[Bancariosdebase] rascunho posição CAREF
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Domingo Junho 2 21:52:43 UTC 2013
Sou pelo primeiro texto, se ainda dá tempo de se manifestar.
Abraços.
Márcio
Acesse :http://frentedeoposicaobancaria.org/
http://espacosocialista.org/portal/
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De: Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com>
Para: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi em yahoo.com.br>
Cc: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>; "tzitzimitl em terra.com.br" <tzitzimitl em terra.com.br>; "d.ribeirovargas em gmail.com" <d.ribeirovargas em gmail.com>; "rodrigodoo em yahoo.com.br" <rodrigodoo em yahoo.com.br>; "c.comunista em yahoo.com.br" <c.comunista em yahoo.com.br>; Bancários de Base Novo <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
Enviadas: Domingo, 2 de Junho de 2013 13:21
Assunto: Re: rascunho posição CAREF
Companheiros,
Abaixo, minhas sugestões acrescidas dos apontamentos do Messias.
No primeiros texto, o que está em vermelho é inclusão e em azul exclusão.
No segundo texto, como ficaria o tamanho excluindo a parte azul. Passou um pouco do tamanho indo pra uma terceira folha.
Vou ler o texto do Marcio agora.
1º TEXTO
ELEIÇÃO PARA O GAREF: PARA NÃO
CAIR EM MAIS UMA ARMADILHA, VOTO NULO!
Nos dias
3 a 6 de junho acontece a eleição para o CAREF, representante dos funcionários
na diretoria do Banco do Brasil. Para chegar a uma posição a respeito dessa
votação, consideramos os seguintes elementos:
- a
criação desse cargo de CAREF não é resultado de uma exigência dos funcionários,
para que sua voz fosse ouvida na gestão do Banco, não é resultado de uma
mobilização dos funcionários, mas de iniciativa do próprio Banco. Ao contrário,
trata-se na verdade de uma exigência do mercado, uma formalidade que o Banco
deve cumprir para poder dizer em sua publicidade que é uma “empresa responsável
do ponto de vista socioambiental”. Cumprida essa formalidade, o Banco se habilita
a atrair investimentos, podendo acrescentar esse item no seu marketing, sem ter
que alterar em nada a sua relação real com os funcionários e a sociedade.
-
trata-se de uma simples formalidade porque esse representante pode fazer tudo,
menos representar. O CAREF não terá poder de voto nas questões que envolvem
relações com os funcionários, como por exemplo, salários ou condições de
trabalho. Se não pode defender os interesses dos funcionários, esse cargo é
praticamente inútil, do ponto de vista de nós funcionários.
- ainda
que possa votar em algumas questões que indiretamente possam influenciar o dia
a dia dos funcionários (por exemplo, a definição da política geral do Banco,
para que atuasse como um banco público de verdade, e não como banco comercial
que é hoje), ainda que o CAREF possa votar em questões dessa natureza, ele
seria voto vencido, já que se trata de apenas um representante dos funcionários
contra outros 6 votos da diretoria.
- a
gestão privatista do Banco, desde a implementação do
modelo de gestão neoliberal no governo FHC e aprofundado com mecanismos menos
truculentos mas de maior alcance pelo governo petista (como um banco comercial- exclusão),
de onde resultam as metas, o assédio moral, o adoecimento físico e psicológico,
o isolamento e o individualismo, a exploração dos terceirizados por empresas
que fraudam seus direitos, a exploração dos clientes por práticas como a venda
casada, etc., isso não será afetado em nada pela criação do CAREF. Para mudar
tudo isso, somente com uma imensa conscientização e mobilização dos
funcionáriosque possibilite a retomada do fóruns
legítimos e históricos da classe trabalhadora das mãos das burocracias das
centrais sindicais.
-
poderíamos concluir então que a função do CAREF é apenas decorativa, mas é pior
do que isso, é perniciosa. Com a criação desse cargo, o Banco cria uma fachada
democrática perante a sociedade. Quando nós funcionários estivermos em greve ou
questionando o Banco por outras questões que nos dizem respeito (como por
exemplo, o recente plano de funções), o Banco vai poder dizer para a opinião
pública: “do que é que eles estão reclamando? Somos uma empresa democrática!
Temos até um representante dos funcionários na diretoria!” E com isso a opinião
pública ficará contrá os funcionários, como se estivéssemos excedendo o nosso
direito de reivindicar.
-
considerando esses elementos, poderíamos votar num representante crítico,
justamente para questionar a política geral dessa gestão privatista. Essa é a
posição dos companheiros da Frente Nacional de Oposição Bancária – FNOB, que
faz oposição à Contraf-CUT, corrente majoritária do movimento sindical. Os
companheiros da FNOB estão apoiando a candidatura de um colega do setor da
tecnologia de Brasília, que está usando a campanha para fazer críticas do ponto
de vista do interesse do funcionários. Respeitamos essa posição, mas
entendemos, que mesmo uma campanha crítica acaba tendo o efeito de validar e
legitimar essa eleição.
-
questionamos todo o processo da eleição porque foram inscritos mais de 600 candidatos
em pouco mais de uma semana antes da votação, o que torna impossível fazer um
debate sério sobre o que cada um desses candidatos representa. Mas ainda que
fosse possível escolher o candidato que melhor “nos representa” (sic) ou o mais
crítico, a votação será feita no próprio sistema do Banco, sem nenhum controle dos trabalhadores na sua apuração, não
fechando desta maneira, a conta da tal da democracia. (e teríamos que confiar que o Banco não iria alterar o
resultado para impor o candidato que lhe interessa, sendo o próprio Banco parte
interessada na votação. Isso seria confiar demais no lado de lá, que é parte
interessada, e ter que aceitar o resultado qualquer que fosse ele. EXCLUSÃO)
- além de
sermos afetados por uma gestão que é privatista em quase todos os seus
aspectos, o fato de que a propriedade do Banco seja nominalmente pública nos
afeta de outra maneira, que é o pior aspecto da gestão pública (tal como é
praticada no Brasil): os demais diretores não eleitos do Banco são nomeados por
indicação de partidos políticos que apoiam o governo de plantão, o que
transforma a empresa em moeda de troca de barganhas políticas.
- como se
não bastassem as indicações para a diretoria obedecerem às conveniências
políticas do governo de plantão, no caso o PT (e todas manterem inalterada a
gestão privatista), a eleição do CAREF também se presta a ser a criação de mais
um aparato para o próprio PT. A Contraf-CUT, que é a corrente majoritária do
movimento sindical, faz campanha para o seu candidato, e com os recursos que
tem para fazer campanha, deve vencer facilmente a eleição, reproduzindo entre
os colegas no país afora a ilusão de que esse cargo pode influenciar em alguma
coisa. Ora, sendo a Contraf-CUT controlada pelo PT, partido que está no
governo, teríamos na verdade mais um representante do PT na diretoria, junto
aos demais nomeados segundo as conveniências do PT.
-
outro aspecto importante a se destacar é a independência de classe das centrais
sindicais. Mas não a independência que nós trabalhadores esperaríamos e que
seria óbvia, ou seja, sem acordos de cúpula com o patrão e recebimento de
benefícios pessoais daqueles que somente trazem vantagens para o grupo dirigente
ou sua organização e para os trabalhadores sobra confusão em sua consciência e
obstáculo para sua organização. A pactuação com esse tipo de manobra dos
patrões junto com outras medidas como as aprovadas recentemente no estatuto do
sindicato que deixa de ter na contribuição dos trabalhadores sua principal
fonte de renda, é na verdade a independência da casta burocrática das centrais
sindicais da classe trabalhadora. Cada vez mais ela precisa dar satisfações aos
sindicalizados e os rumos apontados pelo projeto do ACE sinalizam que nem
assembléias precisariam mais fazer nessa aproximação carnal com os patrões.
-
esse é mais um plano de cargos e salários para os integrantes da burocracia das
centrais sindicais, assim como são os indicados pela PREVI nos conselhos das
empresas que recebem polpudos salários.
Considerando todos esses elementos, defendemos a posição de VOTO NULO
para o CAREF!
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2º TEXTO
ELEIÇÃO PARA O GAREF: PARA NÃO
CAIR EM MAIS UMA ARMADILHA, VOTO NULO!
Nos dias
3 a 6 de junho acontece a eleição para o CAREF, representante dos funcionários
na diretoria do Banco do Brasil. Para chegar a uma posição a respeito dessa
votação, consideramos os seguintes elementos:
- a
criação desse cargo de CAREF não é resultado de uma exigência dos funcionários,
para que sua voz fosse ouvida na gestão do Banco, não é resultado de uma
mobilização dos funcionários, mas de iniciativa do próprio Banco. Ao contrário,
trata-se na verdade de uma exigência do mercado, uma formalidade que o Banco
deve cumprir para poder dizer em sua publicidade que é uma “empresa responsável
do ponto de vista socioambiental”. Cumprida essa formalidade, o Banco se
habilita a atrair investimentos, podendo acrescentar esse item no seu
marketing, sem ter que alterar em nada a sua relação real com os funcionários e
a sociedade.
-
trata-se de uma simples formalidade porque esse representante pode fazer tudo,
menos representar. O CAREF não terá poder de voto nas questões que envolvem
relações com os funcionários, como por exemplo, salários ou condições de
trabalho. Se não pode defender os interesses dos funcionários, esse cargo é
praticamente inútil, do ponto de vista de nós funcionários.
- ainda
que possa votar em algumas questões que indiretamente possam influenciar o dia
a dia dos funcionários (por exemplo, a definição da política geral do Banco,
para que atuasse como um banco público de verdade, e não como banco comercial
que é hoje), ainda que o CAREF possa votar em questões dessa natureza, ele
seria voto vencido, já que se trata de apenas um representante dos funcionários
contra outros 6 votos da diretoria.
- a
gestão privatista do Banco, desde a implementação do
modelo de gestão neoliberal no governo FHC e aprofundado com mecanismos menos
truculentos mas de maior alcance pelo governo petista, de onde resultam
as metas, o assédio moral, o adoecimento físico e psicológico, o isolamento e o
individualismo, a exploração dos terceirizados por empresas que fraudam seus
direitos, a exploração dos clientes por práticas como a venda casada, etc.,
isso não será afetado em nada pela criação do CAREF. Para mudar tudo isso,
somente com uma imensa conscientização e mobilização dos funcionáriosque possibilite a retomada do fóruns legítimos e históricos
da classe trabalhadora das mãos das burocracias das centrais sindicais.
-
poderíamos concluir então que a função do CAREF é apenas decorativa, mas é pior
do que isso, é perniciosa. Com a criação desse cargo, o Banco cria uma fachada
democrática perante a sociedade. Quando nós funcionários estivermos em greve ou
questionando o Banco por outras questões que nos dizem respeito (como por
exemplo, o recente plano de funções), o Banco vai poder dizer para a opinião
pública: “do que é que eles estão reclamando? Somos uma empresa democrática!
Temos até um representante dos funcionários na diretoria!” E com isso a opinião
pública ficará contrá os funcionários, como se estivéssemos excedendo o nosso
direito de reivindicar.
-
considerando esses elementos, poderíamos votar num representante crítico,
justamente para questionar a política geral dessa gestão privatista. Essa é a
posição dos companheiros da Frente Nacional de Oposição Bancária – FNOB, que
faz oposição à Contraf-CUT, corrente majoritária do movimento sindical. Os
companheiros da FNOB estão apoiando a candidatura de um colega do setor da
tecnologia de Brasília, que está usando a campanha para fazer críticas do ponto
de vista do interesse do funcionários. Respeitamos essa posição, mas
entendemos, que mesmo uma campanha crítica acaba tendo o efeito de validar e
legitimar essa eleição.
-
questionamos todo o processo da eleição porque foram inscritos mais de 600
candidatos em pouco mais de uma semana antes da votação, o que torna impossível
fazer um debate sério sobre o que cada um desses candidatos representa. Mas
ainda que fosse possível escolher o candidato que melhor “nos representa” (sic)
ou o mais crítico, a votação será feita no próprio sistema do Banco, sem nenhum controle dos trabalhadores na sua apuração, não
fechando desta maneira, a conta da tal da democracia, além de sermos
afetados por uma gestão que é privatista em quase todos os seus aspectos, o
fato de que a propriedade do Banco seja nominalmente pública nos afeta de outra
maneira, que é o pior aspecto da gestão pública (tal como é praticada no
Brasil): os demais diretores não eleitos do Banco são nomeados por indicação de
partidos políticos que apoiam o governo de plantão, o que transforma a empresa
em moeda de troca de barganhas políticas.
- como se
não bastassem as indicações para a diretoria obedecerem às conveniências
políticas do governo de plantão, no caso o PT (e todas manterem inalterada a
gestão privatista), a eleição do CAREF também se presta a ser a criação de mais
um aparato para o próprio PT. A Contraf-CUT, que é a corrente majoritária do
movimento sindical, faz campanha para o seu candidato, e com os recursos que tem
para fazer campanha, deve vencer facilmente a eleição, reproduzindo entre os
colegas no país afora a ilusão de que esse cargo pode influenciar em alguma
coisa. Ora, sendo a Contraf-CUT controlada pelo PT, partido que está no
governo, teríamos na verdade mais um representante do PT na diretoria, junto
aos demais nomeados segundo as conveniências do PT.
-
outro aspecto importante a se destacar é a independência de classe das centrais
sindicais. Mas não a independência que nós trabalhadores esperaríamos e que
seria óbvia, ou seja, sem acordos de cúpula com o patrão e recebimento de
benefícios pessoais daqueles que somente trazem vantagens para o grupo
dirigente ou sua organização e para os trabalhadores sobra confusão em sua
consciência e obstáculo para sua organização. A pactuação com esse tipo de
manobra dos patrões junto com outras medidas como as aprovadas recentemente no
estatuto do sindicato que deixa de ter na contribuição dos trabalhadores sua
principal fonte de renda, é na verdade a independência da casta burocrática das
centrais sindicais da classe trabalhadora. Cada vez mais ela precisa dar
satisfações aos sindicalizados e os rumos apontados pelo projeto do ACE
sinalizam que nem assembléias precisariam mais fazer nessa aproximação carnal
com os patrões.
-
esse é mais um plano de cargos e salários para os integrantes da burocracia das
centrais sindicais, assim como são os indicados pela PREVI nos conselhos das
empresas que recebem polpudos salários.
Considerando todos esses elementos, defendemos a posição de VOTO NULO
para o CAREF!
Em 2 de junho de 2013 11:27, Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi em yahoo.com.br> escreveu:
>
>
>Segue a minha proposta de texto para o CAREF, com as preocupações já apontadas pelo Messias. Minhas alteraçoes enstão em vermelho
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>ELEIÇÃO
PARA O GAREF: PARA NÃO CAIR EM MAIS UMA ARMADILHA, VOTE NULO!
>>
>>
>>Nos
dias 3 a 6 de junho acontece a eleição para o CAREF, representante
dos funcionários na diretoria do Banco do Brasil. Para chegar a uma
posição a respeito dessa votação, consideramos os seguintes
elementos:
>>-
a criação desse cargo de CAREF não é resultado de uma exigência
dos funcionários, para que sua voz fosse ouvida na gestão do Banco,
não é resultado de uma mobilização dos funcionários, mas de
iniciativa do próprio Banco. Ao contrário, trata-se na verdade de
uma exigência do mercado, uma formalidade que o Banco deve cumprir
para poder dizer em sua publicidade que é uma “empresa responsável
do ponto de vista socioambiental”. Cumprida essa formalidade, o
Banco se habilita a atrair investimentos, podendo acrescentar esse
item no seu marketing, sem ter que alterar em nada a sua relação
real com os funcionários e a sociedade.
>>-A Apresentação do CAREF neste momento, trata-se de uma tentativa de mudar o foco da atenção do funcionalismo que é a luta contra o congelamento e redução de salários pela imposição do Novo Plano de Funções;
>>-
trata-se de uma simples formalidade porque esse representante pode
fazer tudo, menos representar. O CAREF não terá poder de voto nas
questões que envolvem relações com os funcionários, como por
exemplo, salários ou condições de trabalho. Se não pode defender
os interesses dos funcionários, esse cargo é praticamente inútil,
do ponto de vista de nós funcionários.
>>-
ainda que possa votar em algumas questões que indiretamente possam
influenciar o dia a dia dos funcionários (por exemplo, a definição
da política geral do Banco, para que atuasse como um banco público e de desenvolvimento econômico e social de verdade, e não como banco comercial que é hoje), ainda que o
CAREF possa votar em questões dessa natureza, ele seria voto
vencido, já que se trata de apenas um "representante" dos funcionários
contra outros 6 votos da diretoria.
>>-
a gestão privatista do Banco como um banco comercial, de onde
resultam as metas, o assédio moral, o adoecimento físico e
psicológico, o isolamento e o individualismo, a exploração dos
terceirizados que não tem os mesmos direitos dos bancários, embora trabalhem em banco, a exploração
dos clientes (empurroterapia de "produtos bancário"s, ou expulsá-los para os correspondentes bancários, diminuição de caixas nas agências) etc., isso não será
afetado em nada pela criação do CAREF. Para mudar tudo isso,
somente com uma imensa conscientização e mobilização dos
funcionários.
>>-
poderíamos concluir então que a função do CAREF é apenas
decorativa, mas é pior do que isso, é perniciosa. Com a criação
desse cargo, o Banco cria uma fachada democrática perante a
sociedade. Quando nós funcionários estivermos em greve ou
questionando o Banco por outras questões que nos dizem respeito
(como por exemplo, o recente plano de funções), o Banco vai poder
dizer para a opinião pública: “do que é que eles estão
reclamando? Somos uma empresa democrática! Temos até um
representante dos funcionários na diretoria!” E com isso a opinião
pública ficará contrá os funcionários, como se estivéssemos
excedendo o nosso direito de reivindicar.
>>-
considerando esses elementos, poderíamos votar num representante
crítico, justamente para questionar a política geral dessa gestão
privatista. Essa é a posição dos companheiros da Frente Nacional
de Oposição Bancária – FNOB, que faz oposição à Contraf-CUT,
corrente majoritária do movimento sindical. Os companheiros da FNOB
estão apoiando a candidatura de um colega do setor da tecnologia de
Brasília, que está usando a campanha para fazer críticas do ponto
de vista do interesse do funcionários. Respeitamos essa posição,
mas entendemos, que mesmo uma campanha crítica acaba tendo o efeito
de validar e legitimar essa eleição.
>>-
questionamos todo o processo da eleição porque foram inscritos mais
de 600 candidatos em pouco mais de uma semana antes da votação, o
que torna impossível fazer um debate sério sobre o que cada um
desses candidatos representa. Mas ainda que fosse possível escolher
o candidato que melhor “nos representa” (sic) ou o mais crítico,
a votação será feita no próprio sistema do Banco, e não sob o controle do funcionalismo sendo o próprio Banco parte interessada
na votação.
>>-
além de sermos afetados por uma gestão que é privatista em quase
todos os seus aspectos, o fato de que a propriedade do Banco
seja nominalmente pública nos afeta de outra maneira, que é o pior
aspecto da gestão pública (tal como é praticada no Brasil): os
demais diretores não eleitos do Banco são nomeados por indicação
de partidos políticos que apoiam o governo de plantão, o que
transforma a empresa em moeda de troca de barganhas políticas.
>>-
como se não bastassem as indicações para a diretoria obedecerem às
conveniências políticas do governo de plantão, no caso o PT (e
todas manterem inalterada a gestão privatista), a eleição do CAREF
também se presta a ser a criação de mais um aparato para o próprio
PT. A Contraf-CUT, que é a corrente majoritária do movimento
sindical, faz campanha para o seu candidato, e com os recursos que
tem para fazer campanha, deve vencer facilmente a eleição,
reproduzindo entre os colegas no país afora a ilusão de que esse
cargo pode influenciar em alguma coisa. Ora, sendo a Contraf-CUT
controlada pelo PT, partido que está no governo, teríamos na
verdade mais um representante do PT na diretoria, junto aos demais
nomeados segundo as conveniências do PT.
>>Considerando
todos esses elementos, defendemos a posição de VOTO NULO para o
CAREF!
>>
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>>Coletivo de Oposição Bancários de Base
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