[Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
Márcio Cardoso
marciocarsi em yahoo.com.br
Segunda Abril 22 21:22:38 UTC 2013
Meus prezados.
Tratar-se de uma tese que, na sua apresentação, apresenta o caso do Messias como algo particular. Literalmente, transforma o Messias num "Messias", isto é, num mártir contra a privatização da CEF e da administração privatista do banco. Aborda a questão como uma política do governo de perseguir e reprimir pessoas e grupos que lutam contra qualquer tipo de ataque do capital contra os bancários.
Segundamente não há discussão de conjuntura nacional e internacional ,me justamente por isso, não apresenta políticas sindicais concretas para bancários para enfrentar a crise econômica.
Porém, o pior de tudo é citar o MNOB que esteja "capitulando" á direita. De certa forma,mos camaradas tem razão, mas o CONECEF noa é o local apropriado para fazer brigas de correntes, vai desviar o debate e vai ficar cada vez mais fácil da Articulação.
Como nao há tempo hábil para rescrever outra tese, vai isso mesmo. Só tiraria esta parte de acusar o MNOB. De capitulação.
Abraços.
Márcio
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Em 22/04/2013, às 01:03, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
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> Olá a tod em s!
> Envio no corpo do texto proposta de alterações dos comp em s do Coletivo Uma Classe.
> Peço a em s comp em s que respondam assim que possível. Temos até amanhã para inscrever a tese.
> Valeu e até!
> Messias.
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> TESE DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) E DO COLETIVO UMA CLASSE (SP)
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> PARA 29º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL –
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> CONECEF 2013
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> INTRODUÇÃO
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> O que nos motivou a unir forças e apresentar uma tese em comum nesse fórum, apesar das posições políticas divergentes de cada um dos coletivos, acima de tudo, foi a necessidade de expressarmos a unidade prática que temos estabelecido no último período, lutando contra os emblemáticos ataques que nosso movimento vem sofrendo, com destaque para a recente tentativa de demissão por "Justa Causa" do companheiro Messias Américo da Silva, conhecido em todo o movimento sindical por seu comprometimento com as lutas da categoria e movimentos sociais.
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> Após a decisão em 1ª instância (na SR Osasco) pela demissão por justa causa do companheiro Messias, a indignação de muitos bancários com tal decisão foi representada em uma série de reuniões com a APCEF e Sindicato, onde conseguimos pressionar as entidades a saírem de sua postura de silêncio em relação ao caso e organizar alguma resposta efetiva à radicalização da postura da CAIXA em levar à demissão por justa causa quem luta pelos direitos dos trabalhadores e pelos direitos dos clientes e usuários de serem atendidos dignamente dentro das agências.
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> Em todo o processo, a linha defendida pelo Sindicato e a APCEF-SP tem sido a de tentar reverter a demissão apenas através das negociações diretas na matriz em Brasília, procurando afastar as ações que pudessem dar maior visibilidade ao caso sob o argumento de que isso poderia “fazer o outro lado endurecer”. Na nossa opinião, e na de diversos outros ativistas com quem debatemos, essa postura responde a outras considerações que estão para além da análise tática da conjuntura: ou seja, tem a ver, por um lado com a estratégia mais geral de conciliação por parte de ambas as entidades com a empresa (e não de enfrentamento) e, por outro lado, tem a ver com não dar visibilidade ao caso para não “projetar” uma figura reconhecida da Oposição (o que, sendo assim, denotaria uma atitude mesquinha e, obviamente condenável).
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> É importante ressaltar que a mobilização de setores representativos da base e das correntes de oposição em defesa do companheiro Messias impactaram visivelmente a posição recuada do Sindicato e APCEF, o que resultou nas poucas ações de maior visibilidade ao ataque que a CAIXA tenta perpetrar contra a organização dos trabalhadores, personificado na figura da demissão do Messias. Ainda que Sindicato e APCEF tenham tentado se esquivar de todas as maneiras de se comprometer publicamente com a defesa do companheiro Messias, não puderam se omitir completamente diante da mobilização de base, organizada principalmente pelos dois coletivos que assinam essa tese.
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> Consideramos inaceitável a tentativa de demissão do companheiro Messias, um trabalhador com mais de 30 anos de experiência como bancário, 20 desses na Caixa, que ao longo de sua trajetória veio construindo uma merecida imagem de honestidade e comprometimento com os interesses da categoria e da maioria da população. Reverter essa tentativa de golpe perpetrado por um gestor local, em perfeita consonância com os desígnios mercadológicos que orientam a empresa, é hoje a principal tarefa de nosso movimento, além de ser um ponto de inflexão para nossa organização. Acreditamos totalmente na nossa capacidade de reverter esse ataque. Todo êxito que o Sindicato obtenha nessa questão junto a Brasília, ainda que se diga o contrário, se assenta na capacidade de resistência e luta que a categoria construiu, e que constitui a plataforma sobre a qual devemos erguer em um novo patamar as lutas em defesa dos trabalhadores e da população oprimida em nosso país.
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> Bom encontro a tod em s!
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> BALANÇO DO 28° CONECEF / 2012
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> De 15 A 17 de junho de 2012 tivemos em Guarulhos SP, a 28ª edição do CONECEF, Congresso Nacional dos empregados da CAIXA. Conforme divulgado no site do Sindicato dos Bancários/SP, no CONECEF de 2012, estiveram presentes 321 delegados (o número previsto era de 418) de todos os estados do país e do DF. Estiveram presentes diversas tendências sindicais: Articulação Bancária, CTB, CSD, MNOB/CSP-Conlutas, Intersindical, Coletivo Bancários de Base, Coletivo Uma Classe e Unidos para Lutar.
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> Apesar do tema central do fórum ter sido a melhoria das condições de trabalho, a direção do movimento (Articulação/PT e CTB/PC do B) na verdade sabotou o tempo todo a organização da luta contra o assédio moral e a opressão crescente nos locais de trabalho, através de todo tipo de artifício e manobra burocrática impedindo o livre debate e controlando todas as deliberações. O fato é que as duas correntes são governistas e tem uma política que diretamente privilegia o capital financeiro, ou seja, cúmplices da direção da CAIXA.
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> Durante todo o congresso, a burocracia da CONTRAF/CUT usou o pretexto da Mesa Única da Fenaban, que é um fator importante de unificação da categoria nacionalmente, para justificar na prática o abandono de uma discussão direta com a direção da Caixa também sobre as cláusulas econômicas que nos afetam em particular, como poderia ser um plano de recuperação das perdas de mais de 100% acumuladas desde os anos FHC.
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> Quanto à questão da isonomia, apesar de ter tido que aprovar, a contragosto, a realização de um Encontro Nacional pela Isonomia, pela insistência de setores da base e das correntes de Oposição, a verdade é que isso não alterou em nada os rumos da campanha salarial do ano passado, em que esta pauta sequer foi considerada.
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> O congresso foi um verdadeiro espetáculo de burocratização promovido pelo setor majoritário. A Articulação bancária, impediu até mesmo a aprovação da reivindicação da reposição das perdas salariais desde o governo FHC.
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> A precária divulgação dos congressos na base da categoria e obstáculos burocráticos impostos pelas direções, em conjunto com fatores conjunturais, vêm impedindo uma ampliação do número de participantes e um aprofundamento qualitativo do debate para a luta da categoria. Avaliamos como altamente necessário o esforço de remar contra a maré. Para os bancários e bancárias, muito do que se questionou e foi apresentado como pontos necessários a serem conquistados por nós no 28º CONECEF, como apontamentos negativos de conjuntura, elementos da situação geral e específica da categoria etc., ou não foram conquistados, ou pior, sofreram aprofundamentos.
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> LIÇÕES PARA AS CAMPANHAS FUTURAS. BALANÇO DA CAMPANHA DE 2012: ORGANIZAÇÃO DE BASE PARA RETOMAR O SINDICATO E O CONTROLE DAS GREVES
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> Sabemos que com a força que têm os bancários poderíamos conquistar todas as nossas reivindicações. Neste ano, embora, segundo o que diz o Sindicato, mais agências tenham sido paradas, o ativismo dos bancários em greve diminuiu. Se houvesse de fato um esforço da direção sindical em direcionar a greve aos interesses dos trabalhadores, a paralisação não teria atingido apenas as agências, mas as áreas estratégicas dos principais bancos. Analisando todas as greves dos últimos anos, vemos que, quando muito, a direção de nosso sindicato usa a paralisação das grandes concentrações bancárias apenas como “moeda de troca” para fechar os acordos de fim de greve, se preocupando mais em fazer uma greve de fachada do que de fato colocar peso na organização dos trabalhadores a partir de seus locais de trabalho. Com isso, temos uma greve que visa muito mais atingir a imagem dos bancos, paralisando o atendimento nas agências, do que o lucro do sistema financeiro, paralisando suas engrenagens.
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> A Articulação, corrente majoritária no PT e na CUT, e que também é majoritária na direção do nosso sindicato, atua conscientemente desta forma para preservar suas relações políticas e econômicas com o governo Dilma (nosso patrão direto, no caso da Caixa e do BB) e com os banqueiros. A mesma corrente que dirige o sindicato de bancários é a corrente em cujo governo os banqueiros têm tido os maiores lucros de sua história. Na Caixa e no BB, por exemplo, ex-sindicalistas ocupam postos nas direções dos Fundos de Pensão (Funcef e Previ), que, por sua vez, atuaram intensamente nos processos de privatização de empresas estatais e hoje são sócios destas empresas privatizadas.
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> Em relação à Caixa, é necessário falar que a FENAE, entidade que reúne as Apcef's, é parceira estratégica da PAR seguradora, responsável direta pelo assedio moral a que somos submetidos diariamente. Trocando em miúdos, nas assembleias há sempre nas mesas membros da Apcef, entidade que na Caixa é um braço do sindicato e que pratica assedio moral contra os trabalhadores da empresa.
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> Na última campanha salarial,a prioridade era terminar logo a greve para se concentrar na campanha de Fernando Haddad/PT. Para acabar com a nossa greve em 2012, voltaram a reproduzir a manobra de dividir as assembleias por bancos e facilitar a entrada em peso dos gerentes e fura-greves para quebrar o movimento, impedindo a continuidade de uma luta unificada. Luta essa que a categoria, principalmente na CAIXA, estava disposta a levar adiante, como demonstrou a assembleia de 26/09, onde a vontade dos bancários da CAIXA em continuar na greve prevaleceu sobre a “recomendação” do sindicato em aceitar a mixaria de proposta, que não contemplava sequer os pontos mais centrais da nossa campanha específica, como a contratação de mais funcionários e a demanda de isonomia.
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> Em resposta a isso, no dia seguinte (27/09) a própria CAIXA com a cristalina colaboração e cumplicidade do Sindicato, promoveu um enorme lock-out nas agências de toda a cidade para poder conduzir seus gerentes e demais fura-greves para a assembleia e decidir o fim de uma greve que eles não fizeram. Foi terminada prematuramente uma luta que ainda poderia avançar muito.
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> A possibilidade de uma greve séria passa pela coordenação da luta pela base, onde sejam os próprios trabalhadores que decidam tudo, da organização da luta até as negociações com a patronal, reunindo-se a partir de cada local de trabalho e formando comitês e comandos de greve por região, unindo trabalhadores de bancos públicos e privados junto aos trabalhadores terceirizados e demais categorias em luta. Somente com uma greve assim, que ataque realmente o lucro dos banqueiros, poderemos conquistar ganhos reais para todos, como estabilidade, salário e condições de trabalho dignas, com isonomia real e irrestrita de direitos e garantias para efetivos e terceirizados, avançando numa grande luta pela efetivação de todos os terceirizados, pelo fim do trabalho precário. Neste ítem, o coletivo Uma Classe defende a incorporação, sem concurso público, de todos os terceirizados de forma incondicional ao quadro de funcionários da CAIXA. Parte do coletivo Bancários de Base tem acordo com esta proposta, os demais defendem uma pontuação pré-concedida como bônus aos terceirizados na realização do concurso público.
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> Uma resposta de força da organização dos trabalhadores deve ser dada para enfrentar a crise econômica que já está aí e já é uma realidade no Brasil, e que, no cenário mais provável, tende a se agravar nos próximos anos. As milhares de demissões no Itaú e em diversos outros setores, e, no caso da CAIXA, a precarização do trabalho via correspondentes e lotéricos, que não só esconde a paulatina privatização da empresa como fortalece uma política discriminatória que nega atendimento à população mais pobre, devem ser entendidas como respostas da patronal e do governo à crise. Esse quadro geral é o que está por trás do discurso do governo e da patronal sobre “competitividade”, que nada mais é do que uma nova tentativa de descarregar sobre as costas dos trabalhadores o peso da crise econômica.
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> Nos últimos tempos acompanhamos um ritmo de aceleração dos ataques aos trabalhadores em diversos setores e categorias, onde o governo, apesar da propaganda pelo “social”, é protagonista direto de uma política que favorece sobretudo os grandes empresários. Não tem sido diferente no setor bancário: ondas de demissões no Itaú, no Santander, e perseguições e processos de demissão políticos na CAIXA e no Banco do Brasil. No caso dos dois últimos, cipeiros e delegados sindicais estão sendo perseguidos e ameaçados de demissão por justa causa e não é por acaso que as perseguições e tentativas de calar aqueles que lutam estejam se intensificando. Minar as referências de luta e de organização dos trabalhadores neste momento já é preparar terreno para futuros e cada vez mais graves ataques aos direitos e conquistas de todos os trabalhadores.
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> Para enfrentá-los e dar uma resposta à altura, precisaremos de uma ampla mobilização a partir da base, e que as correntes de Oposição em nosso sindicato se unifiquem sobre a base de um programa classista. Para isso, será necessário superar todo rotineirismo e adaptação passiva ao jogo de cartas marcadas montado pela direção petista, que infelizmente é o que vem marcando a atuação da maioria da oposição, em particular do MNOB/Conlutas que é a principal e por isso carrega a maior responsabilidade. Ao contrário disso, o que vemos hoje na atuação desta corrente é que esses continuam sem fazer uma clara e consistente defesa dos trabalhadores terceirizados, sem travar uma luta séria para que a base dos trabalhadores tenha direito a voz nas suas assembleias (se limitando aos acordos com a burocracia que garantem apenas falas para as centrais sindicais) e sem o combate por uma real unificação entre trabalhadores dos bancos públicos e privados, junto às demais categorias em luta.
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> Na Caixa, onde, por diversas circunstâncias, ainda existe um ativismo maior, as assembleias dos dias 26 e 27/09 deixaram mais do que claro que a direção do nosso sindicato não possui mais nenhum apoio da base da categoria e não seria capaz de encerrar a greve sem o apoio da empresa. Já é tempo de lutarmos para que esta base, organizada a partir de cada local de trabalho, junto aos trabalhadores dos demais bancos, detenha o controle do seu sindicato e de sua luta.
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> Nada é impossível de mudar
>
> (Bertold Brecht)
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>
>
> Nada é impossível mudar
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> Desconfiai do mais trivial,
>
> na aparência singelo.
>
> E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
>
> Suplicamos expressamente:
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> não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
>
> pois em tempo de desordem sangrenta,
>
> de confusão organizada,
>
> de arbitrariedade consciente,
>
> de humanidade desumanizada,
>
> nada deve parecer natural
>
> nada deve parecer impossível de mudar.
>
>
>
> A GREVE QUE PRECISAMOS
>
> Se os bancos continuam tendo lucros bilionários, que aumentam ano a ano, nossos salários são achatados pela inflação, nossos benefícios e direitos são retirados, as condições de trabalho pioram cada vez mais, aumenta o volume de serviço, as metas, o assédio moral, as ameaças, demissões, o adoecimento, as lesões, o stress... A saída para isso É GREVE! Só pela organização e luta coletiva podemos recompor nossos salários, recuperar nossos direitos e melhorar as condições de trabalho! É importante insistirmos nisto.
>
> - Piso salarial, em todos os bancos, suficiente para as necessidades vitais básicas de um trabalhador e sua família. O próprio DIEESE, órgão satélite do Governo/ PT/ CUT, estipula por baixo um valor de cerca de 2800,00.
>
> - Por um plano de reposição das perdas salariais, na Caixa, estimada em 100%.
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> - Garantia de emprego aos bancários, especialmente nos bancos privados.
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> - Assinatura da convenção 158 da OIT, Delegados Sindicais em todos os Bancos. Avançar para uma verdadeira organização de base, com comissões eleitas em todas as unidades, com representantes dos trabalhadores efetivos, terceirizados e estagiários, capaz de paralisar efetivamente as unidades nos momentos de greve, e de defender condições de trabalho dignas para todos.
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> - Isonomia já! Plano de Carreira discutido com a categoria para todos, sem redução de direitos, contra as mesas de enrolação permanente e ações parlamentares sempre engavetadas.
>
> - Jornada de 6 horas para todos sem redução de salário.
>
> - Mais contratações e mais trabalhadores nas agências.
>
> - Fim da terceirização e dos correspondentes bancários.
>
> - Contra o assédio moral e qualquer forma de opressão nos locais de trabalho.
>
> - Fim das metas! Bancário não é vendedor! Somos prestadores de serviços e precisamos de melhores condições de trabalho.
>
> - Paridade entre ativos e aposentados (direitos e benefícios iguais).
>
> - Incorporação da PLR ao salário, incidindo em todos os benefícios.
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>
> O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS – CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
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> Assim, a Caixa Econômica Federal vem implementando diversas políticas, na mesma linha dos bancos privados, para otimizar seus recursos (inclusive humanos) e obter lucros estrondosos, com a vantagem de utilizar o marketing de banco público e social.
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> As estratégias para promover a lucratividade da empresa extrapolam o discurso ético que o banco imprime, por exemplo, em suas “belas propagandas” exibidas nos horários nobres nas telinhas do povo brasileiro.
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> No último período esse processo se aprofundou com a criação dos novos modelos de atendimento nos chamados Pontos de Venda (PEATE). Tal medida está inserida num processo mais amplo de reestruturação que vimos se aprofundar e que extinguiu várias áreas meio e reordenou os cargos comissionados, prejudicando muitos funcionários. Com a justificativa de reduzir as filas, mas sem a melhoria dos processos e sistemas e sem o que seria fundamental que é o aumento do quadro de funcionários, o modelo se mostra artificial e desastroso.
>
> As filas são camufladas empurrando-se as demandas para as “células de apoio”, onde funcionários se desdobram para dar conta das pilhas de processos a serem executados. Inclui-se a expansão de correspondentes bancários, habitacionais e a pressão para empurrar clientes pobres para esses correspondentes a fim de não atrapalhar os “negócios” nos “pontos de venda”. A maioria dos contratos habitacionais já são concedidos pelos correspondentes que flexibilizam a concessão de crédito e recebem um bom comissionamento para fechar contratos. Os funcionários são pressionados a encaminhar as demandas para os correspondentes de forma explícita ou camuflada. O excesso de serviço torna impossível dar conta da demanda e faz com que a única alternativa aparente seja orientar o cliente a procurar um correspondente.
>
> E assim se operam as novas formas de privatização do principal banco público do país, precarizando cada vez mais postos de trabalho e transferindo ao controle privado importantes recursos públicos. Um processo que encontra referência na resposta da patronal à crise de 2008: com a justificativa de “salvar empregos”, a máxima capitalista e burguesa de socialização dos prejuízos e privatização dos lucros mais uma vez se deu e continua se dando de forma concreta, com o governo salvando bancos e outras corporações com a utilização de dinheiro público, seja nos incentivos e renúncia fiscais ou na injeção direta de recursos.
>
> COM ISSO, NÃO PODEMOS ABRIR MÃO DO DEBATE COM A CLASSE TRABALHADORA E A SOCIEDADE EM GERAL SOBRE A NECESSIDADE DA ESTATIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO.
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> --- Em sáb, 20/4/13, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
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> De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> Assunto: Re: [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
> Para: "Márcio Cardoso" <marciocarsi em yahoo.com.br>
> Cc: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>, "douglas MR riBDB" <d.ribeirovargas em gmail.com>, "ricardo bb sac" <ricardoflorianopolis em hotmail.com>
> Data: Sábado, 20 de Abril de 2013, 20:50
>
> Olá a tod em s!
> Márcio, envio no corpo conforme pedido. Peço aos demais camaradas informar se receberam como anexo, pois pode ser da máquina e não do "bios".
> Valeu!
> Messias.
>
> Observação importante: Assim como nós, conecef não e consenso no Coletivo Uma Classe. Eles devem definir até amanhã. Significa que é isto por enquanto, uma proposta em debate com eles. Caso decidam não ir, a proposta não será a mesma.
>
> TESE DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) E DO COLETIVO UMA CLASSE (SP) PARA 29º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – CONECEF 2013
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> INTRODUÇÃO
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> A presente tese é fruto dos debates acumulados no último período pelos militantes/simpatizantes do Coletivo Bancários de Base e do Coletivo Uma Classe, estruturados no exercício teórico sempre conjugado com a prática do cotidiano de trabalho e militância. O esforço de concretizá-la e apresentá-la como contribuição para o debate do 29º CONECEF é a expressão de nossos anseios em redemocratizar e ampliar a participação dos trabalhadores da Caixa nos fóruns do movimento sindical (o que no passado já foi uma realidade mais afirmativa, do ponto de vista da classe trabalhadora). A precária divulgação dos congressos na base e os obstáculos burocráticos impostos pelas direções, em conjunto com fatores conjunturais, infelizmente vêm impedindo uma ampliação do número de participantes e um aprofundamento qualitativo do debate para a luta da categoria. Avaliamos como altamente necessário o esforço de remar contra a maré, até porque a História já nos provou ser a resistência também uma forma de transformação. Infelizmente, para os bancários e bancárias, muito do que se questionou e foi apresentado como pontos necessários a serem conquistados por nós no 28º CONECEF, como apontamentos negativos de conjuntura, elementos da situação geral e específica da categoria, etc., ou não foram conquistados, ou pior, sofreram aprofundamentos na sua perversidade. Isto nos obriga a sermos repetitivos em algumas abordagens. Portanto não só estamos patinando em vários itens de interesse da categoria, como lamentavelmente estamos regredindo em outros. Isto é real.
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> Bom Encontro a Tod em s !!!
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> BALANÇO DO 28º CONECEF
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> BALANÇO DO CONECEF 2012. MAIS DO MESMO ATÉ QUANDO?
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> De 15 A 17 de junho de 2012 tivemos em Guarulhos SP, a 28ª edição do CONECEF, Congresso Nacional dos empregados da CAIXA. Tal como em encontros anteriores, do último período em especial, infelizmente a tônica foi o desprezo dos dirigentes da CONTRAF-CUT com a luta e democracia no movimento dos bancários e bancárias da CAIXA. No aspecto organizativo mais uma vez repetiu-se o desrespeito para com os delegados, com os coordenadores do Encontro manipulando e extrapolando a bel- prazer o desenvolvimento dos trabalhos. Atrasos injustificados, posturas autoritárias, manobras de todo tipo. Tudo com objetivo de não armar os trabalhadores para o enfrentamento que se travará em breve contra banqueiros e governo.
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> Na conjuntura enaltecem o governo Dilma e suas políticas e culpam a mídia e os patrões pelas dificuldades que se apresentam, eximindo o governo de plantão (PT e aliados) das negatividades colocadas. Repetiu-se a correlação de forças na composição do plenário com maioria esmagadora de dirigentes sindicais em detrimento dos trabalhadores de base. Todas as propostas apresentadas no sentido de preparação de uma campanha com caráter mais combativo foram rechaçadas pelo campo majoritário (contraf-cut-pt). Tudo o que se referia a combate ao assédio moral, condições de trabalho, paridade entre ativos/aposentados, fraudes no sipon, caráter nefasto das CCV (comissão de conciliação voluntária), acordo aditivos sobre assédio moral (que na prática apenas postergam apuração e enquadramento dos assediadores tiveram negativa ou descaracterização por parte dos dirigentes da contraf –cut. Nas eleições para os conselhos do Saúde Caixa e da Funcef, tiveram que engulir por pressão da base a proposta de exigir 50% mais um dos votos apurados pra definição da chapa vencedora, porém negam o 2º escrutínio se o numero de votantes não for minimamente representativo. Importante salientar que os serviços do SAUDE CAIXA continuam se degenerando apesar de superávit de mais de 150 milhões de reais e a Funcef, mesmo após perdas consideráveis em vários investimentos continua sendo usada politicamente Estamos falando de bilhões de reais), a serviço do governo de plantão (Usina Belo Monte e privatização de aeroportos com ágio incompreensível e inexplicável de mais de 300%) No que se refere ao papel de banco público entendem que o mesmo vem sendo bem cumprido pelo governo, ignorando na prática os desmandos e injustiças que ocorrem diariamente nas agências da CAIXA com os usuários e clientes de baixa renda, além do total desprezo com o qual são tratados os que nos procuram para atendimento do social, cada vez mais relegado a planos inferiores. Não apresentam nada que efetivamente comprometa a terceirização e a enxurrada de correspondentes bancários, deixando tudo pra ser “resolvido” por projetos legislativos que “mofam” nas gavetas do congresso. Por outro lado estão empenhados sim, na regulamentação de processo eleitoral para o provimento de representantes do funcionalismo nos conselhos das estatais (espécie dos antigos DIREPs,( diretores representantes, na versão atual, conselheiros), mais um aparato que a nosso ver gerará mais um meio de legitimar a administração duvidosa das estatais.
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> Quanto à questão da Isonomia, o único avanço ( que pode se tornar decisivo, se houver participação consequente de cada um de nós) foi a aprovação, ainda que a contra- gosto da direção (que aposta em outro projeto engavetado do congresso) de um Encontro Nacional pela Isonomia. Fundamental a participação de tod em s os interessad em s na luta pela licença premio e ATS, ainda que para nós a questão da incorporação justa das VPs (vantagens pessoais), incorporadas às verbas salariais com todos os seus desdobramentos aos escriturários foram muito mal resolvidas no que se refere aos Tbs, largamente prejudicados.
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