[Bancariosdebase] Enc: Enc: ENC: Texto para fórum de delegados SEEB SP
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Terça Julho 20 04:36:03 UTC 2010
Segue a resposta do nosso Secretário de Formação da CONTRAF-CUT à minha mensagem
sobre a importância das assembléias.
Será que estou sendo "injusto com as centenas de pessoas que participaram do
congresso do BB"?
A seguir, cenas do próximo capítulo....rsrsrsr
Márcio
----- Mensagem encaminhada ----
De: delegadosbb <delegadosbb em spbancarios.com.br>
Enviadas: Segunda-feira, 19 de Julho de 2010 10:52:41
Assunto: ENC: Texto para fórum de delegados SEEB SP
Breves comentários sobre o texto do colega Márcio Cardoso, delegado sindical do
BB do Seeb SP.:
Olá colegas, em respeito ao fórum de delegados sindicais, teço aqui breves
comentários sobre o texto de nosso colega, sempre no intuito de contribuir para
o debate.
COMENTÁRIO 1:
“Quem participou do CNFBB percebeu que todo o evento tinha como "prioridade" a
aprovação de apoio à candidatura da Dilma Roussef do PT ficando secundarizado os
problemas e demandas do funcionalismo bem como sua organização. Isso não poderia
ser feito sem o empenho da corrente majoritária do movimento, que é do PT, a
Articulação Bancária (ARTBAN).”
O colega Márcio Cardoso,que escreveu isso, não está sendo justo com as centenas
de pessoas que participaram do congresso do BB em 2010, pois a opinião geral que
obtivemos este ano foi sobre o ALTO NÍVEL DOS DEBATES NOS 3 DIAS DE CONGRESSO
DOS FUNCIONÁRIOS DO BB ACERCA DAS QUESTÕES ESPECÍFICAS E TAMBÉM DAS QUESTÕES
GERAIS DO MOVIMENTO DOS BANCÁRIOS.
COMENTÁRIO 2:
“Também podemos observar isso pela falta de democracia e pelo não funcionamento
regular dos órgãos deliberativos de base como assembléias e reunião de delegados
sindicais; ou quando há, as decisões não são encaminhadas, ou ainda, quando há
acordos sem consulta à base, etc”
DEMOCRACIA DIRETA NOS SINDICATOS DA CUT E DEMOCRACIA REPRESENTATIVA NA ESTRUTURA
DE NEGOCIAÇÃO E CONTRATAÇÃO COLETIVA DOS BANCÁRIOS:
Em nenhum evento de outra central ou grupo político e sindical há tanta
democracia como nos eventos da CUT e da ARTBAN. Aliás, A ARTICULAÇÃO SINDICAL É
CONHECIDA JUSTAMENTE POR NÃO SER CENTRALISTA E SIM BUSCAR O CONSENSO
PROGRESSIVO.
Em qual lugar se ouviria tanto a minorias como nos fóruns da CUT? Nenhum!
Eu sugiro que os colegas novos de movimento procurem se informar com
trabalhadores de “base” sobre como funciona a democracia em qualquer outra linha
de pensamento fora da CUT.
COMENTÁRIO 3:
“Aprovação das ‘propostas’ em assembléias, segundo a Artban (PT)”
(aqui, o colega insinua não ser participativa e democrática a construção da
pauta da categoria, processo que dura meses e que sai das assembleias de base e
vai até os congressos e conferência nacional)
COLEGA, FELIZMENTE, NOS BANCÁRIOS A NEGOCIAÇÃO E CONTRATAÇÃO COLETIVA NACIONAL
FUNCIONA COMO EU EXPLIQUEI MESMO. AINDA BEM! CASO CONTRÁRIO, AINDA ESTARÍAMOS
BUSCANDO ACORDOS COLETIVOS PARA OS BANCÁRIOS POR BANCO E POR REGIÃO OU BASE
SINDICAL, O QUE SERIA TRÁGICO!
Já pensou negociar direitos só para os bancários de Bragança Paulista, ou de
Sergipe, ou de Rondônia, ou de Bauru, ou do Rio Grande do Norte etc?
Seria bem triste, pois os direitos seriam iguais aos das demais categorias, ou
seja, menores e pulverizados, sem Convenção Coletiva Nacional.
COMENTÁRIO 4:
“O Secretário de Formação, integrante do PT e defensor do governo Lula, fala que
as derrotas do funcionalismo do BB aconteceram porque esteve fora da mesa única
da FENABAN na década de 90. Bom, não estive no banco na década de 80, mas todos
aqueles que estavam no BB naquele tempo afirmam que os acordos do funcionalismo
eram melhores exatamente porque negociávamos diretamente com o governo. Podemos
aqui discutr se a tática da década de 80 foi um erro na década de 90, mas não
podemos é ver tais táticas como princípios, como fórmulas prontas e acabadas. A
mesma tática pode servir para um momento e não servir em outro como acabo de
mostrar”
Colega, você tem razão. O movimento sindical bancário, liderado pela CUT, teve a
capacidade de avaliar as seguidas reestruturações produtivas e as mudanças de
papel no setor e percebeu que o papel e a inserção dos bancos, principalmente os
públicos que sobraram do processo de privatização dos anos 90, mudou bastante.
Por isso mesmo, a CUT (principalmente a Artban) pensou em novas formas para
fazer o enfrentamento aos governos neoliberais e maneiras de organizar os
bancários para buscar o fortalecimento da categoria e trazer novas conquistas
para o setor tanto público quanto privado. E sabemos que temos problemas novos a
enfrentar na categoria, pois isso é inerente ao modo capitalista de exploração
dos trabalhadores.
COMENTÁRIO FINAL
“Lamento muito que um dirigente sindical entenda que as assembléias são ‘fóruns
menores’.”
Márcio, A ASSEMBLEIA É O FÓRUM MÁXIMO DOS TRABALHADORES!
Quando você usar palavras de alguém em citação É IMPORTANTE EXPLICITAR O
CONTEXTO EM QUE A CITAÇÃO FOI FEITA. ESSA É UMA PREMISSA BÁSICA DA BOA FÉ.
Repito aqui o que está no texto explicando que existe um processo na construção
da campanha nacional e onde os congressos e conferências são mais uma etapa que
começou nas assembléias.
Democracia é respeitar a opinião da base e dos fóruns
Não é democrático defender que se EXIJA que todos os sindicatos fiquem fazendo
assembleias a todo instante, TENTANDO MUDAR, EM FÓRUNS MENORES, uma discussão
construída por todos o(a)s bancário(a)s do BB.
Se cada grupo ou sindicato que perdeu suas proposições no fórum nacional quiser
mudar na sua assembleia local o que perdeu na instância maior, na verdade ESTÁ
PROPONDO O FIM DA ÚNICA ESTRUTURA DE CONTRATAÇÃO NACIONAL por ramo e para todas
as regiões do país que existe – a CCT/CONTRAF-CUT e FENABAN.
Se fosse possível considerar “democrático” não respeitar as deliberações
nacionais, então quer dizer que cada um dos 150 sindicatos deve ou deveria
procurar a Fenaban, ou os bancos, ou os governos, para negociar sozinhos, ou
seja, é querer retroceder décadas de construção DA UNIDADE DE FATO, construída
dentro da estrutura da CUT.
SÓ PARA LEMBRAR:
A CAMPANHA NACIONAL DOS BANCÁRIOS COMEÇOU NAS ASSEMBLEIAS E VAI TERMINAR COM
ASSEMBLEIAS DE BASE DE CERCA DE 150 SINDICATOS DELIBERANDO SOBRE O QUE A
CATEGORIA VAI CONTRATAR COM OS BANQUEIROS E GOVERNO.
William Mendes, sec. formação da Contraf-CUT
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