[Bancariosdebase] Enc: Res: Artigo para leitura e discussão com diretores, bancários de base e militantes

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Segunda Julho 12 01:40:32 UTC 2010


Prezadosbas companheiros, manos e minas.

Esta é a concepção de "organização de movimento" e de "autonomia de entidades 
sindicais". NO primeiro, as assembléias são "fóruns menores", no segundo, as 
entidades sindicais são autônomas frente às assembléias.

Abraços.

Márcio


______________________________________ 





Prezados Colegas Delegados Sindicais.

Gostaria de apresentar alguns elementos para a discussão levantada pelo nosso 
Secretário de Formação da CONTRAF-CUT.

Mas antes de responder às confusões trazidos pelo respnsável sobre a formação 
político-teórico dos bancários, temos que (tentar) explicar três 
coisas:1-organização do movmento 2-expllicar a divisão do movimento bancário, e 
3-como as propostas são "aprovadas" nas assembléias os termos do artigo abaixo.

ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO

É o pilar do movimento. Esta democracia é exercida, via de regra, de forma 
direta pelos trabalhadores reunidos em assembléias para discutir e deliberar 
sobre os seus assuntos. Qualquer trabalhador, organizado ou não, pode votar e 
ser votado, ter oportunidade para falar, etc, etc, etc, etc. A vontade da 
maioria é encaminhada e os trabalhadores são soberanos para, a qualquer momento, 
deliberar sobre possíveis mudanças nos rumos da condução sindical.

Ocorre que as deliberações devem ser encaminhadas por um grupo de trabalhadores 
eleitos para isso. Nos sindicatos isso se materializa nas direções, que por 
acaso, tem o nome de EXCUTIVAS. Eles não deliberam nada, apenas cumprem o que os 
trabalhadores decidem. Caso a executiva não tivesse êxito em seu mister, os 
trabalhadores poderiam discutir da destituição dos diretores EXECUTIVOS.Veja que 
em nenhum momento a diretoria fica acima da categoria, é exatamente o contrário. 
A diretoria está subordinada a vontade dos trabalhadores.

DIVISÃO DO MOVIMENTO.

 Quando se há a concórdia e esforços honestos para que aos trabalhadores 
conquistem vitórias a unidade acontece como algo natural e consequente disso. A 
uniddade é construída em torno de alguma coisa, de algum interesse, e neste caso 
são os interesses gerais os trabalhadores bancários. É evidente que esta unidade 
não significa que todos pensam iguais, mas que todos buscam o mesmo interesse 
coletivo. 


A divisão ocorre quando o setor majoritário do movimento tem interesses 
estranhos  dos trabalhadores. Geralmente isso se dá quando o setor majoritário 
quer encaminhar projetos dos governos e dos patrões acima dos projetos da 
categoria. Isso pode ser observado quando defendem governos e patrões. Há a 
perda da independência e autonomia do movimento.Por exemplo: Quem participou do 
CNFBB percebeu que todo o evento tinha como "prioridade" a aprovação de apoio à 
candidatura da Dilma Roussef do PT ficando secundarizado os problemas e demandas 
do funcionalismo bem como sua organização. Isso não poderia ser feito sem o 
empenho da corrente majoritária do movimento, que é do PT, a Articulação 
Bancária (ARTBAN).Também podemos observar isso pela falta de democracia e pelo 
não funcionamento regular dos órgãos deliberativos de base como assembléias e 
reunião de delegados sindicais; ou quando há, as decisões não são encaminhadas, 
ou ainda, quando há acordos sem consulta à base, etc.

Assim como a unidade é uma consequência, a divisão também é. Com um setor 
querendo atrelar o movimento ao interesses dos governos, há outro setor do 
movimento bancário que não concorda com isso, que são os grupos de oposição, 
como Bancários De Base e o Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) em São 
Paulo (em nível nacional há outros tantos). Assim, ônus, ou a "culpa" pela 
divisão é daqueles que defendem interesses estranhos a dos bancários. Quando 
todos lutavam contra os ataques dos governos e dos patrões, todos se organizavam 
nos fóruns da CUT. Mas com a subida do PT à Presidência da República, a corrente 
majotitária do movimnto bancário, a ARTBAN, passou a colocar os interesses do PT 
em primeiro lugar. Foi a partir daí que houve a divisão.

APROVAÇÃO DAS "PROPOSTAS" EM ASSEMBLÉIAS, SEGUNDO A ARTBAN (PT).

As "propostas" em questão são documentos de análise da conjuntura intarnacional 
e nacional que fundamentam propostas de resoluções conhecidos por teses. Tais 
teses são de autoria, via de regra, por bancários organizados em alguma 
corrente, e sempre traze propostas para o movimento de modo geral.

O problema é que as teses não estão disponiveis em tempo hábil para a categoria 
analisá-las (cada documento tem mais de 15 páginas em média) e somente os 
delegados eleitos nos congressos, posteriores às assembléias,  que tem 
conhecimento. Assim, o único contato que os bancários tem com as teses antes do 
congresso é por meio de uma breve exposição de 5 minutos, aproximadamente, dos 
autores. Assim, os bancários nas assembléias precedentes aos congressos votam 
nas idéias gerais das teses apresentadas pelos seus autores, cuja finalidade é a 
eleição de delegados para os congressos e não de propostas para a campanha. 
Aliás, se fosse o jeito que o nosso Secretário de Formação afirma, qual seria o 
sentido de um congresso, não é mesmo?

Uma vez eleitos os delegados, as discussões pairam em torno das teses escritas, 
mas isso não impede que surjam outras propostas diferentes dos documentos 
apresentados . Portanto, a proposta que surge do congresso é uma síntese das 
discussões ocorridas no fórum. Depois disso, elas são votadas nas assembléias de 
base para aprovação. Inclusive esta foi uma prática recorrente quando a CUT 
ainda defendia os interesses dos trabalhadores.

____________________________________________________

Depois de feito estes breves esclarecimentos (que poderão ser corrigidos e 
complementados por qualquer companheiro aqui), passo a responder a mensagem de 
nosso Secretário de Formação Política Teórica.

É verdade que estiveram presentes "todas linhas de pensamento" nos congressos. 
Mas o que o Secretario de Formação esqueceu de dizer é que estavam lá todas as 
linhas de pensamento organizadas, o que ão significa que as 7 teses representam 
o pensamento da categoria bancária como um todo; nem de forma isolada e nem como 
síntese das 7 "linhas de pensamento". Pois se fosse assim não haveria 
necessidade de congresso, bastaria apenas uma reunião entre as correntes para se 
elaborar a campanha salarial. Mas sabemos que não é assim. Embora as correntes 
de pensamento seja compostas por bancários (uns mais, outros menos), elas não 
substituem a categoria.

A automia dos sindicatos é algo que todos nós bancários precisamos e temos pleno 
acordo. Para que os bancários tenham vitórias os sindicatos não podem ser 
subordinados aos governos, patrões e partidos. É esta a autonomia que os 
bancários querem e necessitam. O problema é que os dirigentes da CUT  e do PT 
entendem que a autonomia das "entidades sindicais" é frente a base reunidas em 
assembléias, pois.."Não é democrático defender que se EXIJA que todos os 
sindicatos fiquem fazendo assembléias...", afinal tais fóruns da categoria são 
"fóruns menores". Esquisito, não? Esta "autonomia" só conhecia na CONTEC citada 
e criticada pelo dirigente da CONTRAF. 


Como não querem assumir que são contra o funcionamento regular das assembléias a 
ponto de classificarem como "fóruns menores", precisam de uma desculpa para 
isso. Acusam as oposições de "ficar pedindo que se faça assembleias a toda hora 
e para qualquer coisa". Oproblema é que em nome da "autonomia sindical" não se 
convoca NENHUMA assembléia para discutir as questões gerais dos bancários. 
Somente em julho, na semana passada, convocou-se assembléia para tirada de 
delegados para a Conferência Nacional da CUT. Durante todo o primeiro semestre 
do 2010 não houve uma assembléia para s discutir as demandas da categoria. No 
caso específico do funcionalismo do BB, só houve assembléia para eleger 
delegados para a CNFBB. Questões como Projeto BB 2.0, Plano Odontológico, PCCS, 
etc. não se teve debate algum nas assembléias. Se se exige "assembléias à toda 
hora" é porque os sindicatos não as convocam de jeito nenhum. No caso do plano 
odontológico e do pccs, o banco descrumpriu os acordos firmados com o 
funcionalismo depois de muita luta, mas as "entidades sindicais" assinaram 
prorrogação de cumprimento destas cláusulas SEM CONSULTAR OS BANCÁRIOS NAS 
ASSEMBLEIAS. Deve ser por causa da "autonomia das entidades sindicais" que o 
Secretário tanto exorta.
 
 
O Secretário de Formação, integrante do PT e defensor do governo Lula, fala que 
as derrotas do funcionalismo do BB aconteceram porque esteve fora da mesa única 
da FENABAN na década de 90. Bom, não estive no banco na década de 80, mas todos 
aqueles que estavam no BB naquele tempo afirmam que os acordos do funcionalismo 
eram melhores exatamente porque nagociávamos diretamente com o governo. Podemos 
aqui discutr se a tática da década de 80 foi um erro na década de 90, mas não 
podemos é ver tais táticas como princípios, como fórmulas prontas e acabadas. A 
mesma tática pode servir para um momento e não servir em outro como acabo de 
mostrar. Por outro lado, não posso deixar de expressar que a logica da mesa 
única impede que o funcionalismo do BB e da CEF discutam o fim da "herança 
maldita" , como a reposição de perdas resultante de 8 anos de congelamento 
salarial dos tucanos, fim dos interstícios de 12 e 16%, etc. Ocorre que a mesa 
única é a desculpa para que o governo não discuta as demandas específicas do 
funcionalismo, mantendo assim toda a "herança maldita" dos tucanos.

Lamento muito que um dirigente sindical entenda que as assembléias são "fóruns 
menores". O sucesso de qualquer campanha depende da participação dos 
trabalhadores bancários de forma consciente, mas para isso é necesário que os 
organismos da classe funcionem regularmente, como as assemlbéias e reuniões de 
delegados sindicais. O que o Secretário de Formação propõe é a aplicação branca 
da Reforma Sindical eu usurpa a soberania das assembléias pelos acordos de 
cúpula. E isso a gente não pode concordar.

Espero que os sindicatos respeitem a soberania das assembléias submetendo as 
resoluções do CNFBB a aprovação

Um forte abraço.

Márcio Cardoso
Del. Sindical - Ag. Iguatemi






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De: delegadosbb <delegadosbb em spbancarios.com.br>
Para: Cláudio Vanderlei F. Rocha <cvanderlei em spbancarios.com.br>; Ernesto Shuji 
Izumi <ernesto em spbancarios.com.br>; Getulio Mendes Maciel 
<getulio em spbancarios.com.br>; Hugo de Aquino <hugo em spbancarios.com.br>; Leandro 
Barbosa da Silva <leandrobarbosa em spbancarios.com.br>; Viviane Assofra 
<viviassofra em spbancarios.com.br>; William Mendes de Oliveira 
<william em spbancarios.com.br>; "a.carlosoliveira em ig.com.br" 
<a.carlosoliveira em ig.com.br>; "a.porfirio em yahoo.com.br" 
<a.porfirio em yahoo.com.br>; "aboborajara em yahoo.com" <aboborajara em yahoo.com>; 
"AMPLUSKAT em HOTMAIL.COM" <AMPLUSKAT em HOTMAIL.COM>; "andreacorrea em bb.com.br" 
<andreacorrea em bb.com.br>; "argondizzi em gmail.com" <argondizzi em gmail.com>; 
"BELELA em UOL.COM.BR" <BELELA em UOL.COM.BR>; "BENTOJOSEDAMASCENO em YAHOO.COM.BR" 
<BENTOJOSEDAMASCENO em YAHOO.COM.BR>; "bittar1965 em gmail.com" 
<bittar1965 em gmail.com>; "celsolavorato em terra.com.br" 
<celsolavorato em terra.com.br>; "cintianacib em hotmail.com" 
<cintianacib em hotmail.com>; "claudioluis em spbancarios.com.br" 
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"CMILAXAVIER em HOTMAIL.COM" <CMILAXAVIER em HOTMAIL.COM>; "cortescunha em yahoo.com.br" 
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"DALMOWILSON194946 em HOTMAIL.COM" <DALMOWILSON194946 em HOTMAIL.COM>; 
"daniel.deguchi em uol.com.br" <daniel.deguchi em uol.com.br>; "davidma em bb.com.br" 
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"eduardobsou em yahoo.com.br" <eduardobsou em yahoo.com.br>; "edumol em uol.com.br" 
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"FABIOASOLIVEIRA em IG.COM.BR" <FABIOASOLIVEIRA em IG.COM.BR>; 
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"gabriela.gouveia em usp.br" <gabriela.gouveia em usp.br>; "gilfriburgo em hotmail.com" 
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<giocondo_pereira em hotmail.com>; "glauce.blasques em bb.com.br" 
<glauce.blasques em bb.com.br>; "gsfbodyguard em yahoo.com.br" 
<gsfbodyguard em yahoo.com.br>; "hamdihg em hotmail.com" <hamdihg em hotmail.com>; 
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"verinhabrito em yahoo.com.br" <verinhabrito em yahoo.com.br>; 
"vitor_lagroteria em hotmail.com" <vitor_lagroteria em hotmail.com>; 
"VITORGUIRADO em HOTMAIL.COM" <VITORGUIRADO em HOTMAIL.COM>; "weito em uol.com.br" 
<weito em uol.com.br>; "willamelavor em bol.com.br" <willamelavor em bol.com.br>
Enviadas: Terça-feira, 6 de Julho de 2010 15:35:39
Assunto: Artigo para leitura e discussão comdiretores, bancários de base e 
militantes


Encaminhamos para os delegados sindicais um texto para discussão, de autoria do 
companheiro William Mendes, diretor de formação da Contraf-CUT, a respeito do 
processo de construção de propostas, que valeu para o 21o. Congresso Nacional 
dos Funcionários do Banco do Brasil, mas que é aplicável a várias outras 
conferências e congressos.
 
Ernesto Shuji Izumi
Secretário de Imprensa e Comunicação
Sindicato dos Bancários de S. Paulo, Osasco e região
filiado à Contraf-CUT
 
 






Democracia representativa não se confunde com 'assembleísmo'
 
O 21º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrido entre os 
dias 28 e 30 de maio, em São Paulo, contou com a participação de cerca de 350 
delegado(a)s de todas as bases do país –delegado(a)s eleito(a)s em fóruns 
democráticos e que representaram as mais diversas linhas de pensamento.
 
Vários temas importantes foram debatidos e deliberados.
 
Vamos falar agora sobre um deles, que diz respeito à ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO e 
à autonomia das entidades sindicais pertencentes à estrutura de Negociação e 
Contratação Coletiva da categoria bancária.
 
O(A)s delegado(a)s do congresso puderam opinar e deliberar sobre o sistema de 
representação da categoria que vem se aperfeiçoando desde os anos oitenta, 
quando o novo sindicalismo criou a estrutura de negociação nacional a partir da 
Central Única dos Trabalhadores – CUT.
 
Para se chegar a um fórum nacional de bancário(a)s, o processo democrático é 
construído bem antes, a partir das bases de mais de 150 sindicatos.
 
Todo(a)s o(a)s trabalhadore(a)s bancário(a)s e correntes políticas e sindicais 
apresentam suas propostas sobre os mais diversos temas como questões de saúde, 
de previdência, condições de trabalho, remuneração, estratégias e táticas de 
negociação das reivindicações etc.
 
É dessa forma que todos os anos voltam a ser debatidos democraticamente pelo(a)s 
bancário(a)s temas como MESA ÚNICA de negociação das conquistas comuns da 
categoria – CCT da Contraf-CUT e Fenaban.
 
A mesa única vem sendo votada e aprovada pela categoria bancária. Já foi 
diferente. Nos anos 90 os bancos públicos lutavam sozinhos e perderam vários 
direitos de acordo com o governo de plantão. Nos privados e estaduais também 
foram acordos por empresa nos anos oitenta.
 
Propostas e estratégias de mesa saem da base
 
As propostas saem das ASSEMBLEIAS DE BASE e ainda passam por fóruns estaduais 
e/ou regionais, conforme a organização de cada federação.
 
Finalmente, o fórum nacional delibera as reivindicações a serem negociadas, 
fórum que representa todos os sindicatos e bases que quiseram participar e 
respeitaram as regras definidas previamente e aprovadas em comum acordo com 
todos.
 
Algumas correntes políticas ou sindicais, após participar de todo o processo, 
buscam desconstruir tudo o que foi feito, questionando e alegando haver 
processos “antidemocráticos”, ou seja, não aceitam que suas teses não sejam as 
vitoriosas nos fóruns, pois são minoritárias. Não acatam a maioria.
 
Um dos exemplos mais comuns é ficar pedindo que se faça assembleias a toda hora 
e para qualquer coisa, como se estivéssemos tratando de algo sem nenhuma 
dificuldade e custo. Basta lembrar que há sindicatos com bases estaduais, que a 
grande maioria do(a)s bancário(a)s estudam e trabalham o dia todo, nas capitais 
os deslocamentos tomam horas e horas do(a)s trabalhadore(a)s, ou seja, é fácil 
para quem não organiza o movimento propor que a todo instante ocorram 
assembleias (vazias, é claro!).
 
Quando um congresso como o do(a)s funcionário(a)s de um determinado banco ou 
categoria finaliza as discussões e deliberações, ele está finalizando um 
processo que representa o conjunto do funcionalismo, ou seja, os mais de 100 mil 
bancário(a)s do BB, por exemplo. O fórum foi mais um momento do processo.
 
Todas as propostas aprovadas já passaram pelas assembleias de base e foram 
encaminhadas com as suas devidas delegações para o fórum nacional.
 
Como nossas negociações são nacionais, há que se compreender e respeitar que 
nessa construção existe uma lógica, e que o processo organizativo vai-se do 
menor para o maior espaço de organização.
 
Da assembleia do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, por 
exemplo, foram tirados 34 delegado(a)s que representavam propostas apresentadas 
por várias teses e correntes de pensamento.
 
Saíram desse fórum local, delegado(a)s que defendiam a proposta do “fim da mesa 
única” da categoria, ou seja, que o BB não assinasse mais a Convenção Coletiva 
da categoria. Outra proposta – da Articulação Sindical - defendeu o contrário, 
que se mantivesse a estratégia que vem se mostrando vitoriosa nos anos 2000: a 
de UNIDADE DA CATEGORIA NA MESA DA CCT/CUT e FENABAN e as mesas específicas 
permanentes para questões de cada banco.
 
Democracia é respeitar a opinião da base e dos fóruns
 
Não é democrático defender que se EXIJA que todos os sindicatos fiquem fazendo 
assembeéias a todo instante, TENTANDO MUDAR, EM FÓRUNS MENORES, uma discussão 
construída por todos o(a)s bancário(a)s do BB.
 
Se cada grupo ou sindicato que perdeu suas proposições no fórum nacional quiser 
mudar na sua assembleia local o que perdeu na instância maior, na verdade ESTÁ 
PROPONDO O FIM DA ÚNICA ESTRUTURA DE CONTRATAÇÃO NACIONAL por ramo e para todas 
as regiões do país que existe – a CCT/CONTRAF-CUT e FENABAN.
 
Se fosse possível considerar “democrático” não respeitar as deliberações 
nacionais, então quer dizer que cada um dos 150 sindicatos deve ou deveria 
procurar a Fenaban, ou os bancos, ou os governos, para negociar sozinhos, ou 
seja, é querer retroceder décadas de construção DA UNIDADE DE FATO, construída 
dentro da estrutura da CUT.
 
É querer criar pseudodemocracias individualistas muito mais em função de 
disputas de correntes e tendências políticas e sindicais, do que em prol das 
contratações de direitos para o(a)s trabalhadore(a)s. PERDERIAM COM ISSO A 
CATEGORIA BANCÁRIA E A CLASSE TRABALHADORA.
 
Essa pulverização da ação sindical certamente produziria a pulverização de 
nossos direitos. E pior: como o BB é uma empresa nacional, com quadro de 
carreira nacional, ele teria que contratar com alguém.
 
Se estivermos pulverizados, transferimos para a empresa a escolha de 
com-quem-contratar (talvez com o maior sindicato ou o que exigisse menos 
direitos). Aliás, o governo federal se valeu da Contec, uma outra confederação 
que pertencia à estrutura “oficial” para impor acordos ao funcionalismo por 
muito tempo – fez isso pela última vez no dissídio de 2004.
 
O(A)s bancário(a)s dos bancos públicos votaram em 2010 em seus congressos a MESA 
ÚNICA de negociação – CCT da Contraf-CUT e Fenaban/governos e mesas específicas 
por banco e por temas específicos. E, democraticamente, tem sido assim nos 
últimos anos para todos os bancos, públicos e privados.
 
O(A)s bancário(a)s esperam que todas as entidades participantes do 21º CNFBB 
encaminhem as decisões tomadas pelo(a)s delegado(a)s, pois ele(a)s representaram 
de fato A BASE, aquela que votou nas assembleias que começaram o processo 
democrático de construção da pauta e da luta unitária dos bancários.
 
William Mendes, sec. formação Contraf-CUT 
 
Fonte: Blog A Categoria Bancária


      
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