[Bancariosdebase] [Frente Nacional de Oposição Bancária] balanço BB e texto sobre congressos
Israel Fernandez Junior
israelfernandezjr em gmail.com
Terça Maio 7 12:01:44 UTC 2013
Bom dia companheiros!
Após as assembléias para tirada de delegados para os congressos e o informe
que saiu no site do sindicato de SP acho que um novo panfleto deve sair
logo falando para onde aponta a direção da luta que as centrais estão
levando, confirmando nossa caracterização. Devemos acompanhar com atenção
isso.
Gostei das alterações do Marcio. Particularmente sobre a FNOB, eles vão
encampar essa política e levar aos seus sinicatos? Vai sair no site do RN e
MA? Acho que isso tem que ser feito e rápido.
Abaixo, copio textos que li dos sites das centrais que dão o caminho por
onde pretendem caminhar.
Abraço!
Israel
Nos 70 anos da CLT, neste 1º de maio, empresários fazem campanha para
flexibilizar direitos 03/05/2013
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Uma das principais bandeiras da Marcha de 24 de abril em Brasília foi
defender os direitos trabalhistas. Na reunião da Coordenação Nacional da
CSP-Conlutas, no balanço da marcha, foi levantado que por mais que o ACE
(Acordo Coletivo Especial) não tivesse emplacado no Congresso Nacional,
seria necessário manter a luta em defesa dos trabalhadores.
“Eles não conseguiram dar prosseguimento a esse tema, por pressão e luta de
nossas entidades, mas não devemos baixar a guarda, pois se não for o ACE a
ser apresentado no Congresso, será outro redutor de direitos, por isso
temos que seguir denunciando”, alertou o membro da Secretaria Executiva
Nacional da Central Zé Maria, durante o informe na reunião.
E não podemos baixar a guarda mesmo. Em decorrência deste 1º de Maio, em
que a CLT (Consolidação das Leis do TRabalho) faz 70 anos, foi publicada
uma matéria no blog Relações do Trabalho e Sindicais divulgada pela CNI
(Confederação Nacional da Indústria), em que aproveita o Dia Internacional
dos Trabalhadores, para atacar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e
defender sua flexibilização.
Seria cômico se não fosse trágico!
Os argumentos são os mesmos utilizados pelos que querem reduzir direitos
dos trabalhadores. A CLT é antiquada, provoca muitos gastos aos
empregadores e facilita o trabalho informal, sem direitos, ou ainda os
sindicatos hoje são fortes e tem poder de negociação.
Os trabalhadores já conhecem esses argumentos e sabem que são fruto da
ganância do empresariado em aumentar seus lucros irrestritamente, mesmo que
as custas de maior exploração dos trabalhadores. Esta situação se agrava a
partir do apoio do governo e de direções sindicais governistas que deveriam
defender os direitos e não apoiar sua redução.
“A flexibilização das leis trabalhistas não significa nenhum avanço de
direitos dos trabalhadores, pelo contrário, é um retrocesso”, denuncia o
membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates,
o Mancha.
Leia abaixo a matéria publicada no blog Relações de Trabalho e Sindicais:
*OS 70 ANOS DA CLT E OS DESAFIOS DO NOVO MUNDO DO TRABALHO*
Amanhã, 1º de maio de 2013, é o dia internacional do trabalho. Dia de
celebrar a valorização do trabalhador e a importância do trabalho na vida
do profissional nos dias de hoje. É dia também de avaliar os desafios que
trabalhadores e empresários têm para gerar os empregos necessários,
produzir novas tecnologias, agregar valor à nossa matéria prima, de formar
e continuar promovendo a satisfação pessoal e também a produção nacional.
Esse primeiro de maio também será uma data para reflexão, pois a CLT
completa 70 anos. Nessa data simbólica, empresários, trabalhadores e poder
público, todos os atores que compõem as relações de trabalho, têm o desafio
de refletir sobre como a legislação trabalhista pode se adequar às novas
realidades de produção, sem suprimir direitos e garantias, e buscando
aumentar a competitividade, elemento essencial para a permanência das
empresas brasileiras nos mercados externo e interno.
A sociedade mudou, a economia evoluiu, o mercado de trabalho se
transformou, no entanto a nossa legislação — que é da época em que a
economia era predominantemente agrícola e os trabalhadores estavam
começando migrar para os centros urbanos — não acompanhou esse dinamismo.
Há 70 anos não existiam sindicatos fortes, trabalhadores qualificados, e
muito menos essa tecnologia que transformou o mundo dos negócios. Esse novo
cenário, criou um universo de novas possibilidades de jornadas, profissões,
estilos de vida e de modos de produção.
O Brasil tem um grande desafio nesse panorama: a formalização. Se, de um
lado, comemora-se um dos menores índices de desemprego dos últimos 10 anos
(5,7% de desemprego em março de 2013), por outro é significativo que quase
20% da população economicamente ativa brasileira esteja na informalidade,
isto é, em trabalhos sem qualquer proteção previdenciária e mesmo
trabalhista.
Uma das justificativas para essa contradição é o alto custo do trabalho
formal. É difícil estimular a formalidade quando um trabalhador celetista
pode custar às empresas até 2,83 vezes o salário que recebe (ou 183% a mais
que o salário). Simplificadamente, se um trabalhador, que está há um ano na
empresa, recebe R$ 1.000,00 de salário, o empregador tem que desembolsar
por mês mais R$ 1.830,00.
É preciso considerar também que a legislação trabalhista brasileira é tão
detalhista que prejudica ajustes negociais e deixa empresas e trabalhadores
à mercê de interpretações sobre o alcance de diversos de seus dispositivos.
Essa avaliação subjetiva cria riscos para quem quer empregar, fator que
também interfere na geração de empregos em nosso país. A equação é simples:
quanto maior o risco, menor o investimento, e quanto menor o investimento,
menos empregos são gerados pelas empresas.
A CNI fez essa reflexão e como resultado apresentou a publicação “101
Propostas para Modernização Trabalhista”. O desafio agora é debater essa
agenda da Indústria para o tema e buscar soluções que equilibrem as
relações de trabalho e harmonizem produtividade, competitividade e ganhos
para os trabalhadores.
http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=34226
06/05/2013
"É viável revitalizar a indústria, diz Luciano Coutinho
Valor Econômico
"É viável revitalizar a indústria", diz Coutinho
06/05/2013
Para presidente do BNDES, "faz parte do jogo mundial" ter políticas para o
setor manufatureiro
A quase estagnação da economia brasileira e os sinais de que a indústria
local definha são processos conjunturais. Ambos têm jeito, na avaliação de
Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES). O crescimento, diz, já está a caminho e será reforçado,
nos próximos anos, por uma extensa "fronteira de oportunidades", que vai da
infraestrutura à saúde, entre outras áreas.
Revitalizar a indústria, contudo, é parte fundamental dessa estratégia,
reconhece Coutinho. Integrante ativo das políticas industriais formuladas
nos últimos anos, ele insiste que a nova agenda mantenha políticas da
"velha" agenda, como conteúdo local e uso do poder de compra do Estado,
como fazem outros governos, como o alemão. Ao mesmo tempo, defende que ela
cada vez mais mire a inovação e incorpore um novo paradigma: para dar
certo, é preciso ser competitiva a ponto de competir internacionalmente.
