[Bancariosdebase] jornal/artigo
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Segunda Novembro 14 21:29:33 UTC 2011
Olá Kamaradas!!. segue proposta pra bancos privados, resultado discussão com Rosana, sandra e Messias. Assunto chato; Precisamos ver juntos como viabilizar $ pro jornal. Tb precisamos definir confraternização dos grevistas e fechar ida ao Encontro da Frente. Temos que atentar pro calendário. Saudações aos comp em s.
All power to the people". ps; eu não sou "paga pau" de americano. Esta é a consigna dos Panteras Negras, como é sabido. Valeu!!!
OS BANCOS PRIVADOS E A “RESSACA” DA CAMPANHA 2011.
Recebida a primeira parte da PLR, temporariamente coberto o cheque especial e atualizado o parcelamento do cartão de crédito (situação de boa parte da categoria), o bancário do Bradesco, Itaú, HSBC (com boatos de incorporação pelo mesmo Itaú), Safra e demais é chamado de volta à sua dura realidade. A sensação geral é a de uma Campanha com muito barulho e pouco resultado. A apatia que perdurou durante o processo que moveu um número irrisório de pessoas (na prática não houve greve em privados), se soma ao conformismo de milhares de bancari em s, pois ao mesmo tempo em que o descontentamento com o patrão e o sindicato perdura, o sentimento de impotência prevalece. E não poderia ser diferente, uma vez que a relação de confiança com a entidade é algo que se perdeu pelo caminho e que nossos “dirigentes’’ não conseguem ou não se interessam em restabelecer. Isto apesar da argumentação de votação massiva na “chapa
do sindicato” em termos percentuais. O que a atual diretoria não assume é que cada vez é menor o número absoluto de associados e cada vez mais as nossas eleições sensibilizam menos os bancari em s de privados que na nossa base são mais de 80%. E isto não é bom.
O ato do bancário de se desvincular do sindicato, no caso específico da nossa base, além de fortalecer a burocracia encastelada, enfraquece a entidade na medida em que tal situação leva mais bancários a não participarem de nada. O que facilita enormemente a situação daqueles que tratam a entidade como coisa sua e a instrumentaliza para a obtenção de objetivos outros (partidos, correntes, grupos, indivíduos, etc). E não é a toa que grande parte d em s bancári em s se recusam a contribuir para o desconto assistencial, pois no seu entendimento não deve abrir mão de parte substancial da sua renda pra viabilizar financeiramente uma entidade com a qual a categoria majoritariamente não se identifica. E a diretoria de nosso sindicato por seu lado não facilita em nada a oposição dos interessados (os não associados) em contribuir, muito pelo contrário. E isto em uma época onde a tecnologia pode efetivamente diminuir em alto grau
as dificuldades colocadas para tod em s que não concordam com o desconto.
Por outro lado os problemas relativos ao cotidiano da categoria se aprofundam. Se intensificam as demissões. Assédio moral e metas prosseguem no mesmo patamar naturalmente absurdo. Aliás, sobre o assédio, o tal acordo aditivo que alguns bancos assinaram, só servem pra passar a impressão que o assédio deixou de existir. Mas na verdade ele está camuflado pelo “acordo”, pois na prática “empurra com a barriga” as denúncias e de certa forma inviabiliza ações judiciais que buscam punir o banco e seus “gestores”, que usam o assédio descaradamente como ferramenta para gerir e isto com a total conivência dos banqueiros, claro.
No caso do Bradesco, agora temos novo ataque contra um setor específico: a compensação. Com o fim da compensação (reestruturação produtiva no sistema financeiro), estes trabalhadores além de terem mudanças de peso na sua rotina como mudança de horário entre outros, correm o risco de perderem remuneração tanto no tocante ao adicional noturno, quanto eventuais verbas de compensador. Os bancários querem respeito e solução compatível pra um problema que já deveria ter tido solução satisfatória ( A CAIXA como parâmetro?). Também se avolumam problemas de desvio e acúmulo de funções. E na saúde descredenciamento de clínicas, laboratórios e profissionais e o norte é cortar custos, independente das perdas na qualidade do atendimento ( o bancário e sua família que se “explodam”). O que se percebe é um certo desinteresse de atacar a fundo a banca privada (Bradesco, Itaú, etc). E como diriam os nossos diretores(se
sérios fossem), não temos que poupar nenhum banco, até porque nenhum deles poupa ninguém, em particular o Bradesco, mas não só ele.
De fundamental importância que bancari em s de bancos privados tenham a clareza de nossos limites com tal representação sindical. Por outro lado, se entendemos que mudanças são necessárias, podemos ter certeza absoluta que elas não virão por força e obra da atual diretoria. Ainda que a ameaça de demissão seja constante, são possíveis mudanças desde que passemos a nos organizar a partir dos locais de trabalho. Com os cuidados necessários podemos avançar neste sentido. Some-se a nós.
-------------- Próxima Parte ----------
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