[Bancariosdebase] [Frente Nacional de Oposição Bancária] balanço BB e texto sobre congressos

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Segunda Maio 6 23:58:09 UTC 2013


Prezados companhdos companheiros, manos e minas.

Segue a proposta de balanço do Daniel, com algumas modificações para que fiquem mais precisas e mais "palatáveis" para alguém de base, além de deixar claro que não é apenas o PFG que vem o ataque ao funcionalismo, mas também pelo PFC.

A segunda parte do texto chegou parcialmente para mim, de forma que espero o compa Daniel enviar o restante do documento para mim, para dar o meu pitaco. 

Seria interessante os companheiros aqui colados se manifestem até amanhã, pois temos de publicá-lo no site da Frente até a noite de manhã, terça. Além de ser matéria do próximo jornal da FNOB.

Segue a proposta do Daniel com os meus pequenos acréscimos.

Um forte abraço.

Márcio.

______________________________________________

ARTICULAÇÃO / CUT / PT SABOTA LUTA CONTRA O
PLANO DE FUNÇÕES DO BB
 
No final da campanha salarial de 2012 a
Articulação/CUT/PT, direção majoritária do movimento sindical da categoria
bancária, apresentou como uma das “conquistas” o compromisso do BB de uma
proposta relativa à jornada de 6h. Ao invés disso, o BB lançou no início de
2013 um plano que reduz a jornada, mas reduz  os salários de todo um contingente que
cumpria jornada de 8h; e congela os que permaneceram
nas funções de 8 horas. Ou seja, a Articulação deu cheque em branco para
que o BB fizesse mais um ataque contra o funcionalismo . Os Planos de Funções  Gratificada (PFG) e Plano de Funções de Confiança (PFC) são mais
uma forma de aliviar o passivo trabalhista do BB, já que muitos estavam
ganhando na justiça o pagamento da 7ª e 8ª hora, além
de promover a reestruturação corporativa no sentido de “reduzir custos” com o
pessoal, para fazer frente a atual crise econômica, que o PT teima em dizer que
ela não existe.

A Articulação se fez de desentendida, sem
querer encaminhar uma luta de fato contra o PFG e PFC.
Entretanto, a reação da base, que silenciosamente resistiu e se recusou em sua
grande maioria a assinar o termo de migração para os novos cargos, bem como a
mobilização levada a efeito pelas oposições, obrigaram a direção do movimento a
marcar assembleias. Conseguimos aprovar em São Paulo um calendário de luta com
paralisação de 24h em 07/03, diferente do calendário da Articulação. São Paulo
concentra a maior parte dos imediatamente atingidos pelo plano (que na verdade
afeta a todos de diferentes maneiras) e uma forte mobilização aqui seria
decisiva para arrastar o restante do país na construção
de uma greve por tempo indeterminado.

Entretanto, na assembleia organizativa da
paralisação, a Articulação nem sequer permitiu discutir um calendário que desse
continuidade à luta. Com isso, a paralisação de 07/03 em São Paulo, que mesmo
sendo parcial foi importante, permaneceu isolada e não teve poder de levar ao
crescimento do movimento. Mais de 40 dias depois a Contraf marcou nova
paralisação no dia 30/04, com assembleias nos dias próximos, para supostamente
forçar o BB a abrir negociações.
Na assembleia de 29/04 estava posta a
possibilidade de romper o controle da Articulação sobre o movimento. Estava
posta a possibilidade de construir um plano de lutas real, com um processo
organizado e consequente que pudesse chegar a uma greve por tempo
indeterminado, única medida capaz de barrar o plano do BB.
O pressuposto político desse plano é o
entendimento do atual projeto em aplicação no BB, a sua gestão privatista. O
PFG/PFC é parte desse projeto, visando reduzir
custos trabalhistas, contribuições para CASSI e PREVI, além de sobrecarregar os
funcionários com as mesmas metas numa jornada menor. Não é preciso vender ações
do BB para tratá-lo como banco privado, a atual gestão já faz isso e
constatamos o resultado todos os dias: metas, assédio moral, adoecimento físico
e psicológico, etc. Para barrar o PFG/PFC seria
preciso envolver o conjunto do funcionalismo, e para isso seriam necessários
passos como:

- reuniões nos locais de trabalho;

- publicação de um material explicando o
plano e sua relação com o projeto de gestão em aplicação no BB;

- reunião de delegados sindicais para
organizar a base;

- plenária nas regionais;

- novas assembleias para avaliar o movimento;

- colocar em pauta a volta do PCS pré-1998;

Foi essa política que nós, do Coletivo
Bancários de Base – SP (que constrói a Frente Nacional
de Oposição Bancária – FNOB) defendemos na assembleia de São Paulo. Infelizmente,
todas as demais correntes, mesmo aquelas que se reivindicam oposição, como MNOB
e Intersindical, defenderam o calendário da Articulação. Numa assembleia ultra
esvaziada, foi aprovada a paralisação de 24h, e mais grave do que isso, nem
sequer foi discutido um plano de lutas que desse novo fôlego ao enfrentamento.
A assembleia era o momento crucial para relançar a mobilização e ter alguma
chance de construir a luta contra o novo plano de
funções. As demais correntes de oposição não entenderam dessa forma e
defenderam o plano da Articulação. Com isso, a paralisação de 24h no dia 30/04
aconteceu e foi mais frágil que a de 07/03. Diante do
que aconteceu, não há perspectiva de continuidade e melancolicamente se
encerrou a luta contra o PFG/PFC antes da campanha salarial.

A Articulação parte agora para os Congressos
que “organizam” a campanha salarial, em que a redução e
congelamento salarial se transformarão em mais uma das infinitas
pendências (reposição de perdas, isonomia, substituições, CASSI, PREVI, etc.)
que nunca serão levadas à mesa de negociação e nunca se tornam foco da greve.
Diante disso, seguimos defendendo a necessidade de lutar contra o plano do BB,
relacionando esse plano com o projeto geral e a gestão privatista em aplicação.
Seguiremos lutando na medida das nossas forças para manter a base mobilizada
contra onovo plano de funções.

 
Acesse :http://frentedeoposicaobancaria.org/

http://espacosocialista.org/portal/



________________________________
 De: Márcio Cardoso da Silva <marciocarsi em gmail.com>
Para: "frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br" <frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br> 
Cc: "<marciocarsi em yahoo.com.br>" <marciocarsi em yahoo.com.br>; "<d.ribeirovargas em gmail.com>" <d.ribeirovargas em gmail.com>; "<rodrigodoo em yahoo.com.br>" <rodrigodoo em yahoo.com.br>; "<israelfernandezjr em gmail.com>" <israelfernandezjr em gmail.com>; "<utopia_s em yahoo.com.br>" <utopia_s em yahoo.com.br>; "<c.comunista em yahoo.com.br>" <c.comunista em yahoo.com.br>; FNOB fechado <frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br> 
Enviadas: Segunda-feira, 6 de Maio de 2013 17:23
Assunto: Re: [Frente Nacional de Oposição Bancária] balanço BB e texto sobre congressos
 


Prezados companheiros, manos e minas.

Embora o material seja ótimo, mas precisa de uns acertos que ainda farei, ainda hj, assim que chegar em casa.

Abraços.

Márcio

Acesse www.espacosocialista.org
www.frentedeoposicaobancaria.org




Em 06/05/2013, às 09:06, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:


  
>Olá compas
>
>Segue rascunho de texto do coletivo Bancários de Base - SP sobre a luta contra o plano de funções do BB e sobre os congressos que "organizam" a campanha salarial.
>
>Daniel
>
>
>
>_________________________________________ 
>“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years! 
>Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!” 
>
>“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos! 
>Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!” 
>
>Iron Maiden, “Wasted Years” 
>_________________________________________ 
>
> 
>
>
>
>ARTICULAÇÃO
/ CUT / PT SABOTA LUTA CONTRA O PLANO DE FUNÇÕES DO BB
>
>
>No
final da campanha salarial de 2012 a Articulação/CUT/PT, direção
majoritária do movimento sindical da categoria bancária, apresentou
como uma das “conquistas” o compromisso do BB de uma proposta
relativa à jornada de 6h. Ao invés disso, o BB lançou no início
de 2013 um plano que reduz a jornada, mas reduz os salários de todo
um contingente que cumpria jornada de 8h. Ou seja, a Articulação
deu cheque em branco para que o BB fizesse mais um ataque aos seus
trabalhadores. O novo Plano de Funções Gratificadas (PFG) é mais
uma forma de aliviar o passivo trabalhista do BB, já que muitos
estavam ganhando na justiça o pagamento da 7ª e 8ª hora.
>A
Articulação se fez de desentendida, sem querer encaminhar uma luta
de fato contra o PFG. Entretanto, a reação da base, que
silenciosamente resistiu e se recusou em sua grande maioria a assinar
o termo de migração para os novos cargos, bem como a mobilização
levada a efeito pelas oposições, obrigaram a direção do movimento
a marcar assembleias. Conseguimos aprovar em São Paulo um calendário
de luta com paralisação de 24h em 07/03, diferente do calendário
da Articulação. São Paulo concentra a maior parte dos
imediatamente atingidos pelo plano (que na verdade afeta a todos de
diferentes maneiras) e uma forte mobilização aqui seria decisiva
para arrastar o restante do país.  
>Entretanto,
na assembleia organizativa da paralisação, a Articulação nem
sequer permitiu discutir um calendário que desse continuidade à
luta. Com isso, a paralisação de 07/03 em São Paulo, que mesmo
sendo parcial foi importante, permaneceu isolada e não teve poder de
levar ao crescimento do movimento. Mais de 40 dias depois a Contraf
marcou nova paralisação no dia 30/04, com assembleias nos dias
próximos, para supostamente forçar o BB a abrir negociações.
>Na
assembleia de 29/04 estava posta a possibilidade de romper o controle
da Articulação sobre o movimento. Estava posta a possibilidade de
construir um plano de lutas real, com um processo organizado e
consequente que pudesse chegar a uma greve por tempo indeterminado,
única medida capaz de barrar o plano do BB.  
>O
pressuposto político desse plano é o entendimento do atual projeto
em aplicação no BB, a sua gestão privatista. O PFG é parte desse
projeto, visando reduzir custos trabalhistas, contribuições para
CASSI e PREVI, além de sobrecarregar os funcionários com as mesmas
metas numa jornada menor. Não é preciso vender ações do BB para
tratá-lo como banco privado, a atual gestão já faz isso e
constatamos o resultado todos os dias: metas, assédio moral,
adoecimento físico e psicológico, etc. Para barrar o PFG seria
preciso envolver o conjunto do funcionalismo, e para isso seriam
necessários passos como:  
>-
reuniões nos locais de trabalho;  
>-
publicação de um material explicando o plano e sua relação com o
projeto de gestão em aplicação no BB;  
>-
reunião de delegados sindicais para organizar a base;  
>-
plenária nas regionais;  
>-
novas assembleias para avaliar o movimento;
>-
colocar em pauta a volta do PCS pré-1998;
>Foi
essa política que nós do Coletivo Bancários de Base – SP / FNOB
defendemos na assembleia de São Paulo. Infelizmente, todas as demais
correntes, mesmo aquelas que se reivindicam oposição, como MNOB e
Intersindical, defenderam o calendário da Articulação. Numa
assembleia ultra-esvaziada, foi aprovada a paralisação de 24h, e
mais grave do que isso, nem sequer foi discutido um plano de lutas
que desse novo fôlego ao enfrentamento. A assembleia era o momento
crucial para relançar a mobilização e ter alguma chance de
construir a luta contra o PFG. As demais correntes de oposição não
entenderam dessa forma e defenderam o plano da articulação. Com
isso, a paralisação de 24h no dia 30/04 aconteceu e foi mais frágil
que a de 07/03. Não há perspectiva de continuidade e
melancolicamente se encerrou a luta contra o PFG.
>A
Articulação parte agora para os Congressos que “organizam” a
campanha salarial, em que o PFG vai se transformar em mais uma das
infinitas pendências (reposição de perdas, isonomia,
substituições, CASSI, PREVI, etc.) que nunca são levadas à mesa
de negociação e nunca se tornam foco da greve. Diante disso,
seguimos defendendo a necessidade de lutar contra o plano do BB,
relacionando esse plano com o projeto geral e a gestão privatista em
aplicação. Seguiremos lutando na medida das nossas forças para
manter a base mobilizada contra o PFG.
>
>
>PORQUE
NÃO VAMOS AOS CONGRESSOS ORGANIZADOS PELA CONTRAF-CUT
>
>
>Para
responder à pergunta do título, alguns breves exemplos históricos
bastariam. No Congresso dos funcionários do BB de 2011 estava
presente nada menos do que o deputado federal Ricardo Berzoini, que
foi presidente do PT e chefiou o esquema dos “aloprados” na
campanha da reeleição de Lula em 2006. No Congresso de 2012, foi a
vez do próprio ministro do trabalho Brizola Neto dar o ar da graça.
Ou seja, representantes dos patrões, do governo do PT, tiveram lugar
de honra na mesa de um Congresso que deveria ser dos funcionários!
>Esses
dois exemplos demonstram a completa promiscuidade entre os dirigentes
da CUT enquanto suposta representação dos trabalhadores e o PT,
partido que está no governo e faz a vez dos patrões. Não há mais
qualquer distinção entre uma coisa e outra. A CUT se transformou
numa agência do governo federal. Um outro exemplo histórico que
demonstra a completa falta de referência de classe foi o Congresso
do BB de 2009, em plena manifestação da crise mundial. Os 
representantes dos funcionários do BB na PREVI, todos eles
sindicalistas da CUT, votaram a favor das demissões na Embraer,
empresa em que a PREVI tem participação. Isso nem sequer foi
pautado no Congresso dos funcionários do BB, que tem
responsabilidade sobre a PREVI, porque os dirigentes sindicais da
Articulação consideram normal agir como empresários.
>Os
dirigentes sindicais e políticos do PT raciocinam já há tempos com
o ponto de vista da classe patronal e não têm mais qualquer relação
com o cotidiano dos trabalhadores que deveriam representar. Isso se
manifesta na composição dos próprios Congressos. A esmagadora
maioria dos delegados é formada por dirigentes sindicais, a maioria
dos quais estão liberados, ou seja, não estão mais trabalhando,
não estão mais suportando o dia a dia de pressão dos gerentes e
clientes, a rotina do trabalhador comum. Naquele mesmo Congresso de
2009, tiveram a desfaçatez de apresentar como uma das reivindicações
a ser levada na campanha salarial a “valorização dos dirigentes
sindicais”, ou seja, uma comissão para os dirigentes. Raciocinam
como se um dirigente sindical devesse ganhar o que ganha um gerente
(independentemente do que ganha o restante dos trabalhadores), o que
até faz sentido, já que têm se comportado como representantes dos
patrões...
>Existe
o argumento, a nosso ver puramente formal, de que os Congressos são
“fóruns oficiais da categoria”, e não fóruns da CUT. Esse
argumento a nosso ver não se sustenta, pois não se trata
simplesmente do fato de que, num determinado fórum da categoria, uma
determinada corrente, no caso a Articulação/CUT/PT, se tornou
maioria, como seria no caso de uma assembleia. Trata-se de algo muito
além, pois este fórum já está há anos distorcido e apropriado
por esta corrente. A maioria da CUT já se impõe há muitos anos com
base na não participação dos bancários, no controle dos aparatos,
nos métodos burocráticos. Existem delegados “biônicos”,
indicados pelas federações e confederações, que não passam por
eleição na base. Existem cláusulas de barreira que impedem a
proporcionalidade direta e a participação de correntes de oposição.
A assembleia para tirar os delegados para o Congresso do BB em São
Paulo em 2013 aconteceu num sábado pela manhã, em plena “ressaca”
da paralisação contra o plano de funções, sem divulgação e
debates prévios.
>Defendemos
um formato oposto de Congresso:  
>-
1 delegado para cada 100 trabalhadores, o que garantiria ampla
representatividade de todos os segmentos e correntes de pensamento
dentro do funcionalismo (e dispensaria os hotéis de luxo em que
festejam os burocratas da Articulação);  
>-
um amplo e democrático processo de pré-Congresso, com reuiões,
plenárias e assembleias prévias para debate de teses;  
>-
eleição da mesa dirigente no início do evento e não por indicação
“biônica” do “comando”;
>Tudo
isso é o oposto do que tem acontecido há anos nos Congressos do BB,
da CEF e da Conferência Nacional dos Bancários, que se converteram
em convescotes da burocracia.
>Nessas
condições, não é de se estranhar que não estejam sendo
discutidas as verdadeiras reivindicações dos trabalhadores:
>-
reposição das perdas acumuladas (cerca de 90%);
>-
isonomia entre funcionários novos, antigos e incorporados,
presenvando-se o que for mais vantajoso para os trabalhadores;
>-
retirada do PFG e volta do PCS vigente até 1998: anuênio, licença
prêmio, interstícios de 12% e 16%, férias de 35 dias, etc.;
>-
fim da lateralidade e volta do pagamento das substituições;
>-
fim do PSO e reincorporação dos caixas pelas agências;
>-
fim das metas e do assédio moral;
>-
por um banco público a serviço dos trabalhadores;
>Essas
reivindicações jamais serão colocadas em discussão pela
Articulação, pois de acordo com a fórmula de “campanha
unificada” da Contraf-CUT, a campanha deve ser realizada contra a
Fenaban, e não contra o governo federal. E é claro que, na mesa da
Fenaban, que reúne também os bancos privados, a reivindicação
principal, a proibição das demissões imoti


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