[Bancariosdebase] Enc: Mais uma morte no BB Rio - manifesto sobre comitês criados pelo BB

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Terça Fevereiro 8 02:24:15 UTC 2011





Caríssimos colegas.

Infelizmente, mais um colega faleceu vitimado pelo assédio moral do BB como 
instrumento de gestão. Abaixo segue a notícia bem como a Carta Aberta dos 
colegas eleitos para o Comitê de Ética do Estado do Rio.

Metas mata.

Abraços.

Márcio




Assunto: [oposicao_bancaria] Mais uma morte no BB Rio - manifesto sobre comitês 
criados pelo BB


  
Pessoal :

Hoje pela manhã, aqui no Rio, faleceu mais um gerente do BB, vítima de infarto 
fulminante. O bancário não possuía nenhum diagnóstico de problema cardíaco. Aqui 
nós ja acumulamos várias mortes, em especial de gerência média e administradores 
que sofrem de forma mais direta a pressão  dos superintendentes regionais e 
estaduais. E, boa parte deles, repassa para a galera debaixo.
Também desde a semana passada a Contraf está alardeando o acordo assinado com a 
Fenaban que ïnibiria o assedio nos bancos. Detalhe : quem apurará as denúncias 
será apenas o Banco. Os Sindicatos apenas encaminham as denúncias para os 
recursos humanos de cada empresa. É ainda pior que o do BB, que também não está 
servindo para nada ( como vocês verão abaixo )

Nós estamos soltando este manifesto nesta  semana, sobre este tema, em nome dos 
representantes  eleitos no Comitê - eu e Fernando.

Saudações


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Carta aberta dos representantes eleitos ao Comitê de Ética do Rio de Janeiro
 
Sistematicamente, nos Boletins Pessoais, a Vice-Presidência de Gestão de Pessoas 
tem salientado que o BB implementou os Comitês de Ética, o que evidenciaria o 
avanço no combate ao assédio moral. Até mesmo no "balanço social”, o BB explora 
a existência de um Comitê de Ética com participação de funcionários. Também a 
Contraf/CUT, nos seus materiais, tem divulgado avanços, em função de assinatura 
de cláusula contra assédio moral no último acordo coletivo.
Nós, representantes eleitos pelos funcionários ao Comitê de Ética, gostaríamos 
aqui de apresentar nossa opinião de como se encontra o assédio moral dentro da 
empresa e qual o papel do Comitê de Ética normatizado pelo Banco.
 
ATÉ AGORA, FOI SÓ ENROLAÇÃO! NENHUMA REUNIÃO DO COMITÊ DE ÉTICA RJ OCORREU.
 
Já se passaram cinco meses da posse dos Comitês. Segundo contatos com os 
representantes eleitos nos demais estados, a ausência de qualquer reunião ou 
julgamento de caso é uma realidade nacional. Os comitês têm sido mera 
formalidade.
Conforme já havíamos discutido durante a campanha, o formato do Comitê de Ética 
criado pelo Banco não serve ao funcionalismo. Apresentamos logo após a posse, 
durante a Campanha Salarial, e também durante os Cursos/Oficina Gestão da Ética, 
várias propostas de alteração de funcionamento.
 
NENHUMA MUDANÇA SUGERIDA/REIVINDICADA FOI IMPLEMENTADA.
 
A DIREF afirma que o Banco, unilateralmente, tem a prerrogativa de estabelecer 
como vai funcionar o Comitê. Por isso, o Banco nos empurra um código de ética e 
de conduta, e normatiza (IN 734) como tudo irá funcionar, como se este fosse 
mais um produto BB. Este entendimento é um absurdo já que um pressuposto para a 
instalação de um programa de "ética" é que ele seja discutido e elaborado em 
acordo com o funcionalismo. 

O assédio moral desapareceu de nossa empresa? Ou as situações de assédio não 
chegam ao Comitê? Em nossa opinião a situação está cada vez pior, em especial no 
ambiente de agências. As metas para 2011 são ainda mais agressivas e o assédio 
moral se transformou em instrumento de gestão que vem desde cima. São freqüentes 
as ameaças de anotações na GDP que podem levar ao descomissionamento, caso a 
produção imposta não se cumpra. Já acumulamos várias mortes de colegas que têm 
um infarto ou acidente vascular. Além disto, estamos vivendo uma série de 
reestruturações em nosso estado, o que deixa os funcionários ainda mais 
fragilizados.
A grande maioria das vítimas de assédio NÃO CONFIA NA OUVIDORIA INTERNA ou na 
GEPES para conduzir suas denúncias. A expectativa do funcionalismo é que o 
Comitê de Ética se transformaria em um canal legítimo para tratar as ocorrências 
o que, face o controle pelo Banco, não tem ocorrido.
 
QUAIS AS NOSSAS REIVINDICAÇÕES?
 
Entendemos que o Banco precisa, imediatamente, abrir um canal para rediscutirmos 
as atribuições e composição do Comitê. No mês de Março se encerra o prazo para o 
Banco apresentar sua proposta de PCR. Estão programadas negociações com a 
empresa e, esperamos, devem ser convocadas assembléias para debate com o 
funcionalismo. 

Portanto, entendemos que o tema do Comitê de Ética precisa ser incluído nestas 
negociações. Para tal, a direção do Sindicato e a Contraf/CUT precisam abandonar 
os elogios aos "avanços" da empresa e mostrar as limitações deste Comitê. 

 
- Sobre a composição dos comitês- reivindicar a paridade de representação entre 
os eleitos pelos funcionários e indicados pela empresa, no Comitê Estadual e no 
Comitê Superior. Propomos a realização de uma eleição suplementar tão logo sejam 
concluídas as negociações. Enquanto não for composto o novo Comitê paritário, 
reivindicamos a presença dos eleitos (efetivo e do suplente), em todas as 
reuniões que ora ocorram.
 
- Sobre o processo eleitoral- garantir espaços institucionais para a divulgação 
das candidaturas, a exemplo das eleições da Cassi (com espaço no Sisbb e 
Intranet para divulgação das propostas das candidaturas). Estabelecer abono de 
ponto para os candidatos homologados, na semana anterior à eleição (para 
democratizar tempo para campanha). Alterar os critérios para a inscrição, 
retirando a exigência de 10 anos de Banco, que impede que a maioria dos 
funcionários lotados nas agências possa inscrever-se. Garantir que todos os 
funcionários possam votar nos candidatos do mesmo estado em que efetivamente 
trabalham (por exemplo, funcionários das Plataformas CSO vinculados a prefixos 
localizados em outros estados).
 
- Sobre as atribuições do Comitê- agregar às atuais atribuições (analisar a 
existência de desvio de conduta e a responsabilidade do funcionário envolvido) a 
participação no estabelecimento de políticas inibidoras do assédio, mapeando 
situações e apontando soluções, bem como encaminhando assistência aos vitimados. 
Nossa visão se opõe a que o caráter do Comitê seja essencialmente julgador e 
punitivo. Defendemos a reativação das carreiras de psicólogo e assistente social 
dentro do BB a fim de que os funcionários sejam integralmente assistidos.
 
- Sobre o registro das Ocorrências- a maior parte dos funcionários não registra 
ocorrências, porque não confia na Ouvidoria como órgão que fará a apuração do 
caso, com a isenção necessária. Muitos desconfiam que as denúncias possam gerar 
represálias por parte do denunciado. Por isto, é necessário criar outros canais 
para registro de denúncias, como através dos Sindicatos (como consta do Acordo 
assinado com a Fenaban), delegados sindicais ou Cipeiros.
 
- Sobre o acesso às informações de ocorrências na Ouvidoria- garantir que os 
membros do Comitê de Ética tenham acesso a todas as denúncias registradas na 
Ouvidoria Interna, bem como o seu desfecho. Qualquer membro do Comitê poderá 
solicitar a reabertura de processo "concluído" pela Ouvidoria, nos assuntos 
pertinentes ao Comitê (assédio moral, assédio sexual, desvio de conduta). Os 
representantes eleitos também devem cumprir a função de ouvidor e mediador de 
conflitos, com canal direto aos funcionários que denunciarem práticas de 
assédio.
 
- Prazo de manifestação do Comitê sobre as ocorrências.De acordo com o IN 734, 
que normatiza o funcionamento do Comitê, estabelece-se um prazo de até 25 dias 
úteis (prorrogável), a partir do momento em que o processo chega ao Comitê. A 
este se soma o período em que a denúncia será tratada pela Ouvidoria. Propomos 
que o prazo máximo (entre denúncia do funcionário e conclusão pelo Comitê) seja 
de 30 dias corridos.
 
- Retirar o item do normativo que estabelece que a ausência por duas reuniões 
(consecutivas ou não) significará a perda de mandato do representante eleito.
 
Reafirmamos a necessidade que o conjunto do funcionalismo possa debater estes 
temas, em assembléia, bem como definir sobre um calendário de mobilização, sem o 
qual não garantiremos o sucesso destas ou demais reivindicações que surjam.
 
Saudações
Vânia Gobetti e Fernando Cordeiro
Representantes eleitos para o Comitê de Ética RJ     


      
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