[Bancariosdebase] reflexão sobre a luta contra o plano do BB e a FNOB
Israel Fernandez Junior
israelfernandezjr em gmail.com
Sexta Março 15 13:36:45 UTC 2013
Bom dia companheiros!
Valeu pela contribuição Dan!
Para tirarmos uma política acertada é fundamental termos o máximo de
elementos para análise e caracterização da realidade. Esse dado que você
passou de que o plano atinge 20% da categoria (poderia citar a fonte e
confirmar a informação?) é muito importante para nossa atuação junto a base
e para ousarmos propostas alternativas ao burocratismo e a farsa da direção
do sindicato. Como sou caixa, lembro que junto com os escriturários somos
mais uns 22%, então, ao todo são 40% da categoria que são a ponta de lança
do movimento paredista. Lendo o site do sindicato de Brasília vi nas
notícias do BB que a terceirização avança a passos largos na tecnologia e é
um assunto que tem sido fonte de profunda preocupação dos funcionários
deste setor junto com os critérios de ascensão profissional, que também é
dos restante da categoria. Acho que é um fator a ser considerado por sua
importância.
Na Verbo Divino, acho que se não houvesse o piquete radicalizado a
paralização de 24 horas teria sido como nas últmias greves e até com menos
participação. Situando o quadro lá, temos o CSO com um setor de caixas com
umas 25 pessoas e outro andar com 15 assistentes e 4 analistas, CSL com 20
escriturários e 10 assistentes, CABB com uns 600 atendentes de 6 horas e 20
minutos e DITEC (tecnologia) com umas 80 pessoas. Tem mais a maioria dos
trabalhadores, em torno de 60 a 70%, que são terceirizados.
Todos estranharam a radicalização do sindicato nessa paralização de 24
horas e o por que de não o ter feito isso nas últimas greves insinuando que
tem algo por "trás disso". Os caixas e escriturários também questionam por
que devem se integrar numa luta que diz respeito diretamente aos
assistentes. O pessol da tecnologia parece que já aderiram ao plano porque
pra eles é vantajoso. Os assistentes, em grande parte, foram promovidos em
base aos critérios de furar greves (nomeação) ou na entrevista final da
seleção do TAO (processo de seleção do BB).
Ano passado, quando não estava vinculado a ninguém, me coloquei
publicamente ao microfone numa manifestação que era um "sem central
sindical" quando da apresentação dos oradores que falavam a quem estavam
vinculados.
Essa vinculação da FNOB a CONLUTAS me incomoda muito além da questão de
conhecermos os integrantes da frente e na página da internet o o link dos
bancários de base não acessar nossa página. Parece que tem organizações que
não tem inserção na luta dos trabalhadores.
Falando em método, o utilizado nas eleições do sindicato dos bancários de
Brasília também não foi nada bom. Tá no site do sindicato.
Sendo a base de SP importante e estando radicalizada forçando a buracracia
e até as oposições a acelerarem o calendário, os sindicatos das oposições,
por mais que suas bases estejam num ritmo mais atrasado, poderiam
contribuir em muito nos municiando com dados para dialogar com nossa base
radicalizada e no embate com a burocracia. Acho que como entidade sindical
devem ter informações compiladas e mapeamento destas questões e de outras
que levantarmos pra nossos dárioembates.
A reflexão que proponho é radicalizarmos o calendário da CONTRAF que
culmina num congresso do BB e CEF em maio tentando integrar o conjunto do
funcionalismo levando pra base essas propostas e a base retornando pressão
pras direções.
Acho que uma luta fragmentada a 20 % da categoria é por demais limitada e
põe tanto a base radicalizada como a credibilidade da oposição em xeque.
Acho que devemos tentar romper essa pauta da burocracia e ampliar as
reivindicações pra preparar uma luta maior, não sei se a curto ou médio a
prazo. E aí, é na base que devemos nos apoiar e não apenas nas
organizações, pois a leitura que faço é que a maioria delas estão mais a
direita que nós. Então devemos fazer com que a base pressione também essas
organizações pra que elas atuem mais a esquerda em suas oposições nos
grandes centros como no RJ, BH, BR, POA, e também procurarmos contato pelo
país pelas oposições mais a esquerda no sentido de fazer a base pressionar
as direções.
Alguns pontos pra eleboração de propostas gerais que são aquelas conhecidas
mas fundamentais:
- diminuição de jornada sem redução de salário;
- 6 horas (sem 15 ou 20 minutos a mais) que integram escriturários, caixas
e CABB;
- fim da terceirização (centrar fogo na tecnologia, CABB e CSO);
- concurso interno como forma de ascensão profissional (centrar fogo na
tecnologia);
- aproximação com outras categorias para unificação das lutas.
Por enquanto é isso.
Abraço a todos!
Em 15 de março de 2013 00:26, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
> Olá compas do Bancários de Base
>
> Segue uma reflexão sobre a luta contra o plano do BB. A proposta é
> aprovarmos entre nós o quanto antes para enviar como posição do coletivo
> para a lista da FNOB.
>
> Daniel
>
>
>
> _________________________________________
> “So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> years!
> Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
>
> “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> perdidos!
> Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos
> dourados!”
>
> Iron Maiden, “Wasted Years”
> _________________________________________
>
>
> Estamos escrevendo para fazer um chamado à reflexão sobre a luta contra o
> plano de funções no Banco do Brasil.
>
>
> Este plano é o ataque mais sério aos trabalhadores do BB desde 1998,
> quando foram criados os funcionários “genéricos”, sem anuênio, sem
> licença-prêmio, etc., que hoje já são maioria. É maior até do qua a
> reestruturação de 2007, que fechou departamentos por todo o país, reduziu o
> número de caixas, aposentou milhares de colegas, etc.
>
>
> Por meio deste ataque, o BB pretende fazer mais uma reestruturação
> corporativa, e também reduzir o seu passivo trabalhista. O BB tem mais de
> 100 mil funcionários no país e destes há cerca de 20 mil que, sem ter cargo
> de gerência, estavam cumprindo jornada de 8 horas, na função de assistentes
> ou analistas. Muitos desses funcionários estavam ganhando ações na justiça
> pelo pagamento da 7ª e 8ª horas, já que a jornada legal dos bancários é de
> 6 horas. Para evitar uma avalanche de ações judiciais, o BB lançou um plano
> que muda a nomenclatura das funções, reduz a jornada para 6 horas, mas com
> redução de ¼ do salário, sendo que para migrar para o “novo” cargo o
> funcionário precisa abrir mão de entrar na justiça pela 7ª e 8ª horas. Ao
> invés disso, o BB oferece um acordo via Comissão de Conciliação Voluntária
> (CCV), em que o funcionário recebe um valor muito abaixo do que é devido
> (falou-se em algo em torno de 20%).
>
>
> O significado deste plano é que o BB reconhece que a jornada dos
> bancários é de 6 horas, mas ao mesmo tempo, anuncia que não vai pagar o que
> deve pelas 7ª e 8ª horas que os funcionários vinham trabalhando nos últimos
> anos. Ou seja, o BB disse: “devo, não nego e não vou pagar”. O BB tentou
> pegar os funcionários de surpresa, impondo um prazo de poucos dias, no
> final de janeiro de 2013, para a assinatura do termo de migração, com a
> ameaça de que quem não assinasse perderia o cargo. De imediato, houve
> grande desorientação no funcionalismo e algumas medidas judiciais de
> emergência, com liminares que suspenderam a aplicação do plano e dos termos
> de migração. Mas o fato decisivo é que apenas uma pequena minoria, pouco
> mais de 10% do público alvo, assinou o termo de migração.
>
>
> Os funcionários se sentiram muito desrespeitados com a forma como o
> plano foi imposto. Assim, o movimento sindical, dirigido pela Articulação,
> precisou tomar alguma atitude. O plano não poderia simplesmente ser imposto
> goela abaixo, sem que o movimento sindical minimamente parecesse fazer
> alguma coisa a respeito, sem que ao menos fingisse que estava organizando
> alguma resistência. Não poderia ficar tão escancarado o fato de que a
> Articulação, a direção do BB e o governo federal na verdade são uma só e
> mesma coisa, ou seja, o PT. É preciso fazer de conta que são diferentes,
> por isso a Articulação foi forçada a marcar plenárias e assembleias para
> discutir o plano. E esse momento, entre a hesitação do funcionalismo para
> aderir ao plano e a encenação da Articulação de um movimento para resistir
> ao plano, as oposições tentaram organizar um movimento real de resistência.
>
>
> Isso se deu particularmente em São Paulo, que concentra um grande número
> de funcionários que estavam com jornada de 8 horas. Ao contrário dos demais
> estados, em que há 3 ou 4 funcionários de 8 horas em cada agência, em São
> Paulo há concentrações com centenas e milhares desses funcionários. É
> justamente nesses complexos que está concentrada a militância das correntes
> de oposição. Foi a partir dessa base que as oposições venceram a assembleia
> de 25/02 e aprovaram um calendário de luta. O calendário original da
> Articulação previa apenas um “dia de luta” para 20/03, sem a sinalização
> inequívoca de uma paralisação, e outro para 24/04. Ao invés disso, foi
> aprovado: paralisação de 1 hora na quinta-feira 27/02, nova assembleia na
> terça-feira seguinte 05/03 e paralisação de 24 horas na quinta-feira dia
> 07/03.
>
>
> Aprovado esse calendário, partimos então para a paralisação. O movimento
> esteve restrito aos complexos e algumas agências maiores, próximas ao
> centro. Na maior parte da rede a paralisação foi zero. Em agência em que há
> trabalho do Coletivo Bancários de Base havia disposição para parar, mas se
> trata de uma ilha de organização em meio a um oceano de paralisia, em que
> não há nenhum tipo de militância. Nos complexos, houve desigualdades, pois
> o sindicato jogou maior peso e obteve maior paralisação no prédio da rua
> São Bento. Na Verbo Divino e no SAC, em que temos militantes do Coletivo
> Bancários de Base, ao contrário, o sindicato não deslocou quase nenhum
> efetivo, e a paralisação foi mais difícil. Muitos trabalhadores chamaram a
> polícia para quebrar o piquete e entrar para trabalhar. A Articulação
> montou um piquete estilo “queijo suíço”, com gerentes entrando e saindo
> para fazer “reuniões” do lado de fora e chamar os trabalhadores para
> entrar. Tivemos que nos esforçar para “moralizar” o piquete, mas foi algo
> como enxugar gelo. A adesão média foi de 60% a 70%.
>
>
> A dificuldade da paralisação se deve ao histórico das últimas greves,
> especialmente a de 2012, que multiplicou o ódio aos diretores do sindicato,
> que já era grande. A Articulação não faz qualquer tipo de trabalho de
> organização, não tem atuação ao longo do ano, não aparece na base, não
> realiza nenhum tipo de enfrentamento cotidiano, não reúne os delegados
> sindicais, etc., e portanto não tem reconhecimento. Na época das campanhas
> salariais, não coloca em discussão a nossa verdadeira pauta, realiza uma
> greve de fachada, não abre qualquer espaço nas assembleias para discutir a
> organização da greve e assina um acordo rebaixado para encerrar a greve.
> Como se não bastasse, esses acordos abrem a brecha para a compensação das
> horas, que em 2012 foram impostas mediante um operativo terrorista do BB,
> com ameaça de processo administrativo. O sindicato permaneceu silencioso
> diante desse ataque, abandonando os grevistas ao assédio. Todo esse
> histórico levou a que muitos trabalhadores brigassem para passar pelo
> piquete dizendo que “não faz mais greve para esse sindicato”.
>
>
> Teremos um duro trabalho pela frente para explicar aos trabalhadores que
> a greve perecisa ser feita apesar da direção do sindicato. A cada ano é
> menor o número de bancários que concorda com isso e maior o dos que
> preferem furar greve por ódio ao sindicato. Nunca é demais insistir nesse
> ponto, pois os companheiros do restante do país dificilmente podem imaginar
> o que é uma campanha salarial (des)organizada pela Articulação e o grau de
> revolta (justificada) que isso gera nos trabalhadores. Somente nós, que
> somos militantes convencidos da necessidade de uma revolução, algo muito
> maior que uma greve, temos persistência para continuar. Os trabalhadores
> “normais” não têm e buscam saídas individuais, desde furar a greve, tentar
> fazer carreira até, na melhor das hipóteses, fazer greve de pijama.
>
>
> O fato é que a paralisação ainda assim aconteceu e pode ser considerada
> forte nos complexos, mas inexistente nas agências. Passado esse momento, a
> questão passa a ser a continuidade da luta. Não está claro se a Articulação
> vai manter o seu dia de luta de 20 de março, conforme o seu calendário
> nacional. A proposta de paralisação em 07/03 foi um acréscimo na proposta
> original da Articulação, portanto o 20/03 formalmente deveria ser mantido.
> Ainda assim, mesmo que haja um dia de luta em 20/03, não está claro como
> será esse dia. Não se sabe se haverá paralisação nem muito menos se haverá
> assembleia para organizar essa paralisação. Em outras palavras, nós e o
> MNOB, enquanto oposição, tivemos força para arrancar uma assembleia em
> 25/02 e uma paralisação em 07/03, mas não arrancamos um verdadeiro plano de
> luta. Não temos nenhuma indicação de paralisação, nem muito menos uma
> sinalização de uma greve nacional por tempo indeterminado no BB, única
> medida capaz de realmente barrar o plano.
>
>
> Nessas condições, estamos limitados a fazer críticas à Articulação.
> Podemos criticá-los por isolar a luta de São Paulo do restante do país.
> Afinal, a Articulação dirige 80% dos sindicatos de bancários do país.
> Quando se trata de encerrar uma campanha salarial, a assembleia de São
> Paulo é decisiva, já que, quando a proposta é aprovada em São Paulo,
> dificilmente se mantém a greve em alguma outra localidade. Inversamente,
> porém, quando se trata de impulsionar uma luta como a do BB, o peso de São
> Paulo não vale nada, já que a Articulação não levou o calendário aprovado
> em São Paulo para o restante do país. O sindicato de São Paulo teria peso
> para isso, mas não usou esse peso para mudar o calendário da Contraf. Não
> houve nenhuma paralisação em outro estado.
>
>
> Podemos portanto fazer essa cobrança à Articulação. Entretanto, na
> verdade não podemos, pois a Articulação pode nos devolver a seguinte
> pergunta: “se vocês querem mobilização, porque não fazem nos sindicatos
> dirigidos pela oposição?" Na verdade, não só a Articulação pode fazer essa
> pergunta, como fez muito pior, informou na assembleia que o sindicato do RN
> havia aprovado a CCV. Não tivemos a oportunidade de dizer que a diretoria
> do RN defendeu contra a CCV, pois, como nunca é demais lembrar, conseguimos
> fazer no máximo uma fala na assembleia, e temos que usar essa única fala
> para se concentrar na defesa de uma proposta, enquanto que a Articulação
> usa o microfone quantas vezes quiser, para contar as mentiras (e verdades)
> que quiser.
>
>
> O fato é que o informe da Articulação desmoralizou qualquer pretensão da
> oposição de se mostrar como mais combativa. Como é que podemos cobrar da
> Articulação que faça uma mobilização nacional, que tenha um calendário mais
> avançado, que faça uma ampla campanha na base contra o plano, se nos
> sindicatos dirigidos pela oposição isso não acontece? Com que moral podemos
> fazer essa cobrança, se nos sindicatos dirigidos pela oposição, não fazemos
> a lição de casa? Nós militantes sabemos que há diferenças entre São Paulo e
> as outras bases, que nas outras bases não há concentrações, que os
> funcionários estão dispersos em agências, etc. Podemos fazer a seguinte
> leitura da situação: a base de São Paulo queria lutar contra o plano, mas a
> direção do sindicato era contra; a direção do RN queria lutar contra o
> plano, mas a base era contra. Mas os trabalhadores da nossa base não têm
> essa contextualização. Quando a Articulação fala que o sindicato do RN
> aprovou a CCV, nós aqui caímos no ridículo.
>
>
> Sabemos que o fator decisivo para derrotar o plano seria uma ampla
> mobilização da base, que levasse a uma greve nacional por tempo
> indeterminado no BB. Não existe por enquanto essa mobilização. Por mais que
> não tenha gostado do plano, a base não enxerga outra alternativa. A demora
> da base para assinar o termo de migração, mais do que uma verdadeira
> consciência do quanto o plano é nefasto, na verdade se explica pelo fato de
> que a base está especulando, esperando que surja uma oferta do BB, uma
> compensação financeira imediata (que será sempre muito inferior ao total
> devido pela 7ª e 8ª horas), para assinar o termo. Mais do que acreditar na
> luta coletiva organizada, a base protesta silencionamente esperando uma
> oferta para melhorar o plano, que é dado como certa.
>
>
> Enquanto a base espera e a Articulação não mobiliza, a oposição teria a
> chance de se apresentar como alternativa. Entretanto, isso não aconteceu.
> Nem o MNOB nem nós da FNOB conseguimos construir uma luta alternativa
> contra o plano. Não podemos responder pelas outras correntes, pois, ainda
> que possamos criticá-los por não ter feito nada (e aí se incluem a
> Intersindical e a CTB, que também dirigem sindicatos), o fundamental era
> que nós fizéssemos a lição de casa, o que não aconteceu. Ainda que a
> mobilização sozinha nas nossas bases não fosse suficiente para derrotar o
> plano, ela tinha que ser feita, para servir como referência, servir como
> exemplo, como modelo a ser defendido para que outras bases adotem. Isso não
> foi feito e perdemos uma grande chance.
>
>
> Precisamos fazer um balanço muito sério desse processo. No momento em
> que estava em curso uma tentativa de luta contra o plano do BB, a principal
> atividade da FNOB foi a disputa da eleição no DF. No nosso entendimento,
> isso foi um erro de avaliação e de prioridade. Não podemos ser apenas mais
> um rótulo, mais um logotipo, mais uma sigla para disputar eleições nas
> entidades. Temos que ser uma diferença real em termos de programa, de
> método e de atuação. O ataque no BB tinha abrangência nacional e precisava
> de uma resposta nacional. Além de ser um erro de tática, priorizar a
> eleição sindical foi também um erro de método. A FNOB não teve nenhum tipo
> de funcionamento orgânico nos últimos meses. Não tivemos reuniões de
> coordenação, não tivemos trocas de mensagens, informes e propostas via
> lista de e-mail. Temos tido algumas conversas telefônicas com companheiros
> em outros estados, mas isso não pode ser um método rotineiro de
> funcionamento, nem muito menos o único funcionamento! É claro que os
> representantes da FNOB em bases diferentes podem e até devem conversar
> entre si, o problema é quando essas conversas é tudo o que existe, e nada
> fica registrado, nem é divulgado para conhecimento de outras bases, para
> que possam se posicionar e contribuir. As mensagens são enviadas para a
> lista da FNOB, mas são solemenente ignoradas. Enviamos informes das
> atividades em São Paulo, pedimos informes do andamento das tarefas,
> enviamos uma mensagem sobre o calendário de luta no BB, mas não houve
> nenhuma resposta de nenhuma parte. É como se estivéssemos militando em
> planetas diferentes, e não na mesma categoria!
>
>
> Até onde sabemos, nem sequer cumprimos a maior parte das resoluções do
> Encontro de Porto Alegre. Foi dito aqui na lista que o jornal da FNOB não
> foi distribuído em São Paulo, mas se trata exatamente do contrário, não só
> distribuímos o jornal, como o fizemos encartado num material de nossa
> autoria, bancado por nós, com nossos parcos recursos, material que aliás
> foi repassado para esta lista, tratando do combate ao plano do BB, das
> eleições de delegados sindicais na nossa base e da campanha contra a
> demissão do companheiro Messias. Não temos informe da distribuição do
> jornal da FNOB em outras bases, por isso, até onde sabemos, para nós São
> Paulo foi a única base em que o jornal foi distribuído. Pode ser que outras
> bases o tenham feito, mas não estamos sabendo, e aí está um outro problema:
> a comunicação. Como não temos tido reuniões de coordenação nem repasse de
> informação via lista de e-mail, não temos noção do que está sendo feito ou
> não. Na prática, os problemas de comunicação e funcionamento que apontamos
> no Encontro de Porto Alegre permanecem os mesmos, sem que tenha havido
> nenhum avanço. É importante deixarmos claro aqui o que pensamos, para que
> ninguém seja pego de surpresa com um balanço negativo no próximo Encontro.
>
>
> Como estamos a meio caminho do próximo Encontro, ainda há tempo para
> corrigir os rumos e melhorar o funcionamento da FNOB. Ainda há tempo para
> fazermos as devidas discussões, apresentarmos os informes, superarmos os
> mal entendidos e a desinformação. Ainda há tempo para retomarmos as
> reuniões de coordenação e para tirarmos posições unificadas da FNOB sobre
> as questões.
>
>
> A luta no BB ainda não está encerrada. Ainda está em curso o “calendário
> de luta” da Articulação. Se nós não conseguimos construir um calendário
> alternativo, o mínimo que podemos fazer é acompanhar o calendário
> arqui-pelego da Articulação, que aponta para um dia de luta em 20 de março.
> Não está claro se haverá paralisação, nem assembleia, não há informação nem
> convocação. Mas temos que cumprir o nosso papel e mobilizar a base. Do
> contrário, jamais seremos alternativa.
>
>
>
>
>
>
Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase