[Bancariosdebase] Res: Enc: rascunho panfleto
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Terça Novembro 2 19:30:59 UTC 2010
Prezados companheiros, manos e minas
Mas se grafar corretamente, perde-se o sentido de que as agências só estavam
formalmente paradas por meio da faixa escrito greve na frente das agências, mas
com todos os funcionários trabalhado, como ´texto dá a entender.
Tenho acordo quanto aos acréscimos propostos
Gostaria de que o chamado fosse amplo e não houvesse citação especial para
CONLUTAS e INTERSINDICAL, o que não significa exclluí-los do processo, na
prática.
Se não é a hora de apresentar, ou melhor, construir um sindicalismo diferente,
alternativo, quando então seria? No ato da inscrição das chapas? Mas não é isso
que criticamos nos outros? Se temos claro que o processo eleitoral serve para
organizar a próxima campanha salarial e, ao mesmo tempo, implantar um projeto de
sindicalismo alternativo, não é paradoxal que a proposta de processo de formação
de chapa seja protelada?
Para mim, tá mais do que na hora de colocar o nosso bloco na rua.
Abraços.
Márcio
________________________________
De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
Para: Bancários de Base Novo <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
Cc: rosana.ros em gmail.com
Enviadas: Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010 20:41:07
Assunto: [Bancariosdebase] Enc: rascunho panfleto
Companheir em s,
Segue algumas sugestões:
Em “greve de faixada” (3º item), melhor acrescentar a grafia correta (fachada)
para ficar claro que foi escrito propositadamente.
Acrescentar mais um item (5) sobre a falta de autonomia no movimento sindical e
as informações inverídicas e omissas passadas em assembléias, como o término da
greve no Rio de Janeiro e Redutor da PLR.
O chamado deve ser dirigido aos bancários contrários a essa política e o setor
de oposição, não às correntes.
Eliminar “Formar uma Chapa de Oposição Unificada...” e também “Como método para
formação da chapa...” porque entendo que ainda não é o momento.
Saudações,
--- Em sáb, 30/10/10, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>escreveu:
>De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
>Assunto: [Bancariosdebase] rascunho panfleto
>Para: "bdbase lista" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
>Data: Sábado, 30 de Outubro de 2010, 19:14
>
>
> Olá comp em s
>
>Segue abaixo e em anexo o rascunho de panfleto de balanço da campanha e
>propostas para 2011.
>
>Aproveito para sugerir como epígrafe a citação do companheiro japonês mandada
>pelo Hugo logo que se encerrou a greve, achei belíssima e muito pertinente, me
>emocionou profundamente.
>
>Como todos sabem estou de férias desde ontem e no sábado que vem viajo para o
>Nordeste, de onde só volto no dia 21. Não vou poder participar de nenhuma
>atividade neste intervalo, inclusive o churrasco dos grevistas. De qualquer
>forma já tive o privilégio de celebrar com os comp em s no meu próprio aniversário,
>o que para mim já valeu muito, apesar das trapalhadas (alguém aí já ouviu falar
>de churrasco sem carne?)
>
>Não sei se ainda voltarei à internet antes da viagem, mas se rolar alguma
>atividade ainda na semana que vem, me mandem um toque por favor!
>
>Abraços
>
>Daniel
>
>---------------------------------------------------------------
>
>
>
>
>CAMPANHA SALARIAL 2010: ACORDO HISTÓRICO?
>
>
>O acordo dos bancários de 2010 foi realmente histórico: nunca uma categoria que
>poderia conseguir tanto conseguiu tão pouco. Para ter uma medida do quanto o
>nosso acordo esteve aquém das possibilidades, basta considerar três fatos: 1º) o
>lucro bilionário dos bancos, que segue crescendo ano a ano; 2º) outras
>categorias em ramos da economia com lucros muito menores conseguiram acordos
>melhores que o nosso (metalúrgicos conseguiram 10,8%, petroleiros conseguiram
>9%); 3º) a força da greve de 2010, que em muitos Estados teve 100% das agências
>paradas nos bancos públicos. Mesmo assim, os bancários ficaram apenas nos
>7,5%...
>Para encontrar uma explicação para esse resultado pífio, e mais importante, nos
>preparar para as campanhas futuras, precisamos discutir em profundidade uma
>série de questões relativas à situação da categoria:
>1. A questão mais escancarada e que afeta radicalmente nossas possibilidades de
>organização é a divisão entre trabalhadores de bancos públicos e privados. Os
>trabalhadores de privados têm pouquíssimas condições de se organizar para a luta
>e entrar de fato nas greves, devido à ameaça de demissão que paira
>permanentemente sobre suas cabeças. Os grupos que estão no controle do movimento
>sindical há décadas optaram por um “sindicalismo cidadão”, de colaboração com a
>patronal, que se abstém de organizar os trabalhadores e deixou de enfrentar a
>questão fundamental para este setor: a estabilidade no emprego, que deveria ser
>o ítem nº1 da pauta de reivindicação para privados, pois é o ponto de partida
>para que possa haver organização nos locais de trabalho, para enfrentar, além
>das campanhas salariais, as lutas cotidianas por condições de trabalho, contra o
>assédio moral, etc.
>2. Os trabalhadores de bancos públicos têm diminuído ano a ano sua participação
>nos piquetes e assembléias, pois a estratégia da mesa única impede que entrem em
>confronto direto com seu patrão, o governo federal. Se a campanha fosse
>unificada, mas com mesas separadas, isso seria melhor para os dois setores, pois
>os trabalhadores de bancos públicos se sentiriam muito mais estimulados a
>participar, inclusive em condições de fazer piquetes nos bancos privados, que
>hoje praticamente inexistem.
>3. A greve, que deveria ser produto de uma longa e bem feita preparação, que
>poderia contar com etapas prévias como “venda zero”, operação padrão, e outras
>táticas alternativas, que deveria ser o último recurso de uma campanha, a máxima
>demonstração de força dos trabalhadores, se transformou no primeiro recurso de
>uma diretoria sem capacidade real de mobilização, o que acaba aparecendo como
>fraqueza dos trabalhadores contra a patronal. A greve não paralisa de fato os
>lucros dos bancos, não paralisa a internet, o auto-atendimento, a compensação, e
>nem mesmo as agências, pois os gerentes continuam fazendo negócios a todo vapor
>com os clientes de alta-renda, sem serem incomodados pelo público em geral,
>barrado na entrada por uma “greve de faixada”.
>4. As campanhas são conduzidas de modo ditatorial pela diretoria do sindicato,
>desde a fase de definição da pauta de reivindicação (chegou-se ao cúmulo de ter
>uma pesquisa via internet como indicação para a pauta), sem reuniões e
>assembléias que permitam a todos os trabalhadores apresentar suas propostas e se
>preparar para lutar coletivamente por elas, até a própria greve, que teve apenas
>cinco assembléias. As assembléias são burocráticas, não se abre o direito à fala
>para que se façam propostas, e quando há falas, não se colocam as propostas em
>votação, e quando há votação, não se abre direito de defesa, ao passo que a
>diretoria fala durante horas. Os trabalhadores são convocados apenas para
>levantar o crachá. A diretoria está tão desmoralizada e sem base social que
>precisa convocar os gerentes em massa, em acordo com a direção dos bancos, em
>assembléias as 19:00 hs, para votar o fim da greve, pois não é capaz de
>convencer os grevistas.
>Em resumo, a greve de 2010 foi forte porque teve grande adesão, mas foi fraca
>porque teve baixa participação, um paradoxo que só se explica pelo fato de que
>os bancários estão revoltados com os salários e o volume de trabalho, mas não
>acreditam mais no atual modelo de campanha salarial.
>
>
>COMO VIRAR A MESA EM 2011
>
>
>A preparação de uma campanha salarial deve começar assim que termina a anterior.
>Cada ano tem suas características, em função dos eventos do calendário, que em
>2010 teve Copa do Mundo e eleições gerais. Por isso defendemos desde fins de
>2009 que a preparação da campanha salarial fosse antecipada, para evitar os
>problemas que tivemos este ano...
>Em 2011 teremos eleições para a diretoria do Sindicato dos Bancários de São
>Paulo, Osasco e Região, o mais importante do país, com mais de 120 mil
>trabalhadores na base, capaz de determinar com seu peso os rumos das lutas da
>categoria em nível nacional. A eleição acontece em maio e para estar apto a
>votar é preciso estar sindicalizado pelo menos seis meses antes.
>A eleição para a diretoria do sindicato é uma excelente oportunidade para
>colocar em discussão um projeto de sindicalismo para os trabalhadores bancários.
>Esse projeto, na nossa concepção envolve duas tarefas:
>1º) A primeira e principal tarefa, com objetivos de longo prazo, é construir um
>movimento em que os bancários sejam de fato protagonistas. Devemos organizar os
>trabalhadores por banco e por região, com reuniões periódicas, para discutir as
>questões que mais afetam os bancários no seu dia a dia, e também a preparação
>das campanhas salariais, a formação de comandos de greve e piquetes
>independentes da diretoria. Independentemente de quem ganhar a eleição de 2011,
>é preciso organizar um movimento de trabalhadores de base, a partir dos
>delegados sindicais, onde houver, ou representantes reconhecidos dos locais de
>trabalho. A organização de base é o ponto de partida para que haja mais avanços
>nas lutas, esteja a diretoria do sindicato trabalhando a favor ou contra, como
>está hoje. Essa organização deve ser permanente, antes, durante e depois das
>campanhas salariais e eleições sindicais.
>2º) Formar uma Chapa de Oposição Unificada para a eleição de 2011. A proposta
>acima deve ser a base também para a formação de uma chapa de oposição. Desde
>agora até a formação da chapa e a eleição, devemos chamar os bancários para
>discutir propostas para uma renovação do sindicalismo, que devem fornecer o
>conteúdo para o programa da chapa. E passada a eleição, com vitória ou derrota,
>devemos chamar os bancários para seguir defendendo essas propostas.
>Como contribuições para o programa, apresentamos dois eixos de propostas
>iniciais:
>1. Fim do presidencialismo, diretoria colegiada, com igual responsabilidade para
>todos os integrantes da chapa, revogabilidade dos mandatos em assembléia, uma
>reeleição no máximo, renovação de metade da diretoria a cada mandato,
>proporcionalidade direta na composição da diretoria, transparência na prestação
>de contas, democracia nos fóruns e publicações da entidade;
>2. Defesa das reivindicações históricas dos bancários: estabilidade no emprego
>para trabalhadores de bancos privados; reposição de perdas e isonomia nos bancos
>públicos; e outras.
>Como método para formação da chapa, defendemos uma convenção aberta a todos os
>bancários, que teria como principal ponto de discussão o programa da chapa.
>Depois de votado o programa, que é o principal, discutem-se os nomes para compor
>a chapa.
>Fazemos esse chamado para construir uma convenção aberta a todos os bancários,
>independentemente de sua preferência por partido ou central sindical. Para ter
>alguma credibilidade como grupo de oposição, o coletivo Bancários na
>Luta/Intersindical deve romper com a diretoria do sindicato, recusar-se a formar
>um chapão com a Articulação e participar da construção de uma Chapa de Oposição
>Unificada. Chamamos também os companheiros do MNOB/CSP-Conlutas para este debate
>sobre concepção de sindicalismo, para que do debate aberto com toda a categoria
>em uma convenção democrática possa surgir um programa que seja a síntese das
>aspirações dos trabalhadores.
>E chamamos principalmente os bancários para mudar o sindicato, mudar o
>sindicalismo, mudar a forma de organizar os trabalhadores, para que tomem suas
>vidas e sua história em suas próprias mãos. Um outro sindicato é possível!
>
>
>
>
>
>-----Anexo incorporado-----
>
>
>_______________________________________________
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