Confira no texto abaixo a íntegra da entrevista concedida ao Valor PRO pelo
presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Luciano Coutinho.
<*b>Valor: O governo adotou uma série de estímulos monetários e fiscais e a
economia não reagiu. Por quê?*Luciano Coutinho: Talvez, a economia já tenha
reagido e isso vai ficar claro no fim do mês, quando o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar os dados. Todos os indicativos
são de que houve um crescimento expressivo no primeiro trimestre. Eu
gostaria de mencionar uma série de processos que caracterizaram parte de
2011 e de 2012 e que a diferenciam da resposta rápida da economia em 2009 e
2010, quando houve uma recuperação em forma de V.
*Valor: E agora?*
Coutinho: Agora, estamos tendo uma recuperação em U, muito mais lenta. A
crise na zona do euro foi em 'câmera lenta', com a repetição de vários
episódios críticos que mantiveram uma incerteza muito densa por pouco mais
de um ano. Mesmo depois que o Mario Draghi [presidente do Banco Central
Europeu] deu a famosa declaração - "Farei tudo o que for possível para
garantir os sistemas bancários porque cai dentro dos mandatos de um banco
central" -, tivemos o episódio do Chipre.
*Valor: Isso afeta o Brasil pelo canal da confiança?*
Coutinho: Afeta o canal de expectativas e o de cautela. Outro fato é que a
desaceleração de 2011 começou como um ato deliberado da política
macroeconômica. Foram usados instrumentos macroprudenciais e uma subida
inicial de juros para controlar a inflação. Sobrepôs-se a isso a crise
externa. Além disso, 2011 e 2012 foram marcados por um lento processo de
ajuste de estoques na indústria. E foi um processo, em certo sentido,
autoalimentado.
*
Valor: Por quê?*
Coutinho: Como a economia crescia pouco, a produção também crescia pouco.
Houve um processo lento de ajuste de estoques, problematizado também pelo
acirramento da concorrência internacional, com a retração do comércio em
2011 e crescimento muito medíocre em 2012. No caso brasileiro, áreas
importantes de exportação industrial ficaram bloqueadas ou submetidas à
forte concorrência. O canal exportação nos foi, em boa medida, obstado.
Acresço a esse processo um terceiro elemento.
*Valor: Qual?*
Coutinho: O forte crescimento ocorrido entre 2004 e 2010, com breve
interrupção em 2009, alavancou muito o consumo e o endividamento das
famílias, além do endividamento das pequenas empresas. Esse processo em
2011 e 2012 se revestiu, diferentemente de 2009, da necessidade de
desalavancagem do endividamento das famílias e das pequenas empresas, o que
também travou uma das molas importantes da recuperação. Em que pese o
esforço dos bancos públicos, a taxa de concessão do crédito com recursos
livres desacelerou em 2011 e 2012. Só agora esse processo de desalavancagem
está sendo concluído.
*
Valor: Quais são os indícios disso?*
Coutinho: Os índices de inadimplência começaram a ceder, mas demoraram
muito. Mas esses processos são longos. E, finalmente, tivemos um ano ruim
para a agricultura em 2012. A questão relevante é: se o governo não tivesse
atuado intensamente no sentido de reduzir taxa de juros, melhorar a posição
relativa da taxa de câmbio em termos de competitividade, desonerar IPI e
depois folha de pagamento, e se não tivesse motivado uma atuação mais forte
dos bancos públicos, é muito provável que o quadro tivesse sido muito pior.
Há, portanto, uma configuração conjuntural nesse período de 2011 e 2012 que
está sendo extrapolada como se fora estrutural, como se tivéssemos uma
perda de vitalidade da economia brasileira. O que em economês chamam de
redução do PIB potencial, o que não é verdadeiro.
*
Valor: Por que não é estrutural?*
Coutinho: Não é estrutural porque os grandes problemas brasileiros são
também grandes oportunidades. O Brasil é um país de grandes oportunidades
de investimento rentável, capazes de mobilizar capital e fazer subir a taxa
agregada de formação de capital sobre o PIB, alargando o próprio
crescimento potencial. É uma reflexão puramente estática tomar o passado
recente como imutável. É ignorar a capacidade construtiva, tanto do governo
quanto do setor privado. Quero dar exemplos de fronteiras de crescimento
que o Brasil tem. Primeiro, as imensas oportunidades na área de
infraestrutura logística, que constitui o cerne do programa de investimento
lançado pela presidenta no ano passado, que está em processo de
amadurecimento e que representará uma grande oportunidade de investimento
em rodovias, portos, aeroportos, ferrovias, com duplo efeito, de ativar a
construção pesada, de um lado, gerando empregos; e, de outro lado, de
infundir eficiência crescente no funcionamento da economia. Há efeitos
sistêmicos para o aumento da competitividade e redução de custos. Então, é
uma fronteira relevante de investimentos. Outra fronteira muito relevante,
essa já instalada e clássica, é a energia. O Brasil tem um potencial de
energias a ser explorado, tanto de hidrelétricas quanto de renováveis e de
outras, tem necessidade, e tem um modelo que funciona.
*Valor: Esse modelo está funcionando?*
Coutinho: O de energia? Perfeitamente. E o interesse nos leilões é
ascendente, e não há razão para que não seja, e também é ascendente a curva
de investimento em energia. Terceiro, temos uma grande fronteira na área de
óleo e gás, onde eu enxergo a abertura das novas rodadas como uma grande
oportunidade de acelerar os investimentos no setor e, se tivermos a
capacidade de desenvolver a cadeia supridora, tanto melhor. Temos, ainda, a
fronteira da construção. A construção residencial tem ainda um grande
potencial. É preciso terminar o ciclo de desalavancagem familiar, mas há
ainda um déficit de habitação. A combinação de instrumentos de habitação
social - Minha Casa, Minha Vida - com instrumentos de créditos de longo
prazo para o avanço da habitação residencial é outra avenida importante, e
ela tem um efeito de empuxe sobre uma ampla cadeia de materiais, insumos,
etc. Também devo mencionar os agronegócios competitivos, que têm uma
perspectiva na medida que a Ásia, com seus processos de urbanização, é
fonte de demanda e uma grande oportunidade.
*Valor: Nem para a indústria houve uma perda estrutural de espaço na
economia?*
Coutinho: Se eu olhar a composição setorial do crescimento, verei que,
nesse período, a indústria ficou patinando e até recuou um pouco. Dos
grandes setores, foi o que mais sofreu. Como a indústria é
proporcionalmente quem investe mais, o seu desempenho fraco afetou também a
formação de capital. O desempenho da indústria foi afetado, além dos
fatores de demanda que mencionei, pela deterioração das condições de
competitividade, dada por pressões de custo. É um fenômeno que vinha
acontecendo nos últimos anos, mas se acelerou em 2011 e 2012.
*Valor: Que custos aumentaram?*
Coutinho: Os custos salariais e de certos insumos importantes. Várias
cadeias reclamam disso. Queria lembrar que o governo atuou. A desoneração
de folha em parte visou aliviar pressão de custos sobre os salários. A
redução da tarifa de energia foi em grande medida motivada para aliviar os
custos de produção da indústria. A melhora relativa da taxa de câmbio
também foi justificada publicamente pelo governo como um movimento em
direção a melhorar a competitividade da indústria. Temos que olhar as
oportunidades que o Brasil tem de desenvolvimento industrial. É importante
mencionar iniciativas como o plano Brasil Maior e iniciativas como o
Inovar-Auto. O governo sinalizou claramente que a indústria é estratégica a
longo prazo para o Brasil. Vejo que uma reflexão de como revitalizar a
indústria é algo que está na ordem do dia. Tenho uma visão de que é, sim,
possível revitalizar a indústria brasileira, ampliar um pouco o seu espaço
na formação da renda nacional e voltar a ter uma política de
competitividade e de exportação para a indústria.
*Valor: De que indústria o senhor está falando? De toda a indústria? Ou
talvez o Brasil tenha que olhar para a frente e lidar com o fato de que
alguns setores vão desaparecer por causa da concorrência externa?*
Coutinho: Como dizia Lavoisier, na natureza nada se perde, nada se cria,
tudo se transforma. Antes de decretar a morte de um determinado setor ou
cadeia industrial, é preciso compreender qual é a transformação competitiva
possível; quais são os nichos e oportunidades que precisam ser estudados
como forma de evoluir e gerar uma alternativa de sobrevivência competitiva.
É evidente que qualquer política precisa olhar o que está acontecendo na
divisão mundial de trabalho, a organização de cadeias, quem são os
concorrentes e a viabilidade de sustentar uma capacidade de competir no
quadro internacional.
*Valor: O senhor diz que a capacidade de competir no quadro internacional é
um critério, mas boa parte das medidas que o governo vem adotando são no
sentido de proteger a indústria e dar sobrepreço para ela competir com o
importado. Além disso, o governo vem exigindo conteúdo nacional. Isso não é
conflituoso?*
Coutinho: Não. Discordo de que a política seja protecionista no sentido
clássico. É uma política que tem incentivos à transformação e à inovação.
Em segundo lugar, é falsa a tese de que a política industrial trabalha com
critérios de conteúdo local desarrazoados e ineficientes. Na verdade, já
houve em várias cadeias importantes um processo de esvaziamento por dentro,
o conteúdo local já diminuiu de forma significativa, principalmente nas
cadeias muito longas.
*Valor: O senhor pode citar um exemplo?*
Coutinho: Na cadeia da indústria automotiva. Outro é a da cadeia
eletroeletrônica, onde o esvaziamento é até anterior. Quem se recuperar
dentro de critérios de competitividade e custo e com mais agregação de
valor e adensamento de cadeias no país terá uma política válida. Ela não
será factível se quiserem impor artificialmente às empresas normas
incompatíveis com a concorrência internacional porque as empresas não
farão, especialmente as que estão integradas em cadeias internacionais. Se
você olha as pontuações e os incentivos que estão embutidos no
Inovar-Auto...
*Valor: Mas esse programa tem (exigência de) conteúdo local.*Coutinho: Tem,
mas ele é relativamente baixo. Os níveis de conteúdo local históricos da
indústria automobilística eram 90%. Hoje, estamos falando de níveis de 60%.
Portanto, há uma grande margem dentro da política para acomodação de
segmentos onde a especialização internacional já consolidou a necessidade
de importar e combinar importação com a produção local. Quem tem feito a
crítica a um certo exagero da política de conteúdo local são economistas
que não conhecem a indústria e que deveriam se informar primeiro antes de
emitir opiniões taxativas a respeito.
*Valor: O economista Edmar Bacha propõe o que chama de 'Plano Real para a
indústria': uma combinação de forte redução da carga tributária com
eliminação de tarifas de importação, redução da exigência de conteúdo
nacional e flutuação do câmbio. Como o senhor vê isso?*
Coutinho: A preocupação com a reindustrialização é muito positiva. Porém as
políticas industriais são muito mais complexas. Não se resumem simplesmente
a assegurar um câmbio competitivo, o que seria bom. Mas assegurar uma
posição cambial competitiva duradoura e induzir processos de transição para
o desenvolvimento no país de novas oportunidades industriais que
intensifiquem processos de inovação, que capturem para a produção do país
essas novas oportunidades e deem uma chance a determinadas cadeias de
recuperarem capacidade de competir e de se adensarem, requer agendas
bastante complexas, que vão além de uma simples combinação de tarifas com
um câmbio competitivo. No mundo inteiro, existe um conjunto de instrumentos
que tem sido exercitado de forma cada vez mais intensa.
*Valor: De que forma?*
Coutinho: Começa com fortes incentivos à inovação tecnológica, à
disseminação de novas técnicas de automação e de produção, à qualificação e
ao desenvolvimento de recursos humanos e de engenharia e à capacidade de
aprendizado em muitos setores caracterizados pelas chamadas economias
dinâmicas de escala. Isto significa o seguinte: é preciso começar a fazer e
a repetir processos para alcançar padrões de competitividade. Além disso,
há outros instrumentos usados de maneira muito intensa em várias economias.
*Valor: Quais?*
Coutinho: O uso do poder de compra público, especialmente em complexos
ligados à defesa, a novas energias renováveis, a todo o complexo de saúde.
A realidade nas economias desenvolvidas e em desenvolvimento hoje é de uma
mobilização de instrumentos sofisticados de fomento ao desenvolvimento
industrial. A tese de que o Brasil precisa revitalizar (a indústria)ou se
reindustrializar,ou desenvolver novas especializações é altamente meritória
e eu quero saudar esse debate, que se aperfeiçoe. Desonerar de impostos a
indústria é algo positivo, pois a indústria é a maior pagadora de tributos.
Ela é mais formalizada que outros setores e proporcionalmente paga mais que
outros. Essa desoneração tributária da indústria poderia ser pensada
imediatamente. Não precisaria esperar uma queda geral de todos os setores
porque a indústria já paga mais. Em um redesenho da estrutura tributária
brasileira, é válida a tese de que, dado o valor estratégico da indústria,
ela não deveria ser tão penalizada quanto é hoje.
*Valor: Isso será suficiente?*
Coutinho: Não.É necessária uma estratégia. Se observarmos o que está
ocorrendo no mundo, veremos estratégias muito bem afinadas.
*Valor: Onde?*
Coutinho: A Alemanha tem estratégia. Os Estados Unidos não investem mais
pesadamente porque os republicanos não deixam, mas eles têm estratégia. O
Japão está retomando, desvalorizando o câmbio e tentando revitalizar a
indústria.
*Valor: Por que no Brasil há uma dificuldade de se defender uma estratégia
para a indústria?*
Coutinho: Não vejo tanta dificuldade. Vejo alguns poucos radicais
defendendo a desindustrialização e a especialização em produtos primários e
commodities. À medida que haja compreensão da importância da indústria, de
que um sistema industrial razoavelmente sofisticado e diversificado é
importante para a geração de empregos de alta qualidade e em serviços,
inclusive, porque há os empregos pré e pós-manufatura dentro das cadeias,
não vejo esse como um debate tão difícil. Mas, claro, existe ainda um pouco
de desinformação de como são de fato complexas as estratégias de
desenvolvimento industrial.
*Valor: O governo Lula adotou duas políticas industriais; o governo Dilma
fez duas fases do Brasil Maior. Se olharmos de 2004 para cá, a participação
da indústria na economia caiu de 19% para 13% do PIB. O que deu errado?*
Coutinho: Não houve uma descontinuidade das políticas. A primeira foi
focada em setores intensivos em tecnologia. Isso foi mantido e se ampliou
com a Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP). O Brasil Maior é um
passo adiante a partir da PDP, não é uma negação. Até o advento da crise
internacional, em 2008, o crescimento da indústria era satisfatório bem
como o aumento do investimento industrial. Embora algumas tensões
competitivas já se manifestassem sobre a indústria brasileira. Acredito que
os problemas começam a se tornar graves à medida que vem a segunda etapa da
crise internacional.
*Valor: Por quê?*
Coutinho: Por causa de um acirramento da concorrência internacional.
Segundo, por causa de ciclos de apreciação do câmbio, finalmente revertidos
em parte a partir de 2011 e 2012. Até 2010, foi possível não explicitar
tanto as dificuldades. Elas se tornaram explícitas pelo conjunto de tensões
sobre custos, perda de competitividade, a partir de 2011 e 2012, e ainda
constituem desafios de primeira grandeza.
*Valor: Nesse período, o BNDES adotou a política de "campeões nacionais".
Essa política foi encerrada?*
Coutinho: O potencial de desenvolver empresas com projeção internacional, e
não falo só de empresas que exportam, mas que tenham bases operacionais,
isso tem um valor grande. O investimento direto traz mais comércio, tem
bases operacionais, consegue agregar mais valor porque se transforma em uma
empresa de escopo internacional. No caso do Brasil, isso estava limitado,
de alguma maneira, aos setores onde o país desenvolveu uma forte capacidade
competitiva. Como seria impossível e insensato querer fabricar
artificialmente empresas com projeção internacional, nós, e o mercado
também e isso é importante lembrar, impulsionamos o desenvolvimento de
companhias em que essas pré-condições existiam. Em larga medida, essa
oportunidades foram endereçadas.
*Valor: Mas a política acabou?*
Coutinho: Se ainda existirem coisas pelo mérito de que o país desenvolva
empresas de expressão internacional, elas podem ser examinadas. Quase todas
essas operações foram feitas junto com o mercado de capitais. Em alguns
casos, foram soluções a partir da crise, em que algumas empresas se
machucaram em 2008, eram exportadoras e a solução caminhou naturalmente
para consolidações que terminaram por aumentar a capacidade e a presença
internacional dessas empresas. Todos os países que se desenvolveram
historicamente projetaram, a partir de sua estrutura empresarial, grandes
empresas internacionais.
*Valor: Que exemplos o senhor dá?*
Coutinho: O grande ciclo de internacionalização das empresas americanas
começa nos anos 20, é interrompido pela Grande Depressão e ganha um
tremendo impulso nos anos 50, no pós-Guerra. Nos anos 60, é a vez de as
grandes empresas europeias se internacionalizarem depois do período de
recuperação econômica do pós-Guerra. Veio a resposta deliberada dos estados
de projetar empresas dentro da Europa e transformá-las em empresas de
expressão internacional. Se olharmos os anos 70, é o momento em que a
economia japonesa desenvolve grandes empresas internacionais, novas marcas
e novas especializações, com grande mérito porque o Japão começa a disputar
segmentos altamente intensivos em inovação tecnológica e desenvolve marcas
internacionais. Nos anos 80, começam a aparecer empresas coreanas. Na
primeira década deste século, aparecem as chinesas em diversos segmentos.
Há também um movimento de internacionalização de empresas da Índia. Se
olharmos o Brasil, foi até tardio esse movimento. Não há nada de
extraordinário nisso. É apenas uma expressão da importância da estrutura
empresarial brasileira, em movimentos coetâneos com o capitalismo moderno.
Infelizmente, dados os problemas estruturais da indústria manufatureira
brasileira, que vêm desde os anos 90, o Brasil não pôde ainda desenvolver
capacidade e empresas competitivas em alto valor agregado na manufatura,
embora tenha uma ou outra, mas ainda não estamos no topo do pódio, ainda
estamos ali em empresas que estão entre décima/vigésima. Uma exceção é a
Embraer, que é um caso à parte e exemplar de desenvolvimento de política
industrial, com poder de compra, desenvolvimento. Mas eu estou pensando na
indústria manufatureira em geral.
*Valor: Mas o senhor vê setores da indústria manufatureira onde o país
ainda possa ganhar liderança mundial? Quais?*
Coutinho: Eu acredito que se trabalharmos em uma agenda de revitalização da
indústria brasileira, uma agenda moderna que reconhece e parte da premissa
de que a competitividade internacional é pré-condição para a própria
formulação da politica é quase natural que se desenvolvam candidatos a se
transformarem em empresas de expressão internacional.
*Valor: O que é essa agenda moderna? O que tem nela que ainda não apareceu
nas políticas dos últimos anos?*
Coutinho: Primeiro, o desenvolvimento no país de todos os complexos
industriais intensivos em inovação e em conhecimento. O Brasil é uma das
poucas economias emergentes que não desenvolveu um complexo de tecnologia
minimamente competente em tecnologia da informação com capacidade de
produção, salvo poucas exceções. Não temos, dado o tamanho da nossa
estrutura industrial, empresas importantes nos diversos segmentos de
tecnologia de informação, como equipamentos de comunicação, de consumo, de
informática, de automação. Não que não tenhamos uma ou outra empresa, até
com potencial. Tivemos avanços e retrocessos e não conseguimos estruturar.
Tivemos algum avanço na indústria de medicamentos e equipamentos ligados ao
complexo da saúde, especialmente com a política de genéricos, que permitiu
o desenvolvimento de empresas brasileiras razoavelmente líquidas e
rentáveis, mas elas estão ainda em processo de dar um salto de qualidade em
relação a uma nova janela de oportunidade que são os medicamentos de base
biotecnológica, os biofármacos. É uma oportunidade que esta aí e que
podemos ou não capturar. Olhando o complexo de saúde e usando de maneira
inteligente o poder de compra, podemos desenvolver outras ou atrair
empresas que possam desenvolver no país plataformas competitivas dentro do
sistema global. Temos na cadeia importante dada pelos grandes investimentos
em petróleo e gás, em offshore, a possibilidade de desenvolver uma cadeia
supridora de equipamentos e serviços mais sofisticados usando de maneira
flexível e inteligente os requisitos de conteúdo local. O que, diga-se de
passagem, nessa caso são bastante flexíveis aqui, falamos de um conteúdo
local de 50/60%.
*Valor: O senhor está falando do pré-sal?*
Coutinho: Sim. E estamos aqui falando de processos progressivos, não são
instantâneos. Se eu olhar o complexo industrial de aeronáutica,
aeroespacial e defesa nós temos oportunidade de organizar melhor o nosso
complexo. Temos uma empresa âncora exemplar que é talvez o exemplo
solitário de empresa manufatureira internacionalmente competitiva
brasileira que é a Embraer. Com a Embraer entrando no campo de defesa, e o
governo tendo um conjunto de inciativas direcionadas ao reequipamento das
forças armadas, isso pode gerar um processo virtuoso de aprendizado. Aqui
tem uma outra área de oportunidades. Posso olhar também as energias. O
Brasil tem um grande potencial em energias renováveis e é possível pensar
que, a partir dessas oportunidades, posso desenvolver cadeias competitivas
para essas energias. Temos, finalmente, mas não exaustivamente, um
agronegócio que sempre foi muito competitivo e, aliás, é o grande exemplo
de obtenção de ganhos substanciais de produtividade nos últimos anos. Tal
capacidade de competir abre oportunidade para o desenvolvimento de empresas
supridoras, tanto de equipamentos agrícolas, seja instalação de base de
empresa internacional, que usa o Brasil como plataforma competitiva, seja
no desenvolvimento no Brasil de toda a indústria de genética vegetal e
animal, seja toda a indústria química aplicada ao agronegócio, defensivos e
fertilizantes. Outra área é o etanol de segunda geração. Então, há
oportunidades. O que nos faltou? É pensar o desenvolvimento da indústria de
maneira articulada às oportunidades concretas de inserção competitiva que o
Brasil possa vir a ter, inclusive das commodities. Eu, outra vez reafirmo
aqui o seguinte: se tivermos consciência da relevância estratégica da
indústria e tivermos a sensatez de elaborar políticas que reconheçam a
necessidade de competir internacionalmente, usem de maneira inteligente e
flexível as políticas de adensamento de cadeias locais, capturem as
oportunidades e usem as ferramentas e instrumentos que os países todos
utilizam. Estes instrumentos são intensivos especialmente em estímulos, e
inclusive, subsídios à inovação, e uso do poder de compra. É possível
pensar no desenvolvimento de oportunidades para a indústria e projetar, no
futuro, se o paradigma funcionar, que o Brasil tenha também empresas de
expressão internacional nestes setores. Se o jogo da competição é global, é
natural que ao desenvolver uma indústria competitiva ela participe do jogo
global.
*Valor: Mas não é contraditório que o exemplo que o senhor citou como
melhor empresa da indústria brasileira é a Embraer, que atua em um setor
onde não existe regra de conteúdo local? *
Coutinho: A Embraer é uma exceção dentre todas as empresas internacionais
do setor porque a base de suprimento local é a mais frágil quando comparada
com as outras indústrias aeronáuticas do mundo.
*Valor: Ela não é adensada no Brasil?*
Coutinho: Isso, ela tem pouco adensamento no Brasil. O que é característico
dela é sua capacidade de desenhar produtos "estado-da-arte", extremamente
eficientes. E mostrou que é possível funcionar, ainda que com baixo
conteúdo local, razoavelmente bem. Mas se você perguntar, é o ideal? Não.
Se for possível ter um adensamento mais eficiente, tanto melhor. O que eu
quero também dizer é que o exemplo da Embraer é especial, mas ela não pode
ser um paradigma para toda a indústria, ela tem características especiais.
Ela faz parte de uma indústria de altíssima especialização no plano
internacional, com pouquíssimos produtores. É estruturalmente diferente de
outras indústrias.
*Valor: Então não daria para replicar o modelo dela em outros setores? *
Coutinho: Talvez seja possível replicar o modelo em alguns segmentos
parecidos onde a especialização internacional é muito grande e onde as
cadeias de suprimento são poucas e internacionalmente especializadas. Para
setores que vistam esse figurino é possível. O que estou dizendo é que esse
figurino não é paradigma para a indústria toda. É desconhecimento de
economia industrial achar que é. E tem muita gente opinando em economia
industrial sem entender sua complexidade.
*Valor: Pegando esse gancho, os EUA estão aparentemente fazendo um processo
de readensar suas cadeias, estão trazendo parte da produção de volta. Eles
fazem isso em um ambiente no qual pode se tornar mais barato produzir lá
que na China, em alguns setores. Quando o senhor fala desse seu sonho do
Brasil criar condições de produzir industrialmente aqui, isso não depende
de um novo equilíbrio macroeconômico? De um outro Estado, que não existe?
Esse, por exemplo, consome só em tributos 35% do PIB anualmente e por isso
também não consegue ter uma taxa de câmbio favorável ao processo industrial*
.
Coutinho: Concordo inteiramente com a agenda de eficiência fiscal e
moderação da carga tributária. E mais do que isso, do aperfeiçoamento
qualitativo da estrutura tributária brasileira. A estrutura tributária
brasileira é muito falha, tem muitos impostos em cascata, a carga
tributária é muito calcada em tributação indireta. Não tenho dúvida de que
ela precisa ser aperfeiçoada. Agora, porém, ela não é uma determinante
direta da taxa de câmbio em um mundo encharcado, com excesso de liquidez
global. É uma questão mais complexa.
*Valor: Mas um Estado que consome 35% da renda nacional, portanto, deixando
pouco espaço para que o setor privado, por exemplo, destine sua poupança ao
investimento, e não ao governo. A medida em que estamos, como todos
reconhecem, atrasados nessa competição industrial, e precisamos criar um
ambiente propício à produção industrial competitiva no Brasil, ele não
depende de um novo Estado?*
Coutinho: Não tenho nenhuma dúvida de que precisamos tornar o Estado
brasileiro mais eficiente e mais capacitado. Essa é uma agenda que preocupa
o governo e o governo tem buscado trabalhar nisso. Um Estado mais enxuto,
mais eficiente, mais capacitado, não automaticamente produzirá uma taxa de
câmbio mais competitiva, nem automaticamente produzirá mais poupança e mais
capacidade de financiamento doméstico. A agenda de financiamento e criação
de poupança doméstica é uma agenda mais complexa. Ela significa uma mudança
até cultural dos poupadores brasileiros, significa desindexar
definitivamente os instrumentos financeiros, acabar com a indexação à
Selic, ao CDI, migrar a base de depósitos de uma forma racional para prazos
mais longos, e ter uma correspondência entre risco, retorno e "duration"
dos ativos financeiros. Uma grande agenda de evolução financeira do Brasil
é uma capacidade de transformar depósito em poupança de longo prazo, em
crédito de longo prazo, que é a forma no capitalismo moderno de criar
poupança doméstica. A poupança não se cria guardando dinheiro embaixo do
colchão e economizando previamente, mas se cria através de mecanismos
sólidos de estruturação de funding de longo prazo que pode se transformar
em suporte do investimento. Mas essa é outra agenda que tem, inclusive,
alguma relação em ter um Estado mais eficiente, inclusive para administrar
os incentivos de política da qual estamos falando. Mas eu quero sublinhar
que os avanços recentes que têm sido feitos são relevantes. Acredito, por
exemplo, que o painel de instrumentos para as políticas de fomento para o
desenvolvimento industrial avançou nos últimos anos com, entre outros
avanços, o que a Lei do Bem trouxe, inclusive com possibilidade de
subvenção econômica ao setor privado para inovação e os outros incentivos
que equalizaram, até modestamente, o que o Brasil pratica em relação ao
paradigma internacional. Creio que a possibilidade de usar o poder de
compra do Estado de uma maneira organizada é outro avanço, e creio que o
desbloqueio dos instrumentos de financiamento de longo prazo para a
inovação, pela Finep, e pelo BNDES, também são avanços concretos. A grande
iniciativa chamada Inova Empresa, que tem recebido pouca atenção, mas que
está em implementação concreta, vai resultar em frutos importantes. O que
nós temos aqui é um conjunto forte de medidas de incentivo à inovação
empresarial, lideradas pelo setor privado, com instrumentos de fomento e de
apoio ao adensamento industrial e à captura de novas oportunidades.
*Valor: Mas olhando para esses setores e também para o programa de
logística, onde só nele se tem pelo menos R$ 250 bilhões de projetos a
serem financiados em um prazo relativamente curso, não vão faltar recursos?
Qual a capacidade do BNDES de dar conta desse funding?*
Coutinho: Essa já é outra pergunta, eu ainda nem mencionei a infraestrutura
social, onde o Brasil é carente em metrô, trens urbanos, saneamento básico.
Então, eu enxergo muitas fronteiras. E vejo os Estados brasileiros, graças
ao longo cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, agora habilitados,
uma parcela deles, a investir em infraestrutura como suporte aos
investimentos federais. Ainda é importante lembrar minha visão de que é
possível revitalizar e construir uma nova indústria competitiva no Brasil.
Somando todos esses fatores não há porque o Brasil não possa se desenvolver
a taxas mais altas. Certamente é preciso avançar em reformas que tornem o
Estado mais eficiente, mas eu queria sublinhar uma coisa aqui: para a
concretização de muitas destas oportunidades é preciso resgatar a
capacidade de pensar e planejar a longo prazo. Temos que combinar
inteligentemente o dinamismo do setor privado operando sobre regras de
mercado, que é a forma mais eficiente de alocar recursos, com a capacidade
ordenadora de visões de longo prazo que sejam mobilizadoras e deem um
horizonte de previsibilidade para o setor privado. Conseguindo chegar lá, o
Brasil se desenvolve com taxas de crescimento muito mais altas do que essas.
*Valor: É curioso que o Brasil, tendo superado a hiperinflação, e estando
há 18 anos no processo de estabilização da economia, ainda não consiga.*
Coutinho: Eu discordo. Se eu olhar qual era a Formação de Capital Fixo
sobre PIB até 2002/2003, ela estava em 15%/16%. Nós conseguimos agregar 4
pontos percentuais, chegamos a 19,5%, caímos para 18%, vamos voltar para
20%, 21%. Já agregamos isso com todas as precariedades e dificuldades de
consolidação da última etapa da estabilização brasileira, que só veio mesmo
quando acumulamos reservas, e deu para fazer um colchão de câmbio. Já
conseguimos fazer um salto, a formação já subiu de 15% para 19%. Agora
precisamos dar outro salto, de 19% para 23%. É possível, perfeitamente
possível.
*Valor: Mas voltando à pergunta: haverá funding? Até porque de 15% para
19%, o BNDES ficou de que tamanho? E para ir de 19% para 23%? E não só
BNDES, mas pergunto do funding para todos os projetos de investimento,
incluindo o programa de logística.*
Coutinho: E a resposta é mobilização e desenvolvimento do mercado de
capitais junto com o BNDES, uma agenda da qual já falamos. O BNDES pode
crescer um pouquinho mais? Pode, mas não vai dar conta de tudo, e o mercado
precisa se desenvolver.
Em 6 de maio de 2013 20:58, Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <
marciocarsi em yahoo.com.br> escreveu:
> Prezados companhdos companheiros, manos e minas.
>
> Segue a proposta de balanço do Daniel, com algumas modificações para que
> fiquem mais precisas e mais "palatáveis" para alguém de base, além de
> deixar claro que não é apenas o PFG que vem o ataque ao funcionalismo, mas
> também pelo PFC.
>
> A segunda parte do texto chegou parcialmente para mim, de forma que espero
> o compa Daniel enviar o restante do documento para mim, para dar o meu
> pitaco.
>
> Seria interessante os companheiros aqui colados se manifestem até amanhã,
> pois temos de publicá-lo no site da Frente até a noite de manhã, terça.
> Além de ser matéria do próximo jornal da FNOB.
>
> Segue a proposta do Daniel com os meus pequenos acréscimos.
>
> Um forte abraço.
>
> Márcio.
>
> ______________________________________________
>
> ARTICULAÇÃO / CUT / PT SABOTA LUTA CONTRA O PLANO DE FUNÇÕES DO BB****
>
> No final da campanha salarial de 2012 a Articulação/CUT/PT, direção
> majoritária do movimento sindical da categoria bancária, apresentou como
> uma das “conquistas” o compromisso do BB de uma proposta relativa à jornada
> de 6h. Ao invés disso, o BB lançou no início de 2013 um plano que reduz a
> jornada, mas reduz os salários de todo um contingente que cumpria
> jornada de 8h; e congela os que permaneceram nas funções de 8 horas. Ou
> seja, a Articulação deu cheque em branco para que o BB fizesse mais um
> ataque contra o funcionalismo . Os Planos de Funções Gratificada (PFG) e
> Plano de Funções de Confiança (PFC) são mais uma forma de aliviar o
> passivo trabalhista do BB, já que muitos estavam ganhando na justiça o
> pagamento da 7ª e 8ª hora, além de promover a reestruturação corporativa
> no sentido de “reduzir custos” com o pessoal, para fazer frente a atual
> crise econômica, que o PT teima em dizer que ela não existe.****
>
> A Articulação se fez de desentendida, sem querer encaminhar uma luta de
> fato contra o PFG e PFC. Entretanto, a reação da base, que
> silenciosamente resistiu e se recusou em sua grande maioria a assinar o
> termo de migração para os novos cargos, bem como a mobilização levada a
> efeito pelas oposições, obrigaram a direção do movimento a marcar
> assembleias. Conseguimos aprovar em São Paulo um calendário de luta com
> paralisação de 24h em 07/03, diferente do calendário da Articulação. São
> Paulo concentra a maior parte dos imediatamente atingidos pelo plano (que
> na verdade afeta a todos de diferentes maneiras) e uma forte mobilização
> aqui seria decisiva para arrastar o restante do país na construção de uma
> greve por tempo indeterminado.****
>
> Entretanto, na assembleia organizativa da paralisação, a Articulação nem
> sequer permitiu discutir um calendário que desse continuidade à luta. Com
> isso, a paralisação de 07/03 em São Paulo, que mesmo sendo parcial foi
> importante, permaneceu isolada e não teve poder de levar ao crescimento do
> movimento. Mais de 40 dias depois a Contraf marcou nova paralisação no dia
> 30/04, com assembleias nos dias próximos, para supostamente forçar o BB a
> abrir negociações.****
> Na assembleia de 29/04 estava posta a possibilidade de romper o controle
> da Articulação sobre o movimento. Estava posta a possibilidade de construir
> um plano de lutas real, com um processo organizado e consequente que
> pudesse chegar a uma greve por tempo indeterminado, única medida capaz de
> barrar o plano do BB.****
> O pressuposto político desse plano é o entendimento do atual projeto em
> aplicação no BB, a sua gestão privatista. O PFG/PFC é parte desse
> projeto, visando reduzir custos trabalhistas, contribuições para CASSI e
> PREVI, além de sobrecarregar os funcionários com as mesmas metas numa
> jornada menor. Não é preciso vender ações do BB para tratá-lo como banco
> privado, a atual gestão já faz isso e constatamos o resultado todos os
> dias: metas, assédio moral, adoecimento físico e psicológico, etc. Para
> barrar o PFG/PFC seria preciso envolver o conjunto do funcionalismo, e
> para isso seriam necessários passos como:****
>
> - reuniões nos locais de trabalho;****
>
> - publicação de um material explicando o plano e sua relação com o projeto
> de gestão em aplicação no BB;****
>
> - reunião de delegados sindicais para organizar a base;****
>
> - plenária nas regionais;****
>
> - novas assembleias para avaliar o movimento;****
>
> - colocar em pauta a volta do PCS pré-1998;****
>
> Foi essa política que nós, do Coletivo Bancários de Base – SP (que
> constrói a Frente Nacional de Oposição Bancária – FNOB) defendemos na
> assembleia de São Paulo. Infelizmente, todas as demais correntes, mesmo
> aquelas que se reivindicam oposição, como MNOB e Intersindical, defenderam
> o calendário da Articulação. Numa assembleia ultra esvaziada, foi aprovada
> a paralisação de 24h, e mais grave do que isso, nem sequer foi discutido um
> plano de lutas que desse novo fôlego ao enfrentamento. A assembleia era o
> momento crucial para relançar a mobilização e ter alguma chance de
> construir a luta contra o novo plano de funções. As demais correntes de
> oposição não entenderam dessa forma e defenderam o plano da Articulação.
> Com isso, a paralisação de 24h no dia 30/04 aconteceu e foi mais frágil que
> a de 07/03. Diante do que aconteceu, não há perspectiva de continuidade e
> melancolicamente se encerrou a luta contra o PFG/PFC antes da campanha
> salarial.****
>
> A Articulação parte agora para os Congressos que “organizam” a campanha
> salarial, em que a redução e congelamento salarial se transformarão em
> mais uma das infinitas pendências (reposição de perdas, isonomia,
> substituições, CASSI, PREVI, etc.) que nunca serão levadas à mesa de
> negociação e nunca se tornam foco da greve. Diante disso, seguimos
> defendendo a necessidade de lutar contra o plano do BB, relacionando esse
> plano com o projeto geral e a gestão privatista em aplicação. Seguiremos
> lutando na medida das nossas forças para manter a base mobilizada contra onovo plano de funções
> .
>
>
> Acesse :http://frentedeoposicaobancaria.org/
>
> http://espacosocialista.org/portal/
>
> ------------------------------
> *De:* Márcio Cardoso da Silva <marciocarsi em gmail.com>
> *Para:* "frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br" <
> frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br>
> *Cc:* "<marciocarsi em yahoo.com.br>" <marciocarsi em yahoo.com.br>; "<
> d.ribeirovargas em gmail.com>" <d.ribeirovargas em gmail.com>; "<
> rodrigodoo em yahoo.com.br>" <rodrigodoo em yahoo.com.br>; "<
> israelfernandezjr em gmail.com>" <israelfernandezjr em gmail.com>; "<
> utopia_s em yahoo.com.br>" <utopia_s em yahoo.com.br>; "<
> c.comunista em yahoo.com.br>" <c.comunista em yahoo.com.br>; FNOB fechado <
> frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br>
> *Enviadas:* Segunda-feira, 6 de Maio de 2013 17:23
> *Assunto:* Re: [Frente Nacional de Oposição Bancária] balanço BB e texto
> sobre congressos
>
> Prezados companheiros, manos e minas.
>
> Embora o material seja ótimo, mas precisa de uns acertos que ainda farei,
> ainda hj, assim que chegar em casa.
>
> Abraços.
>
> Márcio
>
> Acesse www.espacosocialista.org
> www.frentedeoposicaobancaria.org
>
>
>
> Em 06/05/2013, às 09:06, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
>
>
> Olá compas
>
> Segue rascunho de texto do coletivo Bancários de Base - SP sobre a luta
> contra o plano de funções do BB e sobre os congressos que "organizam" a
> campanha salarial.
>
> Daniel
>
>
>
> _________________________________________
> “So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> years!
> Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
>
> “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> perdidos!
> Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos
> dourados!”
>
> Iron Maiden, “Wasted Years”
> _________________________________________
>
>
>
> ARTICULAÇÃO / CUT / PT SABOTA LUTA CONTRA O PLANO DE FUNÇÕES DO BB
>
> No final da campanha salarial de 2012 a Articulação/CUT/PT, direção
> majoritária do movimento sindical da categoria bancária, apresentou como
> uma das “conquistas” o compromisso do BB de uma proposta relativa à jornada
> de 6h. Ao invés disso, o BB lançou no início de 2013 um plano que reduz a
> jornada, mas reduz os salários de todo um contingente que cumpria jornada
> de 8h. Ou seja, a Articulação deu cheque em branco para que o BB fizesse
> mais um ataque aos seus trabalhadores. O novo Plano de Funções Gratificadas
> (PFG) é mais uma forma de aliviar o passivo trabalhista do BB, já que
> muitos estavam ganhando na justiça o pagamento da 7ª e 8ª hora.
> A Articulação se fez de desentendida, sem querer encaminhar uma luta de
> fato contra o PFG. Entretanto, a reação da base, que silenciosamente
> resistiu e se recusou em sua grande maioria a assinar o termo de migração
> para os novos cargos, bem como a mobilização levada a efeito pelas
> oposições, obrigaram a direção do movimento a marcar assembleias.
> Conseguimos aprovar em São Paulo um calendário de luta com paralisação de
> 24h em 07/03, diferente do calendário da Articulação. São Paulo concentra a
> maior parte dos imediatamente atingidos pelo plano (que na verdade afeta a
> todos de diferentes maneiras) e uma forte mobilização aqui seria decisiva
> para arrastar o restante do país.
> Entretanto, na assembleia organizativa da paralisação, a Articulação nem
> sequer permitiu discutir um calendário que desse continuidade à luta. Com
> isso, a paralisação de 07/03 em São Paulo, que mesmo sendo parcial foi
> importante, permaneceu isolada e não teve poder de levar ao crescimento do
> movimento. Mais de 40 dias depois a Contraf marcou nova paralisação no dia
> 30/04, com assembleias nos dias próximos, para supostamente forçar o BB a
> abrir negociações.
> Na assembleia de 29/04 estava posta a possibilidade de romper o controle
> da Articulação sobre o movimento. Estava posta a possibilidade de construir
> um plano de lutas real, com um processo organizado e consequente que
> pudesse chegar a uma greve por tempo indeterminado, única medida capaz de
> barrar o plano do BB.
> O pressuposto político desse plano é o entendimento do atual projeto em
> aplicação no BB, a sua gestão privatista. O PFG é parte desse projeto,
> visando reduzir custos trabalhistas, contribuições para CASSI e PREVI, além
> de sobrecarregar os funcionários com as mesmas metas numa jornada menor.
> Não é preciso vender ações do BB para tratá-lo como banco privado, a atual
> gestão já faz isso e constatamos o resultado todos os dias: metas, assédio
> moral, adoecimento físico e psicológico, etc. Para barrar o PFG seria
> preciso envolver o conjunto do funcionalismo, e para isso seriam
> necessários passos como:
> - reuniões nos locais de trabalho;
> - publicação de um material explicando o plano e sua relação com o
> projeto de gestão em aplicação no BB;
> - reunião de delegados sindicais para organizar a base;
> - plenária nas regionais;
> - novas assembleias para avaliar o movimento;
> - colocar em pauta a volta do PCS pré-1998;
> Foi essa política que nós do Coletivo Bancários de Base – SP / FNOB
> defendemos na assembleia de São Paulo. Infelizmente, todas as demais
> correntes, mesmo aquelas que se reivindicam oposição, como MNOB e
> Intersindical, defenderam o calendário da Articulação. Numa assembleia
> ultra-esvaziada, foi aprovada a paralisação de 24h, e mais grave do que
> isso, nem sequer foi discutido um plano de lutas que desse novo fôlego ao
> enfrentamento. A assembleia era o momento crucial para relançar a
> mobilização e ter alguma chance de construir a luta contra o PFG. As demais
> correntes de oposição não entenderam dessa forma e defenderam o plano da
> articulação. Com isso, a paralisação de 24h no dia 30/04 aconteceu e foi
> mais frágil que a de 07/03. Não há perspectiva de continuidade e
> melancolicamente se encerrou a luta contra o PFG.
> A Articulação parte agora para os Congressos que “organizam” a campanha
> salarial, em que o PFG vai se transformar em mais uma das infinitas
> pendências (reposição de perdas, isonomia, substituições, CASSI, PREVI,
> etc.) que nunca são levadas à mesa de negociação e nunca se tornam foco da
> greve. Diante disso, seguimos defendendo a necessidade de lutar contra o
> plano do BB, relacionando esse plano com o projeto geral e a gestão
> privatista em aplicação. Seguiremos lutando na medida das nossas forças
> para manter a base mobilizada contra o PFG.
>
> PORQUE NÃO VAMOS AOS CONGRESSOS ORGANIZADOS PELA CONTRAF-CUT
>
> Para responder à pergunta do título, alguns breves exemplos históricos
> bastariam. No Congresso dos funcionários do BB de 2011 estava presente nada
> menos do que o deputado federal Ricardo Berzoini, que foi presidente do PT
> e chefiou o esquema dos “aloprados” na campanha da reeleição de Lula em
> 2006. No Congresso de 2012, foi a vez do próprio ministro do trabalho
> Brizola Neto dar o ar da graça. Ou seja, representantes dos patrões, do
> governo do PT, tiveram lugar de honra na mesa de um Congresso que deveria
> ser dos funcionários!
> Esses dois exemplos demonstram a completa promiscuidade entre os
> dirigentes da CUT enquanto suposta representação dos trabalhadores e o PT,
> partido que está no governo e faz a vez dos patrões. Não há mais qualquer
> distinção entre uma coisa e outra. A CUT se transformou numa agência do
> governo federal. Um outro exemplo histórico que demonstra a completa falta
> de referência de classe foi o Congresso do BB de 2009, em plena
> manifestação da crise mundial. Os representantes dos funcionários do BB na
> PREVI, todos eles sindicalistas da CUT, votaram a favor das demissões na
> Embraer, empresa em que a PREVI tem participação. Isso nem sequer foi
> pautado no Congresso dos funcionários do BB, que tem responsabilidade sobre
> a PREVI, porque os dirigentes sindicais da Articulação consideram normal
> agir como empresários.
> Os dirigentes sindicais e políticos do PT raciocinam já há tempos com o
> ponto de vista da classe patronal e não têm mais qualquer relação com o
> cotidiano dos trabalhadores que deveriam representar. Isso se manifesta na
> composição dos próprios Congressos. A esmagadora maioria dos delegados é
> formada por dirigentes sindicais, a maioria dos quais estão liberados, ou
> seja, não estão mais trabalhando, não estão mais suportando o dia a dia de
> pressão dos gerentes e clientes, a rotina do trabalhador comum. Naquele
> mesmo Congresso de 2009, tiveram a desfaçatez de apresentar como uma das
> reivindicações a ser levada na campanha salarial a “valorização dos
> dirigentes sindicais”, ou seja, uma comissão para os dirigentes. Raciocinam
> como se um dirigente sindical devesse ganhar o que ganha um gerente
> (independentemente do que ganha o restante dos trabalhadores), o que até
> faz sentido, já que têm se comportado como representantes dos patrões...
> Existe o argumento, a nosso ver puramente formal, de que os Congressos
> são “fóruns oficiais da categoria”, e não fóruns da CUT. Esse argumento a
> nosso ver não se sustenta, pois não se trata simplesmente do fato de que,
> num determinado fórum da categoria, uma determinada corrente, no caso a
> Articulação/CUT/PT, se tornou maioria, como seria no caso de uma
> assembleia. Trata-se de algo muito além, pois este fórum já está há anos
> distorcido e apropriado por esta corrente. A maioria da CUT já se impõe há
> muitos anos com base na não participação dos bancários, no controle dos
> aparatos, nos métodos burocráticos. Existem delegados “biônicos”, indicados
> pelas federações e confederações, que não passam por eleição na base.
> Existem cláusulas de barreira que impedem a proporcionalidade direta e a
> participação de correntes de oposição. A assembleia para tirar os delegados
> para o Congresso do BB em São Paulo em 2013 aconteceu num sábado pela
> manhã, em plena “ressaca” da paralisação contra o plano de funções, sem
> divulgação e debates prévios.
> Defendemos um formato oposto de Congresso:
> - 1 delegado para cada 100 trabalhadores, o que garantiria ampla
> representatividade de todos os segmentos e correntes de pensamento dentro
> do funcionalismo (e dispensaria os hotéis de luxo em que festejam os
> burocratas da Articulação);
> - um amplo e democrático processo de pré-Congresso, com reuiões,
> plenárias e assembleias prévias para debate de teses;
> - eleição da mesa dirigente no início do evento e não por indicação
> “biônica” do “comando”;
> Tudo isso é o oposto do que tem acontecido há anos nos Congressos do BB,
> da CEF e da Conferência Nacional dos Bancários, que se converteram em
> convescotes da burocracia.
> Nessas condições, não é de se estranhar que não estejam sendo discutidas
> as verdadeiras reivindicações dos trabalhadores:
> - reposição das perdas acumuladas (cerca de 90%);
> - isonomia entre funcionários novos, antigos e incorporados,
> presenvando-se o que for mais vantajoso para os trabalhadores;
> - retirada do PFG e volta do PCS vigente até 1998: anuênio, licença
> prêmio, interstícios de 12% e 16%, férias de 35 dias, etc.;
> - fim da lateralidade e volta do pagamento das substituições;
> - fim do PSO e reincorporação dos caixas pelas agências;
> - fim das metas e do assédio moral;
> - por um banco público a serviço dos trabalhadores;
> Essas reivindicações jamais serão colocadas em discussão pela
> Articulação, pois de acordo com a fórmula de “campanha unificada” da
> Contraf-CUT, a campanha deve ser realizada contra a Fenaban, e não contra o
> governo federal. E é claro que, na mesa da Fenaban, que reúne também os
> bancos privados, a reivindicação principal, a proibição das demissões imoti
>
>
>
>
Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase