[Bancariosdebase] proposta panfleto chapa
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Segunda Maio 23 22:53:14 UTC 2011
Olá comp em s [1] do Bancários de Base
Segue informe do Matheus, do MR-RS, sobre o plebiscito do Maranhão,
o Encontro de Recife e as eleições em Porto Alegre.
Lá no RS saíram duas chapas de oposição, uma liderada pelo PSTU,
outra liderada pelo MR.
A chapa do MR defende a Frente Nacional de Oposição e a
antecipação da campanha salarial.
Em breve teremos que apresentar uma posição sobre as eleições no
sul.
Daniel
"A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível”
anônimo, pichado nos muros de Paris no maio de 1968
On Seg 23/05/11 15:26 , MATHEUS DA SILVA CRESPO m.crespo em ig.com.br
sent:
Companheiros, Estou neste momento em São Luís-MA, onde a
partir de amanhã até 5a-feria, ocorre o plebiscito para a
desfiliação do sindicato da CUT, onde a probabilidade de nossa
vitória é muitíssimo grande. O desgaste dos governistas tem
crescido em todos os locais e a provável vitória no MA coloca a luta
por uma nova direção e a intervenção POR FORA E ALTERNATIVA À
CUT, num patamar muito superior. Neste ano,que marca o 9o ano sob um
governo de Frente Popular, em que as perdas seguem sem recuperação
no horizonte, a isonomia é cada vez mais uma miragem e ataques como a
Reforma da Previdência e o corte de verbas vêm com tudo, MAIS DO QUE
NUNCA,é preciso denunciar e boicotar os fóruns pelegos, governistas
e onde não há nada para disputar como são os da Contraf-CUT. O
vitorioso encontro do RN deve se traduzir num encontro ainda mais
vitorioso em PE, que deve ser sucedido pela panfletagem massiva do
jornal número 1 da Frente Nacional de Oposição. Podemos e devemos
agitar ainda mais na base a existência e propostas da FNO; realizar
um encontro em PE que vote uma pauta de lutae um posicionamento
claramente anti-Contraf; e sair com mais um material sobre o novo
encontro, o resultado do MA e nossas atividades nacionais. Este ano
há condições reais de polarizarmos contra a Contraf-CUT, mas isso
depende do crescimento da FNO e da firmeza com que nos apresentemos
como alternativa por fora! Neste sentido, está bem o material
proposto pelo ES; mas acho que devemos dar um peso a esta
discussãopela positiva, da alternativa que propomos.Sair da
Contraf/CUT, como meio de sermos sérios ao falar em reajuste,
direitos, independência, etc., mas dizer para onde ir. E hoje, ainda
que em construção, é a FNO quem representa essa direção para onde
irmos. Mudando um pouco de assunto, mas no memos sentido, no RS
serão 2 chapas de oposição na eleição do sindicato. Ao contrário
do que queriam as correntes do PSOL e o PSTU, a DS acabou saindo junto
com a Articulação, mantendo o sindicato unificado, aliás, como nós
sempre caracterizamos. Assim, entre as correntes que já estavam
acertadas ou se acertando com a DS, o Enlace-PSOL e o MES-PSOL
fecharam com o sindicato. Deixaram de ser oposição,sem mais nem
menos, sem nenhum fato político, e aderiram à situação
governista,em troca de cargos. Por sua vez, o PSTU, que negociou com a
DS até o final, ao ser preterido em nome da Articulação,ainda assim
cogitou sair com eles todos, mas foi obrigado a encerrar esta tática
e ter que sair como oposição. Entretanto, os movimentos do PSTU
enquanto oposição sempre foram no sentido autoproclamatório,
chamando reuniões restritas a eles, impedindo a nossa
participação,e aprofundando a divisão da oposição. Depois, quando
houve contato conosco, já faltando só 13 dias para o fim das
inscrições, chegaram a desmarcar 2 reuniões que eles mesmos
marcaram com a gente. por fim, convocaram unilateralmente uma
convenção da "oposição", que na verdade era só do grupo deles,
pois, ao solicitarmos poder comparecer na convenção, fomos vetados!
Depois, eles ainda tentaram voltar atrás, poucas horas antes da
convenção, e fizemos uma nova reunião no dia seguinte,que não
avançou em nada e ainda expôs a política hegemonista do PSTU. Por
fim, pela falta de tempo para uma convenção comum e democrática,
pela imposição de um nome seu como cabeça de chapa, e pela
política vacilante do PSTU em relação ao programa da
chapa,acabou-se formando 2 chapas. Nossa chapa defende a FNO, a
ruptura com os fóruns da Contraf/CUT e a desfiliação da CUT, com
pleboscito já! Ainda teremos como eixo a crítica ao sindicato
dirigido pela DS. O PSTU não quer ter a crítica à DS como destaque,
não se compromete em manter-se fora dos fóruns da Contraf e ainda
não garantiu que vai defender plebiscito já´para desfiliar da CUT,
sendo que este plebiscito JÁ FOI ATÉ APROVADO PELA BASE, POR
UNANIMIDADE, DESDE OUTUBRO PASSADO, para ser realizado em março de
2011,e a DS vem impedindo sua realização!!! Ah, e não vão defender
a FNO, é claro... Assim, além do apoio à Chapa 2 em SP, e do
encontro massivo que devemos fazer em PE, junho tem outra batalha:
CONSTRUIR A CHAPA 3 ÀS ELEIÇÕES NO RS!!!
Em 23 de maio de 2011 09:24, Daniel escreveu:
Olá comp em s da oposição nacional.
Essa é a proposta de texto que apresentamos para o panfleto da
chapa de oposição em São Paulo. O panfleto será discutido na
próxima reunião da chapa.
Aproveitamos para informar que eu e o Márcio já estamos
confirmados no Encontro de Recife e estamos nos esforçando para que
ao menos mais uma integrante do Bancários de Base compareça.
Já planejamos no coletivo a distribuição do jornal da Frente
estamos apenas aguardando a chegada do material.
Saudações
Daniel
On Seg 23/05/11 09:15 , Daniel tzitzimitl em terra.com.br sent:
Olá comp em s da chapa de oposição
Segue a proposta de texto que apresentamos para o próximo panfleto
da chapa.
Pedimos que o texto seja distribuído ao e-mail de todos os
integrantes da chapa e que façamos a discussão na comissão de
comunicação e na próxima reunião.
Saudações
Daniel
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LUTAR É POSSÍVEL! UM OUTRO SINDICATO É NECESSÁRIO!
PORQUE SOMOS OPOSIÇÃO
Partimos da realidade que vive hoje a categoria bancária:
instabilidade no emprego, ameaça permanente de demissão,
assédio moral como forma de gestão, cobrança constante de metas,
adoecimento físico e psicológico, volume excessivo de
trabalho, falta de funcionários nas agências e departamentos,
filas enormes e reclamações constantes dos clientes,
terceirização e precarização do trabalho. Tudo isso acontece num
setor da economia cujos lucros crescem a taxas
impressionantes, de 30 a 40% ao ano, com os grandes bancos
anunciando lucros bilionários a cada ano, a cada semestre, a cada
trimestre.
Por tudo isso discordamos da atual diretoria do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A diretoria é
composta por um grupo político chamado Articulação, que faz parte
do PT. De acordo com a Articulação, tudo vai muito bem e
todo ano temos “aumento real e conquistas”, de acordo com os
materiais de campanha da chapa 1. Quem está no dia a dia das
agências e departamentos sabe que a realidade é outra, e se parece
mais com a que descrevemos acima. Formamos uma chapa de
oposição porque não aceitamos o discurso da Articulação e
precisamos mostrar a realidade como ela é.
ESTABILIDADE PARA TODOS OS TRABALHADORES!
Os bancos têm condições de conceder estabilidade, melhores
condições de trabalho, melhores salários, pois conforme
sabemos, seus lucros são mais do que suficientes, mas para isso
teria que haver um trabalho de organização e mobilização
real dos bancários. A Articulação está na diretoria do nosso
sindicato há mais de 30 anos. Ao longo de todo esse período não
foi feito o trabalho de organização necessário para conquistar
aquilo que seria fundamental: estabilidade no emprego. O
estabelecimento de regras contra demissão imotivada deveria ser uma
cláusula prioritária de cada campanha salarial, assim
como o reconhecimento de delegados sindicais eleitos por local de
trabalho para fazer a resistência cotidiana contra os
abusos dos gestores.
Esse trabalho nunca foi feito, e por conta disso, os trabalhadores
dos bancos privados acompanham a campanha
salarial “de fora”, como algo que é feito por outrém em seu
lugar. Não há mobilização real por dentro dos bancos e os locais
de trabalho só param quando há piqueteiros na frente das
agências. A responsabilidade por essa situação é da diretoria.
EM DEFESA DOS DOS BANCOS PÚBLICOS!
Da mesma forma, em relação aos bancos públicos, existe um
descrédito muito grande em relação à diretoria. A maior
parte dos trabalhadores do BB e da CEF nem sequer é sindicalizada.
Os trabalhadores dos bancos públicos teoricamente têm
estabilidade (na verdade o contrato de trabalho é regido pela CLT),
mas mesmo assim têm participado cada vez menos das
campanhas salariais. Isso acontece por conta dos últimos 8 anos, em
que tivemos greve anualmente, mas jamais foram colocadas
em pauta as reivindicações específicas dos bancos públicos
(reposição das perdas, isonomia, PCS, saúde, previdência, etc.).
Se a greve não serve para conquistar aquilo que interessa, os
bancários naturalmente deixam de participar. Fazem greve por
estar “de saco cheio”, por não suportar mais as condições de
trabalho, mas não vão às assembléias e muito menos aos piquetes.
As reivindicações específicas dos bancos públicos não são
discutidas nas campanhas salariais porque para isso seria
preciso enfrentar o governo Lula/Dilma/PT. A Articulação dirige o
sindicato a serviço do seu partido e não dos bancários, por
isso jamais vai enfrentar o PT e manobra as campanhas salariais para
que não avancem. O PT se converteu num grupo de
burocratas que sobrevive às custas de cargos no aparato do Estado,
mandatos parlamentares, assessorias, diretorias de
estatais, fundos de pensão, participação em empresas,
corrupção, etc.
Com o discurso de que o que é bom para as empresas é bom para o
país, o PT busca viabilizar os lucros dos
empresários, ao invés de defender os trabalhadores. Em nome do
“crescimento”, os trabalhadores são obrigados a suportar a
superexploração, os serviços públicos são sucateados e os
funcionários públicos enfrentam arrocho. O governo do PT, tal qual
o do PSDB, está transformando os bancos públicos em bancos de
mercado que concorrem com os bancos privados, superexplorando
seus funcionários e extorquindo os clientes. Vive-se a mesma
realidade de assédio moral, cobrança constante de metas,
adoecimento físico e psicológico, volume excessivo de trabalho,
falta de funcionários, filas, etc. Sabemos que os bancários,
como todos os trabalhadores, têm suas preferências eleitorais e
muitos inclusive votam no PT, mas não podemos ignorar a
realidade que estamos vivendo.
POR UM SINDICATO INDEPENDENTE E DE LUTA!
A conseqüência de termos no sindicato uma diretoria vinculada a um
partido que defende o governo é a degeneração
dessa diretoria e da própria vida da entidade. Os diretores do
sindicato vinculados à Articulação há muito deixaram de ser
trabalhadores, viraram burocratas profissionais. Alguns estão há
décadas na diretoria e vão se aposentar
como “sindicalistas”. Para outros o sindicato é a porta de
entrada nos cargos parlamentares, assessorias, diretorias de
estatais, fundos de pensão, participação em empresas,
corrupção, etc., que são hoje a fonte de renda do PT. Há muito
tempo
esses “sindicalistas” deixaram de viver a realidade do
trabalhador, de sofrer as cobranças diárias dos gestores e as
demandas
dos clientes.
Quanto mais afastados estão dos bancários, mais a diretoria da
Articulação se comporta como se o sindicato fosse sua
propriedade. Transformaram o sindicato num conglomerado, com
gráfica (Bangraf), cooperativa habitacional (Bancoop, alvo de
denúncias de corrupção veiculadas na imprensa), cooperativa de
crédito (Bancredi), que movimentam fortunas, administradas de
forma pouco transparente. Nas nossas campanhas salariais, não vemos
o aparato do sindicato mobilizado a nosso favor para
enfrentar os banqueiros.
POR DEMOCRACIA NO SINDICATO!
As próprias campanhas salariais são feitas de modo a afastar os
bancários. A começar pela definição da pauta de
reivindicações, através de uma pesquisa via internet, sobre cujo
resultado não se tem o menor controle. A Articulação prefere
uma campanha virtual na internet ao invés de uma campanha real, que
comece por reuniões nos locais de trabalho (para quê
servem mais de 80 diretores liberados?), plenárias por banco e por
região, assembléias, em que os bancários possam se
manifestar e apresentar suas propostas, suas reivindicações, suas
idéias, discutir formas de mobilização, de modo a ir
criando força para uma eventual greve, que afete de fato o lucro
dos bancos.
Nas próprias assembléias de greve, os poucos espaços em que os
bancários podem se encontrar e discutir como coletivo,
há pouco debate, pois a diretoria fala durante horas e pede aos
trabalhadores que apenas levantem o crachá. Não são abertas
inscrições para falas, não há tempo para defender propostas de
como organizar a greve, as propostas que são feitas não são
colocadas em votação, etc. A diretoria está tão distanciado da
base que na hora de encerrar a greve e aprovar os acordos são
marcadas assembléias à noite, combinadas com os bancos, para que
os gerentes e fura-greves compareçam em massa.
As regras elementares da democracia são pisoteadas pela atual
diretoria Não há espaço na Folha Bancária para
manifestações dos trabalhadores e de outros pensamentos que não
os da Articulação. Nessa própria campanha eleitoral, os
funcionários, a gráfica e os recursos do sindicato, que pertencem
a todos os bancários, são usados para fazer a campanha da
chapa da situação.
SÓ COM ORGANIZAÇÃO E LUTA PODEMOS MUDAR!
Nós que estamos na oposição só contamos com nossas próprias
forças. Não temos funcionários liberados para fazer
campanha, não temos recursos além dos que nós mesmos arrecadamos,
como trabalhadores que acreditam na necessidade de lutar
por uma forma diferente de conduzir o sindicato e nossas demandas.
Não há outra forma de mudar essa realidade além de continuarmos
organizados, entre uma eleição e outra, entre uma
campanha salarial e outra, num movimento permanente, que reúna
todos os bancários que, independentemente de sua forma de
pensar, estejam de acordo com a necessidade de lutar.
Daniel Menezes Delfino
Banco do Brasil, Ag. Vila Alpina
Márcio Cardoso da Silva
Banco do Brasil, Ag. Fórum Ibirapuera (Santo Amaro)
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