[Bancariosdebase] Campanha Salarial 2010
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Sexta Outubro 8 22:24:30 UTC 2010
Olá comp em s [1] bancários de oposição
Esta mensagem está sendo repassada para o coletivo Bancários de
Base-SP e para outros militantes de outras bases do país.
Estou repassando a mensagem abaixo, do companheiro André, do
PCB-RJ, sobre a greve na capital fluminense, e minha resposta a ele.
Daniel
On Seg 04/10/10 23:33 , André Lavinas andreuc em bol.com.br sent:
Caro Daniel,
Gostaríamos de saber de vocês do Espaço Socialista como anda a
greve em SP. Aqui no Rio temos sérios problemas. As agências dos
bancos públicos estão em sua maioria fechadas, mas com grande
parte, senão a maioria, dos comissionados dentro fazendo negócios a
todo vapor. Eu e o camarada Ney temos atuado no centro do Rio, onde
está a maior concentração de agências e também a maior
concentração de piqueteiros, e o quadro é desolador: várias das
principais agências do BB com quase todos os funcis dentro, outras
em regime de "contingência", com rodízio de funcionários, ou seja,
todos furando greve pelo menos durante alguns dias, e todas,
invariavelmente atendendo aos clientes que interessam e deixando o
povão de fora. A quantidade de bancários nos piquetes é mínima.
Na nossa opinião é a menor participaç ão de bancários que já
vimos em greves desde 2003. As assembléias diárias têm tido
número irrisório de participantes. A ltima tinha cerca de 100
pessoas sendo que a maioria era de diretores do sindicato.
A condução das assembléias é mais ou menos como conversamos
durante o encontro do BB: Direção do sindicato e PSTU tentando
monopolizar as discussões. A diretoria é mais do mesmo: informes
sobre a "forte" greve nacional e a intransigência dos banqueiros,
sobre a necessidade de incorporar mais pessoas à greve e blá blá
blá. As intervenções do PSTU estão centradas na necessidade de
divulgação do índice de 14% conseguido pelo BRB e na tentativa de
fazer com que a greve dos bancários entre na agenda de campanha de
DILMA. Para os companheiros do PSTU o fato da eleição ter ido para
o 2º turno abre perspectivas para que a greve exerça maior pressão
sobre a cúpula do PT o que forçaria uma negociação,
particularmente para os bancos públicos , em melhores termos do que
os colocados atualmente. O PSTU insiste ainda que a entrega de uma
carta aberta ao presidente LULA criará um fato eleitoral favorável
aos bancários.
Quanto à diretoria, não há muito que comentar, pois não propõe
nada além do que tem feito, com o resultado que já conhecemos. Com
relação ao PSTU entendemos que o que propõe não é solução para
os problemas que esta greve enfrenta. A conquista dos 14% pelo BRB
não foi fruto de uma moblização acirrada dos colegas daquele
banco. O reajuste concedido é muito mais consequência das
necessidades eleitorais da família Roriz do que da força da greve
no BRB. Para nós está claro que alimentar este tipo de espectativa
na categoria dando como exemplo uma conquista que não é fruto de
uma particular radicalização de uma greve é um equívoco e uma
irresponsabilidade. O argumento da eleitoralização da greve como
saída para o movimento é outro coelho que o PSTU tirou da c artola
que também não tem base na realidade. Sabemos que se a adesão à
greve não melhorar em quantidade e qualidade não hav erá processo
eleitoral que mude a disposição da FENABAN ou do governo de
negociar, até porque não importa muito para os banqueiros se Dilma
ou Serra ganharão e, a menos que eu esteja muito enganado sobre o
governo Lula e um provável governo Dilma, o interesse dos banqueiros
é o que está em jogo, não é verdade?
Na realidade ao PSTU não interessa chamar a categoria à
responsabilidade, pois a sua tática consiste em desgastar a
direção sindical e, nesse sentido, confrontar os 14% do BRB com o
reajuste a ser apresentado pelos banqueiros diante da greve atual é
uma boa forma de bater na CONTRAF/CUT. Também não seria mal acusar
a Articulação e companhia de não "eleitoralizarem" o suficiente a
campanha salarial. A direção do sindicato não quer pôr às claras
o problema da baixa adesão à greve, pois isto seria contradit rio
com o seu discurso de praxe no final das campanhas: a greve foi
vitoriosa, tivemos ganho real etc e tal.
Nós nos colocamos nas assémbléias propondo ações que incorporem
os colegas que estão fazendo a paralização de pijamas efetivamente
à greve. Entendemos que a medida mais efetiva, face ao esvaziamento
das assembléias, seria propor que as próximas assembléias fossem
decisivas para avaliação da proposta e não meramente
organizativas, pois isto poderia trazer os colegas que estão fazendo
greve em casa para a assembléia e desta forma poderíamos fazer a
discussão com eles colocando a questão nos termos corretos: ou
vocês se incorporam à greve ou teremos que amargar mais um reajuste
rebaixado!!
Estas são algumas das nossas impressões.
Gostaríamos de saber como vocês estão vendo as coisas por aí.
Grande Abraço
André
-------------------------
Em 07/10/2010 12:04, Daniel < tzitzimitl em terra.com.br > escreveu:
BODY { font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px; }
OLá André
Desculpe pela demora, tenho tido pouquíssimo tempo para entrar na
internet, e ainda por cima fiquei doente ontem e não estou
totalmente recuperado.
Nós do Espaço Socialista saímos do MNOB, como você deve ter
ficado sabendo, e atuamos apenas no coletivo Bancários de Base, que
é composto além de nós por 4 comp em s [2] da CEF, mas tem muitos
simpatizantes na base de Osasco, onde o grupo se originou.
Vou repassar a sua mensagem para o Márcio e vamos conversar também
com os comp em s [3] do Bancários de Base. Se nos der autorização,
podemos repassar sua mensagem também para outros contatos em nível
nacional, que tentam fazer um trabalho de oposição, e não são
centralizados pelo PSTU, pois acho que contribuiria para o debate.
Pessoalmente acho que a sua análise está perfeita. O quadro de
São Paulo é o mesmo. Uma adesão até razoável, aumentou bastante
nas agências do BB em relação aos três últimos anos, mas continua
não havendo disposição para ir às assembléias e muito menos aos
piquetes.
O resultado é que as assembléias são esvaziadas e apáticas, não
há debate, até porque nada é colocado em votação, apesar da nossa
intensa pressão em cartazes e panfletos.
Também acho que a política do PSTU é muito imediatista, voltada
para a conjuntura atual, movimentista, não enfrenta o X do problema,
que é a baixa participação, o convencimento do bancário a vir para
o movimento, e chega a ser oportunista vender uma solução puramente
calcada em cálculos eleitorais.
Temos tido como eixo a democracia e a soberania das assembléias, e
hoje vamos novamente exigir que outras formas de encaminhamento da
greve (assembléias deliberativas em que as propostas sejam
apresentadas e votadas, assembléias unificadas para votar o índice
e específicas para as pautas específicas, assembléias no horário
dos grevistas para barrar os fura-greves) sejam postas em votação.
Enfim, temos tentado discutir essas propostas com outros coletivos e
militantes de oposição no restante do país, mas nos tem faltado, e
aí não falo só por nós, mas por todos, uma melhor coordenação,
mais comunicação, de forma que pudéssemos ter discutido essas
questões na fase de preparação da campanha, trocando impressões e
propondo iniciativas em conjunto.
Agora, com a greve já iniciada, temos poucas forças para virar a
mesa do processo de condução da campanha, depois que ela foi
(des)encaminhada da forma que foi.
De qualquer forma, precisaremos conversar depois da campanha, fazer
um bom balanço, e tentar construir um movimento melhor organizado no
ano que vem, sem esperar pela greve para nos organizar.
E vamos, é claro, seguir conversando nesta greve, pois enquanto há
luta há esperança.
Saudações de luta
Daniel
Bancários de Base, SP
On Sex 08/10/10 13:29 , André Lavinas andreuc em bol.com.br sent:
Camaradas,
Podem repassar a mensagem.
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: <https://lists.aktivix.org/pipermail/bancariosdebase/attachments/20101008/6b7584fa/attachment-0001.htm>
Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase