osasco que pode levá-lo à
demissão. A SR ataca o companheiro por ser uma referência de oposição às
determinações tanto dos patrões, quanto da direção sindical. Este ataque não
pode ser visto isoladamente, trata-se de um processo com fins políticos contra
a organização de base dos trabalhadores e como tal exige uma resposta exemplar
de nossa parte. 

Na Caixa, onde, por
diversas circunstâncias, ainda existe um ativismo maior, as assembleias dos
dias 26 e 27/09 deixaram mais do que claro que a direção do nosso sindicato não
possui mais nenhum apoio da base da categoria e não seria capaz de encerrar a
greve sem o apoio da empresa. Já é tempo de lutarmos para que esta base,
organizada a partir de cada local de trabalho, junto aos trabalhadores dos
demais bancos, detenha o controle do seu sindicato e de sua luta.  

Precisamos escrever
nossa história com nossas próprias mãos, tomando o sindicato para que esse
sirva verdadeiramente à classe trabalhadora. É preciso união, participação e
ativismo real para dar a resposta que só os trabalhadores podem dar ao sistema
"falido" que ainda tenta reger nosso cotidiano. 

 

A
GREVE QUE PRECISAMOS 

 Se os bancos
continuam tendo lucros bilionários, que aumentam ano a ano, nossos salários são
achatados pela inflação, nossos benefícios e direitos são retirados, as
condições de trabalho pioram cada vez mais, aumenta o volume de serviço, as
metas, o assédio moral, as ameaças, demissões, o adoecimento, as lesões, o
stress... A saída para isso É GREVE! Só pela organização e luta coletiva
podemos recompor nossos salários, recuperar nossos direitos e melhorar as
condições de trabalho! É importante insistirmos nisto. 

Para o conjunto da
categoria, entre outros, reivindicamos: 

ü  26%
de reajuste já!  valor equivalente às
perdas nos bancos privados; 

ü  Por
um plano de reposição das perdas!  90% no
BB e mais de 100% na CEF; 

ü  Piso
salarial do Dieese no mínimo  – algo
em  torno de $ 28000;00 em agosto de 2012 

ü  Garantia
de emprego aos bancários, especialmente nos bancos privados! Assinatura da
convenção 158 da OIT! Delegados Sindicais em todos os Bancos! 

ü  Isonomia
já! Plano de Carreira discutido com a categoria para todos, sem redução de
direitos, contra as mesas de enrolação permanente e ações parlamentares sempre
engavetadas. 

ü  Jornada
de 6 horas para todos sem redução de salário! 

ü  Mais
contratações e mais trabalhadores nas agências! 

ü  Fim
da terceirização e dos correspondentes bancários! 

ü  Contra
o assédio moral e qualquer forma de opressão nos locais de trabalho! 

ü  Fim
das metas! Bancário não é vendedor! Somos prestadores de serviços e precisamos
de melhores condições de trabalho! 

ü  Paridade
entre ativos e aposentados (direitos e benefícios iguais)! 

ü  PLR
linear de 25% dos lucros! 

  

PARA
TERMOS UMA GREVE DE VERDADE! 

 Somos contra as
greves de fachada que tivemos nos últimos anos, em que a diretoria do sindicato
coloca uma faixa na frente das agências e os bancários ficam lá dentro
trabalhando e batendo metas. Estamos cansados do teatro em que a diretoria
finge que pressiona os banqueiros e vem defender uma proposta rebaixada para
encerrar a campanha. Infelizmente, a diretoria do nosso sindicato não constrói
uma organização real para a greve e nossas lutas, pois está mais preocupada em
defender interesses outros, do seu  partido, o PT, que está no
governo federal, é patrão dos bancos públicos e constrói parcerias com os
banqueiros  (Projeto Travessia, cursos de
formação para técnicas bancárias) e centrais governistas estão cumprindo esse
papel, em várias categorias. No momento de polarização precisamos resgatar o
princípio da solidariedade de classe, com ações conjuntas com outras categorias
em campanha, como correios, judiciário, servidores das universidades,
professores, metalúrgicos, petroleiros, químicos, etc. 

Mesmo que a diretoria
do sindicato esteja em conciliação com o patrão/ governo, a greve é necessária.
A greve é dos bancários, não é da diretoria! Precisamos de uma greve de
verdade, que afete o lucro dos bancos. Mas para isso, precisamos de organização
e democracia. Precisamos lutar para que os bancários tenham o controle do
movimento. 

 

O
PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS – CAIXA ECONÔMICA FEDERAL 

Assim, a Caixa
Econômica Federal vem implementando diversas políticas, na mesma linha dos
bancos privados, para otimizar seus recursos (inclusive humanos) e obter lucros
estrondosos, com a vantagem de utilizar o marketing de banco público e
social.  

As estratégias para
promover a lucratividade da empresa extrapolam o discurso ético que o banco
imprime, por exemplo, em suas “belas propagandas” exibidas nos horários nobres
nas telinhas do povo brasileiro. 

No último período esse
processo se aprofundou com a criação dos novos modelos de atendimento nos
chamados Pontos de Venda (PAT). Tal medida está inserida num processo mais
amplo de reestruturação que vimos se aprofundar e que extinguiu várias áreas
meio e reordenou os cargos comissionados, prejudicando muitos funcionários. Com
a justificativa de reduzir as filas, mas sem a melhoria dos processos e
sistemas e sem o que seria fundamental que é o aumento do quadro de
funcionários, o modelo se mostra artificial e desastroso. As filas são
camufladas empurrando-se as demandas para as “células de apoio”, onde
funcionários se desdobram para dar conta das pilhas de processos a serem
executados.    Inclui-se a expansão de correspondentes bancários,
habitacionais e a pressão para empurrar clientes pobres para esses
correspondentes a fim de não atrapalhar os “negócios” nos “pontos de venda”. A
maioria dos contratos habitacionais já são concedidos pelos correspondentes que
flexibilizam a concessão de crédito e recebem um bom comissionamento para
fechar contratos. Os funcionários são pressionados a encaminhar as demandas
para os correspondentes de forma explícita ou camuflada. O excesso de serviço
torna impossível dar conta da demanda e faz com que a única alternativa aparente
seja orientar o cliente a procurar um correspondente.  

As células de
atendimento tornam o trabalho mais alienado, pois se configuram como uma
espécie de linha de produção. Implantou-se um sistema de monitoramento de tempo
de atendimento que visa aumentar o controle e produtividade do trabalhador
dentro da linha de produção instaurada. O claro objetivo desse modelo é
aumentar ainda mais o lucro do banco à custa do aumento  do desgaste
físico e psíquico dos funcionários, ou seja, de maior exploração. O parâmetro
de cobrança de resultados passa a ser o lucro dos bancos privados e revela-se a
face estrutural do assédio moral que é utilizado como ferramenta para convencer
os trabalhadores a se submeterem a maior abuso do seu trabalho, quando a
propaganda corporativa não alcança mais esse
objetivo.      

Há também a propaganda
interna, corporativista, que visa atingir o trabalhador para que este se sinta
promotor das “boas ações” do governo prestando um bom serviço à sociedade.
Servem também para amenizar o desconforto de ter que empurrar goela abaixo
“produtos bancários” para clientes pouco interessados em adquiri-los. Persuadir
o bancário a ignorar sua imensa fadiga, seu desgaste físico e emocional gerados
no cotidiano deste cenário. As metas a cada ano se superam e a pressão para
cumpri-las é imposta das mais perversas maneiras. 

Em resposta a esta
situação tem havido uma crescente necessidade de organização e atitude por
parte dos trabalhadores na luta por melhores condições de trabalho e vida. A
organização dos trabalhadores na base tem sido o principal alvo das políticas
de “recursos-desumanos”. A punição dos que lutaram para a melhoria deste quadro
vai além da ameaça de desconto dos dias de greve. Algumas “conquistas” das
lutas dos trabalhadores são revertidas de acordo com os interesses da empresa
gerando consequências ainda não previstas. Cotidianamente a empresa busca novas
maneiras de incentivar a concorrência e a submissão aos gestores. A antiga
estratégia de dividir para dominar, implantada com o consentimento das
entidades sindicais que não se dão ao trabalho de consultar a base antes de
assinar em baixo do que a empresa quer, em nome dos trabalhadores. 

Portanto, para se fazer
valer o caráter de banco público e social com a necessária prerrogativa de
respeito à classe trabalhadora, que depende dos serviços prestados pelo banco,
e aos seus próprios trabalhadores, há muito que se avançar.  Daí a
necessidade de nos mantermos sempre atentos ao discurso que camufla as
verdadeiras intenções da empresa. Cabe aos trabalhadores em geral, (e suas
entidades representativas, ao menos em tese), o debate sobre o papel que o
banco público deve cumprir perante a sociedade e o embate inicial contrariando
esta distorcida conduta vigente que joga a CAIXA na situação de um banco
qualquer. 

Ao banco público cabe
um papel diferenciado junto à sociedade.  Não se pode cobrar deste
banco a mesma prática e resultados dos bancos privados.  O trabalho
do banco público tem que estar calcado na tarefa de possibilitar desenvolvimento
econômico com o foco no social.  Não se pode exigir do Banco Público
critérios de desempenho e atuação calcados nas “Leis de Mercado”. Também não
pode servir de instrumento para o deleite dos políticos profissionais, de
partidos e de políticas clientelistas para “sustentabilidade” dos governos de
plantão, independente do matiz.  E também não podemos abrir mão do
debate com a classe trabalhadora e a sociedade em geral sobre a estatização do
sistema financeiro. Até porque os fatos referentes à crise iniciada em
2008  e que segue, nos mostraram claramente a situação. Com a
justificativa de “salvar empregos”, a máxima capitalista e burguesa de
socialização dos prejuízos e privatização dos lucros mais uma vez se deu e
continua se dando  de forma concreta, com o governo salvando bancos e
outras corporações com a utilização de dinheiro público. Seja nos incentivos e
renúncia fiscais ou na injeção direta de recursos. 

 

SITUAÇÃO
INTERNACIONAL 

 1. A situação
econômica dos países centrais aponta para a persistência da crise e a
probabilidade de que se resolva em um curto espaço de tempo é muito pequena. As
medidas que os governos e os órgãos públicos governamentais (FED, Banco Central
Europeu, etc.) são obrigados a adotarem aumentam as contradições que, por sua
vez, empurra os trabalhadores para a mobilização. 

Assim, apontamos, como
tendência geral da correlação de forças, para o fato de que as lutas sigam. No
entanto, também apontamos para, a partir da crise de alternativa e do papel das
direções político-sindicais desses processos, que é pouco provável que elas
adquiram um caráter de ofensiva, ou seja, continuam se defendendo das medidas
do projeto de ajuste que o capital desfere contra os trabalhadores tanto nos
países periféricos como nos países centrais. 

Mesmo com o caráter
defensista é muito provável que a existência dessas lutas empurre governos e
países para a crise política, como é o caso da situação da Grécia, Espanha,
Portugal, Irlanda e mais recentemente Chipre. E mesmo países mais centrais
economicamente como Itália e  França.
Como exemplo podemos citar as inúmeras greves gerais na Grécia e a passeata dos
mineiros das Astúrias até Madri, além de mobilizações expressivas na França e
Itália. Dentro de uma estratégia transformadora nos cabe apoiá-las com a
realização de campanhas políticas, ajudando a que a classe trabalhadora mundial
possa desenvolver sua consciência política. 

A existência dessas
lutas e a dificuldade de o capital aplicar a fundo o seu projeto sem
resistência da classe trabalhadora são marcas dessa nova situação política
mundial, a qual caracterizamos como de instabilidade econômica, política e
social. Isso quer dizer que é improvável que o imperialismo consiga impor seu
projeto na dimensão que necessita para, pelo menos, jogar a crise para um futuro
mais distante. 

Se as lutas dos
trabalhadores são defensistas, também merece destacar que é um processo
desigual, com níveis e ritmos distintos de um país para outro, mas o que
determina a situação mais global é neste momento a impossibilidade de o imperialismo
impor uma derrota histórica ao proletariado e assim conseguir impor uma ordem
contrarrevolucionária. 

2. Essas contradições
devem explodir num processo de crise aguda ainda mais sério do que o de 2008.
Ainda que a burguesia consiga impedir essa explosão na forma de uma crise
mundial geral ou depressão, as instabilidades no mercado financeiro e na
política internacional, com picos de localizados de país para país ou região
para região, continuarão dando a tônica no período. Dentro de um processo de crise
estrutural ou declínio do capitalismo há vários ciclos e mudanças no padrão de
acumulação, com fases distintas como as das décadas de 1970-80 (em que se deu a
gestação do neoliberalismo) e as de 1990-2000 (em que se deu a queda dos
Estados burocráticos e o auge da mundialização neoliberal). A crise atual é uma
crise cíclica no interior de um processo de crise estrutural. É também o fim de
um padrão de acumulação do capitalismo que durou décadas. A crise atual
representa o fim do período “clássico” da mundialização neoliberal. Entramos
num novo período, em que um novo modelo terá que ser imposto pela burguesia. O
capital precisa se reorganizar e definir um novo padrão de acumulação. Será
preciso construir um novo acordo entre os imperialismos e as burguesias e
setores dirigentes dos países periféricos de maior peso para viabilizar a
continuidade do sistema. Esse acordo não será obtido sem conflito, pois é
preciso definir quem será o perdedor. A disputa interimperialista em si não
significa necessariamente uma possibilidade de desafio à ordem capitalista.
Para que esse desafio aconteça é preciso que o antagonista histórico do
capital, a classe trabalhadora, se coloque em cena como portadora de um projeto
social alternativo. 

3. Os ciclos econômicos
estão mundializados e sincronizados a partir da referência da economia
dominante, que são os Estados Unidos. Os países periféricos chamados “BRICs”
não formam qualquer tipo de unidade no sentido político ou mesmo econômico, nem
são portadores de nenhum projeto alternativo ao do imperialismo, e de outro
lado não têm ainda condições de lutar por um projeto imperialista próprio. Os
BRICs não são ainda aspirantes à condição de imperialistas, são economias
dominadas de grande porte, que partilham uma relação especial de simbiose e
conflito em relação aos imperialismos tradicionais. São países com funções
específicas subordinadas dentro do sistema capitalista mundial. Dentro desse
conjunto, o Brasil tem a função de subcentro do imperialismo na América do Sul
e na relação que desenvolve com alguns países da África. O crescimento desse grupo
de países é parte de uma busca do capital por espaços de valoração, baseados na
mais valia absoluta, sem que contudo consiga fugir de suas contradições. Esses
países estão longe de representar um manancial inesgotável para a acumulação de
capital, pois seu crescimento está determinado por limites que tem a ver com
seus papéis específicos subordinados na ordem capitalista. 

4. A crise do
capitalismo não é apenas uma crise da economia capitalista, mas uma crise do
sistema capitalista. Além de ser um modo de funcionamento da economia, um modo
de produção, o capitalismo é também um modo de dominação, que se compõe de um
conjunto de instituições dedicadas a reproduzir a hierarquia social em que as
personificações do capital concentram e exercem o poder econômico e social.
Essas instituições estão centralizadas no Estado, cuja legitimação se mostra
mais difícil na medida em que a crise explicita perante a sociedade o seu papel
como garantidor do funcionamento do capitalismo, e em última instância, como
instrumento do seu setor dominante, o capital financeiro. 

5. A burguesia sempre
apresentará algum tipo de projeto de gestão ou política econômica, afinal sua
função como classe dominante é gerenciar o sistema, mas nenhum projeto pode
solucionar as contradições ativadas pela crise estrutural, pode apenas
afastá-las momentaneamente. Não há solução para a crise, por mais que a
burguesia apresente políticas, programas e discursos, pois as contradições não
podem ser objetivamente resolvidas nos marcos do capitalismo. Também não houve
uma queima maciça de capital como na crise de 1929 e nas Guerras Mundiais. A
queima da maior parte do capital sobrante é impossível pelo fato de que as
empresas se tornaram grandes demais para quebrar. O capital precisa impor uma
derrota histórica sobre a classe trabalhadora para recompor a taxa de lucro,
mas sem uma guerra mundial, deve fazê-lo por meio de guerras parciais. 

6. O novo projeto da
burguesia para gestão do capitalismo ainda não está definido. O que se prevê
nos círculos dirigentes e intelectuais burgueses é a continuidade das medidas
emergenciais adotadas durante a crise por um período de tempo indefinido, ou
seja, a sua transformação em medidas permanentes. A “austeridade” passa a ser o
discurso dominante e a lógica de todos os governantes burgueses. E por
“austeridade” entende-se o controle total do orçamento público pelo capital
financeiro, em prejuízo da população e dos trabalhadores, forçados a enfrentar
a degradação das suas condições de vida. 

7. A crise de 2008
encontrou os gestores do capital desprevenidos, mas ainda com “cartas na manga”
para gerenciar a situação. Colaborou para isso o fato de que a classe
trabalhadora estava ainda menos preparada. No momento atual o capital já está
de “sobreaviso” e realizando os ajustes preventivos para a próxima recaída na
crise, mesmo que agora tenha menos munição. O capital pode apelar para deslocar
as contradições por meio de formas autoritárias ou “democráticas”. O capital
pode deslocar os seus investimentos de um país para outro, de uma cidade para
outra, colocando setores da classe trabalhadora em conflito uns contra os
outros. Enquanto não houver uma ofensiva da classe trabalhadora, os ajustes vão
sendo aplicados pela via eleitoral, pelo parlamento, judiciário e outras
instituições, com a colaboração dos sindicatos burocratizados. 

8. A crise de 2008
encontrou a classe trabalhadora política e ideologicamente desarmada, de modo
que não houve resistência séria. A partir de 2011 a situação política está mais
polarizada, e a classe trabalhadora está mais mobilizada. Existe uma nova
correlação de forças. A imposição dos ajustes não se dá de maneira automática.
Há dificuldade para o capital impor os ajustes que são necessários, pois há
setores da classe trabalhadora que se levantam em luta contra tais ajustes.
Nessas lutas têm prevalecido os funcionários públicos e a juventude
trabalhadora desempregada, mas há também segmentos da classe que trabalham no
setor produtivo em luta, embora minoritários. De modo geral, a classe operária
industrial não se pôs em luta de forma massiva. A luta anticapitalista precisa
ser internacionalizada e incorporar os trabalhadores por outros aspectos para
além do local de trabalho, como a organização por bairro, por demandas como transporte,
questões ambientais, etc. 

9. Existe hoje uma
superacumulação de capital, especialmente de capital especulativo, fictício.
Esse capital financeiro especulativo é o setor cujos interesses prevalecem na
condução da economia mundial. A ditadura do capital financeiro leva a uma
diminuição dos espaços democráticos. O Estado se coloca cada vez mais como
agente direto da sobrevivência do capital e instrumento específico do capital
financeiro. No novo padrão de funcionamento as funções de planejamento do Estado
passam a ser assumidas diretamente por instituições representativas do capital
financeiro. FMI, Banco Mundial, BCE, FED, etc., passam a ditar a política de
governo para os diversos Estados e fiscalizar o seu cumprimento. Os governantes
eleitos passam a ter o papel de administrar as medidas ditadas pelas finanças,
as quais são assumidas como único programa político possível. Presidentes e
primeiro-ministros são “testas de ferro” e “relações públicas” dos bancos. 

10. O período agudo de
uma crise econômica, em que acontecem as quedas da produção e do comércio,
quebras de bolsas de valores, falências de bancos e empresas, demissões em
massa, etc., tem sempre uma duração limitada, pois o Estado adota medidas para
evitar que esse processo siga sua própria lógica, e consegue alcançar alguma
estabilização. O problema é que a cada crise o Estado tem menos munição para
gastar com essas medidas de estabilização. Na crise atual a quantidade de
dinheiro do Estado gasta com a estabilização foi muito grande e a oposição à
“austeridade” cresceu enormemente dentro da sociedade. O próximo período agudo
de crise terá consequências sociais e políticas muito maiores que a de 2008. É
impossível determinar exatamente quando a atual estabilização vai se esgotar,
se em um, dois anos ou mais, mas não muito mais do que isso. O que é certo é
que a polarização entre as classes deve se acirrar e as lutas devem ser muito
mais agudas. Lutas com caráter de rebelião social ou mesmo revoluções voltarão
a ser possibilidades históricas prováveis. 

11. A crise da
alternativa socialista não se limita à esfera da política, pois atinge toda a
subjetividade humana, todos os aspectos do processo de se colocar como sujeito
na realidade. Entretanto, a partir da crise capitalista atual, a situação mudou.
O capitalismo pode voltar a ser questionado e os elementos desse questionamento
encontram terreno fértil para germinar nas lutas detonadas pela crise atual. 

12. O socialismo não é
uma ideia, mas o processo de movimentação da realidade. Dentro de uma sociedade
cada vez mais socializada e interligada, o domínio sobre as coisas é cada vez
mais restrito e privatizado. O socialismo tem como base objetiva a interligação
da produção e das relações sociais. Essa base objetiva se choca com as relações
capitalistas que impõem o domínio de uma restrita minoria. A possibilidade da
revolução socialista volta a se colocar na realidade. Se as revoluções vão ser
vitoriosas ou não, e se vão desenvolver uma consciência e conteúdo socialistas,
isso depende da intervenção dos revolucionários. 

13. Após o balanço
histórico das tentativas de concretizar a perspectiva socialista ao longo do
século XX – que se mostraram insuficientes e contribuíram para o descrédito da
alternativa socialista nos dias atuais -, é necessidade imperativa aos
revolucionários de hoje, que apresentem uma perspectiva claramente distinta das
anteriores em termos de socialismo, que 1) se contraponha diretamente a
qualquer perspectiva reformista; 2) seja anti-Stalinista; 3) defenda,
claramente e ofensivamente, um sociedade autodeterminada, baseada no controle
social da produção (em harmonia com o meio-ambiente) pelos trabalhadores, à
serviço dos interesses e necessidades sociais e humanas. 

  

SITUAÇÃO
NACIONAL 

 O governo Dilma e
os partidos 

No governo Lula, o PMDB
foi ganhando cada vez mais peso. No governo Dilma, obteve a vice-presidência e
ministérios importantes, a presidência do Senado e para 2013 também a
presidência da Câmara. Além disso, o PMDB negocia com mais 6 legendas para
tentar dar um salto e se tornar dominante, não ainda para as eleições de 2014,
mas para as de 2018, quando, dentro da lógica de cálculos eleitorais burgueses,
se prevê que o período do PT possa ter se esgotado. 

Outro exemplo de
partido que vem crescendo e buscando peso próprio é o PSB, aliado histórico do
PT desde a primeira tentativa de Lula a chegar à Presidência, em 1989, e que
agora enfrenta o PT em seis capitais. Outros partidos, como o PCdoB, também
querem ampliar sua força individual. O governo Dilma é um governo de unidade da
burguesia, embora com contradições. Não é um governo que enfrenta uma oposição
sistemática de um setor da burguesia que apresente um outro projeto para o
país. O governo representa o conjunto do capital que opera no Brasil: bancos,
agronegócio, montadoras, eletroeletrônicos, empreiteiras, transnacionais, etc.,
são igualmente beneficiados pelas políticas do governo. Os diversos setores da
burguesia apresentam exigências pontuais ao governo, mas não um projeto global
alternativo. No âmbito partidário, existe uma disputa entre os partidos por
fatias do aparato do Estado, hoje controlado pelo PT em nível nacional, mas não
existe disputa por um projeto político muito diferente. O que os partidos têm a
oferecer são matizes em torno da gestão do projeto, mas não alternativas
globais que modifiquem o projeto em si. 

A própria política é
esvaziada de conteúdo propriamente político, em favor da gestão econômica, o
que expressa uma realidade em que tudo o que os gestores do Estado podem fazer
é procurar as melhores formas de agradar o mercado. O raciocínio que se tenta
vender para a classe e a população em geral tratada como eleitor-consumidor, é
o seguinte: “o gestor mais competente é aquele que é melhor para o capital,
logo é o melhor para o país, logo é nesse que se deve votar”. Logo, o que os
partidos burgueses tentam fazer é se mostrar como aqueles que farão a melhor
gestão, farão o país crescer, etc., como se isso fosse sinônimo de benefício
para todos. 

Dentre os partidos
burgueses, o PT, que encarna a gestão do Estado no momento, tem no centro do
seu discurso a defesa da estabilidade e do crescimento alcançados na era Lula,
que são o objetivo desejado tanto pela burguesia como pelos próprios
trabalhadores, que em nível nacional aprovam os governos do PT. O partido se
compõe de burocratas que dependem do aparato estatal e não representa nenhum
setor em particular do capital, mas o conjunto do capital que opera no Brasil.
Sua composição social é formada por burocratas de Estado, dirigentes sindicais
e de ONGs, todos já incorporados ao projeto de gerir para o capital. 

Quando tratamos de PT
atual, não podemos esquecer que é um partido de caráter bem definido, faz a
gestão dos negócios da burguesia, defende o projeto de sociedade capitalista. 

Desta forma, sua
política é ditada pelas prioridades que garantam a melhor aplicação desse
projeto. Assim, a maneira como se apresenta aos trabalhadores em sua composição
e em sua política pode, algumas vezes, se diferenciar na aparência de outras
formas de governo mais explicitamente burgueses no sentido clássico, mas não
fere seus interesses centrais. Possíveis aparentes contradições entre o caráter
burguês do PT hoje e a forma, por vezes diferenciada como aplica suas
políticas, são meras variações na maneira de aplicar o projeto da burguesia. O
peso expressivo da presença de mulheres no governo Dilma (das 38 pastas que
compõem o alto escalão, 10 estão sob responsabilidade de mulheres) é somente
mais uma dessas variações, que não representa melhora nas condições de vida da
mulher trabalhadora. 

O fato de ser uma
mulher na presidência do Brasil não muda a relação do governo federal com a
luta de classes. A política de alianças, conchavos e base de sustentação do
governo Dilma não é diferente de qualquer outro governo burguês. São notáveis
as alianças realizadas em governos que viabilizam a contratação de parentes,
pessoas de sua confiança, etc. as quais são aliadas e fies a seus estilos de
liderança. 

A defesa de uma pauta
de reivindicações que abarque as necessidades da mulher trabalhadora rumo a uma
sociedade sem opressão e exploração é incompatível com o projeto de sociedade
apresentado pela burguesia e atualmente implementado no Brasil pelo PT. 

No movimento sindical,
o PT atua como obstáculo decisivo para o desenvolvimento das lutas. Nos
movimentos sociais em geral, o PT faz o trabalho de vincular a assistência
social estatal (assentamentos, moradia, bolsas, etc.) aos candidatos petistas,
fazendo com que a população, ao invés de se organizar em torno de suas demandas
para lutar, se torne dependente dessas “dádivas” estatais. Os próprios setores
operários que têm o PT como referência não tem mais qualquer influência em
qualquer instância decisória do partido, pois em todos os níveis a política da
alta burocracia é imposta de cima para baixo. Basta ver a candidatura de Haddad
e a aliança com Maluf em São Paulo, decididas por Lula. 

O PSDB representa mais
especificamente os bancos e o setor financeiro em geral, com uma política de
exigências em relação ao PT, por mais privatizações e menos controle estatal,
para que o Estado entregue mais diretamente o dinheiro público à burguesia. O
PT, por sua necessidade de sobrevivência, precisa desviar uma parte desse
dinheiro para sustentação do seu aparato burocrático e para medidas de
assistência social. Do ponto de vista do PSDB, os gastos sociais são
supérfluos, e as demandas sociais precisam ser tratadas como caso de polícia.
Uma vez que não tem um programa global alternativo a ser oferecido contra o PT,
o PSDB tenta se distinguir por flertar com tendências de extrema-direita. A
repressão na USP, desocupação no Pinheirinho, entre outras, são exemplos de uma
política que visa agradar o setor da opinião pública que pede mais repressão,
dureza policial, pena de morte, etc. Não se trata de dizer que o PSDB está
rumando para a ultradireita, mas que está realizando aproximações e ensaios
nessa direção. 

Apesar de uma série de
indícios de crescimento do pensamento conservador e de extrema direita em
geral, agressões homofóbicas, discursos contra nordestinos, textos na internet,
etc., não há um partido organizado da extrema direita no Brasil, com um ideário
claramente definido e consistente. Mesmo na ausência de um partido único
organizado de ultradireita, o fato de que alguns grupos de ultradireita estejam
se colocando, apresentando posições na internet e ensaiando ações práticas é um
fenômeno extremamente perigoso que deve nos colocar em estado de atenção e deve
ser combatido energicamente. 

Na falta de um partido
de extrema direita puro e consolidado, quem acaba exercendo o papel de difundir
ideias de direita, contra qualquer vestígio de pensamento ou práticas
socialistas, é a própria grande imprensa comercial, por meio de veículos como a
TV Globo ou a Veja, que praguejam contra as greves e qualquer manifestação de
luta dos trabalhadores. A Veja, especialmente, tem apresentado um perfil cada
vez mais caricato, pateticamente decalcado dos veículos de direita
estadunidense, com um discurso deslocado que imita porcamente o dos
neoconservadores da era Bush. 

Os partidos burgueses
no Brasil, com exceção do PSDB (que representa o setor mais concentrado do
capital), estão aos poucos abrindo mão do discurso de tipo mais ideológico
(generalizado para todos os partidos pelo fato de que o próprio PT assumiu o
projeto das privatizações, do livre mercado, etc.) e se convertendo cada vez
mais em grandes condomínios de votos, identificados com pequenos e grandes
caciques, locais e nacionais, siglas alugadas aos mais diversos interesses. O
DEM, que sempre foi identificado com o velho latifúndio, o coronelismo e a
ditadura, experimenta uma relativa crise, com a migração de parte dessa base
social para o PSD. O PMDB vem se diluindo numa gigantesca confederação de
caciques, sem uma identidade programática nitidamente definida. E o mesmo se
sucede com as pequenas legendas, como PTB, PDT, PP, PRB, etc. 

Em geral, os grupos de
interesse que representam a burguesia no parlamento se articulam mais na forma
de bancadas que se formam temporariamente em torno de interesses concretos do
que de grupos permanentes. Assim, temos a bancada ruralista (que reúne os
velhos latifundiários metamorfoseados em “agronegócio”), a bancada evangélica,
a bancada da bola, etc. Esses grupos de parlamentares votam em bloco em favor
dos interesses da burguesia, como na aprovação do novo Código Florestal (que
legalizou a devastação passada e futura por parte dos grileiros), na não
aprovação do PLC 122 (que criminalizaria a homofobia, mas está sendo barrado
por religiosos, etc.), a Lei da Copa, etc. 

As Lutas 

No período anterior… 

Quanto às lutas do
proletariado, é possível identificar dois momentos diferentes: 

No momento ascendente
do ciclo (2009-2011), foram lutas que tinham possibilidades maiores de
conquista, refletindo o cenário de forte crescimento econômico. Os trabalhadores
viam que as empresas estavam ganhando muito e sentiam condições de recobrar uma
parte. A geração de empregos e, ao mesmo tempo, a alta da inflação levava a
essas lutas. Esse padrão vigorou na iniciativa privada e em alguns setores do
funcionalismo federal como judiciários entre 2009, 2010 e até o primeiro
semestre de 2011. 

A partir da 2ª metade
de 2011, tendo como ponto definidor as greves da CPTM, dos ônibus, dos
correios, de professores em vários estados e dos judiciários, vimos um nível
muito maior de endurecimento por parte do empresariado e do governo, com a
tendência de não conceder praticamente nada, levar os conflitos para a área
judicial, torná-los ilegais e a partir daí desencadear a repressão sobre os
ativistas. 

Já no final de 2011,
com a repressão sobre a ocupação da USP e no início de 2012, com a repressão
duríssima ao Pinheirinho, essa tendência se expressa claramente na realidade. 

De lá para cá,
praticamente todas as lutas têm levado à repressão e criminalização de
ativistas, como se repetiu no caso dos estudantes da UNIFESP. 

Tendo em vista todo o
processo de lutas, no seio do Movimento Estudantil, que se iniciou em 2007 com
a aprovação do REUNI, onde houve uma repressão brutal por parte do Estado, via
reitorias, chegando ao absurdo de haver assembleia sendo acompanhada pela
polícia federal, se fez necessária uma ruptura completa, pelos setores
combativos do ME, com a União Nacional dos Estudantes, que desde os anos 90
passou a representar, paulatinamente, uma correia de transmissão do governo
federal dentro do movimento. De lá para cá, praticamente todas as lutas têm
levado à repressão e criminalização de militantes, como se repetiu no caso dos
estudantes da UNIFESP, USP, UNIR, etc. 

Ainda com centro nos
setores organizados, identificamos a tendência de uma maior diversidade das
lutas para o próximo período… 

O funcionalismo público
e os trabalhadores em geral tendem a sofrer ainda mais com a queda geral
tendencial dos salários e com a precarização das condições de trabalho e dos
serviços públicos. 

Isso tem consequências
diretas nas lutas que tendem a aumentar e se tornar mais radicalizadas, tendo
ainda o setor do funcionalismo público como vanguarda. 

Devido à enorme
intervenção do Estado para bancar o empresariado, aos cortes nas áreas públicas
para sobrar dinheiro para os investimentos a serviço do capital, a tendência
mais provável é de que os movimentos ainda passem prioritariamente pelos
setores mais organizados. Isso porque os ataques ao funcionalismo público não
deixarão outra escolha senão a luta. Também devido à estabilidade, menor
fragmentação, presença da esquerda organizada, no marco de uma crise ainda
mediada, deve ainda continuar sendo o setor mais favorável para a ocorrência de
lutas. 

As greves de grandes
categorias em nível nacional tendem a enfrentar um endurecimento maior, como
mostrou a greve das federais. Vão se enfrentar com direções dispostas a tudo
para impedir as lutas e tentar canalizar qualquer insatisfação para o terreno
eleitoral. Se essas lutas conseguirem furar o bloqueio das direções, a
tendência à radicalização vai estar colocada, na medida em que enfrentem o
endurecimento dos governos e da patronal e, ao mesmo tempo, as dificuldades
econômicas crescentes envolvendo a classe. 

Porém, o dado novo é a
entrada nas lutas do proletariado do setor privado e, ainda em seu início, do
setor industrial, com categorias importantes como transportes, construção civil
e outras, a partir do aumento dos ataques diretos como reestruturações,
demissões, fechamento de setores, fusões e aquisições que levem a demissões,
redução de salários, recontratação com menos direitos, aumento de tarefas e
ritmos de trabalho, etc. 

As demissões devem
impactar as empresas em geral e em particular os ramos de indústria
automobilística, caminhões e tratores, linha branca e eletrodomésticos em
geral, minérios, construção civil, etc. 

O aumento de ritmos de
trabalho, a necessidade de concluir as obras do PAC (infraestrutura) e a
proximidade da Copa podem e devem trazer mais lutas nas grandes obras. 

Mesmo que o mais
provável para o próximo período ainda não haja um ascenso, o processo de lutas
pelas categorias e empresas do setor privado deve se acelerar. 

Os movimentos populares
por moradia também devem seguir aumentando suas lutas na medida em que a crise
provoca tanto a dificuldade de pagar aluguéis, prestações, etc., como também a
inflação vai corroendo o valor das políticas assistencialistas, que começam a
mostrar seus limites. Soma-se ainda a isso a bolha imobiliária que elevou o
preço dos imóveis a níveis absurdos. 

Também tendem a
aumentar a luta pela terra de forma geral no campo, assim como as lutas
indígenas, de comunidades ribeirinhas e quilombolas. 

Isso traz a tarefa de
buscar a unidade entre os diversos movimentos e lutas, e que os sindicatos e demais
organizações dos trabalhadores assumam e envolvam-se nessas lutas através de
campanhas de solidariedade, comitês de apoio, etc. É preciso que cada entidade
sindical ou estudantil discuta e assuma as lutas dos demais setores como parte
de uma mesma luta geral contra o sistema do capital e seus agentes. 

De modo geral, o mais
provável é que esta situação econômica e política siga se agravando e
acumulando contradições até a Copa em 2014, a depender da realidade
internacional. 

A Copa, assim como o
Pré-Sal, são dois elementos mediadores desta realidade, pois geram um ambiente
tanto de investimentos, criação temporária de empregos, assim como um clima
político e ideológico. No caso da Copa, ao mesmo tempo em que media as
contradições imediatas, vai agravando-as  no plano estrutural, pois o país
sairá da Copa bem pior do que estava antes que o governo resolvesse sediá-la. 

A partir de então, a
tendência será termos uma nova mudança na realidade, com um patamar muito
superior de ataques e de lutas, pois as margens terão diminuído ainda mais e as
contas a pagar serão muito maiores. Isso se dará também a partir de quanto à
inadimplência tende a se fazer sentir novamente e como os efeitos dessa 2ª
rodada de medidas em prol do capital tendem a mostrar seu estancamento. 

 Esse quadro de acúmulo de contradições aponta
para um acirramento da luta de classes, que traz novas tarefas para as quais os
trabalhadores, sua vanguarda e as organizações devem se reorientar. Devemos nos
preparar para enfrentar os mecanismos de repressão aos movimentos e aos
ativistas em geral. 

           
 

FUNCEF/PREVHAB/APOSENTADOS 

Com o início da
implementação do projeto neoliberal,  passou-se
a buscar a toque- de- caixa a realização das várias (contra) reformas de
interesse da classe dirigente.  A reforma da previdência foi uma
delas.  E é um processo que segue, 
pois além dos males  da contra
reforma FHC, vide a implementação da previdência privada dos funcionários
públicos pelo governo Dilma recentemente. Sabemos que estrategicamente buscam o
fim da previdência pública. E moldar a previdência privada como substituta da
pública teria que passar necessariamente por mudanças estruturais no seu
funcionamento.  Mudanças nas regras de funcionamento e principalmente
a defesa e aplicação da substituição do caráter de benefício definido para a
contribuição definida foram determinantes. 
Não bastasse  o financiamento de obras
polemicas com as usinas na Amazônia e o superfaturamento dos preços dos leilões
das obras de reestruturação dos aeroportos, um descalabro, hoje a grande ameaça
(entre outras), é a corresponsabilização da Funcef nos processos de cunho
trabalhista originados dos desmandos e ilegalidades cometidos pela CAIXA, que
se não resolvidos podem sim, inviabilizar o Fundo De Pensão dos trabalhadores da
CAIXA e seus familiares.  Exigimos: 

ü  Fim
das ingerências políticas na utilização dos recursos da Funcef, que poderão
levar à sua inviabilidade. 

ü  Fim
das discriminações aos associados do Reg-Replan não saldado.   Imediata aplicação das resoluções judiciais  do TRT Brasília referentes as migrações
ilegais para PCS 98 e à nova estrutura salarial unificada de 2008 com  base no saldamento obrigatório do Reg-Replan e
migração para novo plano  e anulação de
todos os atos correlatos  praticados. 

ü  Solução
favorável e imediata para os associados do REB. 
Cumprimento de clausula do Acordo 2012/2013 que possibilitaria  incorporação do REB ao novo plano a quem
interessar e que também não foi cumprido. Quem vive de promessa é santo.  

ü  Não
a qualquer ideia de retirada de patrocínio ao Reg-Replan não saldado. 

ü  Direito
de retorno ao Reg-Replan, com regras justas, para quem o desejar. 

ü  Direito
de livre escolha para todos que optarem pelo benefício definido. 

ü  Eleição
de todos os membros dos  Conselhos Deliberativo e Fiscal
da  Funcef (número impar). 

ü  Fim
do não pagamento do Auxilio Alimentação aos que se aposentam.  

ü  Fim
do voto de minerva, nas questões polêmicas na Funcef.   

ü  Utilização
de mecanismos democráticos como plebiscitos quando houver impasse. 

ü  Restabelecimento
do princípio da paridade para ativos e aposentados. 

ü  Que
o custo das demandas judiciais oriundas de ilegalidades da CAIXA, seja custeado
exclusivamente pela CAIXA, sem a coparticipação da FUNCEF. 

   

ISONOMIA               

Infelizmente para os
bancários e bancárias da CAIXA, no final dos anos 90, o setor que ainda hoje
dirige formalmente o movimento sindical, defendeu e assinou Acordos Coletivos,
que previam o fim da paridade entre ativos e aposentados.  Junto
houve a institucionalização dos empregados de segunda linha, com a introdução
da “carreira’’ de Técnico Bancário na empresa. Tal fato, talvez seja hoje, o
principal obstáculo de caráter jurídico que impede o fim da discriminação entre
novos e antigos. A criação da chamada Tabela Única do PCS, vendido como virtual
solução para a questão da Isonomia, não trouxe sequer a incorporação justa das
VPs (vantagens pessoais) como no caso dos escriturários, o que reduziria a
perda dos novos colegas.   Objetivamente  a nossa bandeira da ISONOMIA foi literalmente
abandonada pelos nossos dirigentes.  Ainda assim, continuamos
exigindo essa justa reinvindicação que  “eles”  na prática
nunca realizaram com afinco. Não podemos deixar objetivo tão importante cair no
esquecimento.   Portanto,  defendemos de imediato: 

ü  Incorporação
justa das  antigas VPs no salário  para todos os
contratados pós-98. 

ü  ATS
para todos os bancários e bancárias da CAIXA 

ü  Licença-prêmio
para todos indiscriminadamente. 

ü  Regulamentação
das conquistas obtidas pela luta como APIP, parcelamento das férias,
etc.,  proporcionando aos novos maior segurança e garantia. 

 

CONDIÇÕES
DE TRABALHO/SAÚDE DO TRABALHADOR/JORNADA 

O cotidiano de trabalho
nas agências e departamentos é extenuante para a grande maioria dos bancários
da CAIXA. Faltam funcionários para atender com qualidade a demanda de clientes
e realizar a operacionalização de contratos dentro dos prazos e exigências
estabelecidas normativamente. Para dar conta do recado, a empresa obriga os
funcionários a extrapolarem ordinariamente a jornada de trabalho. A prática de
assédio moral é utilizada para forçar a produtividade. Casos que ocorrem em
diversos locais de trabalho onde o controle dos gestores ultrapassa os limites,
pressionando os funcionários de forma a impedir direitos previstos por lei,
como a pausa de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados, (direito de todos que
trabalham com digitação). O horário de almoço/intervalo por diversas vezes é
imposto unilateralmente pelos gestores, e de acordo com a demanda de
determinado momento, é alterado para o tempo que os gestores permitirem, mesmo
em desacordo com a lei e em prejuízo à saúde do trabalhador. 

A segmentação aos
moldes dos bancos privados é tratada naturalmente pelo banco que ironicamente
enfatiza seu caráter público e voltado às demandas da sociedade nos seus
pronunciamentos oficiais e propagandas corporativas, televisivas e outras
mídias. A política imposta é a de viabilizar um bom atendimento somente àqueles
clientes “classe A”, que são atendidos preferencialmente, enquanto o povo é
submetido a longas esperas, sendo controlados através de senhas que disfarça a
extensão da fila e busca evitar revoltas. Os atendimentos sociais são
empurrados para fora das agências, difundindo-se uma cultura de hostilidade ao
cidadão comum que necessita dos serviços do banco público. Isso porque a
estrutura não comporta um atendimento digno e a opção da empresa é pelo ganho
comercial/financeiro, ao invés de cumprir com a tão propagada responsabilidade
social.  Os funcionários que resistindo se opõem à lógica de diferenciação
de clientes são penalizados com as piores condições de trabalho, muitas vezes
são obrigados a trabalharem sozinhos ou em número insuficiente nos setores com
as maiores filas, sem poder beber água ou ir ao banheiro sem se justificarem
perante a fila. 

As reuniões chamadas
frequentemente pelos gestores são sempre fora do horário de trabalho (provando
que a jornada de 6 horas é definitivamente desrespeitada). Nelas,
rotineiramente, se expõem metas cada vez maiores e pouco ou nada se fala sobre
a organização coletiva do trabalho. Muitos que ousam intervir em prol das
demandas coletivas, são rechaçados. A dificuldade de se contrapor à ideologia
corporativa é imensa, dado o controle normativo excessivo daqueles que detêm os
chamados “cargos de confiança”, e são utilizados pela empresa como (supostos)
prepostos. 

Todos ficam submetidos
a uma estrutura hierárquica sustentada pelo assédio moral institucionalizado,
apoiada nos cargos de confiança que fazem o funcionário se apegar ao salário,
dada à discrepância salarial entre os cargos comissionados e os baixos salários
dos 'funcionários sem função’, os que formam a base dessa pirâmide e, portanto,
os maiores prejudicados. 

A venda de produtos do
grupo Caixa seguros e capitalizações é a meta mais cobrada e mais recusada
pelos trabalhadores, que percebem as parcas vantagens que tais produtos
oferecem aos clientes e que não há controle nenhum sobre a satisfação destes em
relação a tais produtos, visto que a CEF é somente um balcão de vendas. A
recompensa em forma de pontos a serem utilizados em compras via internet, uma
espécie de neo-colonato, é pouco atrativa para grande parte dos funcionários,
dada à superficialidade de tal forma de consumo. Para obter o cumprimento das
metas o assédio moral é empregado, na forma de pressão, diferenciação entre
bons e maus vendedores, concessão de “direitos” (apip, intervalo regular,
melhor condição para trabalhar, etc.) aos primeiros e rejeição aos
segundos.  Mas grande parte dos trabalhadores da Caixa parece não saber
que o grupo Caixa Seguros, não é Caixa Econômica Federal e sim, uma empresa
francesa onde a CEF é apenas uma das acionistas e a Fenae que também já foi
sócia, mas vendeu suas ações (ações de seus associados). De acordo com um
estudo geral do Dieese, exposto para os delegados sindicais na ocasião de um
encontro ocorrido na sede do Seeb-SP em 2008, revelou-se ínfimo o impacto da
venda desses produtos no balanço da empresa. Coube então a pergunta que não
quer calar: por que metas tão alta e tanto assédio moral para obter as vendas
desses produtos? A sobrecarga de trabalho, o stress, a falta de contato humano
e solidariedade, a fragmentação do trabalho, a pressão dos gestores por um lado
e dos clientes por outro, criam um ambiente de trabalho insalubre que condena
grande parte dos bancários a perda de saúde e qualidade de vida. Tudo somado;
intensificação do assédio moral, cobrança descabida de metas com imposição de
vendas casadas, situações crônicas de insalubridade, jornadas expandidas e
inclusive sem marcação correta da jornada de trabalho. Acrescente-se a isto, um
número reconhecidamente insuficiente de funcionários para desempenho das
atividades, não cumprimento por parte da empresa de cláusulas acordadas como
contratação de novos colegas, planos de demissão incentivada e estímulo à
aposentadoria, são elementos do nosso cotidiano e nos colocam literalmente na
situação de doentes. Doentes potenciais (os novos, bem novos na empresa),
doentes crônicos e, sem exageros, “doentes pé-na-cova”.  Necessitamos: 

ü  Fim
efetivo do assédio moral.  Denúncia, enquadramento e penalização para a
empresa e para os gestores coniventes. Assédio Moral é infração reconhecida. 

ü  Fim
efetivo do abuso exercido por metas. Trabalho sistemático de vendas-zero em
tais situações. Não à venda casada e efetiva denúncia mediante determinações
neste sentido. 

ü  Respeito
à jornada, com a pró-atividade dos empregados mediante trabalho consistente de
conscientização e atuação determinada por parte das entidades. Extinção do
banco de horas. 

ü  Sistematização
Permanente da Exigência de exames médico/laboratoriais periódicos adequados.
Fim dos exames superficiais. 

ü  Acompanhamento,
cobrança e denúncia de condições físicas e ambientais inadequadas e
prejudiciais aos trabalhadores,  clientes e usuários em geral. Estrutura
física e humana para as Gipes atuarem. 

ü  Participação
efetiva das entidades representativas dos trabalhadores quando do afastamento,
tratamento e retorno dos enfermos/lesionados, que muitas vezes se vêem
prejudicados por coação e desinformação. 

ü  Fazer
valer a conquista dos intervalos/pausa para todos, e não apenas para os caixas,
pois na prática todos são digitadores/alimentadores de dados. 

ü   Mensuração do real impacto da parceria
CAIXA/GRUPO CAIXA SEGUROS E FENAE-PAR CORRETORA no resultado
contábil-financeiro da CAIXA.  

  

 SAÚDE CAIXA 

Os trabalhadores da
CAIXA tiveram grande derrota ao perder, por iniciativa da empresa e sem força
do conjunto da categoria para responder,  o seu Plano de Assistência
Médica (antigo PAMS), onde não tínhamos mensalidade, o custo era progressivo de
acordo com o salário, e realizávamos pagamento quando utilizado.  Se
o mesmo se tornou, segundo a CAIXA, inviável, o foi pelo fato de estar atrelado
o montante dos seus recursos a um percentual da folha de pagamento que esteve
congelada por anos a fio, enquanto os custos sofreram reajustes. Ficou para nós
um plano de seguridade de saúde,  que apresenta indícios de intenções
da empresa, em torna-lo um plano aberto ao grande público como qualquer outro
plano com funcionamento baseado no lucro.  Finalmente a CAIXA
divulgou números do superávit acumulado (seria algo acima de cem milhões de
reais). E mesmo com superávit agora declarado, cada vez mais a rede de
credenciados se torna insuficiente quantitativa e qualitativamente.
Lamentavelmente os mecanismos existentes como o Conselho de Usuários/ Os
Comitês de Acompanhamento da Rede Credenciada não têm conseguido dar a resposta
necessária aos problemas colocados.  De caráter consultivo, limites
de atuação controlados entre outras razões, apenas acaba por ser uma espécie de
legitimador das ações implementadas pela CAIXA.  Entendemos que
somente a gestão realmente paritária, com um efetivo controle e participação
dos empregados, poderá nos fazer avançar. Pagamento/reembolso de medicamentos
de uso continuo é bom, mas insuficiente. Propomos: 

ü  Caráter
deliberativo para os Conselhos de Usuários/Comitês de Acompanhamento da Rede
Credenciada. 

ü  Gestão
paritária dos recursos do plano, afinal os empregados somos os principais
interessados. 

  

SEGURANÇA
BANCÁRIA 

Na prática, os
banqueiros incluído o governo, historicamente pouco se preocupam em
proporcionar um local seguro para a total integridade de clientes, usuários e
trabalhadores  e que os mesmos possam exercer suas atividades dentro
das agências e salas de autoatendimento. Isto na medida em que, ao menos em
tese, o seu patrimônio é segurado.   Misto de descaso e
irresponsabilidade. Assim a denúncia, a cobrança e a efetivação de medidas que
possam  minimizar os riscos têm que ser
permanentes.  Cabe a nós bancários e bancárias também um papel
importante, além do papel inerente às entidades.  Ainda é comum o
transporte de valores feito por bancários, por exemplo, que não devem submeter
a isto, mesmo se coagido - daí a importância da denúncia. É necessário que
conquistemos a supremacia do cuidado com a vida e impor ao banco, cuidados com
a pessoa (sequestros, mortes, sequelas, punições por ocasião de sinistros)
acima do cuidado com o patrimônio do banqueiro, ainda e principalmente se este
banqueiro é o governo. De imediato: 

ü  Portas
giratórias com detectores de metais em todas as agências. 

ü  Divisórias
entre os guichês dos caixas. 

ü  Transporte
de valores, aberturas e fechamento de unidades  apenas por profissionais preparados 

ü  Cumprimento
do compromisso por parte da CAIXA do fim efetivo do abastecimento dos terminais
inseguros. Corredores para abastecimento em todas as unidades. 

ü  Fiel
cumprimento do plano de segurança aprovado pela Policia Federal. Sua
divulgação. 

  

CONECEF/ORGANIZAÇÃO
DO MOVIMENTO 

O Congresso Nacional
dos empregados da CEF é ou deveria ser a instância máxima de deliberação dos
bancári em s da Caixa. Originalmente era caracterizado pela participação massiva
dos empregados de base da empresa. Aqueles que estão no cotidiano das agências
e departamentos e sabem melhor do que ninguém onde o sapato
aperta.  Infelizmente com o passar dos anos a burocratização dos
dirigentes e entidades tornou o nosso congresso um “colegiado de notáveis” que
estão em sua maioria há muitos anos longe dos locais de trabalho, distanciados
e sem referência da nossa realidade. Muitos inclusive têm se ocupado apenas em
desenvolver projetos pessoais e de grupos.  Em função do trabalho e
dedicação de certo número de bancári em s, conseguimos dar ao nosso congresso um
formato mais democrático, que possibilitou a participação de um número maior de
bancári em s da base. Porém, é ainda pouco representativo. 

 No último período
as negociações com os banqueiros incluem os Bancos Públicos.  Nós
somos os primeiros a defender a unidade de toda a categoria bancária para lutar
contra banqueiros e governo.  Porém não podemos negar que neste mesmo
período, participar da mesa única da Fenaban não nos tem sido
favorável.  Ainda que não encaremos a mesa única como princípio (nós
a vemos como um elemento tático),  da forma que vem sendo utilizada,
ela é favorável a todos; Banqueiros, Governo e também para setores do
movimento, que ao não construírem  mobilização
em privados (e sabemos que isto dá trabalho), utilizam-na para manobrar,
convocando assembleias “unificadas” para o início da paralisação e desmontam a
tão defendida “unidade”, chamando assembleias separadas para o término, com
efetiva mobilização tendendo a zero nos bancos privados durante toda a
campanha, mas “livrando a cara” de direções onde a maioria esmagadora da
categoria está nos bancos particulares e isto deve
acabar.  Vanguarda, linha de frente na organização e realização do
movimento, temos avançado muito aquém do nosso nível de mobilização e
precisamos no período de campanha, quando estamos no clímax de nossas
potencialidades, negociar diretamente com a direção da empresa todas as
cláusulas e itens e fugir da enganação que é o ”processo de negociação
permanente” e os “Grupos de Trabalho” que nada, ou muito pouco produzem de positivo
para o conjunto dos empregad em s. 

Só com a participação
efetiva dos bancári em s da Caixa, conseguiremos superar os  obstáculos
colocados pelo governo, pela direção da Caixa, e infelizmente por setores das
próprias entidades  dos trabalhadores que não querem discutir temas
importantes como a “parceria” CAIXA, CAIXA SEGUROS PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO
e FENAE (atual PAR CORRETORA), que é responsável por consumir  ativos
da Caixa e coloca a FENAE, entidade dos trabalhadores, como parceira também no
assédio moral (ainda que indiretamente) para obtenção das metas , parte
interessada que é.  Precisamos avançar no PCS (uma vitória dos
trabalhadores, apesar de nossas direções), pois o mesmo é discriminatório, pune
grevistas e premia aqueles que não lutam e acabam  usufruindo
privilegiadamente de nossas conquistas com critérios duvidosos. Temos que ser
consequentes com a isonomia. Condições de trabalho e de atendimento. 

Não temos acordo com a
mudança de caráter CONECEF, desvinculado da Campanha, o que o torna um apêndice
no processo. Também condenamos atitudes unilaterais da direção do movimento,
como o não cumprimento das deliberações do congresso. Assim defendemos: 

ü  Caráter
deliberativo para o CONECEF, vinculado à Campanha Nacional da Categoria. 

ü  Encontro/Congressos
estaduais abertos. 

ü  Comando
Nacional eleito nas assembleias por região e com reuniões ordinárias. 

ü  Fim
da figura do delegado nato. 

ü  Eleição
dos membros da Comissão de Empresa(executiva dos empregados) eleitos no CONECF,
com proporcionalidade direta. 

ü  Garantia
de amplo debate, com plenárias e assembleias democráticas nas grandes questões,
quando fora dos períodos de campanha salarial. Nenhuma assinatura de acordo,
sem  se observar esta condição. 

ü  Ampliação
do número de participantes do CONECEF,  relação de 01 para 200 na
base de cada sindicato. 

ü  Coordenação
Nacional do CONECEF a cargo da CEE-Caixa eleita no modelo proposto por esta
tese. 

ü  Reuniões
no mínimo bimestrais dos Conselhos de Delegados Sindicais. 

ü  Construir
mecanismos de defesa contra a prática hoje contumaz de interferências negativas
para o movimento dos trabalhadores, por parte dos gestores, nas eleições para
delegados sindicais e cipeiros sem compromisso real com os nossos interesses. 

ü  Insistir
na construção de mesma data base para bancári em s e vigilantes. Viabilizar na
medida do possível atos e paralisações em comum. 

ü  Campanha
Nacional Unificada. Nas mesas específicas dos bancos públicos,
abordagem  e negociação de todos os itens/temas sociais e
econômicos.  

ü  Não
às Comissões de Conciliação Prévia na CAIXA, sem ampla discussão e aprovação
por base sindical. Vide a postura recente da CAIXA em não incluir os
tesoureiros nas CVV mesmo em um acordo de caráter desfavorável aos bancários já
na sua concepção. 

ü  Não
aos Acordos Aditivos sobre assédio moral sem  discussão/aprovação por
base sindical.  Rever os já assinados, pois podem nos desservir na
medida em que possibilitam morosidade em soluções administrativas e inviabiliza
por tempo exagerado a criminalização/punição de gestores e Instituições. 

ü  Discussão
neste congresso e com o conjunto da categoria sobre a figura do vice-presidente
representante (eleito), seu perfil, encargos e compromissos. Qual sua real
utilidade e necessidade dentro do contexto em que nos situamos. E perceber que
a regulamentação tão esperada e ora realizada pela CAIXA (abril de 2013) é
perigosa. 

ü  Debater
uma nova abordagem sobre o tema referente às quotas de
gênero.  Buscar uma abordagem antidemagógica. Sair da “questão de
números”.  Buscar progredir numa maior e efetiva participação, mais
equânime e qualitativa. 

  

CORRESPONDENTES
BANCÁRIOS/TERCEIRIZAÇÃO 

No nosso entendimento,
e em particular na categoria bancária, os dois temas caminham juntos, na medida
em que ambos objetivam as mesmas finalidades, ainda que com nuances
diferentes.  No caso do Correspondente Bancário (também conhecido
pela sigla CORBAN), sua instalação  inicial, até onde
sabemos,  ocorreu a partir da utilização dos agentes lotéricos como
prestadores de serviços bancários pela CAIXA, mais notadamente a partir da
segunda metade dos  anos oitenta.  Depois o da banca
nacional e internacional também passou a exigir a sua parte no botim, pois o
Correspondente Bancário proporciona aos bancos uma diminuição de custos enorme
em pessoal, instalações, segurança, enfim todo o aparato operacional vinculado
à atividade bancária.    Uma distorção onde as instituições
financeiras colocaram seus tentáculos em desobediência ao normatizado, e
continuam.  Até porque o próprio Bacen, a partir de 2000 “liberou
geral” ; precarização, flexibilização e extinção de direitos.  Segurança
de trabalhadores e usuários vão  na mesma linha.  São na
verdade franquias das instituições que vivem a alardear sua responsabilidade
social. Blá, blá, blá.  Sabemos que este é um tema delicado, na
medida em que a população entende tal serviço como prático e facilitador do seu
dia-a-dia.   O Comércio também ganha.  Por outro lado
não se pode permitir a substituição das agências por correspondentes.  

Da mesma forma as
terceirizações continuam a todo vapor, em todos os setores.  Aos
empresários só traz vantagens.  Aos trabalhadores; precarização,
perdas de direitos, flexibilização, fraudes contratuais (atividade fim -
atividade meio).  Ao cliente; riscos, insegurança,
sinistros.  No final dos anos 90, FHC e os seus remetem o PL 4302,
que ao tratar da matéria, além de acabar com o vínculo empregatício ainda dá
perdão a todos os fraudadores de forma retroativa.  Tal projeto ainda
que não votado, ainda persiste rodeando os trabalhadores como um
fantasma.  Por outro lado, um outro projeto, mais “ameno” (o de
número 1621/07 do deputado Vicentinho), que também regulamentaria a matéria,
até onde sabemos, permanece em trâmite.  De qualquer forma entendemos
que os trabalhadores não podem ficar reféns do parlamento.  Ainda
que, quando o diploma possa resguardar (em tese) minimamente direitos da
classe, sabemos que a ação direta, organizada e consequente é a nossa
verdadeira proteção.  Também neste aspecto, o movimento sindical de
conjunto e sua direção majoritária em particular vêm atuando timidamente.
Entendemos como abusiva, ilegal e altamente perigosa a Resolução 3954 de
24.02.2011 do CMN Conselho Monetário Nacional, que escancara de vez a
institucionalização dos serviços terceirizados no setor bancário. E os ataques
prosseguem: Na forma do PL 4330, autoria do empresário/deputado Sandro Mabel,
que desonera legalmente a contratante e permite terceirização em todas as
atividades-fim, projeto que tramita no parlamento na CCJC.. com parecer
favorável do relator Arthur Maia.   

NESTE ÍTEM, @S COMPANHEIR em S
DO COLETIVO UMA CLASSE DEFENDEM A INCORPORAÇÃO DE TOD em S OS TERCEIRIZADOS DE
FORMA INCONDICIONAL NO QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DA CAIXA. QUANTO AO COLETIVO
BANCÁRIOS DE BASE, HÁ UMA DIVISÃO ENTRE OS QUE TÊM ACORDO COM A PROPOSTA DO
COLETIVO UMA CLASSE E AQUELES QUE DEFENDEM UMA PONTUAÇÃO PRÉ- CONCEDIDA COMO
BONUS AOS TERCEIRIZADOS, EM CONCURSO PÚBLICO. 

 

PSC/PCC/PSI/REESTRUTURAÇÃO 

No que diz respeito ao
PCS, tal como ele é hoje, todo o processo que resultou na implementação do
mesmo pela CAIXA foi, a nosso ver, equivocado. Parte por inabilidade e
parte por intransigência e autoritarismo com uma forte pitada de submissão do
chamado campo majoritário, aos desejos da CAIXA e do
governo.   Discriminatório aos associados do REG-Replan não
saldado.  Exigência de renúncia de direitos. Impedimento de ações
trabalhistas que reclamam estes mesmo direitos.  Deliberações sem
discussões prévias dignas deste nome, em assembleias onde a democracia se
transforma em expressão vazia.  Também merece destaque negativo a
aprovação de um modelo de AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO que a principio jogou na
marginalidade 20% do funcionalismo e o que é tão grave quanto; não traz a
definição de critérios com transparência ( segue o delta zero). Além disso
fornece elementos para que a empresa possa desenvolver e aplicar mecanismos de
retaliação aos “improdutivos”.  

Quanto ao PCC/PFC, que
deveria ter sua formatação definida sob o ponto de vista dos empregados no 25º
CONECEF (abril de 2009), ficou para meados do mesmo ano.  Mais uma
vez a empresa não cumpriu o acordado e passou ora a enviar “balões de ensaio”,
ora a implementar mudanças de forma unilateral, sempre causando transtornos ao
funcionalismo.  Quando veio a mudança, ela veio com a discriminação
aos empregados sem  Reg-Replan saldado mais outras discriminações
institucionalizadas.  Entendemos que a única forma de fazermos a
CAIXA rever e alterar a sua ação calcada no autoritarismo, unilateralidade e
descaso é através de ações concretas (organização, paralisações, operações-
padrão, campanhas  efetivas de venda zero, cumprimento de jornada,
ações judiciais, etc.). Queremos: 

ü  Revisão
do PCS. Fim da discriminação aos associados do REG-REPLAN não saldado. 

ü  Respeito
à Jornada de seis horas.  

ü  Distribuição
linear dos deltas na promoção por merecimento. Critérios transparentes. Ainda
que possa haver avanços, distorções permanecem. Fim do delta zero. 

ü  Extinção
do CTVA. 

ü  PSI
com critérios objetivos.   Fim dos favorecimentos e posturas
clientelistas. Estimular boicote ao PSI nos moldes atuais. 

ü  Definição
de critérios objetivos, coerentes e justos para PSI e descomissionamento. 

ü  Não
a qualquer tipo de renúncia de direitos. 

ü  Contratações
em número suficiente. A CAIXA sistematicamente desobedece e não cumpre acordos
assinados. Ações de Cumprimento. 

 

 


--- Em sáb, 20/4/13, Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br> escreveu:

De: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
Assunto: Re: [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
Para: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>
Data: Sábado, 20 de Abril de 2013, 17:42

Cadê o texto? Mande no corpo do e mail!

Márcio

Acesse www.espacosocialista.org
www.frentedeoposicaobancaria.org



Em 20/04/2013, às 15:45, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:

> Ai vai o texto. Problemas técnicos. Foi mal.Valeu!
> 
>
 --- Em sex, 19/4/13, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
> 
> De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> Assunto: [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
> Para: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> Cc: "ricardo bb sac" <ricardoflorianopolis em hotmail.com>, "douglas MR BDB" <d.ribeirovargas em gmail.com>
> Data: Sexta-feira, 19 de Abril de 2013,
 23:13
> 
> Olá a tod em s!Companheiros:Ainda que não consensual entre nós, sinto-me no compromisso militante de enviar-lhes  o documento proposto, até porque o mesmo conta com contribuição d em s comp em s.  Adianto-lhes que a caracterização do forum pelo menos é consenso.  Talvez (muito provavelmente)esta seja mais uma das nossas grandes dificuldades.  Sabermos como  melhor precisar a diferenciação entre o estratégico e o tático sem cair no taticismo.Valeu!Messias.
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