[Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Terça Abril 23 00:09:04 UTC 2013
Olá a tod em s!Ok Márcio.Gostaria de "ouvir" a opinião dos demais camaradas.Valeu!
Em seg, 22/4/13, Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br> escreveu:
De: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
Assunto: Re:
[Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
Para: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>
Cc: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>, "douglas MR riBDB" <d.ribeirovargas em gmail.com>, "ricardo bb sac" <ricardoflorianopolis em hotmail.com>
Data: Segunda-feira, 22 de Abril de 2013, 18:22
Meus prezados.
Tratar-se de uma tese que, na sua apresentação, apresenta o caso do Messias como algo particular. Literalmente, transforma o Messias num "Messias", isto é, num mártir contra a privatização da CEF e da administração privatista do banco. Aborda a questão como uma política do governo de perseguir e reprimir pessoas e grupos que lutam contra qualquer tipo de ataque do capital contra os bancários.
Segundamente não há discussão de conjuntura nacional e internacional
,me justamente por isso, não apresenta políticas sindicais concretas para bancários para enfrentar a crise econômica.
Porém, o pior de tudo é citar o MNOB que esteja "capitulando" á direita. De certa forma,mos camaradas tem razão, mas o CONECEF noa é o local apropriado para fazer brigas de correntes, vai desviar o debate e vai ficar cada vez mais fácil da Articulação.
Como nao há tempo hábil para rescrever outra tese, vai isso mesmo. Só tiraria esta parte de acusar o MNOB. De capitulação.
Abraços.
Márcio
Acesse www.espacosocialista.orgwww.frentedeoposicaobancaria.org
Em 22/04/2013, às 01:03, Utopia
<utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
Olá a tod em s!Envio no corpo do texto proposta de alterações dos comp em s do Coletivo Uma Classe.Peço a em s comp em s que respondam assim que possível. Temos até amanhã para inscrever a tese.Valeu e até!Messias.
TESE
DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) E DO COLETIVO UMA CLASSE (SP)
PARA
29º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL –
CONECEF
2013
INTRODUÇÃO
O que nos motivou a unir forças e apresentar uma tese em comum
nesse fórum, apesar das posições políticas divergentes de cada um dos
coletivos, acima de tudo, foi a necessidade de expressarmos a unidade prática
que temos estabelecido no último período, lutando contra os emblemáticos
ataques que nosso movimento vem sofrendo, com destaque para a recente tentativa
de demissão por "Justa Causa" do companheiro Messias Américo da
Silva, conhecido em todo o movimento sindical por seu comprometimento com as
lutas da categoria e movimentos sociais.
Após a decisão em 1ª instância (na SR Osasco) pela demissão por
justa causa do companheiro Messias, a indignação de muitos bancários com tal
decisão foi representada em uma série de reuniões com a APCEF e Sindicato, onde
conseguimos pressionar as entidades a saírem de sua postura de silêncio em
relação ao caso e organizar alguma resposta efetiva à radicalização da postura
da CAIXA em levar à demissão por justa causa quem luta pelos direitos dos
trabalhadores e pelos direitos dos clientes e usuários de serem atendidos
dignamente dentro das agências.
Em todo o processo, a linha defendida pelo Sindicato e a APCEF-SP
tem sido a de tentar reverter a demissão apenas através das negociações diretas
na matriz em Brasília, procurando afastar as ações que pudessem dar maior
visibilidade ao caso sob o argumento de que isso poderia “fazer o outro lado
endurecer”. Na nossa opinião, e na de diversos outros ativistas com quem
debatemos, essa postura responde a outras considerações que estão para além da
análise tática da conjuntura: ou seja, tem a ver, por um lado com a estratégia
mais geral de conciliação por parte de ambas as entidades com a empresa (e não
de enfrentamento) e, por outro lado, tem a ver com não dar visibilidade ao caso
para não “projetar” uma figura reconhecida da Oposição (o que, sendo assim,
denotaria uma atitude mesquinha e, obviamente condenável).
É importante ressaltar que a mobilização de setores
representativos da base e das correntes de oposição em defesa do companheiro
Messias impactaram visivelmente a posição recuada do Sindicato e APCEF, o que
resultou nas poucas ações de maior visibilidade ao ataque que a CAIXA tenta
perpetrar contra a organização dos trabalhadores, personificado na figura da
demissão do Messias. Ainda que Sindicato e APCEF tenham tentado se esquivar de
todas as maneiras de se comprometer publicamente com a defesa do companheiro
Messias, não puderam se omitir completamente diante da mobilização de base,
organizada principalmente pelos dois coletivos que assinam essa tese.
Consideramos inaceitável a tentativa de demissão do companheiro
Messias, um trabalhador com mais de 30 anos de experiência como bancário, 20
desses na Caixa, que ao longo de sua trajetória veio construindo uma merecida
imagem de honestidade e comprometimento com os interesses da categoria e da
maioria da população. Reverter essa tentativa de golpe perpetrado por
um gestor local, em perfeita consonância com os desígnios mercadológicos que
orientam a empresa, é hoje a principal tarefa de nosso movimento, além de ser
um ponto de inflexão para nossa organização. Acreditamos totalmente
na nossa capacidade de reverter esse ataque. Todo êxito que o Sindicato obtenha
nessa questão junto a Brasília, ainda que se diga o contrário, se assenta na
capacidade de resistência e luta que a categoria construiu, e que constitui a
plataforma sobre a qual devemos erguer em um novo patamar as lutas em defesa
dos trabalhadores e da população oprimida em nosso país.
Bom encontro a tod em s!
BALANÇO DO 28° CONECEF / 2012
De 15
A 17 de junho de 2012 tivemos em Guarulhos SP, a 28ª edição do CONECEF, Congresso
Nacional dos empregados da CAIXA. Conforme divulgado no site do Sindicato dos
Bancários/SP, no CONECEF de 2012, estiveram presentes 321 delegados (o número
previsto era de 418) de todos os estados do país e do DF. Estiveram presentes
diversas tendências sindicais: Articulação Bancária, CTB, CSD,
MNOB/CSP-Conlutas, Intersindical, Coletivo Bancários de Base, Coletivo Uma
Classe e Unidos para Lutar.
Apesar
do tema central do fórum ter sido a melhoria das condições de trabalho, a
direção do movimento (Articulação/PT e CTB/PC do B) na verdade sabotou o tempo
todo a organização da luta contra o assédio moral e a opressão crescente nos
locais de trabalho, através de todo tipo de artifício e manobra burocrática
impedindo o livre debate e controlando todas as deliberações. O fato é que as
duas correntes são governistas e tem uma política que diretamente privilegia o
capital financeiro, ou seja, cúmplices da direção da CAIXA.
Durante
todo o congresso, a burocracia da CONTRAF/CUT usou o pretexto da Mesa Única da Fenaban,
que é um fator importante de unificação da categoria nacionalmente, para
justificar na prática o abandono de uma discussão direta com a direção da Caixa
também sobre as cláusulas econômicas que nos afetam em particular, como poderia
ser um plano de recuperação das perdas de mais de 100% acumuladas desde os anos
FHC.
Quanto
à questão da isonomia, apesar de ter tido que aprovar, a contragosto, a
realização de um Encontro Nacional pela Isonomia, pela insistência de setores
da base e das correntes de Oposição, a verdade é que isso não alterou em nada
os rumos da campanha salarial do ano passado, em que esta pauta sequer foi
considerada.
O
congresso foi um verdadeiro espetáculo de burocratização promovido pelo setor
majoritário. A Articulação bancária, impediu até mesmo a aprovação da
reivindicação da reposição das perdas salariais desde o governo FHC.
A
precária divulgação dos congressos na base da categoria e obstáculos
burocráticos impostos pelas direções, em conjunto com fatores conjunturais, vêm
impedindo uma ampliação do número de participantes e um aprofundamento
qualitativo do debate para a luta da categoria. Avaliamos como altamente
necessário o esforço de remar contra a maré. Para os bancários e bancárias,
muito do que se questionou e foi apresentado como pontos necessários a serem
conquistados por nós no 28º CONECEF, como apontamentos negativos de conjuntura,
elementos da situação geral e específica da categoria etc., ou não foram
conquistados, ou pior, sofreram aprofundamentos.
LIÇÕES PARA AS CAMPANHAS
FUTURAS. BALANÇO DA CAMPANHA DE 2012: ORGANIZAÇÃO DE BASE PARA RETOMAR O
SINDICATO E O CONTROLE DAS GREVES
Sabemos
que com a força que têm os bancários poderíamos conquistar todas as nossas
reivindicações. Neste ano, embora, segundo o que diz o Sindicato, mais agências
tenham sido paradas, o ativismo dos bancários em greve diminuiu. Se houvesse de
fato um esforço da direção sindical em direcionar a greve aos interesses dos
trabalhadores, a paralisação não teria atingido apenas as agências, mas as áreas
estratégicas dos principais bancos. Analisando todas as greves dos últimos
anos, vemos que, quando muito, a direção de nosso sindicato usa a paralisação
das grandes concentrações bancárias apenas como “moeda de troca” para fechar os
acordos de fim de greve, se preocupando mais em fazer uma greve de fachada do
que de fato colocar peso na organização dos trabalhadores a partir de seus
locais de trabalho. Com isso, temos uma greve que visa muito mais atingir a
imagem dos bancos, paralisando o atendimento nas agências, do que o lucro do
sistema financeiro, paralisando suas engrenagens.
A
Articulação, corrente majoritária no PT e na CUT, e que também é majoritária na
direção do nosso sindicato, atua conscientemente desta forma para preservar
suas relações políticas e econômicas com o governo Dilma (nosso patrão direto,
no caso da Caixa e do BB) e com os banqueiros. A mesma corrente que dirige o
sindicato de bancários é a corrente em cujo governo os banqueiros têm tido os
maiores lucros de sua história. Na Caixa e no BB, por exemplo, ex-sindicalistas
ocupam postos nas direções dos Fundos de Pensão (Funcef e Previ), que, por sua
vez, atuaram intensamente nos processos de privatização de empresas estatais e
hoje são sócios destas empresas privatizadas.
Em
relação à Caixa, é necessário falar que a FENAE, entidade que reúne as Apcef's,
é parceira estratégica da PAR seguradora, responsável direta pelo assedio moral
a que somos submetidos diariamente. Trocando em miúdos, nas assembleias há
sempre nas mesas membros da Apcef, entidade que na Caixa é um braço do
sindicato e que pratica assedio moral contra os trabalhadores da empresa.
Na
última campanha salarial,a prioridade era terminar logo a greve para se
concentrar na campanha de Fernando Haddad/PT. Para acabar com a nossa greve em
2012, voltaram a reproduzir a manobra de dividir as assembleias por bancos e
facilitar a entrada em peso dos gerentes e fura-greves para quebrar o
movimento, impedindo a continuidade de uma luta unificada. Luta essa que a
categoria, principalmente na CAIXA, estava disposta a levar adiante, como
demonstrou a assembleia de 26/09, onde a vontade dos bancários da CAIXA em
continuar na greve prevaleceu sobre a “recomendação” do sindicato em aceitar a
mixaria de proposta, que não contemplava sequer os pontos mais centrais da
nossa campanha específica, como a contratação de mais funcionários e a demanda
de isonomia.
Em
resposta a isso, no dia seguinte (27/09) a própria CAIXA com a cristalina
colaboração e cumplicidade do Sindicato, promoveu um enorme lock-out nas
agências de toda a cidade para poder conduzir seus gerentes e demais
fura-greves para a assembleia e decidir o fim de uma greve que eles não
fizeram. Foi terminada prematuramente uma luta que ainda poderia avançar muito.
A
possibilidade de uma greve séria passa pela coordenação da luta pela base, onde
sejam os próprios trabalhadores que decidam tudo, da organização da luta até as
negociações com a patronal, reunindo-se a partir de cada local de trabalho e
formando comitês e comandos de greve por região, unindo trabalhadores de bancos
públicos e privados junto aos trabalhadores terceirizados e demais categorias
em luta. Somente com uma greve assim, que ataque realmente o lucro dos
banqueiros, poderemos conquistar ganhos reais para todos, como estabilidade,
salário e condições de trabalho dignas, com isonomia real e irrestrita de
direitos e garantias para efetivos e terceirizados, avançando numa grande luta
pela efetivação de todos os terceirizados, pelo fim do trabalho precário. Neste
ítem, o coletivo Uma Classe defende a incorporação, sem concurso público, de
todos os terceirizados de forma incondicional ao quadro de funcionários da
CAIXA. Parte do coletivo Bancários de Base tem acordo com esta proposta, os
demais defendem uma pontuação pré-concedida como bônus aos terceirizados na
realização do concurso público.
Uma
resposta de força da organização dos trabalhadores deve ser dada para enfrentar
a crise econômica que já está aí e já é uma realidade no Brasil, e que, no
cenário mais provável, tende a se agravar nos próximos anos. As milhares de
demissões no Itaú e em diversos outros setores, e, no caso da CAIXA, a
precarização do trabalho via correspondentes e lotéricos, que não só esconde a
paulatina privatização da empresa como fortalece uma política discriminatória
que nega atendimento à população mais pobre, devem ser entendidas como
respostas da patronal e do governo à crise. Esse quadro geral é o que está por
trás do discurso do governo e da patronal sobre “competitividade”, que nada
mais é do que uma nova tentativa de descarregar sobre as costas dos
trabalhadores o peso da crise econômica.
Nos
últimos tempos acompanhamos um ritmo de aceleração dos ataques aos
trabalhadores em diversos setores e categorias, onde o governo, apesar da
propaganda pelo “social”, é protagonista direto de uma política que favorece
sobretudo os grandes empresários. Não tem sido diferente no setor bancário:
ondas de demissões no Itaú, no Santander, e perseguições e processos de
demissão políticos na CAIXA e no Banco do Brasil. No caso dos dois últimos,
cipeiros e delegados sindicais estão sendo perseguidos e ameaçados de demissão
por justa causa e não é por acaso que as perseguições e tentativas de calar
aqueles que lutam estejam se intensificando. Minar as referências de luta e de
organização dos trabalhadores neste momento já é preparar terreno para futuros
e cada vez mais graves ataques aos direitos e conquistas de todos os
trabalhadores.
Para
enfrentá-los e dar uma resposta à altura, precisaremos de uma ampla mobilização
a partir da base, e que as correntes de Oposição em nosso sindicato se
unifiquem sobre a base de um programa classista. Para isso, será necessário
superar todo rotineirismo e adaptação passiva ao jogo de cartas marcadas
montado pela direção petista, que infelizmente é o que vem marcando a atuação
da maioria da oposição, em particular do MNOB/Conlutas que é a principal e por
isso carrega a maior responsabilidade. Ao contrário disso, o que vemos hoje na
atuação desta corrente é que esses continuam sem fazer uma clara e consistente
defesa dos trabalhadores terceirizados, sem travar uma luta séria para que a
base dos trabalhadores tenha direito a voz nas suas assembleias (se limitando
aos acordos com a burocracia que garantem apenas falas para as centrais sindicais)
e sem o combate por uma real unificação entre trabalhadores dos bancos públicos
e privados, junto às demais categorias em luta.
Na
Caixa, onde, por diversas circunstâncias, ainda existe um ativismo maior, as
assembleias dos dias 26 e 27/09 deixaram mais do que claro que a direção do
nosso sindicato não possui mais nenhum apoio da base da categoria e não seria
capaz de encerrar a greve sem o apoio da empresa. Já é tempo de lutarmos para
que esta base, organizada a partir de cada local de trabalho, junto aos
trabalhadores dos demais bancos, detenha o controle do seu sindicato e de sua
luta.
Nada
é impossível de mudar
(Bertold
Brecht)
Nada é impossível mudar
Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece
habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como
coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.
A GREVE QUE PRECISAMOS
Se os
bancos continuam tendo lucros bilionários, que aumentam ano a ano, nossos
salários são achatados pela inflação, nossos benefícios e direitos são
retirados, as condições de trabalho pioram cada vez mais, aumenta o volume de
serviço, as metas, o assédio moral, as ameaças, demissões, o adoecimento, as
lesões, o stress... A saída para isso É GREVE! Só pela organização e luta
coletiva podemos recompor nossos salários, recuperar nossos direitos e melhorar
as condições de trabalho! É importante insistirmos nisto.
- Piso
salarial, em todos os bancos, suficiente para as necessidades vitais básicas de
um trabalhador e sua família. O próprio DIEESE, órgão satélite do Governo/ PT/
CUT, estipula por baixo um valor de cerca de 2800,00.
- Por
um plano de reposição das perdas salariais, na Caixa, estimada em 100%.
-
Garantia de emprego aos bancários, especialmente nos bancos privados.
-
Assinatura da convenção 158 da OIT, Delegados Sindicais em todos os Bancos.
Avançar para uma verdadeira organização de base, com comissões eleitas em todas
as unidades, com representantes dos trabalhadores efetivos, terceirizados e
estagiários, capaz de paralisar efetivamente as unidades nos momentos de greve,
e de defender condições de trabalho dignas para todos.
-
Isonomia já! Plano de Carreira discutido com a categoria para todos, sem
redução de direitos, contra as mesas de enrolação permanente e ações
parlamentares sempre engavetadas.
-
Jornada de 6 horas para todos sem redução de salário.
- Mais
contratações e mais trabalhadores nas agências.
- Fim
da terceirização e dos correspondentes bancários.
-
Contra o assédio moral e qualquer forma de opressão nos locais de trabalho.
- Fim
das metas! Bancário não é vendedor! Somos prestadores de serviços e precisamos
de melhores condições de trabalho.
-
Paridade entre ativos e aposentados (direitos e benefícios iguais).
-
Incorporação da PLR ao salário, incidindo em todos os benefícios.
O PAPEL DOS BANCOS
PÚBLICOS – CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Assim,
a Caixa Econômica Federal vem implementando diversas políticas, na mesma linha
dos bancos privados, para otimizar seus recursos (inclusive humanos) e obter
lucros estrondosos, com a vantagem de utilizar o marketing de banco público e
social.
As
estratégias para promover a lucratividade da empresa extrapolam o discurso
ético que o banco imprime, por exemplo, em suas “belas propagandas” exibidas
nos horários nobres nas telinhas do povo brasileiro.
No
último período esse processo se aprofundou com a criação dos novos modelos de
atendimento nos chamados Pontos de Venda (PEATE). Tal medida está inserida num
processo mais amplo de reestruturação que vimos se aprofundar e que extinguiu
várias áreas meio e reordenou os cargos comissionados, prejudicando muitos
funcionários. Com a justificativa de reduzir as filas, mas sem a melhoria dos
processos e sistemas e sem o que seria fundamental que é o aumento do quadro de
funcionários, o modelo se mostra artificial e desastroso.
As
filas são camufladas empurrando-se as demandas para as “células de apoio”, onde
funcionários se desdobram para dar conta das pilhas de processos a serem
executados. Inclui-se a expansão de correspondentes bancários, habitacionais e
a pressão para empurrar clientes pobres para esses correspondentes a fim de não
atrapalhar os “negócios” nos “pontos de venda”. A maioria dos contratos
habitacionais já são concedidos pelos correspondentes que flexibilizam a
concessão de crédito e recebem um bom comissionamento para fechar contratos. Os
funcionários são pressionados a encaminhar as demandas para os correspondentes
de forma explícita ou camuflada. O excesso de serviço torna impossível dar
conta da demanda e faz com que a única alternativa aparente seja orientar o
cliente a procurar um correspondente.
E
assim se operam as novas formas de privatização do principal banco público do
país, precarizando cada vez mais postos de trabalho e transferindo ao controle
privado importantes recursos públicos. Um processo que encontra referência na
resposta da patronal à crise de 2008: com a justificativa de “salvar empregos”,
a máxima capitalista e burguesa de socialização dos prejuízos e privatização
dos lucros mais uma vez se deu e continua se dando de forma concreta, com o
governo salvando bancos e outras corporações com a utilização de dinheiro
público, seja nos incentivos e renúncia fiscais ou na injeção direta de
recursos.
COM
ISSO, NÃO PODEMOS ABRIR MÃO DO DEBATE COM A CLASSE TRABALHADORA E A SOCIEDADE
EM GERAL SOBRE A NECESSIDADE DA ESTATIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO.
--- Em sáb, 20/4/13, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
Assunto: Re: [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
Para: "Márcio Cardoso" <marciocarsi em yahoo.com.br>
Cc: "Bancários de
Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>, "douglas MR riBDB" <d.ribeirovargas em gmail.com>, "ricardo bb sac" <ricardoflorianopolis em hotmail.com>
Data: Sábado, 20 de Abril de 2013, 20:50
Olá a tod em s!Márcio, envio no corpo conforme pedido. Peço aos demais camaradas informar se receberam como anexo, pois pode ser da máquina e não do "bios".Valeu!Messias.
Observação importante: Assim como nós, conecef não e consenso no Coletivo Uma Classe. Eles devem definir até amanhã. Significa que é isto por enquanto, uma proposta em debate com eles. Caso decidam não ir, a proposta não será a mesma.
TESE
DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) E DO COLETIVO UMA CLASSE (SP) PARA 29º
CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – CONECEF 2013
INTRODUÇÃO
A presente tese é fruto
dos debates acumulados no último período pelos militantes/simpatizantes do
Coletivo Bancários de Base e do Coletivo Uma Classe, estruturados no
exercício teórico sempre conjugado com a prática do cotidiano de trabalho
e militância. O esforço de concretizá-la e apresentá-la como contribuição para
o debate do 29º CONECEF é a expressão de nossos anseios em redemocratizar e
ampliar a participação dos trabalhadores da Caixa nos fóruns do movimento
sindical (o que no passado já foi uma realidade mais afirmativa, do ponto de
vista da classe trabalhadora).
A precária divulgação dos congressos na base e os obstáculos burocráticos
impostos pelas direções, em conjunto com fatores conjunturais, infelizmente vêm
impedindo uma ampliação do número de participantes e um aprofundamento
qualitativo do debate para a luta da categoria. Avaliamos como altamente
necessário o esforço de remar contra a maré, até porque a História já nos
provou ser a resistência também uma forma de
transformação. Infelizmente, para os bancários e bancárias, muito do
que se questionou e foi apresentado como pontos necessários a serem
conquistados por nós no 28º CONECEF, como apontamentos
negativos de conjuntura, elementos da situação geral e específica da categoria,
etc., ou não foram conquistados, ou pior, sofreram aprofundamentos na sua
perversidade. Isto nos obriga a sermos repetitivos em algumas abordagens.
Portanto não só estamos patinando em vários itens de interesse da
categoria, como lamentavelmente estamos regredindo em outros. Isto é real.
Bom Encontro a Tod em s
!!!
BALANÇO
DO 28º CONECEF
BALANÇO DO CONECEF 2012.
MAIS DO MESMO ATÉ QUANDO?
Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase