[Bancariosdebase] Enc: Res: [oposicao_bancaria] Manifesto acerca do Conclat - Texto Final
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Sábado Julho 3 01:15:03 UTC 2010
Prezados companheiros, manos e minas.
Quando a gente imagina que já viu o pior, e´aí que vemos que sempre é possível
piorar. A nota dos setores que romperam no CONCLAT é a prova disso. Ao invés de
recomeçar um processo de reunificação a partir da discussão da base, fazendo
balanços para não se repetir os erros do Congresso, os setores INTERSINDICAL,
UNIDOS, etc aprofundam o destastre do processo. Este setor propõe construir a
nova central POR FORA e ALHEIO ao Congresso!!! ! É um estrondoso absurdo!!!!! 1
Para que congresso então?
Diante de uma nota dessas, sinto-me no dever de responder a este absurdo.
Levantei alguns destes pontos em que entendo ser os principais da nota.
1-O setor signatário da nota pretende unificar aqueles que "vivem do trabalho" .
Só faltou indicar quem. Se os trabalhadores , que vivem em função do trabalho,
ou da burguesia, que vive do trabalho alheio. Sei que isso é excesso de
preciosismo, mas isso reflete a falsa idéia de defesa da classe para continuar
uma disputa aparatista. Defender uma idéia de organizar gente que "só vive do
trabalho" é para impedir, mitigar a participação dos estudantes e demais
movimento sociais na nova central. Isto é, este setor INSISTE no mesmo erro que
culminou no desastre do CONCLAT. Se os companheiros tivessem realmente a
preocupação de ser uma central classista, não restringiriam a participação de
estudantes e de movimentos sociais, mas precederia de uma pesquisa para entender
do PORQUÊ tais trabalhadores não se organizam em sindicatos, mas em movimentos
sociais e no movimento estudantil.. .. A menos, é claro, que as correntes
entendendam que tenham o poder de obrigar os trabalhadores se organizarem onde
estas correntes querem. É o cúmulo.
2-Tinha aprendido que a "democracia operária" significava tolhimento da voz dos
delegados e dos observadores saírem do plenário. Agora a a INTERSINDICAL, etc...
inovam. Agora a "democracia operária' é a vontada da maioria ......DAS
CORRENTES! Isso mesmo! Afinal.. "Sete organizações se colocaram como convocantes
(do congresso)". "Destas, cinco eram contrárias ao nome imposto...". É isso que
eu chamo de dialética...quando a minoria vira maioria. Ainda que se autoproclame
minoria numérica de militantes, assumem que eram em maioria em numero de
correntes. No entanto, a concepção de "democracia operária' não pára aí. Voto?
Para quê, se temos os "consensos" tirados entre os quadros dirigentes acima do
céu e da terra? Além do mais, debate dá trabalho, expõe o aparatismo e se
periga da base (que base?) questionar o CC. Mas como nada neste mundo é
perfeito, há a concessão para a consulta da base pelo voto. Esgotadas todas as
instâncias de "negociação", aí sim consulta-se ......quem?. ....ah! os
trabalhadores. O problema é o placar para a aprovação: 2/3. E aí há um problema
de matemática. Levando em consideraçao que NENHUMA CORRENTE tem maioria
qualificada sozinha, sou obrigado a concluir também que NENHUMA resolução será
aprovada no voto. Pergunto de novo. PARA QUÊ CONGRESSO??? ????
E aqui, abro um pequeno parêntese acerca da nota para exaltar o marxismo das
correntes signatárias. Saquem só: "Neste momento de profundas dificuldades para
reorganizar os trabalhaodres e trabalhadoras em torno de projetos comuns de
enfrentamento do capitalismo, quando a fragmentação e a fragilidade das lutas
aprofundam as desconfianças, construir as decisões de forma unitária é
absolutamente necessário". É exatamente o contrário. São as "desconfianças"
entre as correntes que aprofundam a fragilidade das lutas. Mas qual seria o
objeto desta desconfiança? A disputa do aparato, o hegemonismo entre as
correntes que causam a bizarra cena de "revolucionários" se tratando como
"inimigos", facilitando a vida da burguesia na sua supremacia nos corações e
mentes da classe operária.
Agora, vejam este outro trecho.
"Qualquer nome seria aceito, exceto o que expressava a justaposição de apenas
duas experiências que apesar de importantes, mas limitadas e insuficientes, se
esforçaram, com outros setores para construir uma unidade maior". Grifo meu
É o cúmulo do mecanicismo! Para quem está alheio à discussão e lê a nota,
pensará que os grupos signatários propõe a justaposição do nome de todas as
correntes que convocaram o CONCLAT como solução do impasse!!!! Mas isso não é
pior. O absurdo está em entender que, dependendo do nome da nova entidade
isso determinaria o passado, a história, de todas as correntes que construíram o
congresso!!! !!! AlÔÔÔÔ^!!!! Planeta Terra chamandooooo! !!! Imagine a cena:
Todas as pessoas que me conhecem não tem dúvidas que participei de todas as
greves desta década da categoria. Isso qualquer bancário que me conhece sabe,
até os petistas do sindicato.De acordo com nossos dirigentes infalíveis, meu
passado, minha participação nestas greves sumiria da história, enquanto
militante da conlutas, por que a Nova Central não tem o termo "CONLUTAS" no nome
!!!!!! PQP!!!
Fechemos o nosso parêntese..
3- as correntes signatárias tentam dizer que o impasse para a não consumação da
unificação as diferenças de concepção de democracia com o PSTU. é a concepção
de "maioria numérica" x a concepção de "maioria de correntes". Os impasses que
se tornaram mais evidentes ao “final” do Congresso dizem respeito a diferenças
na concepção de central e, principalmente, diferenças na concepção de democracia
operária, das quais a polêmica sobre o nome foi apenas a expressão formal".
Porém, mal sabe eles que no "debate" das correntes acerca destas concepções quem
ganha é a burguesia e quem perde são os trabalhadores, totalmente alheios ao
processo. E mais, que o resultado prático de uma "concepção" e de outra é o
aprofundamento dda guetilização da esquerda e do afastamento da base da luta
Agora, comentemos as propostas da INTERSINDICAL, UNIDOS, etc para recompor a
unidade:
"1.Sobre o nome: nossa proposta é Central Sindical e Popular. Estamos dispostos
a aceitar outros nomes, desde que sejam nomes e logotipos novos que expressem o
processo de ampliação necessário para uma central classista."
Não é o nome que determinará que a central sindical e popular seja uma central
classista, mas da compreensão da importância da unidade entre nós, ainda que
tenhamos que cortar na própria carne. A CUT se deteriorou por que a corrente
dirigente , o PT, se acomodou à institucionalidade e se adaptou ao programa
burguês, e não por ter o nome CUT. Aliás "Central Única dos TRabalhadores" é um
nome que deveria fazer com que aquela entidade radicalizasse nas lutas, mas não
foi isso que vimos.
2. Funcionamento democrático:
a) Funcionamento com base em decisões consensuais, constituição de acordos.
b) Discutir o funcionamento da central em todos seus níveis e estruturações sob
esta base.
c) Questões de princípios e de concepção não vão a voto.
d) Em última instância, esgotado o debate e verificada a impossibilidade de
consenso, garantir quórum qualificado de 2/3 para decisões políticas.
Diante do que vimos na nota abaixo, é uma piada o título do tópico.O
Funcionamento "democrático" da central se dá por acordos e consensos... .mas
entre quem? As correntes! No movimento falamos tanto de democracia, que "a base
quer falar", "abaixo acordos de cúpula"...E o que propomos? Resposta. Que a base
não tem que falar e que se deve ter acordos de cúpula. Daí se conclui que a
democracia só se é exigida e jamais exercida. Quandos os outros são maioria,
exijo a democracia, mas quando a minha organização tem a maioria "que se danem
as correntes". Quanto o que os trabalhadores pensam ou acham....... .........
...que trabalhadores?
Ainda sobre o funcionamento democratico (??????????? ????????? ?????????
??!!!!!!! !!!!!!!!! !!!!!!!!! !!!!!!!!! !!) vemos a curiosidade de que questões
como princípios e concepções não vão a voto. Excelente. Agora o movimento é
composto de concepções e não de pessoas de carne, osso e nervos que pensam,
sentem e agem na realidade. Não importa a quantidade de "concepções" expressas
nas mais diversas opiniões. Elas serão nulas, não terão qualquer relevância se
tais concepções não se expressarem na prática!!!!!! De nada adianta fazer a
revollução socialista na cabeça dos dirigentes das correntes signatárias!! !! Na
prática, estas correntes propõem um NADA como central, pois não passará de um
amontoado de concepções no papel de registro no cartório!!!
Quanto ao quórum de aprovação de 2/3, penso que não é mais necessário
comentários.
3. Composição da Secretaria Executiva, Suplentes e Conselho Fiscal
Composição destas instâncias expressando os 40% que este campo representa no
Conclat, com base no acordado no congresso (executiva de 27 efetivos e 08
suplentes, 03 efetivos e 03 suplentes do Conselho Fiscal), respeitando o
critério da proporcionalidade direta e qualificada;
Há um problema aqui. Aqueles que dizem que não respeitam nenhuma decisão tirada
após saírem do congresso, agora querem ter parte nos cargos de uma central
fundada após a saída destas mesmas correntes do fórum que a fundou. Mas isso é
detalhe, pois os cargos é a finalidade e o fundamento da diferença das
"concepções" de democracia operária. Mas precede um problema que é como mensurar
a proporcionalidade direta se não há eleição? Seria esta mais uma concepção, um
principio que não será votado, e, portanto, não colocado em prática?
4. Estatutos
a) Reafirmamos todos os consensos e encaminhamentos definidos até o momento da
imposição da votação do nome. Não reconhecemos o que foi votado após este
momento, inclusive a votação do nome. O que não foi acordado/discutido nas
negociações, ou foi aprovado após nossa saída, será submetido a processo de
debate com definição consensual até o final de 2010.
PARA QUÊ CONGRESSO ? "Tínhamos uma enorme expectativa em relação ao Congresso da
Classe Trabalhadora que se realizou em Santos, nos dias 5 e 6 de junho. A
presença de milhares de ativistas, que organizaram o debate com outros milhares
de trabalhadores e trabalhadoras na base e se fizeram presentes ao Conclat,
parecia ser a garantia de um processo vitorioso de construção de uma nova
central.". O que vamos dizer para as pessoas que não adiantou nada dispor parte
de seus rendimentos, momentos com a família e filhos, do convívio de seus
companheiros e companheiras, de seu sistema digestivo, etc, etc, para depois vir
esta "tchurma" e impor a sua "concepção" sobre o debate (perdido) no CONCLAT?
b) Necessidade de regulamentar como se dará a participação dos estudantes e dos
movimentos contra a opressão no congresso e em todas as instâncias, de forma a
garantir o respeito ao limite de 5% da soma de seus representantes.
Nenhuma novidade até aqui destas correntes... .
c) As coordenações estaduais indicarão executivas estaduais provisórias até a
realização de congressos estaduais.
Ressaltamos que qualquer que seja o resultado do processo de recomposição, o
debate com o conjunto das nossas entidades de base e militância é elemento
fundamental para cada passo e qualquer definição.
Ah! sim......... ..Se der tempo......talvez. ....
É simplesmente uma aberração a proposta do bloco.
Um forte e fraternal abraço.
Màrcio
________________________________
De: Will de Siqueira <will_desiqueira@ yahoo.com. br>
Para: William Nossa Caixa <william.siqueira@ nossacaixa. com.br>
Enviadas: Quinta-feira, 1 de Julho de 2010 20:37:18
Assunto: [oposicao_bancaria] Manifesto acerca do Conclat - Texto Final
Após as discussões do último sábado, na reunião ampliada, ficou ao final esse
texto dos setores que assinam.
Ósculos e amplexos,
Will
" Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."
José Saramago
Manifesto acerca do Congresso da Classe Trabalhadora – Conclat - e sua
recomposição
Em reunião nacional ampliada, realizada no dia 26 de junho de 2010, na cidade de
São Paulo, dirigentes de sindicatos e movimentos populares da Intersindical,
Unidos Prá Lutar, Terra Livre, MAS, Pastoral Operária Metropolitana de S Paulo,
TLS e setores independentes de diversos sindicatos, debateram os fatos que se
deram no Conclat e os signatários consideram:
1. A necessidade de resistir à ofensiva dos governos e dos patrões, em um
cenário no qual as diversas centrais sindicais brasileiras aderiram à política
que garante a manutenção da ordem capitalista - atuando como porta-vozes do
governo federal e aliados - torna imprescindível a construção de um novo
instrumento de luta da classe trabalhadora: uma central sindical e popular,
reunindo o conjunto dos que vivem do trabalho.
2. Que a central precisa ser construída aglutinando amplos setores da classe,
para lutar e intervir na vida real em defesa dos direitos, das condições dignas
de vida e trabalho e buscar transformar a realidade brasileira.
Para isso, essa central a ser construída deve estabelecer e resguardar, em sua
política e funcionamento, alguns princípios fundamentais.
Em primeiro lugar, deve respeitar a independência e autonomia de classe. Este
respeito deve refletir-se na independência e autonomia em relação aos governos,
aos patrões e também aos partidos políticos. Se não é independente é dependente!
Sem isso, pode tomar-se natural passar por cima das necessidades da classe e
voltar-se aos interesses dos indivíduos e forças políticas que ocasionalmente
dirigem a central.
Em segundo lugar, a nova central deve funcionar respeitando a democracia
operária. Não se pode confundir democracia operária com democracia
representativa, principalmente sem representação da base para tomar decisões
acerca de questões não debatidas amplamente. A democracia operária não é um
princípio que se traduz na vitória burocrática de uma maioria pontual sobre uma
minoria eventual, particularmente quando da fundação de um novo instrumento.
Nesta situação deve-se buscar a construção de consensos e, quando estes não se
fizerem possíveis, deve tomar decisões com base em maioria qualificada. Nesse
momento de profundas dificuldades para reorganizar os trabalhadores e
trabalhadoras em torno de projetos comuns de enfrentamento ao capitalismo,
quando a fragmentação e a fragilidade das lutas aprofundam as desconfianças,
construir as decisões de forma unitária é absolutamente necessário.
Em terceiro lugar, acreditamos que deva haver compromisso com a ampliação da
luta e da unidade na ação cotidiana, em todo o País. Para lutar na defesa dos
direitos e das reivindicações imediatas e históricas é necessária a conformação
de um campo mais amplo, através de um fórum nacional de mobilizações, que sem
ser orgânico, possa aglutinar os mais diversos movimentos para ampliar a luta
social no Brasil.
Por último, acreditamos que a construção de uma central nova deva envolver a
diferenciação simbólica com as experiências anteriores. Para nós, a nova central
deve passar ao conjunto da classe trabalhadora a mensagem de que representa, de
fato, algo novo no cenário nacional. A superação das experiências constituídas
nos últimos anos deve estar espelhada em cada um dos símbolos de uma central
sindical e popular que se propõe a representar, aglutinar e organizar os
trabalhadores e trabalhadoras.
Tínhamos uma enorme expectativa em relação ao Congresso da Classe Trabalhadora
que se realizou em Santos, nos dias 5 e 6 de junho. A presença de milhares de
ativistas, que organizaram o debate com outros milhares de trabalhadores e
trabalhadoras na base e se fizeram presentes ao Conclat, parecia ser a garantia
de um processo vitorioso de construção de uma nova central. Mas inúmeros
problemas se estabeleceram ao longo do processo de debates, revelando a
incapacidade política de uma construção unitária, não excludente.
A forma como foi encaminhado o congresso foi, consciente ou inconscientemente,
preparada para mostrar um lado “vencedor” e outro lado “perdedor”. Mas nenhuma
foi tão crucial quanto a imposição do nome da central, que foi a gota d’água.
Qualquer nome seria aceito, exceto o que expressava a justaposição de apenas
duas experiências que apesar de importantes, mas limitadas e insuficientes, se
esforçaram, com outros setores para construir uma unidade maior.
Muitas organizações participaram do processo de construção do congresso. Sete
organizações se colocaram como convocantes. Destas, cinco eram contrárias ao
nome imposto sem nenhum debate nos dois seminários nacionais, nos mais de 25
seminários estaduais, nem tampouco nas centenas de assembléias de base que
reuniram os trabalhadores e trabalhadoras para delegar representação para o
congresso. Mesmo na Conlutas, muitos companheiros e companheiras eram contrários
a esta imposição burocrática.
Os impasses que se tornaram mais evidentes ao “final” do Congresso dizem
respeito a diferenças na concepção de central e, principalmente, diferenças na
concepção de democracia operária, das quais a polêmica sobre o nome foi apenas a
expressão formal. Isso não é insignificante, é fundamental e por isso travou a
continuidade do processo. Com este nome ficou demonstrado que se tentava impor
ali não uma nova organização, mas sim a mesma organização – nitidamente
insuficiente para a luta de classes.
O desfecho do Congresso foi uma derrota para a classe trabalhadora. Os mais de
40% que saíram, o fizeram porque diante destes fatos não estavam garantidas as
condições para fundar uma nova central com funcionamento efetivamente
democrático. Avaliando estes elementos, acreditamos que a construção de uma
nova central sindical e popular não se encerrou neste Congresso da Classe
Trabalhadora. Trata-se ainda de um processo em curso. E, apostando neste
processo, acreditamos que a recomposição de todos os setores que convocaram o
Conclat rumo à unidade em uma mesma central sindical e popular passa basicamente
por:
1.Sobre o nome: nossa proposta é Central Sindical e Popular. Estamos dispostos a
aceitar outros nomes, desde que sejam nomes e logotipos novos que expressem o
processo de ampliação necessário para uma central classista.
2. Funcionamento democrático:
a) Funcionamento com base em decisões consensuais, constituição de acordos.
b) Discutir o funcionamento da central em todos seus níveis e estruturações sob
esta base.
c) Questões de princípios e de concepção não vão a voto.
d) Em última instância, esgotado o debate e verificada a impossibilidade de
consenso, garantir quórum qualificado de 2/3 para decisões políticas.
3. Composição da Secretaria Executiva, Suplentes e Conselho Fiscal
- Composição destas instâncias expressando os 40% que este campo representa no
Conclat, com base no acordado no congresso (executiva de 27 efetivos e 08
suplentes, 03 efetivos e 03 suplentes do Conselho Fiscal), respeitando o
critério da proporcionalidade direta e qualificada;
4. Estatutos
a) Reafirmamos todos os consensos e encaminhamentos definidos até o momento da
imposição da votação do nome. Não reconhecemos o que foi votado após este
momento, inclusive a votação do nome. O que não foi acordado/discutido nas
negociações, ou foi aprovado após nossa saída, será submetido a processo de
debate com definição consensual até o final de 2010.
b) Necessidade de regulamentar como se dará a participação dos estudantes e dos
movimentos contra a opressão no congresso e em todas as instâncias, de forma a
garantir o respeito ao limite de 5% da soma de seus representantes.
c) As coordenações estaduais indicarão executivas estaduais provisórias até a
realização de congressos estaduais.
Ressaltamos que qualquer que seja o resultado do processo de recomposição, o
debate com o conjunto das nossas entidades de base e militância é elemento
fundamental para cada passo e qualquer definição.
Apontamos a necessidade de unificar as campanhas salariais e reafirmamos nosso
apoio às greves, como a do judiciário paulista, nossa mobilização contra a
mudança do Código Florestal que visa ampliar a devastação ambiental, nossa
participação no Grito dos Excluídos e no plebiscito popular pela limitação da
propriedade rural. É preciso retomar o debate sobre a questão da dívida pública,
e defender a reforma urbana através de investimentos vigorosos na estrutura
urbana.
Reafirmamos a necessidade de lutar: pelo fim do fator previdenciário; contra a
criminalização dos movimentos sociais e da pobreza; contra a precarização,
lutando pela redução da jornada de trabalho e o fim da terceirização; pela
valorização do serviço público, combatendo o congelamento dos investimentos e
dos salários e as diversas formas de privatizações.
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